Qualidade de vida e apoio familiar podem ser determinantes durante o tratamento contra o câncer

Dia 8 de abril é o Dia Mundial de Combate ao Câncer

Autoestima, tranquilidade, harmonia familiar e atividades prazerosas podem ajudar a enfrentar o tratamento

Ninguém está preparado para receber um diagnóstico de câncer. Mas a forma como cada um encara a doença, pode ser determinante para o resultado do tratamento. Encontrar o equilíbrio  é um desafio e o que muitos pacientes em tratamento relatam é que tentar manter a cabeça ocupada e não viver em função da doença pode fazer toda a diferença.
A temática “qualidade de vida” está cada vez mais presente nos consultórios e clínicas oncológicas, tanto que até inspirou o livro “Como Viver em Harmonia com o Câncer” onde o autor, o médico oncohematologista Celso Massumoto, descreve a história de uma paciente que foi capaz de lutar contra a doença com a mesma garra e disposição que administrava a empresa familiar. “Vencedor não é somente o paciente que fica curado, mas aquele que tem uma qualidade de vida adequada permitindo a realização de suas atividades diárias com dignidade”, diz Celso Massumoto.
Recentemente circulou na internet um vídeo onde várias mulheres se reuniram para raspar a cabeça como forma de apoiar uma amiga que estava em tratamento. Casos como esse são mais comuns do que parecem e realmente fazem a diferença para quem está enfrentando a doença. “Descobri que estava com câncer de mama aos 28 anos de idade e recém casada. Imagina como foi difícil para o meu marido, tão jovem,  passar por esta experiência. Mas, para minha surpresa um dia ele apareceu na porta do meu trabalho com a cabeça raspada e disse que seríamos um casal careca feliz. Depois, num momento de desespero ao saber que faria uma mastectomia radical ele me disse ‘prefiro você sem peito do que morta’, e foi com essa força  que consegui enfrentar a doença. Ele não me deixava desanimar, sempre programava visitas aos amigos e familiares, churrascos, me deixou reformar a casa inteira… Não tive tempo de ficar triste e nem tive vontade também. Queria ficar viva, bem e feliz pra curtir a sorte de ter pessoas tão legais ao meu lado”, conta Michelle de Amo hoje com 31 anos e totalmente recuperada da doença.
Para o médico, o apoio familiar e dos amigos é realmente fundamental. “É impressionante como o bom humor e a positividade são determinantes para alguns pacientes. Ter por perto pessoas que amamos é uma forma de dividir a carga emocional que a doença traz. Também é importante ter com quem desabafar e em quem confiar nas horas mais difíceis. Sempre digo também para os meus pacientes se manterem ativos e buscarem atividades prazerosas pois esses bons sentimentos são o complemento perfeito para as medicações e para a recuperação”, destaca.
O médico lista no livro 18 dicas para quem convive com a doença. ‘Você pode dominar a situação, mesmo diante de problemas sérios; Converse com seus médicos; O diálogo pode ajudar mais do que os antidepressivos; Vença as crises e cresça, entre outros’. Segundo ele essas outras atitudes também podem fazer a diferença no tratamento do paciente.