Sem vergonha do ginecologista

Fonte: Ketchum

O diálogo franco com o médico é importante para a sua saúde e para a escolha do método contraceptivo adequado às suas condições de saúde e estilo de vida.

Você ainda sente constrangimento ao enfrentar uma consulta ao ginecologista? Não se desespere, você não é a única. Muitas mulheres ainda sentem vergonha de se expor e, por isso, pecam na hora de conversar com o médico, omitindo informações que podem ser importantes para a manutenção da saúde e a escolha do contraceptivo – isso porque fatores como histórico familiar, estilo de vida e necessidades individuais precisam ser levados em consideração na hora de escolher o método mais adequado.

Por causa da timidez, você pode se esquecer de conversar sobre vários fatores que fazem parte da consulta ginecológica, deixando de relatar hábitos importantes para o adequado tratamento médico, como a atividade sexual e hábitos como fumar e/ou beber, mesmo que socialmente. Todas essas questões são importantes na hora de optar pelo método contraceptivo, por exemplo, pílula, anel contraceptivo, implante subcutâneo, pela injeção. Ao ser sincera com o ginecologista, você tem a oportunidade de ter um aconselhamento correto, que respeite suas necessidades, o que a ajuda a ter mais confiança na escolha do contraceptivo e no uso correto do método.

Também é importante não ter o receio de perguntar. Além de verificar se está tudo bem, você pode aproveitar a consulta para aprender a se cuidar. Isso inclui medidas simples, desde o uso correto dos métodos anticoncepcionais até a prevenção das DSTs. A ideia é sanar todas as dúvidas com o médico e deixá-lo munido de dados que o auxiliem em qualquer tipo de diagnóstico. O bate-papo precisa acontecer de forma honesta, natural e, sobretudo, livre de preconceitos, para uma boa troca de informações.

A consulta ginecológica é também uma ótima oportunidade para que você reflita sobre seu corpo e sua saúde sexual. Um diálogo franco com o médico pode ajudá-la a desmistificar tabus que envolvam o órgão feminino, ajudando-a a se conhecer melhor. Para se ter uma ideia, um estudo com 9.400 mulheres mostrou que quase metade não conhece a fundo o órgão feminino. Apenas um terço estava ciente de que a vagina pode ser via para administração de medicamentos, como, por exemplo, contraceptivos, e mais de 50% nem sabia que a anatomia da vagina é horizontalizada e não vertical. Apesar do desconhecimento, menos da metade se sentia confortável para conversar sobre o órgão sexual1.

Para ajudar a perder de vez a vergonha, preparamos um guia com algumas dicas para que a conversa com o médico flua bem e nenhuma dúvida persista ao fim da consulta.

PREPARE-SE

Providenciar uma listinha com tópicos importantes para a conversa pode ser uma boa saída para nenhum assunto ficar de fora.

O que o médico pode perguntar…

… e o que você deve dizer.

Estilo de vida: sua rotina; ritmo de trabalho; prática de atividade física; hábitos alimentares; consumo de bebida alcoólica, cigarro e drogas; orientação, comportamento e prática sexuais

Você deve ser transparente na descrição do seu dia a dia e preferências. Não omita nenhuma informação, por mais simples que seja. Isso dificulta o diagnóstico médico.

Problemas de saúde: idade; peso; presença ou antecedentes de doença crônica; familiares com histórico de câncer, doenças cardiovasculares, trombose, diabetes ou hipertensão; uso frequente de medicação; alergias; histórico de gravidez, aborto e cirurgias anteriores.

Abra o coração, conte tudo, não esconda nada. Suas informações e histórico de vida servem para traçar um perfil de saúde.

Projetos femininos: estado civil, planejamento profissional e familiar de curto, médio ou longo prazo.

Falar da vida pessoal com um “estranho” pode ser bem difícil, mas se há interesse em planejar ou evitar a maternidade, esclarecer e debater com o ginecologista a melhor forma de seguir em frente com esse plano é imprescindível. Ele é o profissional que vai orientá-la sobre os métodos contraceptivos disponíveis e o mais indicado para o seu perfil, e todas as questões relacionadas à gestação. Assim, não tenha vergonha, questione tudo o que tiver interesse em saber e conte todas as suas pretensões relacionadas ao futuro.

PARECE DISPENSÁVEL, MAS NÃO É…

De uma simples dor de cabeça à propensão maior ou menor para esquecimentos, passando pelo hábito de fumar e uso de medicações… Veja como uma simples informação pode mudar toda a conduta do seu ginecologista para a prescrição de um método anticoncepcional.

Você…

[ ] tem sobrepeso?

[ ] fuma?

[ ] sofre de dores de cabeça intensas?

Na sua família, alguém já teve…

[ ] câncer de mama?

[ ] ataque cardíaco ou pressão alta?

[ ] derrame?

O que é importante em um método anticoncepcional, na sua opinião?

[ ] Discrição.

[ ] Possibilidade de regular o ciclo menstrual.

[ ] Comodidade de administração.

Você se considera...

[ ] disciplinada?

[ ] esquecida?

Apresenta predisposição para…

[ ] Infecções sexualmente transmissíveis?

[ ] Diarreia e vômito?

Tem planos de engravidar?

[ ] Não.

[ ] Sim, daqui a poucos meses ou em um ano.

[ ] Sim, mas não a curto prazo.

Enquadra-se em uma ou nas duas situações abaixo?

[ ] Número variado de parceiros e vida sexual bastante ativa.

[ ] Sente-se confortável em praticar masturbação.

Além dos fatores comportamentais, quais são as principais contraindicações relacionadas aos anticoncepcionais?

De maneira mais frequente, a contraindicação está associada à presença dos hormônios na composição de alguns contraceptivos (pílulas combinadas, anel vaginal, adesivo cutâneo e um tipo de injetável). A restrição inclui as mulheres que fumam, as hipertensas e as que têm enxaquecas mais complicadas, dependendo de cada situação: idade, número de cigarros ao dia, níveis de pressão arterial, entre outros fatores. Obesidade, diabetes, alterações lipídicas (colesterol e triglicérides altos) e o histórico de doenças do coração e de eventos tromboembólicos (formação de coágulo em vaso sanguíneo) também podem limitar o uso desses anticoncepcionais.

Cada mulher é única. O método que é certo para uma pode não ser a melhor escolha para outra. Além das questões clínicas que limitam a escolha do contraceptivo, é importante observar fatores comportamentais. Conhecer cada uma das opções disponíveis pode ser o primeiro passo para ajudar a mulher a escolher, junto com o profissional de saúde, o contraceptivo mais adequado a seu perfil. O especialista deve analisar o perfil da paciente, a necessidade de contracepção, se a curto ou longo prazo, observar as restrições ao uso dos métodos, baseado no histórico pessoal e familiar, o custo financeiro envolvido, a reversibilidade e o tempo de retorno à fertilidade. Esses são os principais fatores que podem interferir na aderência ao método e, consequentemente, na eficácia dele.

PASSO A PASSO DA CONSULTA GINECOLÓGICA

Conhecer as etapas da consulta e os exames que são feitos ajuda a se preparar para ela e a perder a timidez.

Anamnese: do grego ana, trazer de novo, + mnesis, memória. A anamnese é uma entrevista realizada pelo profissional de saúde com seu paciente, cuja intenção é ser um ponto inicial da consulta ou do diagnóstico de uma possível doença. Mais do que trazer fatos à memória, é hora de abrir o coração. Fale sobre tudo, não esconda nada.

Exame clínico: pesagem e medição de altura, aferição de pressão arterial e auscultação do coração e dos pulmões com o estetoscópio são alguns dos procedimentos que devem ser adotados durante a consulta médica.

Avaliação das mamas: palpação dos seios para detectar nódulos ou qualquer alteração nas mamas.

Exame ginecológico e coleta de Papanicolau: o exame ginecológico é realizado periodicamente nas mulheres com vida sexual ativa, de acordo com a presença de fatores de risco para determinadas complicações. A coleta de Papanicolau consiste basicamente na coleta de material para análise e diagnóstico de alterações nas células cervicais.

Outros: pode fazer parte da consulta a solicitação de outros exames para auxiliar a compreensão do caso e o diagnóstico final do ginecologista. Entre os mais comuns, estão colposcopia, ultrassom de abdome, mama ou transvaginal e mamografia.

Referências bibliográficas:

Nappi RE, Liekens G, Brandenburg U. Attitudes, perceptions and knowledge about the vagina: the International Vagina Dialogue Survey. Contraception. 2006;73:493-500.

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