Pestalozzi usa terapia com roupa da ‘Nasa’ para tratar pacientes

Therasuit é um programa de fisioterapia intensiva.
Tratamento está sendo oferecido gratuitamente pela instituição.

A Associação Pestalozzi de Campo Grande, entidade especializada no atendimento a pessoas com deficiência mental e distúrbios neuromotores, está utilizando desde março um novo método de fisioterapia que tem ajudado pacientes a recuperar e a desenvolver os movimentos do corpo, o Therasuit.

O método é um programa de fisioterapia intensiva, idealizado e patenteado na cidade de Michigan, nos Estados Unidos, por um casal de fisioterapeutas que são pais de uma criança com paralisia cerebral. O método utiliza uma roupa criada por médicos da agência espacial norte-americana (Nasa), em 1971, composta por uma série de cordas elásticas, para resistir aos movimentos realizados pelos astronautas e imitar os efeitos da gravidade.

Os pesquisadores notavam que ao retornarem do espaço, os astronautas apresentavam um alto índice de fraqueza muscular e fratura e aqueles que não faziam o uso da veste, apresentavam instabilidade postural semelhante ao das crianças com paralisia cerebral. Por isso, em 1992, a roupa foi adaptada e passou a ser usada no tratamento para a paralisia cerebral e outros distúrbios neurológicos.

O tratamento é dividido em quatro módulos com sessões diárias de até três horas, que podem durar de três a quatro semanas. Os exercícios são de alta intensidade e trabalham a coordenação dos movimentos, fortalecem o corpo e dão mais sustentação. De acordo com a fisioterapeuta responsável, Loraine Larrea, os resultados aparecem logo nas primeiras sessões.

O equipamento é o terceiro de Mato Grosso do Sul e custou cerca de R$ 10 mil. Parte dele e a capacitação da fisioterapeuta, que precisou estudar nos Estados Unidos, foram doados por um voluntário. O restante foi pago com recursos do governo do estado. A manutenção realizada mensalmente custa cerca de R$ 3 mil.

Segundo a entidade, para utilizar o equipamento os pacientes precisam, primeiramente, passar por avaliação médica. A estrutura comporta apenas um paciente por vez e como as aulas são demoradas só é possível atender dois por dia. Além disso, segundo a Pestalozzi, o tamanho das roupas ainda é limitado.

Ainda de acordo com a entidade, o tratamento com o novo método ainda não é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas está sendo oferecido gratuitamente a pacientes atendidos pela instituição.

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