Você sabe o que é “Pescoço de texto” ? Descubra e saiba como evitar.

Parecia que estávamos indo tão bem cada vez mais equilibrados em duas pernas, mas de uma hora para outra nossa atenção foi desviada a ponto de transformar nossa postura.

A equipe do Jornal Nacional chamou um fisioterapeuta pra ajudar a identificar o chamado “pescoço de texto”. O nome é porque a cabeça fica abaixada quando você está digitando no celular. “É como se tivesse um avançar da cabeça em relação à linha média.”, diz o fisioterapeuta Leonardo Machado.

Veja no vídeo acima como o pescoço do Márcio está muito fora do eixo vertical do corpo. E, mesmo quando ele não está lendo, o pescoço já fica naturalmente mais pra frente.

Jornal Nacional: Alguém já te falou isso?
Márcio Tadeu de Almeida, funcionário público: Não, não percebi. Agora, até vocês falando, percebi com a situação realmente.

Ele não percebeu porque a dor ainda não começou.

Jornal Nacional: O problema é o futuro?
Leonardo Machado, fisioterapeuta: Quando essa dor começar a se instalar, será um sinal de que o corpo esgotou todas as formas de adaptação e conforto. Só que essa dor geralmente está associada já a um processo degenerativo já instalado.

O certo é deixar o celular mais na altura do olho. O pescoço faz menos força. Ponto pra Paula.

Jornal Nacional: Mas você acha que conseguiriam ficar assim durante muito tempo?
Paula: Não. Se não tivesse a bolsa para apoiar, não.

A cada hora que você abaixa a cabeça para ficar olhando no celular, é como se um peso de 25 quilos tivesse na sua nuca, o que faz com que o seu pescoço fique se projetando cada vez mais pra frente.

O Douglas procurou o fisioterapeuta porque já tá sentindo dor. “Dirigindo, no carro, assim. Eu já percebia que eu não estava mais encostando a cabeça no encosto, eu estava realmente colocando o pescoço pra frente”, diz ele.

Alguns exercícios podem ajudar. “A pessoa vai estender a cabeça de forma suave e depois começar a estender o tronco também de forma bem suave para trás”, explica o fisioterapeuta.

Pode ser no chão mesmo “Tenta levantar os cotovelos, não deixa sentir nenhuma compressão atrás”, diz fisioterapeuta.

A que ponto chegamos: um mundo novo na palma da mão puxou nossa cabeça como um imã. Agora, o desafio é voltar um pouco ao passado pra que o horizonte volte a ser o foco do nosso olhar.

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