Velhas novidades na Fisioterapia,

A cada vez mais tenho observado nestes meus 43 anos de formado que algumas técnicas têm sido conduzidas de maneiras e com objetivos diferentes daqueles estipulados por seus idealizadores. De acordo com meu entendimento, observo que estas mudanças são meras variações de uma mesma abordagem, mas que não alcançam melhorias em relação à terapêutica original.

Ao se comentar sobre os estímulos cutâneos ou estereoceptividade, Margaret Rood é lembrada?

Será que os fisioterapeutas realmente compreendem que estes estímulos nos dermátomos provocam reações inversas de contração ou relaxamento dos músculos estimulados? Ou observam que ao se aplicar a Técnica de Marie Fois em pacientes paraplégicos existe a possibilidade de ocorrer o reflexo de estiramento ou do movimento de tríplice flexão, ora em rotação externa ora em rotação interna, objetivando a inibição dos padrões flexor e extensor?

Atualmente, diversas abordagens são “vendidas” como eficazes, contudo estas só fazem aumentar o crescente comércio de cursos que não satisfazem a correta prática clínica.

Há pouco tempo tive em minhas mãos um folder que apresentava uma técnica subaquática de “shiatsu” e acupuntura. Fiquei me perguntando quais seriam os benefícios proporcionados por estas técnicas no ambiente aquático? As leis de Pascal e Arquimedes iriam influenciar?

Creio que seja pouco provável. Em outra ocasião, ouvi durante uma palestra que a acupuntura apresentaria melhoras clínicas quando esta fosse aplicada durante exercícios físicos em academias. Em contrapartida, o método de neurologia Filogenético de Doman-Delacato não teve a mesma sorte de aceitação no Brasil.

Como possíveis causas podem estar o não conhecimento da equipe, que traduziu o método ao “pé da letra”, confundindo estimulações cutâneas por palmadas fortes, ou até mesmo pendurar pacientes pelos pés para promover uma melhor oxigenação cerebral.

Hoje, um método Ontogenético já pode se intitular neuroevolutivo, mas esta expressão já havia sido utilizada por Doman-Delacato, sendo criticada. Apesar das constantes inovações, o conhecimento científico deve estar enraizado em estudos e experimentos, possibilitando segurança e benefícios para aqueles que o utilizarão.

Dr. Edson Virginio Rodrigues

CREFITO 375 F

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1 comentário em “Velhas novidades na Fisioterapia,”

  1. Sabias palavras… estamos vendo diversas técnicas promissoras e grande variedade de markenting nos ultimos tempos… penso que o fisioterapeuta está desesperado e está fazendo loucuas cm tecnicas somente para vende-las vejo fisio chamando paciente de alunas no pilates e por ai vai. Mas enfim caminhamos com passos de formigas e desesperados por nossa profissão

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