Pesquisadores criam teste que pode detectar Mal de Alzheimer

Fonte: http://estilo.br.msn.com/vivermais50/pesquisadores-criam-teste-que-pode-detectar-mal-de-alzheimer

A novidade ganhou as manchetes da respeitada revista científica Alzheimer’s & Dementia: um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, criou um teste de sangue, tão simples quanto o do colesterol, capaz de identificar um conjunto de proteínas no sangue que pode antever o surgimento da demência com 87% de precisão. Os resultados do estudo, realizado com mais de mil pessoas, serão usados para aprimorar os testes com novos medicamentos.

Apesar do grande avanço para compreender o mal, que afeta mais de 40 milhões de pessoas em todo mundo, parte da classe científica tem questionado o valor desse tipo de exame, já que o tratamento para a doença ainda não foi descoberto. Basta imaginar a reação de uma pessoa cujo diagnóstico foi positivo e que pouco pode fazer para melhorar seu estado nos anos que lhe sobram de vida. Algo que só tende a piorar com o tempo.

O Mal de Alzheimer é uma forma de demência decorrente da degeneração e morte das células cerebrais e seus sintomas mais frequentes são enfraquecimento da memória e do processo cognitivo, aquele relacionado à aprendizagem. Ele se manifesta com maior frequência a partir dos 65 anos. A boa notícia, no entanto, é que a prevenção, como tudo que diz respeito a saúde, é um caminho promissor para manter as funções cerebrais e corporais azeitadas.

Afinal, não podemos esquecer, que sempre é tempo de fazer mudanças cotidianas para garantir uma boa qualidade de vida.

Veja a seguir o que você pode fazer para manter o corpo e a mente em forma por muito mais tempo:

1. Mantenha o peso sob controle: uma pesquisa realizada com 1500 adultos pela renomada Mayo Clinic, nos Estados Unidos, descobriu que pessoas obesas na meia idade tem duas vezes mais chances de ter Alzheimer quando ficarem mais velhas. Já, as chances para quem tem problemas de colesterol e pressão alta sobem para seis.

2. Diminua a ingestão de gorduras saturadas: estudos divulgados pela Alzheimer’s Organization, dos Estados Unidos, mostram que a obstrução das artérias pelas placas de gordura estão diretamente relacionadas à doença. Os vilões, nesse caso, são as carnes vermelhas, a manteiga, o óleo, o leite integral e seus derivados e certas variedades de embutidos, como linguiças e presunto gordo. Por outro lado, acredita-se que a ingestão das chamadas gorduras do bem, encontradas no azeite de oliva e nas nozes, por exemplo, aumentam as taxas do bom colesterol (HDL) e, consequentemente, protegem as células do cérebro.

3. Aumente o consumo de alimentos funcionais: pesquisas publicadas recentemente sugerem que turbinar o cardápio com alguns itens pode contribuir para minimizar os risco das doenças coronarianas e proteger as células cerebrais. Veja o que não pode faltar na sua geladeira:

  • Frutas vermelhas: as campeãs para a saúde são as blueberries, conhecidas por aqui como mirtilos. Pouco comuns no Brasil, podem ser encontradas congeladas. Um dos principais componentes das frutinhas são as antocianinas, responsáveis por sua coloração escura. Entre suas funções estão a melhora da memória e o combate às doenças degenerativas. Nesse grupo também estão morango, framboesa e açaí. Recomenda-se uma porção diária.
  • Vegetais: alguns tipos são ricos em agentes antioxidantes, capazes de neutralizar os radicais livres, responsáveis pelas doenças degenerativas como o Alzheimer. As mais indicadas para esse caso são espinafre, couve de Bruxelas, broto de alfafa, brócolis, beterraba, pimentão vermelho e berinjela.
  • Peixes: as espécies de água fria, como salmão, atum e truta, são abundantes em ácidos graxos (DHA) e ômega 3, conhecidos por sua ação protetora das artérias.

4. Aumente a ingestão de suplementos alimentares: tudo indica que algumas vitaminas, como a E, a C, a B12 e o ácido fólico podem melhorar a capacidade cognitiva. Uma dieta balanceada é capaz de ajudar a melhorar o aporte desses nutrientes. Em caso de dúvida, consulte um especialista.

Fontes:
(*1) www.mayoclinic.org/diseases-conditions/dementia/basics/risk-factors/con-20034399

(*2) www.alz.org/we_can_help_adopt_a_brain_healthy_diet.asp

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