Startup recifense cria equipamento para fisioterapia mais acessível

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Criada em 2014, a startup recifense NeuroUp tem ajudado a mudar um pouco da dinâmica da fisioterapia. Destaque no cenário nacional, a empresa desenvolveu uma plataforma de biofeedback, permitindo que profissionais possam avaliar a fisiologia muscular mais facilmente com a ajuda de um aplicativo para celular.

Através de um aparelho conectado a um aplicativo, o paciente pode visualizar a atividade muscular e realizar uma série de exercícios. Buscando tornar menos massivo e mais estimulante, a aplicação possui games controlados pelos exercícios e pelo relaxamento muscular.

Utilizando a técnica de biofeedback, que consiste na avaliação e treinamento que ensina a controlar os níveis de contração dos músculos do corpo, a empresa conseguiu ajudar pacientes com bruximos, problemas neurofuncionais e em exercícios de relaxamento muscular. 

“A ideia começou na faculdade de Fisioterapia. Sempre senti falta de ter dados e mensurar o que estava acontecendo com os pacientes. Tudo era muito analógico, então comecei a buscar na pesquisa uma solução mais tecnológica”, conta o CEO da NeuroUp, Ubirakitan Maciel.

A partir de pesquisas na Espanha e na França, a ideia da criação do programa, hoje disponível no Google Play, tomou forma. Com os exercícios realizados, um relatório é gerado para que o profissional de fisioterapia possa fazer o acompanhamento mais próximo.

“Uma aparelho simples era muito caro e não chegava na conta de quem precisava. Aqui no Brasil era muito raro. Daí surgiu a ideia de fazer isso e levar para a casa das pessoas”, completa Ubirakitan.

Atualmente, há um servidor na nuvem que transforma os resultados captados pelo aparelho em gráficos e relatórios, o que pode ajudar também médicos em leituras mais detalhadas.

O produto ainda ganhou mais uma utilidade em tempos de pandemia. De acordo com Ubirakitan, o biosensor tem sido utilizado por alguns médicos para a reabilitação de pacientes que tiveram a Covid-19.

“Muitas pessoas tiveram fraqueza muscular, então alguns profissionais tem usado para a reabilitação deles. Estive em contato com alguns médicos que afirmaram usar a aplicação”, afirma Ubirakitan.

O projeto ganhou reconhecimento nacional. Em 2018, a NeuroUp foi escolhida para o projeto Samsung Creative Startups, conquistando mais experiência e triplicando a base de clientes. Uma representação de como o estado tem sido importante no setor. “Pernambuco tem um grande contingente de projetos e tem um protagonismo grande na região. Um destes foi a NeuroUp em 2018”, afirma o Coordenador Nacional do Programa Creative Startups na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung, Paulo Quirino.

Treinamento
Para uma melhor utilização do produto, a NeuroUp criou também uma seção “didática”, com vídeos e outros materiais online é possível realizar um treinamento e ter acesso a todo o conteúdo gerado pelo MyoBox2 (aparelho que capta os sinais).

Futuro
Os olhos estão no futuro na startup. A empresa pernambucana já estuda expansão para outros sistemas operacionais e a compatibilidade com dois aparelhos simultâneos, para que seja possível comparar uma perna com outra, por exemplo.

Outro passo que poderá ser dado será a criação de um aparelho que faça a leitura autônoma, já que atualmente há apenas a comunicação com o aplicativo no celular.

Fonte: Folhape.com.br (https://www.folhape.com.br/colunistas/tecnologia-e-games/startup-recifense-cria-equipamento-para-fisioterapia-mais-acessivel/20694/)

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