Tininha | Humor

Eu pessoal, estamos juntos mais uma vez. Estou muito feliz e espero ter muitas histórias para contar nesta nova fase digital/aplicativo da Revista. Aliais, estou gostando muito. Eu gostava da revista impressa, virar as páginas e tal, mas também saber que podemos ver vídeos, centenas de fotos, juntamente com os artigos é muito legal, e ainda poder comentar ou enviar uma mensagem com apenas um clique, é fantástico. Espero que a participação de vocês que antes já era maravilhosa com cartas recebidas pelo correio, agora seja muito maior. Para escrever alguma coisa eu fui la no meu arquivo buscar a edição onde escrevi minha primeira coluna para esta revista e achei. Comecei na edição 35 de outubro de 2002. Gostei tanto que quero ao invés de escrever um novo artigo de boas vindas, publicar o mesmo que escrevi. Ele reflete a mesma coisa que sinto agora com este retorno. Então vamos lá e nos vemos todo mês aqui. Beijos


Fui pega meio assim de repente, de surpresa e não tenho muita noção do que escrever nesta primeira vez (afinal a primeira vez a gente nunca esqueçe); e ‘causos’ são muitos, mesmo com tão pouco tempo de experiência profissional.
A primeira tentativa a vontade é de contar tudo de uma vez, fazer uma retrospectiva dos melhores e piores momentos e sair escrevendo, mas assim não tem graça e as cenas do próximo capítulo?… Já decidi qual historia vou contar (é lógico que eu não preciso nem dizer que qualquer semelhança com os fatos não será mera coincidência). Há muito pouco tempo atrás estava eu sentada na faculdade assistindo mais uma daquelas aulas teóricas ultra chatas do 3º período, de fisioterapia (é lógico) e decidi assim simplesmente que eu queria fazer estágio. O único problema é que, quem daria estágio para uma aluna do 3º período, que ainda não sabia “nada” (hoje eu sei que muitas dessas clínicas do tipo “abatedouro”, teriam um prazer imenso em me receber). Lá fui eu, toda de branquinho, cheguei meio assim de mansinho como quem não quer nada, numa clínica lá perto de casa, pedi para falar com o responsável pelo estabelecimento e fiquei ali na sala de espera aguardando o ortopedista me chamar. Depois de algumas poucas horas de espera aparece na porta um senhor todo de branco com um jaleco impecavelmente branco e engomado, transparecendo ar de superioridade incontestável que fez com que todos os pacientes e pessoas da sala quase que batessem continência para ele (nessa hora me deu um frio na barriga, já podia imaginar aquele médico me pondo para correr e me dizendo para voltar daqui a uns dois anos), o Dr. ortopedista aparentava mais ou menos uns 60 anos de idade, cabelos grisalhos falava manso (quando falava, porque os poucos minutinhos que ficamos dentro da sala eu falei mais do que uma matraca), e ele permaneceu ali na minha frente quase sem piscar, ouvindo aquela minha conversinha mole de: deixa eu só assistir a fisioterapeuta atendendo, só para ter uma noção das coisas, por favor… e após algumas tentativas de me vetar eu consegui convencer o velho dizendo:
– eu vou ficar quieta como uma estátua, muda como uma múmia e atenta como uma águia, não vou atrapalhar ninguém (sinceramente se alguém me diz uma coisa dessas eu juro que chamo uma ambulância e despacho para o Pinel), acho que ele achou melhor não contrariar, disse que por ele tudo bem, mas que eu falasse com a fisioterapeuta para saber o que ela achava disso. No dia seguinte estava eu lá novamente e não demorou muito chegou a tal da Dra. fisioterapeuta responsável, a mulher era idêntica á Radical Chique, usava um vestido indiano com um jaleco branco por cima, era cheia de tattoo, pegava onda, fazia lá umas massagens que ela aprendeu com aquele povo (com todo respeito) muito zen dos Andes, usava incenso e óleozinho aromático…(em poucas
horas ela não só me deixou ficar, como me contou quase tudo sobre sua vida profissional, emocional, sexual (com riqueza de detalhes) como se nos conhecêssemos à anos, ah… também tinha um aparelho de Ultra Som que ela ia usando no paciente enquanto continuava a me contar suas histórias, quebrava-se gelo na pia da cozinha e envolvia numas toalhas safadas de tão velhas e rasgadas que eram; e ainda usavam uma roda náutica!… Fiquei pensando se precisava mesmo estudar quatro anos para fazer “aquilo”. E na sala de espera uma fila enorme de senhores e senhoras esperando para receber um pouco de conforto para as suas artrites e artroses através daquele “atendimento fisioterápico”!? Fiquei perplexa… Cheguei na faculdade naquela noite e fui falar com um dos professores e disse:
– Professor eu nunca vi nada igual! E ele retrucou:
– você ainda não viu nada. Não é que ele tinha razão… bem realmente vi muito mais e quero contar muito mais mas isso vai ficar para a próxima.
Para me despedir vou contar uma piada muito sem graça (já estou logo avisando que é sem graça, então se você não gosta de piadinha sem graça não leia) não vai dizer que não avisei, lá vai!

Um paciente chega na clinica do Dr. Carlos Alberto fisioterapeuta e após a avaliação toma um susto com preço.
– Oooqueeeeeee? Como o senhor tem coragem de cobrar este absurdo por uma avaliação fisioterapêutica? Ainda mais de um colega de profissão?
Surpreso o Dr. Carlos Alberto pergunta,
– Ah o senhor é fisioterapeuta também? Porque não medisse?
Eis que o paciente responde:
– Fisioterapeuta não, eu sou é ladrão!

Hahaha muito boa essa não!? Na próxima edição se eu ainda trabalhar aqui na Revista tenho outra um pouco melhor, e se você não quiser esperar até a próxima edição, ou melhor, se quiser me contar a sua porque eu também adoro ouvir, vá no “menu” deste aplicativo e depois em “Próxima edição” e mande a sua pra mim.

Até a próxima.
Tininha

Revista NovaFisio | Ano XXII – Nº 102 – julho de 2018
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