Pesquisa mostra que 90% dos adultos não estão cientes do risco de osteoporose masculina

NYON, Suíça, 20 de outubro de 2014 – /PRNewswire/ — Novos resultados da pesquisa divulgados no Dia Mundial da Osteoporose da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), mostram que, em média, 90% dos 13.258 adultos entrevistados não estão cientes de como são comuns as fraturas osteoporóticas em homens. Com um em cada cinco homens com 50 anos ou mais afetados, os dados confirmam que, embora comum, grave e potencialmente colocando a vida em risco, a osteoporose permanece um problema de saúde muito subestimado e negligenciado. O estudo multinacional, realizado em adultos de 12 países, mostrou que essa ignorância era universal e independente de gênero ou geografia.

O professor John Kanis, presidente da IOF, disse: “A triste realidade é que, por não saber dos seus riscos, os homens se deixam vulneráveis a um futuro de dor, incapacidade e, possivelmente, morte prematura. O problema se agrava pelo fato de os médicos não abordarem a saúde óssea dos seus pacientes durante os check-ups de rotina.” Segundo a pesquisa, os homens na faixa etária superior a 50 anos que se submeteram a um check-up foram 18% menos propensos do que as mulheres da mesma idade de terem qualquer forma de avaliação da saúde óssea. Esta diferença foi ainda mais acentuada em determinados países, inclusive EUA (31%), Brasil (30%), Bélgica (23%) e Espanha (22%).

A pesquisa revelou que:

  • 90% não tinham conhecimento de como são comuns as fraturas osteoporóticas nos homens: 73% subestimaram o risco de fratura em homens e outros 17% disseram “não saber”.
  • 71% das pessoas com mais de 50 anos (o grupo de população mais afetado pela doença) subestimaram o risco da osteoporose masculina.
  • Apenas 8% dos homens, contra 10% das mulheres, com idades acima de 50 anos estimaram corretamente que as fraturas osteoporóticas afetam aproximadamente um em cada cinco homens em todo o mundo, quando foram feitas as médias dos resultados de todos os países. O Reino Unido teve o menor nível de consciência com apenas 3% respondendo corretamente, seguido da Bélgica (6%), Jordânia (6%), EUA (7%), Espanha (8%), Emirados Árabes Unidos (8%), Índia (9%), Brasil (11%), Austrália (12%), África do Sul (14%), México (18%) e China (20%). Deve-se notar que, embora haja variações regionais e nacionais da carga da osteoporose, a maioria dos entrevistados subestimou muito o risco.
  • Uma média de 53% dos entrevistados do sexo masculino com mais de 50 anos que haviam visitado um médico para umcheck-up físico de rotina disseram que nunca haviam se submetido a qualquer forma de avaliação óssea durante umcheck-up, incluindo: serem perguntados sobre a saúde óssea; discutirem sobre fatores de risco para a osteoporose; serem questionados se previamente haviam fraturado um osso; ou serem encaminhados para um exame de densidade mineral óssea. Isso se compara a 35% das mulheres com idades acima de 50 anos.

Sobre a pesquisa

Todos os números, salvo indicação em contrário, são da YouGov Plc. O trabalho de campo foi realizado on-line em julho de 2014*, nos seguintes países/tamanhos de amostra: Austrália (1.000), Bélgica (1.000), Brasil (1.001), China (1.031), Índia (1.045), Jordânia (1.001), México (1.032), África do Sul (502), Espanha (1.029), Emirados Árabes Unidos (1.026), Reino Unido (2.424), EUA (1.167). Os números foram ponderados e são representativos de todos os adultos (com idades acima de 18 anos) no respectivo país.

*Ficha da pesquisa:

http://www.worldosteoporosisday.org/press-centre

FONTE The International Osteoporosis Foundation (IOF)

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