Será que hoje ser mestre em Fisioterapia é o mesmo que ter mestrado em Fisioterapia?

Será que um mestrado em Psicologia Social, Morfologia Humana ou ainda Aspectos Antropológico Social do Brasil, abrange o conhecimento ideal de um Fisioterapeuta?

Será que ser mestre é simplesmente emoldurar seu diploma e ostenta-lo na parede do consultório ou ser mestre é a capacidade de discernir em uma sala de aula noturna, onde alunos(as) que durante o dia encararam jornadas de trabalho e ainda se dispõem a aprender.

Ser mestre é aprender a ensinar e ensinar a aprender.

Será que um mestre por cursos aprovados e credenciados, ensinam o lidar com o mister de ministrar ou simplesmente o sentido de pesquisa.

Eu em 1984 recebi do MEC, o titulo de professor titular em duas disciplina pelo que foi reconhecido pelo ministério como Notório Saber em sua documenta mensal de Setembro.

Essas minhas questões se fazem presente hoje, pois ser mestre não é ter o Dr.(a) antes do nome, ou também o de Prof(a) ou simplesmente ter um estetoscópio por sobre os ombros.

Meus leitores, não há críticas sem sentido, não há observação sem o que ser observado, mas estar em uma sala de aula é muito mais do que isso.

Saber o que é uma coxigodia e seu tratamento, saber que há possibilidades de um paciente com lesão raquimedular gerar filhos ou mesmo a diferença entre uma anquilose dermogena de uma desmogena ou mesmo entre uma neurogênica de uma miogênica.

Por tanto não saber o que é uma espirometria é menos grave do que o não atendimento por manobras passivas em um leito de UTI, acarretando sérios problemas futuros para estes pacientes que tiveram monitoramento do sistema ventilatório enquanto o neurológico era pouco estabilizado.

Meu caro editor, pergunte sim o que você achar ser necessário pois perguntar não ofende mas sim não saber responder as solicitações de quem tem dúvidas.

Quantas vezes se torna necessário falar que não sabe a resposta do que se mostrar arrogante a pergunta e tentar confundir com posições de palavras que não levam a nada, muito menos
a responder o que foi perguntado.

É sabido que pela obrigatoriedade da apresentação de um cronograma no primeiro dia de aula, o conteúdo da mesma em tal dia, que alguns alunos busquem nos “rodapés” dos livros perguntas a serem feitas ao professor no intuito de provoca-lo na real situação de faze-lo ridicularizado perante a turma.

Tudo isso é o nosso dia/dia, tendo ou não mestrado.

Novamente Sr. Editor, seja sempre este questionador, pois assim teremos mais uma pessoa a elevar o nome da nossa profissão.

Dr. Edson Virginio Rodrigues
CREFITO  375 f

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1 comentário em “Será que hoje ser mestre em Fisioterapia é o mesmo que ter mestrado em Fisioterapia?”

  1. Frederico Barreto Kochem

    Olá Prof. Edson, boa tarde!
    Realmente este assunto é bastante atual e recorrente. Contudo, estas duas “áreas” não se excluem, mas sim deveriam estar muito integradas.
    É sabido que existem muitos mestres e doutores que nunca tocaram em um paciente, da mesma maneira que existem muitos fisioterapeutas que aplicam e criam deliberadamente diversas técnicas sem nenhum senso crítico.
    Ambas as “áreas” são de extrema importância para a fisioterapia, pois as questões que devem ser pesquisadas pelos mestres e doutores advêm da prática clínica. O que acontece, infelizmente, é que há um preconceito do fisioterapeuta essencialmente “clínico” que o pesquisador não tem nenhum conhecimento de sua profissão, enquanto os pesquisadores, geralmente, são esnobes com seus colegas “clínicos”.
    Esta realidade é uma pena, pois nossa profissão não pode continuar apenas no empirismo.
    Mas existem sim, hoje, programas de mestrado e doutorado em fisioterapia, onde geralmente seus objetos de estudo são técnicas e recursos utilizados comumente na prática clínica.

    Espero ter me feito entender,
    Abraços e bom domingo,
    Prof. MSc. Frederico Barreto Kochem.

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