TRATAMENTO FIBRO EDEMA GELOIDE COM ULTRA SOM TERAPEUTICO DE 3Mhz COM USO DA FONOFORESE

Escrito em dezembro de 2017

Tutor Renan Martins dos Santos

Dra. Michelle Trigo de Moraes

Pós Graduando em Dermato Funcional

pela Facudade Unyleya 2017.

Pós Graduada em Unidade de Terapia Intensiva pelo Instituto de Ensino, Formação e Aperfeiçoamento em Pós Graduação – IEFAP 2013 .

Pós Graduação em Traumato Ortopedia pela Universidade Gama Filho 2007.

Graduação em Fisioterapia pelo Centro Universitário Monte Serrat  2004.

Conhecimento em Reabilitação Neurologica com ênfase em células Tronco na China Beijing pelo Institute For Neuroregeneration And Functional Recovery in Shijungshan District em setembro de 2012.

Autora do Livro de Oxigenoterapia Domiciliar em Adulto Cuidados e Orientações com Manual publicado em 2011 pela editora Scortecci com ISBN 978-85-366-2304-7.

Publigado artigo Fisioterapia Inicialmente Motora em paciente com Insuficiência Cardíaca pela revista NOVA FISIO ISSN 16780817 JAN/FEV – 2013.

Aprimoramento em Reeducação Postural Global pelo Equilibrio Muscular com carga horaria de 160 hrs em 2007.

Publicado artigo de Oxigenoterapia Domiciliar em Adulto pela revista NOVA FISIO ISSN 16780817 EDIÇÃO 87 JULHO/AGOSTO- 2012

Curso Chance para a Reabilitação: Plasticidade do sistema nervoso – Neda-Brain Funktionelle Neuroanatomie – 2012

Curriculo Lattes HTTP://lattes.cnpq.br/0162954877416084

RESUMO

O ultra-som terapêutico 3Mhz vem sendo utilizado em diversas disfunções do corpo, dentre elas no tratamento do fibro edema gelóide. O objetivo do trabalho é demonstrar o efeito do ultra-som terapêutico no tratamento do fibro edema gelóide através de uma revisão de literatura. Trata-se de uma pesquisa descritiva, na qual foram utilizadas as palavras chaves fibro edema gelóide, ultra-som e fisioterapia dermato funcional, disponíveis nas revisões bibliográficas citadas em bibliografia. Conforme a bibliografia pesquisada, foram observados que o ultra-som vem demonstrando excelentes resultados na patologia do FEG. Sendo assim conclui-se que o ultra-som terapêutico quando associado a fonoforese, mostrou-se eficaz melhorando a aparência de “casca de laranja” este termo tão utilizado em tudo que diz respeito a FEG.

Palavra chave:   ultra-som terapêutico, “casca de laranja”  e fisioterapia dermato funcional.

ABSTRACT

The 3Mhz therapeutic ultrasound has been used in several dysfunctions of the body, among them in the treatment of fibrous edema gelóide. The objective of this work is to demonstrate the effect of therapeutic ultrasound in the treatment of fibroid edema through a literature review. It is a descriptive research, in which the key words fibro edema gelóide, ultrasound and dermato functional physiotherapy were used, available in bibliographical reviews cited in bibliography. According to the literature, it has been observed that ultrasound has demonstrated excellent results in EGF pathology. Therefore, it is concluded that therapeutic ultrasound, when associated with phonophoresis, has been shown to be effective in improving the appearance of “orange peel”, which is so used in all aspects of FEG.

Key word: Therapeutic ultrasound, “orange peel” and dermato functional physiotherapy.

INTRODUÇÃO

Desde quando ouvimos falar em lipodistrofias achamos esse termo por vezes complicado por outra bonito em pronunciar, e na lipólise sendo a quebra da gordura, porem  revisar e analisar esses pontos com o método utilizado no caso do ultra som baseando assim em revisão de literatura muito aprendemos.

O termo correto para designar alterações do relevo cutâneo é fibro edema geloide. Este é popularmente conhecido como celulite. Entretanto, é uma comparação errônea, uma vez que ambos os termos designam coisas distintas.

Celulite, do latim cellullite, significa inflamação no tecido celular. Algumas vezes, pode ser confundida erroneamente com uma patologia de mesmo nome e de características condizentes com o termo, porém tratada exclusivamente pela classe médica (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

Além de ser considerado visualmente desagradável por grande parte das pessoas, o fibro edema geloide, do ponto de vista estético desencadeia disfunções álgicas nas zonas acometidas e diminuição das atividades funcionais. Provoca sérias complicações, dentre elas dores intensas e problemas emocionais (GUIRRO & GUIRRO, 2002), como diminuição da autoestima e quadros depressivos.

Segundo MACHADO, et al, (2009), o fibro edema gelóide (FEG), conhecido popularmente como celulite, acomete milhares de mulheres em todo o mundo, causando uma alteração comum na pele, que é manifestado por algumas irregularidades corporal, provocando uma alteração no corpo feminino, em que essas alterações são causadas pelo excesso de tecido adiposo que fica retido no septo fibroso e esteticamente é indesejável .

Segundo Junqueira e carneiro (2009), a pele pode atingir até 16% do peso corporal, em que se tratando de superfície e peso, é considerada um dos maiores órgãos, sendo dividida por camadas específicas como: a epiderme que é a camada mais superficial, ela é avascular e tem a função de proteger o organismo contra os agentes físicos e 

químicos do ambiente, sendo constituída por cinco camadas que   são

as camadas germinativa, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea. A derme é a camada do meio, fica localizada logo abaixo da epiderme, é vascularizada e 70% das fibras de colágeno estão presentes nela e por último a hipoderme que é a mais profunda, rica em tecido adiposo e tem a função de proteger o organismo contra choques.

Baseado em Borges (2006), o fibro edema gelóide é classificado em quatro tipos: duro, flácido, edematoso e misto. O primeiro é considerado a fase inicial da patologia, mas que ainda não pode ser sentido ou visto; no segundo surgem as mudanças estruturais, onde a pele ganha um aspecto de ondulações, que podem ser visíveis e sentidos com a palpação; o terceiro se encontra num estágio um pouco avançado, pois os nódulos são perceptíveis e os sinais bem visíveis, sem a necessidade de palpação, em que a pele é comparada com uma “casca de laranja”, tornando-se áspera, com edema em membros inferiores e microvarizes, somados a uma flacidez; no quarto e último tipo, a pele é dura, depressiva, as pernas ficam pesadas, doloridas, com edema e sensação de cansaço, mesmo sem esforço físico.

Com base em  SANT’ANA, et al, 2007; MENDONÇA, et al, (2009)   Portanto, com relação aos agentes etiológicos do FEG, existem alguns fatores que podem influenciar o aparecimento dessa patologia, como a presença de estrogênio, estresse, obesidade, sedentarismo, idade, gravidez, hereditariedade, sexo, fumo, mau hábitos alimentares, entre outros.   Diante disso, é necessária uma avaliação detalhada, com anamnese e exames físicos, por se tratar de uma afecção multifatorial.

Sendo assim, a fisioterapia dermato-funcional atua com o intuito de obter excelentes resultados, disponibilizando vários recursos que podem ser utilizados nessa patologia, onde o ultra-som terapêutico vem crescendo esteticamente, pois tem ação de promover um efeito anti-inflamatório, além de aumentar a circulação sanguínea e quando associado a fonoforese, que é a penetração dos fármacos no organismo através da pele, gera efeitos de neovascularização, rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras de colágeno (MENEZES, et al, 2009).

Conforme  com Almeida, et al, (2005), o uso  do ultra-som é importante em todos os estágios do fibro edema gelóide, onde Agne (2009), relata que para conseguir alcançar o objetivo desejado, deve escolher a frequência de 3Mhz para maior absorção do tecido subcutâneo e depois escolher a potência de emissão em torno de 0,8 até 1,0w/cm2.

Conforme ALMEIDA et al, (2005). A forma combinada pode ser a utilização da fonoforese, em que utiliza no gel de acoplamento um fármaco ativo potencializando os seus efeitos O ultra-som tem efeito mecânico, onde as ondas vão gerar um aumento de pressão dentro dos adipócitos, fazendo com que essas células se rompam, e os resultados possam ser mais eficazes. Dizemos então que exite a forma isolada e a forma combinada no uso do ultra som, isolada somente o ultra som combinada é com a fonoforese.

Segundo DURIGAN, (2006).  A principal aplicação do ultra-som terapêutico, está relacionado com alguns fatores como: a produção de hiperemia, a analgesia, a antiflogística, o aumento da extensibilidade dos tendões, facilitar a reabsorção de edemas, a eliminação de macronódulos e do aspecto de casca de laranja no FEG, a correção da isquemia em áreas lipodistróficas e a melhora do metabolismo lipídico com o aumento da lipólise.

Entendo que esta parte de metodologia se enquadre em Materiais e Métodos, sendo assim usei então a  construção do fundamento teórico, foi baseado na leitura analítica dos artigos, que após a análise realizou-se uma organização dos dados coletados, identificando os benefícios que o ultra-som terapêutico com fonoforese traz no tratamento do fibro edema gelóide. Trata-se de uma revisão de literatura com análise descritiva.

De acordo com a análise de revisão de literatura , o ultra som terapêutico com fonoforese vem mostrando excelentes resultados na patologia do fibro edema gelóide, pois tem efeito mecânico que gera um aumento de pressão dentro dos adipócitos, fazendo com que as células de gorduras se rompam, além de promover um efeito anti-inflamatório e aumentar a circulação sanguínea, e quando associado ao uso da fonoforese, ainda promove um aumento da extensibilidade das fibras de colágeno, melhorando assim a aparência de casca de laranja na pele.

 

REVISÃO DE LITERATURA

 

Capitulo 1 – A Pele

 

A pele recobre a superfície de aproximadamente 2 m 2 do corpo, sendo o maior órgão  do corpo humano e a principal barreira física contra o meio externo. Embora a pele desempenhe diversas funções  vitais de comunicação e controle que garantem a homeostase do organismo, por muitos anos este órgão foi considerado apenas uma barreira contra agentes externos. Estas funções  foram resultados da evolução de uma estrutura complexa que envolve diversas camadas, cada uma com propriedades particulares. As principais camadas da pele incluem a epiderme, derme e a hipoderme (Figura 1) (WILLIAMS e KUPPER, 1996; CHUONG et al., 2002). A camada de superfície (epiderme) È formada por células epiteliais estratificadas que estão sobre a camada do tecido conectivo (derme). Por sua vez a epiderme e a derme estão fixadas em uma camada composta por tecido adiposo: a hipoderme (KOSTER e ROOP, 2004; KUPPER e FUHLBRIGGE, 2004).

Aproximadamente 80% da epiderme È constituída de queratinócitos  que são as células responsáveis pela formação do epitélio estratificado pavimentoso. Estas células possuem este nome devido a sua função essencial, que È a fabricação de queratina, uma proteína que preenche as células mais superficiais da epiderme para formar a camada córnea. Um tipo de célula dendritica chamada melanócito, que representa 13% da população celular da epiderme, se distribui por toda a extensão  da epiderme e através de seus dendritos, distribui a melanina que produz para os queratinócitos  ao seu redor. Outra população de células presente na epiderme são as células de Langerhans.

Estas células, presentes igualmente na boca, pulmão, bexiga, reto e vagina, capturam antígenos que romperam a camada córnea da epiderme e migram para derme onde apresentam antígenos para linfócitos T, induzindo assim uma resposta imune (KOSTER e ROOP, 2004; KRUEGER e BOWCOCK, 2004)

O formato ondulado da camada da epiderme mais próxima  derme aumenta a superfície de contato entre estas duas, favorecendo assim trocas de elementos nutritivos e metabolicos. A derme È um tecido conjuntivo constituído por uma grande variedade de tipos celulares e por uma abundante matriz extracelular. Esta matriz È formada por células residentes da derme conhecidas como fibroblasto, as quais sintetizam diferentes macromoléculas que camada córnea 1 2 3 4 4 entram na constituição da matriz extracelular (STADELMANN et al., 1998; ECKES e KRIEG, 2004; DHOVAILLY et al., 2004).

Na derme, estão as artérias, veias sanguíneas e vasos linfáticos. As artérias e seus ramos menores, as arteríolas, provenientes do ventrículo esquerdo pela aorta, veiculam o sangue rico em oxigênio e nutrientes. Vênulas e veias asseguram o retorno dos resíduos provenientes do metabolismo celular e em partículas do dióxido de carbono. Através destes vasos a derme recebe outros tipos celulares conhecidos como células migratórias: macrófagos, linfócitos, eosinófilos, neutrófilos entre outras. Estas células desempenham um importante papel em eventos como infecção de microrganismos, inflamação e na cicatrização (WILKES e KUPPER, 1996; RYAN, 2004; WELSS, 2004).

A derme também conta com um sistema de inervação sensitiva e vegetativa. Nervos vegetativos inervam glândulas sudoríparas, másculo e vasos sanguíneos e auxiliam no controle da temperatura corporal. As inervações sensitivas da derme composta por receptores periféricos conduzem estímulos mecânicos, térmicos, químicos e dolorosos para o sistema nervoso central (GAULE e FRY, 2003; GOODWIN e WHEAT, 2004).

A barreira física gerada pela pele não só protege os órgãos  internos e limita a passagem de substâncias, mas também estabiliza a temperatura e pressão sanguínea através de seus sistemas de circulação e evaporação. A pele È capaz de sintetizar hormônios (ex. dehidrotestosterona) e vitaminas (ex. vitamina D) assim como metabolizar xenofílicos (CHUONG et al., 2002).

 

Capítulo 2 –  Fibro Edema Genoide (FEG)

 

Fibro edema geloide ou celulite?

O termo correto para designar alterações do relevo cutâneo é fibro edema geloide. Este é popularmente conhecido como celulite. Entretanto, é uma comparação errônea, uma vez que ambos os termos designam coisas distintas.

Celulite, do latim cellullite, significa inflamação no tecido celular. Algumas vezes, pode ser confundida erroneamente com uma patologia de mesmo nome e de características condizentes com o termo, porém 

tratada exclusivamente pela classe médica (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

Além de ser considerado visualmente desagradável por grande parte das pessoas, o fibro edema geloide, do ponto de vista estético desencadeia disfunções álgicas nas zonas acometidas e diminuição das atividades funcionais. Provoca sérias complicações, dentre elas dores intensas e problemas emocionais (GUIRRO & GUIRRO, 2002), como diminuição da autoestima e quadros depressivos.

FEG Brando (Grau 1)

Raramente encontramos na prática clínica, haja vista que o profissional geralmente recebe a paciente com sinais e sintomas já instalados. Neste estágio, o FEG só é percebido quando da realização do teste da casca de laranja ou durante uma contração muscular voluntária. Não se observam alterações clínicas. É assintomático e considerado sempre curável (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

FEG Moderado (Grau 2)

Diferentemente do estágio anterior, neste estágio, as depressões são visíveis mesmo sem a compressão dos tecidos. Com a compressão, portanto, elas ficam sujeitas a apresentarem-se mais evidentes. Caso a luz incida lateralmente, as margens são facilmente delimitadas e já se encontra alteração de sensibilidade. Frequentemente curável (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

FEG Grave (Grau 3)

Em qualquer posição que o indivíduo esteja, é possível identificar o acometimento tecidual. Não são necessários testes, uma  vez   que   os   resultados são visíveis mesmo sem eles. A pele torna-se com aparência de “saco de nozes”, por apresentar-se cheia de relevos, enrugada e flácida. Alterações de sensibilidade encontram-se presentes. Pode ser melhorado, embora não completamente curado (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

Sabemos então que, atualmente existe uma constante e incansável busca pelo “corpo perfeito”, onde a influência da moda, sua imposição de restrições, coloca as mulheres numa difícil situação, já que é provocada e atraída permanentemente para que se ponha de acordo com os padrões de beleza atual (CORRÊA, 2005). Portanto, a celulite tornou-se uma preocupação entre as mulheres que vivem em áreas tropicais, como o Brasil, uma vez que há maior exposição da superfície corporal (HEXSEL, 2010), onde grande parte das mulheres que procuram tratamento para celulite, sentem-se incomodadas.

De acordo com LEITE, (2010).  Um dos fatores que podem está agravando algumas alterações no nosso corpo também é a falta de exercício físico, agrava tanto as alterações vasculares, quanto as das fibras, ambos os fatores concorrem para a deterioração do tecido conjuntivo, que não consegue mais desempenhar suas funções. Por isso, o exercício físico regular e a alimentação adequada podem ajudar o controle de peso e, consequentemente, o aparecimento da celulite.

Conforme ALMEIDA et al, (2005). A forma combinada pode ser a utilização da fonoforese, em que utiliza no gel de acoplamento um fármaco ativo potencializando os seus efeitos O ultra-som tem efeito mecânico, onde as ondas vão gerar um aumento de pressão dentro dos adipócitos, fazendo com que essas células se rompam, e os resultados possam ser mais eficazes. Dizemos então que exite a forma isolada e a forma combinada no uso do ultra som, isolada somente o ultra som combinada é com a fonoforese.

Segundo MENEZES, et al, (2009). Sendo assim, a fisioterapia dermato-funcional atua com o intuito de obter excelentes resultados, disponibilizando vários recursos que podem ser utilizados nessa patologia, onde o ultra-som terapêutico vem crescendo esteticamente, pois tem ação de promover um efeito anti-inflamatório, além de aumentar a circulação sanguínea e quando associado a fonoforese, que é a penetração dos fármacos no organismo através da pele, gera efeitos de neovascularização, rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras de colágeno.

A utilização do ultrassom no tratamento do FEG encontra-se relacionado aos seus efeitos fisiológicos associados à sua capacidade de veiculação de substâncias por meio da pele, processo denominado fonoforese (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

Dentre os efeitos, destacam-se a neovascularização (com consequente incremento da circulação sanguínea), rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas e melhora das propriedades mecânicas do tecido (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

A drenagem linfática manual (DLM) também deve ser utilizada como recurso no tratamento do fibro edema geloide (FEG), uma vez que favorece a diminuição de edemas.É importante que a técnica seja associada à elevação do segmento corporal que está sendo drenado. Caso contrário, existe a possibilidade de ocorrência de uma estase venosa e linfática, com drenagem reduzida (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

DISCUSSÃO E RESULTADOS

O fibro edema gelóide (FEG), indevidamente chamado de celulite, pode ser definido como uma patologia multifatorial, que resulta na degeneração do tecido adiposo, onde as células de gorduras retêm um maior teor de lipídio, diferente e alterado, que estimula a retenção de líquidos, gerando um aumento de volume das células, causando uma compressão dos vasos, rompimento das fibras de colágeno e elastina, e assim adquirindo esse aspecto da pele em “casca de laranja” que está mais presente nos membros inferiores, abdômen e nádegas (FERNANDES, 2008).

É considerada uma patologia multifatorial, porque existem vários fatores predisponentes, em que o ultra-som é um dos recursos bastante utilizado no tratamento dessa patologia, e a eficácia do tratamento vai depender de alguns fatores que existem como por exemplo o grau em que se encontra o FEG, alimentação balanceada, o hábito de praticar alguma atividade física, onde tudo isso pode está ajudando na evolução do tratamento, além da associação ao uso da fonoforese, podendo obter um resultado mais eficaz.

Segundo HEXSEL (2010), no Brasil, a busca de tratamentos cosméticos sempre foi grande e vem crescendo consideravelmente. Nesse sentido, torna-se necessário compreender os aspectos psicológicos que motivam as pessoas a procurar tais tratamentos, suas expectativas e quais os benefícios psicológicos esperados após sua realização.

De acordo com a análise de revisão de literatura , o ultra-som vem mostrando excelentes resultados na patologia do fibro edema gelóide, pois tem efeito mecânico que gera um aumento de pressão dentro dos adipócitos, fazendo com que as células de gorduras se rompam, além de promover um efeito anti-inflamatório e aumentar a circulação sanguínea, e quando associado ao uso da fonoforese, ainda promove um aumento da extensibilidade das fibras de colágeno, melhorando assim a aparência de casca de laranja na pele.

Portanto, atualmente existe uma busca pelo “corpo perfeito”, onde a influência da moda e sua imposição de restrições colocam as mulheres numa situação difícil, já que é provocada e atraída permanentemente para que se ponha de acordo com os padrões de beleza atual. No entanto a celulite deve ser tratada também como um problema de saúde e deixar de ser uma preocupação puramente estética, já que pode interferir na funcionalidade do indivíduo, pois ocorre alteração da superfície da pele, podendo acarretar em sérias complicações, levando a problemas que interferem na aparência física e psicológica, podendo desencadear assim um quadro álgico nas zonas acometidas, diminuição das atividades funcionais, e em casos mais graves pode levar até quase a imobilidade dos membros inferiores (CORRÊA, 2005).

CONCLUSÃO

Hoje em dia o fibro edema gelóide vem sendo um dos problemas que mais acomete as mulheres de todo o mundo, onde é um distúrbio de etiologia multifatorial, envolvendo dessa forma vários profissionais.

Sendo assim, existem alguns recursos utilizados nos tratamentos dessa patologia que visam bons resultados, onde o ultra-som terapêutico quando associado a fonoforese, mostrou-se eficaz melhorando a aparência de “casca de laranja”.

Porém é importante ressaltar que, além desses tratamentos, também se torna necessário a associação de bons hábitos de vida como uma alimentação saudável e atividade física regular, com isso entramos com outros profissionais como uma nutricionista e um educador físico, toda pessoa deve ser tratada como um todo com isso multi profissionais e nós profissionais em equipe dando um feedback (resposta ou troca de informações)  uns para os outros com relatórios,  o que vai propiciar que o tratamento se torne mais eficaz e duradouro.

 

 

BIBLIOGRÁFICAS

AGNE, Jones Eduardo. Eu sei Eletroterapia. Editora Santa Maria: Paliotti, 2009.

ALMEIDA, D. C. B; ET AL.. “Parâmetros de aplicabilidade do ultra-som no tratamento da lipodistrofia ginóide”. In: Revista Fisioterapia Brasil. Vol. 6, no 5, p. 339-344, 2005.

BARRY, 1983; GOODWIN e WHEAT, 2004

BORGES, Fábio. Tratamento de celulite (Paniculopatica Edemato Fibroesclerótica) utilizando fonoforese com substância acoplante à base de Hera, Centella asiática e castanha da índia. Fisioterapia Ser, vol. 1, no1, 2006.

CORRÊA, M. B. Efeitos obtidos com a aplicação do ultra-som associado à fonoforese no tratamento do fibro edema gelóide. Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina- CAMPUS TUBARÃO, 2005.

DELGADO, et al. Efeitos da fonoforese com gel de ativos lipolíticos na adiposidade abdominal. Revista NovaFisio. Universidade Potiguar. Natal/RN: Maio/2012.

DURIGAN, J. L. Q.; CANCELLIERO, K. M.; REIS, M. S.; DIAS, C. N. K.; GRACIOTTO,

  1. R.; SILVA, C. A, et al. Mecanismos de interação do ultra-som terapêutico com tecidos biológicos. Ver Fisioter Brasil. 2006;7(2): 142-8.

FERNANDES, P.V. Fisioterapia no Tratamento da Celulite. Disponível em . Acesso em: 10 mai. 2008.

GAULE e FRY, 2003; GOODWIN e WHEAT, 2004

GUIRRO & GUIRRO, 2002

HEXSEL, D.; HEXSEL, C. L. WEBER, M. B. Social Impact of Cellulite and its impact nos quality of life. In: Goldman MP, Hexsel D, eds. Cellulite pathophysiology and Treatment. Informa Healthcare. 2010: 201.p. 1-4.

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica 10.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.

KOSTER e ROOP, 2004; KUPPER e FUHLBRIGGE, 2004

LEITE, R. G. Fisioterapia dermato-funcional: uma área em observação. Disponível em: <http://www.fisioterapia.com.br>. Acesso em: 15/11/2010.

MACHADO, A. F. P.; TACANI, R.E.; SCHWARTZ, J.; LIEBANO, R. E.; RAMOS, J. L. A.; FRARE, T. Incidência do fibro edema gelóide em mulheres caucasianas jovens. Arq Bras Cièn Saúde. V. 24, n. 2. Mai/Ago 2009.

MENDONÇA, A. M. S.; PÁDUA, M.; RIBEIRO, A. P.; MILANI, G. B.; JOÃO, S. M. A. Confiabilidade intra e interexaminadores da fotogrametria na classificação do grau de lipodistrofia ginóide em mulheres assintomáticas. Fisioter. Pesqui. V. 16, n.2. Abr/Jun 2009.

MENEZES, R. C.; SILVA, S. G.; RIBEIRO, E. R. Revista Inspirar. V. 1, n. 1. Jun/Jul 2009.

SANT’ANA, E. M. C.; MARQUETIL, R. C.; LEITE, V. L. Fibro edema gelóide (celulite): fisiopalogia e tratamento com endermologia. Fisioterapia Especialidades. V.1, n.1. Out/Dez 2007.

SANT’ANA, E. M. C. Fundamentação teórica para terapia combinada Heccus- Ultrassom e Corrente Aussie no tratamento da lipodistrofia ginóide e da gordura localizada. Revista Brasileira de Ciência & Estética. V.1, n.1. 2010.

SANTOS, I. M. N. S. R.; SARRUF, F. D.; BALOGH, T. S.; PINTO, C. A. S. O.; KANEKO, T. M.; BABY, A. R.; VELASCO, M. V. R. Hidrolipodistrofia ginoide: aspectos gerais e metodologias de avaliação da eficácia. Evic Brasil Ltda. São Paulo. 2011.

VAN  DE GRAAFF, K.M. ANATOMIA HUMANA. MANOLE , 2003.

WILKES e KUPPER, 1996; RYAN, 2004; WELSS, 2004

Se desejar, use os botões abaixo para compartilhar.

1 comentário em “TRATAMENTO FIBRO EDEMA GELOIDE COM ULTRA SOM TERAPEUTICO DE 3Mhz COM USO DA FONOFORESE”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.