Vamos exercer nossa autonomia junto aos planos de saúde?

Olá amigos. Na década de 1980, em função do crescimento incômodo da fisioterapia, a Associação Médica Brasileira(AMB), criou um referencial de procedimentos que norteariam a cobrança das ações fisioterapêuticas pelos seguros saúde, que começavam a crescer.

O referido rol já começou errado, pois, mostrando total desrespeito à nossa categoria, essa listagem foi elaborada por médicos fisiatras e os tratamentos eram denominados fisiátricos.

Gradualmente, a fisiatria foi perdendo força e espaço em função do posicionamento dos profissionais de fisioterapia. A nossa legislação profissional determina que, o paciente seja encaminhado para nós indicando o tratamento fisioterápico e o parecer diagnóstico ou sinais e sintomas a esclarecer. SÓ!!!!!

Ao fisioterapeuta cabe, o exame clínico, o diagnóstico cinético-funcional e a proposta terapêutica, a qual deve ser flexível de acordo com a resposta e/ou evolução do paciente. Essas são prerrogativas nossas. Infelizmente, na maioria das vezes, isso não ocorre. O paciente chega com a indicação de tratamento e, por questões culturais e de desconhecimento os pacientes, muitas vezes, não aceitam a ponderação do fisioterapeuta e só querem realizar o que foi prescrito. Isso é uma aberração que precisa acabar, pois coloca o profissional como mero executor, voltando aos tempos do técnico com total conivência por parte do fisioterapeuta que aceita e depois reclama. Não adianta reclamar, tem que se impor com competência e diplomacia.

A nossa legislação profissional também determina que, onde houver atendimento fisioterapêutico tem que haver, obrigatoriamente, a presença do profissional. O que nós estamos esperando? Se o profissional não aceitar, não há tratamento. Se os planos de saúde não se adequarem e respeitarem o fisioterapeuta, não há tratamento. Temos a legislação e a autonomia a nosso favor; não dá mais para continuar a ser conivente com esse tipo de situação. Ou assumimos a nossa competência, ou reconhecemos que não temos condições de assumir o paciente sozinho e nos submetemos aos desmandos de outras categorias.

O fisioterapeuta se intromete na medicação utilizada pelo paciente? Sugere mudanças terapêuticas? Então não se pode aceitar a ingerência de uma categoria que, com honrosas exceções, acha que domina todos os assuntos e quer ter o paciente só para ele. Se nem na medicina é possível saber tudo, como ousar saber de outras categorias? A fisioterapia tem responsáveis, sim.

Outra distorção é a famigerada autorização de 10 atendimentos de cada vez e o retorno ao médico para nova avaliação e continuação ou não do tratamento. Isso não existe. Onde está escrito que há um número restrito de “sessões”? Quem vai evoluir e indicar a sequência da terapia é o fisioterapeuta, ponto final.

A partir dessa conquista, vamos impor novos valores de atendimento. O que recebemos é ofensivo. Ah! mas o médico também recebe pouco. Ele consulta, nós tratamos e há uma profunda diferença.

Há algumas décadas atrás (hoje mudou), o anestesista não era vinculado a nenhum plano de saúde e o procedimento era cobrado à parte, por que? Sem anestesia não há cirurgia.

Sem fisioterapeuta, não há fisioterapia.

Somos 500.000 no país, temos tudo a nosso favor. Você prefere ser reconhecido como o profissional que comanda o tratamento com respeitabilidade ou continuar a ser considerada a mocinha ou o rapaz da fisioterapia? Acorda classe!!!!!!!!!!!!!!

Até a próxima

1 comentário em “Vamos exercer nossa autonomia junto aos planos de saúde?”

  1. Elizangela

    Apesar de ainda não ter me formado, já tenho uma enorme preocupação com as questões de autonomia no atendimento e ainda ter uma remuneração digna pelo meu trabalho. O custo de uma boa graduação é muito alto e além disso é necessário complementar com cursos de especialização, que também não são baratos.
    Vencer essa jornada de formação não é fácil. Portanto quero exercer minha profissão decentemente.
    Temos que realmente nos unir e batalhar por melhorias.

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