Reabilitação é necessária para pacientes diagnosticados com Covid-19

Fisioterapeuta, chegou o Fisio.app | Aplicativo para fisioterapeutas. Baixe agora mesmo em www.fisio.app,

Como médicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos são importantes na recuperação pós Covid-19

O período de tratamento para o Covid-19, nos casos graves, inclui horas em repouso ou mesmo internação na UTI de um hospital, o que, apesar de necessário, impacta negativamente o organismo, fazendo com seja necessário a recuperação da memória muscular.

E neste momento, a reabilitação é importante, como explica a Drª Lígia Cattai. “Sob a coordenação dos médicos e medicas intensivistas, a equipe de reabilitação da UTI é fundamental para a recuperação dos pacientes”, enfatiza.

Ligia Cattai é médica fisiatra com mais de 10 anos de atuação em fisiatria e aplicação da Toxina Botulínica Terapêutica

O fisioterapeuta e o fonoaudiólogo são profissionais importantes neste processo de recuperação do paciente, que teve perda muscular, ficou muito tempo em ventilação mecânica, ou mesmo teve um AVC, que apesar de raro, pode acontecer nos casos de Covid.

O fisioterapeuta é um dos profissionais na linha de frente no combate ao novo coronavírus, atuando na UTI com a fisioterapia respiratória e motora, como explica Thaiza Acosta Rebonato.

O fisioterapeuta é um profissional importante na reabilitação dos pacientes com Covid-19

“Contribuir para a correção das possíveis causas da insuficiência respiratória através da suplementação de oxigênio pela interface adequada, posicionamento otimizado do paciente no leito, utilizando manobras de higiene brônquica caso haja secreção pulmonar e até mesmo realizando a ventilação não invasiva através de máscara, se for indicado”.

Thaiza é especialista em terapia intensiva adulto e trabalha no Hospital Universitário de Ponta Grossa onde é responsável por montar os circuitos, filtros e sistemas de aspiração e também realizar os testes do ventilador mecânico.

Segundo Rebonato, o período em que o paciente fica com respiração mecânica é o que pode gerar sequelas, como ulceração, fibrose, lesão isquêmica, dilatação traqueal ou estenose, por isso a fisioterapia age de maneira preventiva. “O correto manejo ventilatório juntamente com a conduta fisioterapêutica adequada é extremamente importante para que a reabilitação pulmonar ocorra em um tempo mais curto, reduzindo o risco de lesão”, enfatiza.

Tatiane Vieira é outra profissional envolvida no tratamento pós Covid-19

Outro problema do longo período de ventilação mecânica é a sensibilidade laríngea, como explica a fonoaudióloga Tatiane Vieira. “A intubação maior de 2 dias já pode causar esse problema. Então os internamentos na UTI da covid, por exemplo, já são causas de problemas para alimentação”.

Segundo ela, que também atua no Hospital Universitário de Ponta Grossa, algumas pessoas têm mais sintomas e outros menos em relação à sensibilidade e que o tratamento acontece no próprio hospital: “A dessensibilização acontece com exercícios musculares de proteção de vias aéreas, trabalhando a proteção enquanto o paciente se alimenta através da terapia direta com alimentos ou indireta somente com exercícios musculares e de estimulação tátil térmica”.

Ela enfatiza ainda que isso evita que o paciente faça uso prolongado de sondas nasoenterais, uma alternativa para a alimentação dos pacientes.

Apesar de ser raro, alguns pacientes com Covid-19 têm sofrido Acidente Vascular Cerebral, pois há formação de coágulos nas artérias. Em uma carta publicada no The New England Journal of Medicine, pesquisadores do Mount Sinai Health System, em Nova Iorque, relatam casos de AVC em pessoas com menos de 50 anos que foram infectadas pelo coronavírus.

O AVC é perigoso e pode deixar sequelas a longo prazo, como a espasticidade que causa o enrijecimento dos membros superiores e inferiores, dificultando ações comuns do dia a dia, como caminhar.

Para auxiliar os pacientes com a sequela, uma sugestão é a Toxina Botulínica, como explica a médica fisiatra Lígia Cattai. “Essa medicação é considerada ouro no tratamento da espasticidade, pois atua na musculatura diminuindo a rigidez, possibilitando melhor qualidade de vida aos pacientes e ajudando outros profissionais, como o fisioterapeuta que conseguirá realizar a fisioterapia com dor reduzida neste paciente”.

A toxina botulínica é considerada ouro no tratamento de espasticidade

Ela comenta que o trabalho de reabilitação é em conjunto: “nós, médicos fisiatras atuamos junto ao fisioterapeuta e fonoaudiólogo ao ouvir a demanda e explicar como o medicamento pode ajudar numa espasticidade ou distonia, sendo a Toxina um complemento ao trabalho”.

Atualmente, Lígia Cattai faz parte de um grupo de médicos com atuação gratuita através da telemedicina. Ela atende pessoas de todo o Paraná que precisam de orientação quanto a espasticidade.

Fonte: https://paranashop.com.br/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.