SINTOMAS OSTEOMUSCULARES EM AUXILIARES DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL DA CRECHE MUNICIPAL CASINHA AZUL EM RECIFE

Musculoskeletal symptoms in infant development auxiliary of municipal day care Small Blue House in Recife
SANTOS, Ana Carla Silva1; VEIGA, Paulo Henrique Altran2; FERNANDES, Maria Goretti3.

1. Graduando do curso de Fisioterapia da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, Residente Rua 03 de Março, 154, Iputinga – CEP 50800-140 – Recife – PE-Brasil – fone: (81) 91840081, e-mail: anycarll@hotmail.com
2. Fisioterapeuta Mestre em Ciência da Saúde – Ortopedia e traumatologia, Professor Assistente do curso de Fisioterapia da Universidade Católica de Pernambuco, Rua do Príncipe, 526, Boa Vista – CEP 50050-900 – Recife – PE – Brasil – fone: (81) 2119-4000, e-mail: paulohveiga@gmail.com
3. Fisioterapeuta Doutora, Professora do curso de Fisioterapia da Universidade Católica de Pernambuco, Rua do Príncipe, 526, Boa Vista – CEP 50050-900 – Recife – PE – Brasil – fone: (81) 2119-4000, e-mail: fisio100@yahoo.com.br

RESUMO
Contextualização: A saúde do trabalhador vem despertando interesse dos pesquisadores, devido aos altos índices de patologias relacionadas com o trabalho, especialmente as osteomusculares. Objetivo: Identificar a ocorrência de sintomas osteomusculares em auxiliares de desenvolvimento infantil. Materiais e Métodos: Foi utilizado um questionário com um inventário sobre dados gerais e ocupacionais e o Questionário Nórdico. Para a análise estatística, foram comparados os sujeitos com e sem sintomas nos últimos 12 meses, independentemente da região corporal, considerando as mais afetadas. A associação entre as variáveis sexo e atividade física foi verificada através dos testes qui-quadrado e exato de Fisher. Foram calculadas também as razões de prevalência (RP) com seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%). Em seguida foi realizada a estatística descritiva das variáveis quantitativas através de seu percentis e dados absolutos. O nível de significância adotado foi de 0,05%. As áreas mais atingidas foram: lombar, torácica, cervical, ombros, punhos e mãos. A presença de dor associou-se significativamente com o sexo (p = 0,002). Quando comparados os sintomas osteomusculares entre pessoas que praticam atividade física e as que não praticam, não obtivemos significância estatística (p = 0,537). Na avaliação dos fatores de risco, os indivíduos foram randomizados pelo tempo de atuação profissional. Essa associação mostrou que quanto maior o tempo de serviço mais zonas corporais são afetadas. Conclusão: Os profissionais apresentaram elevada ocorrência de sintomas osteomusculares, confirmando a necessidade de novos estudos.
Palavras-chave: sintomas osteomusculares, auxiliares de desenvolvimento infantil, fisioterapia.

ABSTRACT
Contextualization: Workers’ health has been calling the attention of researchers, because of high rate of pathology related to work, particularly the musculoskeletal, because of its magnitude. Objective: Identify the occurrence of musculoskeletal symptoms in child development assistants. Materials and Methods: We used a questionnaire containing an inventory about general and occupational data and the Nordic Questionnaire. To the statistical analisis, we compared people with and without symptoms in the last 12 months, apart the body’s region, considering the most injured. The association between the variables sex and physical activities was verified by the chi-square and Fisher’s exact tests. We also calculated the prevalence reasons (PR) with their respective confidence intervals of 95% (CI 95%). After that we realized the descriptive statatistic of the quantitative variables using their percentage and absolute data. The significance level adopted was 0,05%. The most injured areas were: lumbar, thoracic, cervical, shoulders, fists and hands. The presence of pain was associated meaningly to the sex (p = 0,002). When the musculoskeletal symptoms were compared between the people that practiced physical activities and the people the didn’t, we did not obtain a meaningly statistic (p = 0,537). We identified, as the fragility in the study, the small number of workers. In the evaluation of risk factors, the individuals were randomized by the professional performance time. This association showed that the higher professional performance time more body zones were injured. Conclusion: The workers presented high occurrence of musculoskeletal symptoms, confirming the need of new studies.
Keywords: musculoskeletal symptoms, child development assistants, physiotherapy.

Introdução

Os distúrbios do sistema musculoesquelético têm despertado a atenção de pesquisadores preocupados com questões relativas à saúde e ao trabalho, devido o custo e o impacto na qualidade de vida. Nos anos 80, os sintomas osteomusculares começaram a se destacar no Brasil, tornando-se um grande problema de saúde pública1. Sendo responsáveis pela maior parte dos afastamentos do trabalho e pelos custos com pagamentos de indenizações, tanto no Brasil como na maior parte dos países industrializados2, esses sintomas decorrem das solicitações do aparelho locomotor durante a execução das atividades da vida diária e ocupacional e eventos traumáticos, podendo desencadear dor, incapacidade funcional e sofrimento físico e psicoafetivo3.
Os distúrbios do sistema locomotor são encontrados em ampla gama de ocupações e ocorrem em conexão com o trabalho físico pesado e monótono. As diferentes exposições produzem diferentes efeitos sobre os tecidos do sistema locomotor na forma de alterações morfológicas ou bioquímicas, que podem influenciar a função tecidual. Os fatores que demonstram induzir a deficiência funcional são considerados fatores de risco em potencial. A presença desses fatores, durante a realização do trabalho, implica em risco de desenvolvimento do distúrbio, e só é possível assegurar a prevenção deste através da eliminação ou minimização da exposição a esses fatores de risco, além da recuperação adequada após a exposição4. Jackson-Filho5, relata que as microlesões dos tendões, com o passar do tempo, e com a continuidade da atividade, vão se agravando, podendo levar à incapacidade permanente se não tratadas adequadamente a tempo.
O auxiliar de desenvolvimento infantil, dentre suas atribuições, tem a função de atuar junto às crianças nas diversas fases de educação infantil, auxiliando o professor no processo ensino-aprendizagem; auxiliando as crianças na execução de atividades pedagógicas e recreativas diárias; cuidando da higiene, alimentação, repouso e bem estar das crianças6. Essas atividades laborais necessitam de uma postura correta para executar as tarefas sem gasto energético excessivo e sem comprometer o sistema osteomuscular, visto que os distúrbios músculo-esqueléticos podem estar associados a posturas inadequadas, fadiga pela repetição de gestos e má postura durante a realização de tarefas laborais7. No ambiente de trabalho os processos de desgaste do corpo são determinados quase sempre pelo tipo de trabalho e pela forma como o mesmo está organizado8.
Apesar das altas taxas de prevalência de queixas osteomusculares descritas em outros países, muito pouco se conhece sobre esses sintomas entre os Auxiliares de Desenvolvimento Infantil no Brasil. O presente estudo visa investigar os sintomas osteomusculares e as características desses sintomas entre os Auxiliares de Desenvolvimento Infantil.

Materiais e Métodos

Trata-se de uma pesquisa com desenho de estudo descritivo de cunho transversal, onde foram estudados os sintomas osteomusculares, através da utilização do método epidemiológico analítico observacional para que fossem obtidos os dados de prevalência da sintomatologia na população em estudo e seus fatores associados. O projeto foi aprovado na reunião do dia 26/08/2009 pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Agamenon Magalhães, sob parecer do CAAE – 0074.0.236.096-09. Foi desenvolvido na Creche Municipal Casinha Azul na cidade do Recife, no período de setembro a novembro de 2009.
Os sujeitos do estudo foram intencionalmente compostos pela totalidade dos auxiliares de desenvolvimento infantil. Como critério de inclusão considerou-se todos os auxiliares de desenvolvimento infantil efetivos, ativos no período da coleta de dados e que trabalhavam diretamente com as crianças. Foram excluídos os auxiliares de desenvolvimento infantil gestante e os que apresentam afecções que acometem o sistema osteomuscular. Os participantes foram informados sobre a pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Foi solicitado autorização para a realização da pesquisa junto à rede municipal. Na creche, após a autorização os autores realizaram a coleta de dados, onde foram entregues os questionários aos auxiliares de desenvolvimento infantil durante o intervalo de trabalho, explicando os objetivos do estudo. Durante o período de preenchimento, a autora colocou-se à disposição para o esclarecimento de dúvidas que podiam surgir. A participação na pesquisa foi voluntária, de forma que o não preenchimento do questionário significou a não concordância em participar da pesquisa. Utilizou-se como instrumento, a aplicação de um questionário auto-aplicável com duas partes:
a) Dados gerais e ocupacionais
Baseado no questionário de Martarello9 foi notificado os dados de identificação do trabalhador, para obtenção das variáveis demográficas ocupacionais e hábitos de vida.
b) Questionário Nórdico
O Nordic Musculoskeletal Questionnaire (NMQ), é utilizado para identificar a prevalência de sintomas osteomusculares, sendo já validado no Brasil10, este consiste em escolhas quanto à ocorrência de sintomas nas diversas regiões anatômicas nas quais são mais comuns, devendo o respondente relatar a ocorrência dos mesmos, considerando os últimos doze meses e os sete dias anteriores à data da entrevista, bem como o afastamento das atividades rotineiras no último ano (trabalho, serviço doméstico ou atividades de lazer)11. Esse modelo foi desenvolvido com a proposta de padronizar a mensuração de relato de sintomas osteomusculares e, assim, facilitar a comparação dos resultados entre os estudos, sendo de fácil compreensão, com questões simples e diretas 12,13.
A associação entre as variáveis (sexo e atividade física) foi verificada através do teste Qui-quadrado e exato de Fisher. Foram calculadas também as razões de prevalência (RP) com seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%). Em seguida foi realizado a estatística descritiva das variáveis quantitativas através de seu percentis e dados absolutos. O nível de significância adotado foi de 0,05%.

Resultados

A população deste estudo foi formada por auxiliares de desenvolvimento infantil. Participaram da pesquisa oito trabalhadores, com perda de quatro que se adequaram ao critério de exclusão (gravidez e afecções que acometem o sistema osteomuscular). Apresentando uma taxa de participação de 66,6%.
Dados gerais e ocupacionais
Entre os profissionais estudados, 7 (87,5%) eram do sexo feminino e 1 (12,5%) era do sexo masculino, tendo idade média de 29,37 anos. Em relação à escolaridade, 75% possuem ensino superior completo. Dos participantes, 25% exercem atividade física regularmente, tendo a caminhada como prática preferida. Em relação ao tempo de atividade no cargo de auxiliar de desenvolvimento infantil, 3 (37,5%) tem dois anos, 4 (50%) tem dois anos e onze meses e 1 (12,5%) tem três anos de serviço, com carga horária de oito horas por dia. Do total de participantes nenhum exerce outra atividade profissional com outra ocupação.

Sintomas osteomusculares
No que se refere aos sintomas osteomusculares no último ano, independente da região corporal afetada, constatamos que 100% dos profissionais avaliados apresentaram sintomas osteomusculares.
Para análise das associações da prevalência de dor nos últimos 12 meses, com freqüência em três ou mais regiões anatômicas, foi encontrada associação estatisticamente significante com relação ao tipo de sexo (p=0,002). Quando comparado os sintomas osteomusculares entre pessoas que praticavam atividade física e as que não praticavam, não obtivemos uma significância estática (p=0,537)(Tabela 1).

Em referência a ocorrência em 12 meses de sintomas osteomusculares, verificou-se que as zonas corporais que apresentaram mais prevalência de dor foram destacadas a parte inferior das costas (100%), parte superior das costas (87,5%), pescoço com (87,5%) e ombro com (75%). Em relação aos sintomas osteomusculares nos últimos 7 dias de acordo com a zona corporal, apresentaram maior ocorrência a parte superior das costas (50%), pescoço (50%) e ombros (37,5%). As queixas para esclarecer os sintomas osteomusculares nos últimos 12 meses em relação a incapacidade funcional foram pescoço (75%), parte superior das costas (62,5%), ombros (50%), parte inferior das costas e joelhos (37,5%) conforme a Tabela 2.

Fatores de risco

Para avaliar os fatores de risco, os auxiliares de desenvolvimento infantil foram randomizados pelo tempo de atuação na área. Essa associação mostrou que quanto maior o tempo de serviço mais zonas corporais foram afetadas (Figura 1 e 2).


Discussão

A média de idade entre a população estudada foi de 29,37 anos e o sexo feminino foi predominante. Quanto ao grau de escolaridade a maioria possui nível superior completo e a minoria está em fase de conclusão do nível superior. Para exercer o cargo de auxiliar de desenvolvimento infantil de acordo com a prefeitura da cidade do Recife, apenas é necessário que o candidato possua o ensino médio, mas a busca pela estabilidade que o cargo público oferece faz com que profissionais se habilitem a vagas de nível inferior em relação a sua qualificação.
Os sintomas osteomusculares no nosso estudo foram observados mais frequentemente nas mulheres em relação aos homens. O maior número de acometimento em mulheres pode relacionar-se mais ao tipo de atividade realizada do que ao gênero, já que as mulheres realizavam tarefas (de riscos) diferentes das realizadas pelos homens14. Porém a diferença de massa muscular, composição corporal e tamanho das mulheres em relação aos homens pode representar, para esse grupo, um fator de risco predisponente da sintomatologia dolorosa15.
Em relação à prática de atividades física, verificou-se que 25% realizavam atividade física regularmente, elegendo a caminhada como forma de atividade física preferida pelos sujeitos da pesquisa. No entanto, ganharam destaque 75% dos auxiliares de desenvolvimento infantil que não realizam atividade física regularmente. Quando comparados os sintomas osteomusculares com os trabalhadores que praticam atividade física com os que não praticam, não houve uma significância estatística, salientando que as oscilações da prevalência podem estar relacionadas à quantidade do número pequeno de trabalhadores. Em Pinheiro, Tróccoli & Carvalho16 verificamos que dentre as variáveis relativas a hábitos, as pessoas que praticavam exercícios físicos mostraram sistematicamente níveis de severidade de sintomas menores do que aqueles que não os realizavam, e essas diferenças foram significativas para diferentes regiões anatômicas. O American College of Sports Medicine17 relata que para a diminuição dos sintomas físicos, os benefícios da atividade física proporcionam aumento da capacidade funcional, favorecendo o bem-estar da pessoa.
O resultado referente à prevalência da sintomatologia osteomuscular nos últimos 12 meses, quando foram investigadas as regiões corporais, foi de 100% entre os auxiliares de desenvolvimento infantil. As prevalências de sintomas de distúrbios osteomusculares encontradas nesta investigação foram bastante elevadas, mas próximas às descritas na literatura18,19,20,21. O instrumento utilizado foi capaz de padronizar a mensuração de relato de sintomas osteomusculares, facilitando a comparação entre estudos. Tais achados apóiam-se no fato de se ter utilizado um instrumento validado e referido por diversos estudos, principalmente em saúde do trabalhador22, 23 .
As regiões corporais em que se registraram maior prevalência dos sintomas osteomusculares nesse estudo foram a parte inferior das costas 100%, parte superior das costas e pescoço 87,5%. Em outro estudo, com profissionais da indústria têxtil, as maiores queixas estavam na cervical e torácica24. As análises demonstram que os elevados valores de prevalência apontados anteriormente podem ser considerados como conseqüência do novo paradigma do mundo do trabalho, que passou a obrigar o trabalhador a exercer suas atividades através de inadequados e intensos movimentos dos diversos segmentos corporais, provocando desordens músculo-tendinosas25. Estudos mostram a relação entre sintomas osteomusculares em regiões anatômicas centrais (pescoço, ombros e dorso) e fatores psicossociais, sendo que esses fatores tiveram maior influência na sintomatologia dessa região quando comparados com a carga física26.
Da totalidade estudada, 100% responderam que nos últimos 12 meses os sintomas osteomusculares impediram na realização de suas atividades normais. Dessa forma, esse grupo faria parte do quadro apresentado por Grunert,27 onde a dor crônica possui como uma de suas conseqüências a redução da socialização e da capacidade para lazer e trabalho, fazendo com que as pessoas acometidas apresentem incertezas com relação ao futuro. Representando um risco ocupacional para os auxiliares de desenvolvimento infantil. Esses dados representam para a empresa, uma redução no número de trabalhadores e horas de trabalhada, devido à ausência no trabalho por períodos de tempo consideráveis, o que provoca uma perda na produção e na qualidade do serviço; para o Estado, as despesas recaem sobre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e decorrem do pagamento de benefícios previdenciários, tratamento e reabilitação28, 29.
Nos últimos 12 meses, averiguamos que 75% dos auxiliares de desenvolvimento infantil procuraram uma consulta a algum profissional de saúde. Esses resultados demonstram que é de primordial importância o enfoque na saúde do trabalhador, fazendo com que ele entenda a importância de questões que se referem a sua saúde. Nesse sentido, emerge o pressuposto do direito à informação e à recusa ao trabalho em condições de risco para a sua saúde ou para a vida30.
Observou-se que quanto maior o tempo de atuação profissional, maior a zonas corporais que apresentavam sintomas osteomusculares. Forde, Punnet & Wegman31 argumentam que, com o maior volume de exposição à atividade laboral, aumentam as possibilidades de queixas, com conseqüente necessidade de afastamento. Esses achados devem despertar as empresas tanto pública quanto privada, para implementação de planos de ações preventivas e terapêuticas específicas às causas, para amenizar os sintomas osteomusculares e contribuir com a qualidade de trabalho e de vida da população estudada.

Considerações finais

Os auxiliares de desenvolvimento infantil do presente estudo apresentaram elevada ocorrência de sintomas musculoesqueléticos, sendo que as regiões mais afetadas foram a coluna lombar, a torácica, a cervical, os ombros e os punhos e mãos. A grande procura por auxílio de algum profissional da área da saúde e a influência na execução das atividades cotidianas reforçam que os sintomas osteomusculares representam um problema para esta categoria profissional.
Os resultados também mostraram que vários fatores individuais e ocupacionais podem estar relacionados com sintomas musculoesqueléticos nas diferentes regiões corporais. Verificou-se que auxiliares de desenvolvimento infantil quanto maior o tempo de atuação profissional, maior a zonas corporais são afetadas pelos sintomas osteomusculares.
Os resultados da presente pesquisa confirmam a necessidade de novos estudos quanto aos aspectos psicossociais, ergonômicos, organizacionais do trabalho e com um número maior de auxiliares de desenvolvimento infantil para que possa abranger todas as creches da rede municipal do Recife.

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