Robôs ajudam a tratar vítimas de derrame

RIO – A terapia assistida com o auxílio de robôs ajuda na reabilitação de pessoas que sofreram derrame, segundo uma pesquisa internacional publicada na revista “Cinical Rehabilitation”, na qual pesquisadores usaram acelerômetros para acompanhar a evolução dos pacientes.

Equipe formada por cientistas da Universidade Nacional de Taiwan, da Universidade Chang Gung e do Departamento de Medicina Física e Reabilitação investigaram como robôs poderiam melhorar a função do braço dos pacientes após um acidente vascular cerebral, o derrame. Eles avaliaram 20 pacientes, comparando a terapia assistida com robô em combinação com treinamento funcional e um grupo controle. Os pacientes usaram acelerômetros em ambos os braços.

Vítimas de derrame geralmente têm dificuldades em realizar no dia a dia do mundo real as habilidades motoras aprendidas na terapia convencional por causa de déficits cognitivos. Uma das principais conclusões do estudo é de que a terapia assistida por robô, quando associada com o treinamento funcional, ajuda a recuperar a habilidade em usar os braços.

Os autores explicam que após um acidente vascular cerebral pacientes muitas vezes têm fraqueza de um lado da parte superior do corpo (hemiparesia), problema que pode tornar a vida cada dia mais difícil. Como a reabilitação robótica está cada vez mais disponível, cientistas acreditam que é uma boa opção nesses casos, pois robôs nunca se cansam e podem estimular o treinamento de forma intensiva e constante, com um programa adaptando às necessidades de cada paciente.

Além disso, os robôs usados em reabilitação transmitem melhor informação sensorial durante as sessões, facilitando a aprendizagem motora. Ainda segundo os autores, os acelerômetros são instrumentos adequados para medir a atividade dos braços em pacientes com acidente cerebrovascular. Estes aparelhos proporcionam informação objetiva sobre a atividade física mediante a análise da aceleração dos movimentos do corpo. E os pacientes podem usar os acelerômetros portáteis como um relógio de pulso em cada braço.

Durante a pesquisa, ambos grupos receberam treinamento intensivo de 90 a 105 minutos por sessão, cinco dias por semana durante quatro semanas.

– A terapia assistida com robôs trouxe benefícios na reabilitação de vítimas de derrame, com comprometimento leve a moderado do membro superior – disse o pesquisador Keh-chung Lin.

 

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