REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DOS FATORES CAUSAIS E DA EFICÁCIA DA ESCALA DE GLASGLOW EM PACIENTES COM TRAUMA CRÂNIO ENCEFÁLICO

Jade Cristina Silva Rios, Josicleide Silva de Oliveira, Mateus Silva de Jesus, Sarah Pontes

Resumo: O trauma crânio encefálico é um grave problema de saúde pública abrangendo jovens em idade produtiva, o traumatismo crânio encefálico, afeta o sistema cognitivo, causam alterações físicas e comportamentais o que leva a um comprometimento na qualidade de vida. Estudo quantitativo, realizado coleta de dados da escala de Glasglow em pacientes vitima de trauma crânio encefálico, no período de outubro a novembro de 2015 tomando como pesquisa 10 artigos científicos Em todos os artigos a incidência maior em questão de sexo, era masculino, o que ocorria devido ao maior fluxo de motoristas homens, onde os mesmos se expõem aos riscos do dia a dia, além do consumo de álcool, falta de proteção pessoal, imprudência no transito, a questão mostra-se em vigor, visto que vários acidentes ocorrem a todo e qualquer momento no transito. As vitimas mais envolvidas tinham entre 15 a 24 anos, ou seja, tem um comprometimento na qualidade de vida, conduz a maior dimensão do problema e aumenta a magnitude das consequências do trauma crânio encefálico na sociedade, impedindo o individuo de exercer sua função, sendo que os retornos às atividades levaram de 6 a 1 ano após o trauma, mas, nem todos os indivíduos que sofreram trauma crânio encefálico retornaram nesse período, uns, podem até não retornar as atividades, havendo gastos públicos. A pontuação total variou de 3 a 11 com escores mais freqüentes em 3 e 6 nas avaliações em que havia situação impeditiva, sendo então trauma crânio encefálico grave a prevalência nos artigos revisados.

Palavra chave: Glasglow, trauma, acidentes automobilísticos.

Introdução

Traumatismo crânio encefálico é a principal causa de morte em uma população jovem, ocorre quando o paciente sofre impacto na cabeça, lesando suas estruturas internas e externas. Suas causas mais frequentes são os acidentes automobilísticos, quedas e agressões interpessoais (OLIVEIRA, et al., 2004), O trauma crânio encefálico é definido como uma agressão ao cérebro causada por agressão física externa, que pode produzir alteração no nível de consciência e resultar em comprometimento das habilidades cognitivas, físicas e comportamentais (VEIGA et al, 2011). Sendo assim, leva a um comprometimento na qualidade de vida não só do indivíduo afetado, mas também

dos familiares, para tratamento é necessário avaliar o nível da gravidade da lesão, sendo mais indicada a escala de Glasglow, a mesma se dá por avaliar o nível de consciência, sendo que o nível de consciência é o grau de alerta comportamental que o indivíduo apresenta. Os indicadores utilizados nessa escala são: abertura ocular, melhor resposta verbal e melhor resposta motora (MUNIZ, E.C.S. 1997), estudos mostram que quanto mais cedo for analisado o nível de consciência melhor a resposta no tratamento, prevenindo também complicações futuras. Visto que a principal causa dos acidentes que levam a um trauma crânio encefálico são automobilísticos por ingestão de bebidas alcoólicas, são necessárias medidas preventivas para diminuição dos mesmos, sendo assim necessário divulgações através de palestras, outdoor e campanhas para diminuição do consumo de bebidas alcoólicas. Desta forma o presente estudo busca revisar os instrumentos de avaliação e o perfil da população vítimas de trauma crânio encefálico.

Referencial teórico

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os acidentes com trauma são considerados problema de saúde pública e representam um problema social e econômico em qualquer país (MELO; SILVA; MOREIRA JÚNIOR, 2004; PEREL et al., 2006; SABACK; ALMEIDA; ANDRADE, 2007). Atualmente o TCE é responsável por altos índices de morbidade e mortalidade causadas por acidentes de automóveis e motocicletas, (KRAUSS; CARTHUR, 1996). Os casos de trauma crânio encefálico acontecem mais em homens do que em mulheres, em uma proporção de 2:1. Outro índice: mais de 50% das vítimas de trauma crânio encefálico estão entre 15 e 24 anos (SMITH; WINKLER, 1994). Muitas vítimas traumatizadas conduz a maior dimensão do problema, para os pacientes e para suas famílias. Desse modo, aumenta a magnitude das consequências do trauma crânio encefálico na sociedade. Além disso, seu impacto financeiro está duplamente presente. Por um lado, pelo custo hospitalar seguido de longo período de necessidade de suporte do sistema de saúde para reabilitação. Por outro lado, compondo esse impacto estão as semanas e anos de perda de produtividade. As ocorrências do trauma crânio encefálico e suas consequências têm atingido

proporções epidêmicas, justificando atenção, pois se trata de um grande problema de saúde da sociedade (SOUZA; KOIZUMI, 1996). A necessidade de assistência desses traumatizados permanece, por longo período após o trauma crânio encefálico, e vai além da necessidade de auxílio para que possam retomar suas capacidades funcionais (SOUZA; KOIZUMI, 1996). A reabilitação de pacientes que sofreram trauma crânio encefálico é um processo longo e complexo frente às particularidades da evolução neurológica. Para tanto é de fundamental importância que o fisioterapeuta inicie sua intervenção o mais rápido possível (PIERINI, 2003). O Fisioterapeuta tem como papel diminuir os riscos que o paciente apresenta, bem quais as suas próprias complicações frente à hipomobilidade, melhorando dentro dos limites de seu prognóstico sua situação clínica e acelerando assim o tempo de hospitalização do paciente, (OLIVEIRA et. al. 2007).

Metodologia

Revisão de coleta de dados da escala de Glasglow em pacientes vitima de trauma crânio encefálico, visando, idade, sexo, prevalência, retorno as atividades e eficácia da escala, no período de outubro a novembro de 2015 tomando como base de pesquisa 10 artigos científicos.

Resultados

tema

Discussão

No artigo Escala de coma de Glasgow nas primeiras 72 horas após trauma crânioencefálico e mortalidade hospitalar, obteve-se a informação que o mesmo era um estudo observacional, longitudinal quantitativo, descritivo e correlacional, assim, pontuou-se que, o estudo deve ser longitudinal ou quantitativo, sendo necessário decidir entre um dos pontos, visto que não existe realizar um estudo longitudinal quantitativo. Destacamos que no mesmo, 43% dos pacientes avaliados apresentavam indicações de Trauma Crânio encefálico leve, moderado 16,2%, e 40,8% grave, segundo escores de Glasgow opós o atendimento inicial, sendo eficaz a escala de Glasgow para avaliação e complicações futuras. Em todos os artigos a incidência maior em questão de sexo, era masculino, o que ocorria devido ao maior fluxo de motoristas homens, onde os mesmos se expõem aos riscos do dia a dia, além do consumo de álcool, falta de proteção pessoal, imprudência no transito, a questão mostra-se em vigor, visto que vários acidentes ocorrem a todo e qualquer momento no transito. As vitimas, mas envolvidas tinham entre 15 a 24 anos, ou seja, tem um comprometimento na qualidade de vida, conduz a maior dimensão do problema e aumenta a magnitude das consequências do trauma crânio encefálico na sociedade, impedindo o individuo de exercer sua função, sendo que o retorno as atividades levam de 6 a 1 ano após o trauma, mas, nem todos os indivíduos que sofre trauma crânio encefálico retorna nesse período, uns, podem até não retornar as atividades,

havendo gastos públicos. Observou-se ainda que a pontuação total variou de 3 a 11 com escores mais freqüentes em 3 e 6 nas avaliações em que havia situação impeditiva, sendo então trauma crânio encefálico grave a prevalência nos artigos revisados.

Considerações Finais

Baseado na revisão o número de mortalidade por acidentes automobilísticos tem sido o principal fator de causa e vem sendo um problema, tanto de saúde publica, quanto econômico, pois o trauma crânio encefálico leva ao comprometimento na qualidade de vida, impedindo que o indivíduo seja ativo na sociedade, com prevalência na idade produtiva de 15 a 24 anos, em jovens/adultos do sexo masculino, com grande maioria retornando as atividades entre 6 meses a 1 ano, a escala de Glasglow é eficiente para determinar o grau de consciência do individuo e o mesmo quando analisado na escala nas primeiras horas após o trauma crânio encefálico tem maiores chances de diminuição nas sequelas futuras.

Referências

SOUSA. R.M.C.de; KOIZUMI, M.S. Vítimas de trauma crânio-encefálico e seu retorno a produtividade após 6 meses e 1 ano. Rev.Esc.Enf.USP. v.33, n.3, p. 313-22, set. 1999. Scielo.

MUNIZ, E.C.S. et al. Utilização da escala de coma de Glasgow e escala de coma de Jouvet para avaliação do nível de consciência. Rev.Esc.Enf.USP, v.31, n.2, p.287-303, ago. 1997

IMAI, M.F.P.; KOIZUMI, M.S. Avaliação da gravidade do traumatismo crânio-encefálico por índices anatômicos e fisiológicos. Rev.Esc.Enf.USP, v.30, n.l, p.116-37, abr. 1996. Scielo.

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Correlação entre a escala de coma de Glasgow e os achados de imagem de tomografia computadorizada em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico* – Fabiana Lenharo

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Escala de Coma de Glasgow – subestimação em pacientes com respostas verbais impedidas* – Maria Sumie Koizumi1,Giane Leandro de Araújo2, – Scielo, Artigo recebido em 30/08/04 e aprovado em 01/02/05. Autor correspondente: Giane Leandro de Araújo Av. Augusto Antunes, 247 08051-370 – São Paulo – SP

Traumatismo cranioencefálico de pacientes vítimas de acidentes de motocicletas – Canova, Jocilene de C M; Bueno, Maressa F. R; Oliver, Célia C. D; Souza, Lucinéia A; Belati, Ludimila A; Cesarino, Cláudia B; Ribeiro, Rita de Cássia H. M – Arq. ciênc. saúde;17(1):9-14, jan.-mar. 2010. graf, tab.

Traumatismo cranioencefálico por projétil de arma de fogo: experiência de 16 anos do serviço de neurocirurgia da Santa Casa de São Paulo – RODRIGO BECCO DE SOUZA1; ALEXANDRE BOSSI TODESCHINI1; JOSÉ CARLOS ESTEVES VEIGA, TCBC-SP2; NELSON SAADE3; GUILHERME BRASILEIRO DE AGUIAR3. Scielo. Rev. Col. Bras. Cir. 2013; 40(4): 300-304

Avaliação dos fatores prognósticos da descompressiva no tratamento do traumatismo cranioencefálico grave – NELSON SAADE1; JOSÉ CARLOS ESTEVES VEIGA, TCBC-SP1; LUIZ FERNANDO CANNONI1; LUCIANO HADDAD1; JOÃO LUIZ VITORINO ARAÚJO1. Sciel. Rev. Col. Bras. Cir. 2014; 41(4): 256-262

Escala de coma de Glasgow e qualidade de vida pós-trauma cranioencefálico* – Cristina Helena Costanti SettervallI; Regina Marcia Cardoso de Sousa. Scielo. Artigo recebido em 11/09/2011 e aprovado em 09/12/2011

(MELO; SILVA; MOREIRA JÚNIOR, 2004; PEREL et al., 2006; SABACK; ALMEIDA; ANDRADE, 2007 KRAUSS; CARTHUR, 1996; SMITH; WINKLER, 1994; SOUZA; KOIZUMI, 1996; PIERINI, 2003; OLIVEIRA et. al. 2007) http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692011000600009&lang=pt http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-39842011000100010&lng=pt http://www.scielo.br/pdf/ape/v18n2/a04v18n2.pdf http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62341999000300013&lng=pt http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v30n1/v30n1a10 http://www.ee.usp.br/reeusp/upload/pdf/417.pdf http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&base=ADOLEC&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=616482&indexSearch=ID http://www.scielo.br/pdf/rcbc/v41n4/pt_0100-6991-rcbc-41-04-00256.pdf http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-21002012000300008&script=sci_arttext

1 comentário em “REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DOS FATORES CAUSAIS E DA EFICÁCIA DA ESCALA DE GLASGLOW EM PACIENTES COM TRAUMA CRÂNIO ENCEFÁLICO”

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