Tratamento fisioterapêutico da Santa Casa de Diadema muda vidas

O eletricista Gilberto Calazans de Souza, 39 anos, trafegava com sua moto por uma avenida de Diadema, quando foi atropelado por uma viatura da polícia, que perseguia um ladrão. O acidente aconteceu no dia 28 de julho do ano passado. Gilberto teve fratura exposta da tíbia e da fíbula da perna esquerda. Um ano depois, após ser operado e se submeter a 90 sessões de fisioterapia, voltou a andar e está próximo de fazer aquilo que lhe dava muito prazer no passado: jogar futebol.

Em setembro de 2014, Katia Regina de Carvalho, 38 anos, dois filhos, moradora no Jardim Campanário, teve uma febre muito alta. Entrou em estado de coma e só foi despertar três meses depois na UTI de um hospital da região. Katia teve meningite viral que lhe deixou cadeirante, sem o movimento das pernas e do braço direito.

Passou por 30 sessões de fisioterapia. Hoje, voltou a andar, tem novamente o controle do esfíncter e ainda recupera o movimento do braço afetado.

Esses dois casos ilustram o trabalho que é feito pela equipe de fisioterapia da Santa Casa de Diadema. São 30 mil pacientes atendidos por ano, numa média de 12 mil sessões por mês. A Prefeitura de Diadema faz um repasse mensal de R$ 120 mil para a fisioterapia.

A verba não é suficiente para manter os trabalhos em execução.

“É uma luta cotidiana. Somos deficitários, por isso estamos todos os dias em busca de parceiros e colaboradores que possam complementar nosso orçamento”, afirma o provedor da Santa Casa de Diadema, Ronaldo Buscarino.

O paciente Gilberto, que é casado e tem um filho, espera voltar à ativa em setembro próximo: “Não vejo a hora de retornar à minha vida. Quero correr, jogar bola, voltar a trabalhar.

Essa é a minha meta. Estou em pé e voltei a andar, graças ao tratamento excelente que recebi na Santa Casa”.

A paciente Katia conta que iniciou a fisioterapia em fevereiro. “No começo, eu só chorava. Não tinha equilíbrio. Usava fralda. Andava de cadeira de rodas.”

Aos poucos, os movimentos foram retornando, embora ela ainda tenha dificuldade para caminhar sozinha. “Parece brincadeira”, ela diz, “mas a coisa que eu mais sinto falta é lavar roupa”, ela ri.

Segundo avaliação dos fisioterapeutas, que atendem Katia, ela teve melhora na autoestima e na comunicação verbal, tendo realizado sessões múltiplas de alongamento e fortalecimento da musculatura de tronco, membros inferiores e superiores.

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