Vilões? Smartphones e tablets como causadores de problemas na coluna.

Na fila do banco, na sala de espera ou no ponto de ônibus, sempre há alguém de olho no smartphone.

Desde o primeiro aparelho criado, até hoje, os celulares evoluíram muito.

Atualmente funcionam como verdadeiros computadores portáteis.

Com eles é possível realizar atividades inimagináveis até bem pouco tempo.

No entanto, a massificação dos dispositivos não trouxe apenas benefícios, mas também problemas para as pessoas.

Desde o vício por eletrônicos e a necessidade de ficar conectado o dia inteiro como a problemas de postura e dores relacionado à inclinação da cabeça para consultar celulares e tablets por longos períodos.

Uma expressão específica para esse tipo de problema foi adotada por médicos e fisioterapeutas e chamada de “Text Neck” (pescoço de texto, em tradução livre).

Acostumada a aguentar o peso da cabeça (cerca de seis quilos, em um adulto), para cada polegada que se inclinar a cabeça para frente, a pressão sobre a coluna cervical dobra.

Então, olhar para um smartphone que está no colo, pode significar que o pescoço está segurando uma cabeça que parece ter 20 ou 30 quilos.

O fato da pessoa estar nessa posição gera uma fadiga maior na musculatura do pescoço, causando dores musculares,  podendo ocasionar comprometimentos maiores como uma hérnia de disco.

Para quem passa de duas a quatro horas por dia de cabeça baixa para checar o Facebook, ler notícias, postar uma foto no Instagram ou bater papo pelo WhatsApp – são de 700 a 1,4 mil horas por ano de estresse excessivo sobre a coluna, tempo que pode ser ainda maior em jovens em idade escolar.

Entre as consequências do “text neck”, estão:

  – A perda da curva natural da cervical;

  – Desgaste precoce da coluna.

Um conselho é manter a cabeça ereta: em vez de baixá-la até o smartphone, faça o contrário e leve o dispositivo até a altura dos olhos.

Já que é quase impossível evitar as tecnologias que causam esses problemas, as pessoas deveriam fazer um esforço para usá-las em posição neutra, além de tentar diminuir o tempo de uso.

Acessórios, como suportes que deixem o aparelho em uma posição mais ergonômica também são recomendados.

Fazer intervalos quando se fica muito tempo usando o smartphone, e se alongar durante o período de uso também ajudam a prevenir lesões mais graves além de procurar praticar atividades físicas regulares.

Fonte: ZH Tecnologia e Terra

Dica:
Jacqueline Marinho
Fisioterapeuta formada pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Pós-graduanda em Fisioterapia nas Disfunções Biomecânicas com foco em Coluna Vertebral – Facudade Einstein
Fisioterapeuta Home Care (Domiciliar)
Colunista no Queimadas no Foco (http://queimadasnofoco.blogspot.com.br/)

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