PERFIL DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES E QUALIDADE DE VIDA EM FUNCIONÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

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PERFIL DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES E QUALIDADE DE VIDA EM FUNCIONÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

FREITAS, Luanderson Italo Assunção. DAMASCENO, Lucas Coelho. FREITAS, Luana Thaise Assunção. SOUSA, Patrícia Fernanda Marques.

 

Como citar este artigo:

Freitas, L I A. Damasceno, L C. Freitas, L T A. Sousa, P F M. PERFIL DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES E QUALIDADE DE VIDA EM FUNCIONÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR. Rev. novafisio, Rio de Janeiro, v. 21, n. 101, p. 1-15, Abril. 2018.

 

Resumo:

Introdução: Os distúrbios e problemas musculoesqueléticos encontram-se, atualmente, no topo dos indicadores de doenças ocupacionais, quando se enfocam as perturbações na saúde dos trabalhadores. A maioria dos distúrbios ocupacionais pode ser solucionada com medidas simples como a adaptação do posto de trabalho e a adoção de posicionamentos mais funcionais e menos agressivos melhorando a qualidade de vida. A qualidade de vida no trabalho pode ser definida pela busca do equilíbrio psíquico, físico e social onde são respeitadas as necessidades e limitações do ser humano resultando em um crescimento pessoal e profissional. Objetivo: Analisar o perfil dos sintomas osteomusculares e qualidade de vida em funcionários do setor administrativo de uma instituição de ensino superior. Metodologia: O presente trabalho obteve uma amostragem aleatória constituída por 163 funcionários que compõe o quadro do setor administrativo da Faculdade Santo Agostinho. Dessa forma, serão inclusos todos os funcionários que estiverem atuando, no período janeiro a abril de 2016. Na coleta de dados foram utilizados o termo de consentimento livre e esclarecido autorizando o uso dos dados do participante, a ficha de identificação com os dados do participante, o Questionário Medical OutcomesStudy 36- Item short- Form Health Survey (SF-36) versão brasileira, o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO) e a Escala de Dor Visual Analógica (EVA). Resultados: resultados sendo apresentados em forma de tabelas elaboradas com o Microsoft Office Excel® 2013, demonstrando valores absolutos e percentuais, maioria do sexo feminino 104 (64%) em maior porcentagem entre 31-40 anos correspondendo a 45 (28%), com tempo de serviço acima dos 6 anos sendo 65 (40%), estado civil predominantemente solteiro 84 (52%) de escolaridade médio completo e incompleto sendo 86 (53%) distribuídos em uma jornada de trabalho igualitária de 40 horas, verificou-se ainda grande ocorrência da sintomatologia em regiões corporais com mais 7 dias que sempre apresentavam desconforto muscular principalmente em pescoço 16 (9,8%), na E.V.A 35 (21,5%) apresentaram dor de intensidade 5 considerada moderada e analisando domínios avaliados através do SF36 nos funcionários da instituição onde foi realizado o estudo os piores escores de qualidade de vida forma constatados no domínio Estado Geral de Saúde (EGS) apresentando uma média de 58,02. Conclusão: Conclui-se que a partir da coleta destes dado os funcionários da instituição são adultos jovens, faixa etária prevalente, sendo a maioria do sexo feminino e apresentam uma boa qualidade de vida mesmo com o aparecimento de algumas sintomatologias, segundo a análise através de questionários e da escala utilizada. Dessa maneira se sugere a realização de mais estudos que possam aumentar a cientificidade do trabalho desenvolvido.


Palavras-Chave: Saúde do Trabalhador, LER, DORT, Qualidade de Vida


 

ABSTRACT:

Introduction: musculoskeletal disorders and problems are currently at the top of the indicators of occupational diseases when they focus on the disturbances in the health of workers. Most occupational disorders can be resolved with simple measures such as the adaptation of the workplace and the adoption of more functional and less aggressive positions improving the quality of life. The quality of working life can be defined by the pursuit of psychological, physical and social balance where the needs and limitations of human beings resulting in a personal and professional growth are respected. Objective: To analyze the profile of musculoskeletal symptoms and quality of life for employees of a higher education institution. Methodology: This study obtained ums random sample consisting of 163 employees that make up the framework of the administrative sector of St. Augustine College. Thus, they will be included all employees who are working in the January to April 2016. The data collection was used the informed consent and informed authorizing the use of participant data, the identification form with the participant data the Medical Questionnaire OutcomesStudy 36- Item short- Form Health Survey (SF-36) Brazilian version, the Nordic Musculoskeletal Questionnaire (QNSO) and Visual Analog Pain Scale (VAS). Results: Results are presented in tables prepared with Microsoft Office Excel® 2013, demonstrating absolute and percentage, mostly female 104 (64%) in higher percentage between 31-40 years corresponding to 45 (28%), with service time over 6 years and 65 (40%), marital status predominantly single 84 (52%) of complete and incomplete secondary education and 86 (53%) distributed in an equal working time of 40 hours, it was found still high occurrence of symptoms in body regions with 7 days always had muscle discomfort mainly in neck 16 (9.8%), the EVA 35 (21.5%) had pain intensity 5 considered moderate and analyzing domains assessed by SF36 the staff of the institution where the study was conducted the worst scores of quality of life form observed in the field General Health (EGS) with an average of 58.02. Conclusion: We conclude that from the collection of the data of the institution employees are young adults, prevalent age group, mostly female and have a good quality of life even with the appearance of some symptomatology, according to analysis by questionnaires and scale used. Thus it is suggested to carry out further studies to increase scientific of their work.

Keywords: Occupational Health, RSI, DORT, Quality of Life

 


Introdução

O indivíduo, a função e o ambiente de trabalho são os elementos componentes da situação de meio laboral (SILVA et al, 2011). Porém, o grande problema da sociedade moderna é a inadaptação dos postos de trabalho, que se reflete no desbalanceamento da tríade: não qualificação, saúde e produtividade. Nesse desequilíbrio, muitas pessoas encontram-se recusadas pelo sistema produtivo ou à sua margem, já que este nem sempre considera mudança do trabalho e o trabalhador como o sujeito do processo de reestruturação produtiva (HASS et al, 2008). Os distúrbios e problemas musculoesqueléticos encontram-se, atualmente, no topo dos indicadores de doenças ocupacionais, quando se enfocam as perturbações na saúde dos trabalhadores. Independentemente do tipo de atividade ou do produto fabricado, do processo e organização do trabalho, as estruturas musculoesqueléticas passam a ser alvo frequente de agressões. As causas dessas agressões são diversas, considerando desde posturas críticas adotadas durante a jornada até fatores psicossociais e emocionais que acabam por acarretar posturas de proteção (posturas estáticas prolongadas). A maioria dos distúrbios ocupacionais pode ser solucionada com medidas simples como a adaptação do posto de trabalho e a adoção de posicionamentos mais funcionais e menos agressivos (JACINTA, 2002).                                      É no ambiente de trabalho que as pessoas passam a maior parte do tempo e este ambiente deve contribuir para que o indivíduo possa desempenhar suas funções de forma satisfatória. Assim, as pessoas podem dar algo de si mesmas e consequentemente esperarem algo em troca, objetivando terem resultados que podem ser de curto ou de longo prazo. Um local de trabalho diversificado, atrativo, estável e agradável faz com que o funcionário viva bem no dia a dia e tenha um bom desempenho nas atividades que exerce (FERNANDA et al, 2012).                                                        A qualidade de vida no trabalho pode ser definida pela busca do equilíbrio psíquico, físico e social onde são respeitadas as necessidades e limitações do ser humano resultando em um crescimento pessoal e profissional, sem traumas afeta atitudes pessoais e comportamentais relevante para a produtividade pessoal e grupal, tais como, motivação para o trabalho, adaptabilidade a mudanças, criatividade e vontade de inovar (CHIAVENATO, 2004).                                                              A problemática da saúde do trabalhador, no Brasil, emergiu a partir da década de 80, buscando a compreensão das relações entre trabalho e saúde-doença, que refletem a atenção à saúde prestada, exercício de uma abordagem multidisciplinar e intersetorial, além da participação dos trabalhadores, junto com os sindicatos e suas reivindicações, com denúncias às políticas públicas e o sistema de saúde e ainda, a questão das epidemias, tanto de doenças clássicas (intoxicação por chumbo, mercúrio, benzeno e silicose), como “as novas doenças relacionadas ao trabalho”, como as lesões por esforços repetitivos (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) que afetam o trabalhador (MENDES, 2004).               A presença de dor e limitações no trabalho contribui para o aparecimento de sintomas depressivos e ansiedade nos trabalhadores, além de angústia e medo em relação ao futuro. Esses sentimentos refletem-se em insegurança no ambiente de trabalho, na baixa produtividade, e tem impacto negativo nas relações tecidas entre os trabalhadores, seu meio familiar e social (PESSOA et al, 2010).                              As patologias denominadas genericamente de LER/DORT, apresentando sinais e sintomas de inflamações dos músculos, tendões, fáscias e nervos dos membros superiores, cintura escapular e pescoço, entre outros, têm chamado a atenção não só pelo aumento de sua incidência, mas por existirem evidências de sua associação com o ritmo de trabalho. Essas patologias, em geral, não têm um tratamento difícil, mas sim possuem uma má evolução, causando dor, perda de força e edema, sendo responsáveis por uma parcela significativa das causas da queda da performance no trabalho.       As principais ações no campo da prevenção e controle das doenças ocupacionais propostas pelo Ministério da Saúde levam em conta a possibilidade da promoção da saúde no ambiente de trabalho, determinando as condições de risco, a caracterização e a quantificação, atingindo as empresas, os órgãos públicos e o mercado informal (CÂMARA et al, 2003).                                 Um programa de prevenção das LER/DORT em uma empresa inicia-se pela identificação dos fatores de risco, presentes na situação de trabalho. Devem ser analisadas as tarefas realizadas, especialmente as que envolvem movimentos repetitivos, movimentos bruscos, uso de força, posições forçadas e por tempo prolongado. Aspectos organizacionais do trabalho e psicossociais também devem ser considerados. A prevenção das LER/DORT não depende de medidas isoladas, mas sim da identificação dos fatores de risco e as estratégias de defesa, que deve ser fruto de análise integrada entre a equipe técnica e os trabalhadores, considerando-se o saber de ambos os lados. Análises unilaterais geralmente não costumam retratar a realidade das condições de risco (INSTRUÇÃO, 2003).                                                            O objetivo deste estudo foi analisar o perfil dos sintomas osteomusculares e qualidade de vida em funcionários de uma instituição de ensino superior de Teresina-Piauí.

 

Metodologia

Trata-se de um estudo do tipo transversal, observacional, descritivo, analítico, quantitativo e qualitativo, desenvolvido na instituição de ensino superior Faculdade Santo Agostinho, localizada em Teresina-Piaui. A amostra intencional foi constituída inicialmente por todos os 191 funcionários que compõe no momento o quadro do setor administrativo da Faculdade Santo Agostinho, excluindo coordenadores, professores e funcionários terceirizados. Dessa forma, serão inclusos todos os funcionários que estiverem atuando exclusivamente no setor administrativo.                 Critérios de inclusão: Fizeram parte do grupo de funcionários que integram somente o setor administrativo; exerceu no mínimo um ano suas atividades na instituição, conseguiu entender os questionários e responder às perguntas e ter assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram excluídos 28 Funcionários da referente pesquisa sendo que 10 voluntários estiveram afastados do seu posto por motivos não autorizados a serem revelados; 5 funcionários não demostraram entendimento sobre os objetivos da pesquisa, mesmo após estes serem explicitados de maneira clara concisa e 13 pessoas não aceitaram participar da pesquisa. Para a coleta de dados utilizou-se o termo de consentimento livre e esclarecido autorizando o uso dos dados do participante, a ficha de identificação com os dados do participante, o Questionário Medical OutcomesStudy 36- Item short- Form Health Survey (SF-36) versão brasileira, o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO) e a Escala de Dor Visual Analógica (EVA).                Para caracterização dos participantes foi elaborado um questionário semiestruturado, com as seguintes variáveis sócio demográficas: sexo, idade, escolaridade, tempo de serviço no mesmo cargo e função de trabalho.                                                                Para investigar a Qualidade de Vida foi utilizado o Short Form (SF) 36 do instrumento Medical Outcomes Study (MOS), que se trata de um questionário multidimensional composto por 36 itens, tendo sido traduzido e validado para a população brasileira. Este instrumento foi criado com a finalidade de avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde de maneira genérica, não possuindo conceitos específicos para determinada idade, doença ou grupo de tratamento. O SF-36 é um questionário genérico de avaliação de saúde, composto por 36 questões que são agrupadas em 08 (oito) domínios (CICCONELLI, 1999): O SF-36 é um questionário genérico de avaliação de saúde, composto por 36 itens englobados em oito escalas, na qual investiga aspectos distintos:

  • Capacidade funcional (dez itens): avalia a presença e a extensão das limitações impostas à capacidade física;
  • Aspectos físicos (dois itens);
  • Aspectos emocionais (três itens);
  • Dor (dois itens): baseados numa questão do questionário SF-20 sobre a intensidade da dor, acrescido da interferência da dor nas atividades de vida diária;
  • Estado Geral de Saúde (cinco itens): derivados do questionário General Health Rating Index;
  • Vitalidade (quatro itens): considera o nível de energia, com a fadiga sendo derivado do questionário Mental Health Inventory (MHI);
  • Aspectos sociais (dois itens): analisam a integração do indivíduo em atividades sociais.
  • Saúde mental (cinco itens): investigam as dimensões de ansiedade, depressão, alteração do comportamento ou descontrole emocional e bem-estar psicológico.

 

Resumem os 38 itens do questionário de avaliação de Saúde Mental (MHI-38). Cada escala recebe um escore que varia de zero a cem, que corresponde do pior ao melhor estado de saúde (MARTINEZ, et al 2004).

O cálculo do SF-36 foi feito transformando as questões em domínios, sendo que para cada domínio existe um cálculo diferente que varia de zero a cem. O resultado é chamado de Raw Scale porque o valor final não apresenta nenhuma unidade em medida. Cada escala recebe um escore que varia de zero a cem, que corresponde do pior ao melhor estado de saúde (MARTINEZ, et al 2004). O cálculo do SF-36 será feito transformando as questões em domínios, sendo que para cada domínio existe um cálculo diferente que varia de zero a cem. O resultado é chamado de Raw Scale porque o valor final não apresenta nenhuma unidade em medida. A 2º questão não faz parte do cálculo de nenhum domínio, sendo utilizada, somente para avaliar o estado geral e o quanto o indivíduo está melhor ou pior comparado a 1 ano atrás.

Na avaliação dos sintomas musculoesqueléticos, utilizou-se o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO), validado no Brasil e de ampla utilização no campo da saúde ocupacional (BARROS, 2003). As questões do questionário geral referem-se a relatos de desconforto osteomuscular relacionados ao trabalho nessas regiões considerando os 12 meses e os sete dias precedentes ao seu preenchimento e, se como consequência dessas dores houve a impossibilidade ou o afastamento de suas atividades diárias, ou se o respondente procurou um serviço médico nos últimos 12 meses.  As regiões do corpo avaliadas neste questionário geral são: pescoço, ombros, parte superior das costas, cotovelos, parte inferior das costas, punhos e mãos, quadril e coxa, joelhos, tornozelos e pés. O respondente assinala sim ou não, mediante a presença de problemas, como dor, formigamento/dormência ou parestesia (MARTARELLO, 2005).  Escala visual analógica (EVA) para avaliação da dor (Visual Analogue Scale – VAS): Instrumento unidimensional para a avaliação da intensidade da dor. Trata-se de uma linha com as extremidades numeradas de 0-10. Em uma extremidade da linha é marcada “nenhuma dor” e na outra “pior dor imaginável”. Pede-se, então, para que o paciente avalie e marque na linha a dor presente naquele momento.     Na avaliação dos sintomas musculoesqueléticos, utilizou-se o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO), validado no Brasil e de ampla utilização no campo da saúde ocupacional (13) (MARQUES, 2011).

 

Análise Dados

Foi realizada a análise descritiva de todas as variáveis do estudo, inclusive para a análise dos dados referente à Escala Visual Analógica (EVA) e questionário nórdico, onde foram determinadas as medidas de tendência central e variação, tais como, média, mediana, desvio padrão e valores absolutos máximos e mínimos. Para a análise da qualidade de vida por meio do questionário SF-36, foi utilizado a estatística inferencial, onde foram comparados o nível de qualidade de vida em relação às variáveis sexo, faixa etária e tempo de serviço. Visto que os valores referentes aos domínios do SF-36 não apresentaram homogeneidade e nem distribuição normal, após aplicação dos testes de Levene e Kolmogorov-smirnov, respectivamente, então foram aplicados testes de hipóteses baseados em métodos não-paramétricos. Para a comparação da variável sexo, foi utilizado o teste U de Mann-Whitney e para a comparação das variáveis faixa etária e tempo de serviço foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis. O Nível de significância foi previamente estabelecido em  5% para rejeição da hipótese de nulidade e o pacote estatístico utilizado Statistical Package of Social Science (SPSS) 20.0 for Windows.

 

Resultados e Discussões

Fizeram parte da pesquisa 163 trabalhadores de uma instituição de ensino superior em Teresina, PI que atenderam aos critérios de inclusão estabelecidos e que aceitaram participar espontaneamente do estudo. A seguir, serão apresentados os dados coletados por meio dos instrumentos de coleta, realizado a fim de atingir os objetivos propostos no estudo: analisar o perfil dos sintomas osteomusculares e qualidade de vida em funcionários de uma instituição de ensino superior. Os resultados a seguir encontram-se distribuídos em forma de tabelas acompanhados das descrições dos mesmos.

Tabela 1 apresenta a caracterização dos trabalhadores estudados segundo as variáveis sociodemográficas, sexo, faixa etária, tempo de serviço, estado civil, escolaridade e jornada de trabalho em trabalhadores de uma IES em Teresina, Piauí. Observa-se conforme mostra na tabela, que os participantes da pesquisa eram em sua maioria do sexo feminino 104 (64%) em maior porcentagem entre 31-40 anos correspondendo a 45 (28%), caracterizando um tempo de serviço acima dos 6 anos sendo 65 (40%), com estado civil predominantemente solteiro 84 (52%) de escolaridade médio completo e incompleto sendo 86 (53%) distribuídos em uma jornada de trabalho igualitária de 40 horas em todas as funções exercidas.                               De acordo com os achados pode-se constatar que a maior parte dos funcionários era do sexo feminino corroborando um de maior aproximação realizado com trabalhadores de uma universidade em Popayan, Colômbia apresentou resultados parecidos. Picoloto e Silveira, (2008) afirmam que as mulheres estão mais concentradas nas atividades de educação, saúde, comércio e trabalho em escritório, além do ramo alimentício, têxtil e microeletrônica dessa forma justificando sua maioria nos locais de trabalhos estudados.

 

Tabela 1. Caracterização da amostra estudada, funcionários de uma instituição de ensino superior segundo variáveis sociodemográficas (N= 163). Teresina, 2016. 

  NÚMERO PORCENTAGEM
SEXO    
Masculino 59 36%
Feminino 104 64%
FAIXA ETÁRIA    
20 a 30 anos 39 24%
31 a 40 anos 62 38%
41 a 50 anos 45 28%
Acima dos 50 anos 17 10%
TEMPO DE SERVIÇO    
1 a 3 anos 54 33%
4 a 6 anos 44 27%
Acima dos 6 anos 65 40%
ESTADO CIVIL    
Solteiro 84 52%
Casado 75 46%
Divorciado 4 2%
ESCOLARIDADE    
Ensino fundamental 16 10%
Ensino médio completo/incompleto 86 53%
Ensino superior completo/incompleto 61 37%
JORNADA DE TRABALHO    
40 Horas 163 100%

 

Fonte: DAMASCENO e FREITAS, 2016.

 

Tabela 2 foi criada com base na estrutura original do questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares e apresenta a frequência desses sintomas entre os trabalhadores analisados. Verificou-se grande ocorrência da sintomatologia em regiões corporais com mais de sete dias que sempre apresentavam desconforto muscular principalmente em pescoço 16 (9,8%) seguido de lombar 11 (6,7%) e punho/mão 8 (4,9%) o que caracteriza a cronicidade dos sintomas osteomusculares.                                               O desempenho das atividades de trabalho com um quadro álgico crônico também foi constatado em estudo que avaliou sintomatologia osteomuscular em trabalhadores de um estudo que exerciam atividades repetitivas corroborando com os dados acima apresentados (MELZER, 2010).            Um alto número de afastamentos das atividades normais também foi um dado observado, sendo 17 (10,4%) dos entrevistados relataram ter necessitado de afastamento proveniente de sintomas nas regiões do pescoço e lombar. Esse fato sugere que os sintomas osteomusculares podem influenciar negativamente na saúde do trabalhador e para as empresas (MELZER,2010). Estudos realizados com diversas populações trabalhadoras, como servidores públicos, administrativos e bancários, e profissionais da saúde evidenciaram os sintomas osteomusculares como a principal causa de absenteísmo (CUNHA, 2009) (OENNING, 2012), reforçando a indispensável e relevante importância da criação e manutenção nas empresas dos setores de saúde ocupacional, de preferência dotado de um corpo variado de profissionais, entre eles o Fisioterapeuta do trabalho.

 

 

Tabela 2. Resultado do questionário aplicado: Nórdico (N=160), em funcionários de uma instituição de ensino superior. Teresina, 2016.

 

Desconforto Muscular

Membro

 

Não % Raramente % Com Frequência % Sempre %

 

Pescoço 66 40,5 43 26,4 38 23,3 16 9,8
Ombro 79 48,5 40 24,5 37 22,7 7 4,3
Braço 117 71,8 31 19 13 8 2 1,2
Cotovelo 128 78,5 26 16 9 5,5 0 0,0
Antebraço 121 74,2 33 20,2 9 5,5 0 0,0
Punho/mão 77 47,2 43 26,4 35 21,5 8 4,9
Dorsal 75 46 51 31,3 32 19,6 5 3,1
Lombar 55 33,7 43 26,4 54 33,1 11 6,7
Quadril/MMII 81 49,7 37 22,7 38 23,3 7 4,3

Desconforto Muscular Último Sete Dias

Membro

 

Não % Raramente % Com Frequência % Sempre %

 

Pescoço 79 48,5 36 22,1 27 16,6 21 12,9
Ombro 108 66,3 27 16,6 26 16 2 1,2
Braço 114 69,9 36 22,1 13 8 0 0
Cotovelo 131 80,4 26 16 3 1,8 3 1,8
Antebraço 131 80,4 26 16 6 3,7 0 0
Punho/mão 104 63,8 36 22,1 23 14,1 0 0
Dorsal 87 53,4 42 25,8 29 17,8 5 3,1
Lombar 81 49,7 49 30,1 24 14,7 9 5,5
Quadril/MMII 96 58,9 40 24,5 24 14,7 3 1,8

Impedimento de realizar atividades ocupacionais

Membro Sim % Não %
Pescoço 17 10,4 146 89,6
Ombro 9 5,5 154 94,5
Braço 10 6,1 153 93,9
Cotovelo 4 2,5 159 97,5
Antebraço 4 2,5 159 97,5
Punho/mão 9 5,5 159 97,5
Dorsal 15 9,2 148 90,8
Lombar 17 10,4 146 89,6
Quadril/MMII 11 6,7 152 93,3

Fonte: DAMASCENO e FREITAS, 2016.

 

 

Tabela 3 Observou-se na amostra estudada que 35 (21,5%) apresentaram dor de intensidade 5 considerada moderada, 26 (16,0%) não se queixavam de dor, dado que mostra satisfação e uma forma correta de trabalho desde suas cargas horarias até as precauções utilizadas durante o tempo do desempenho da função e apenas 8 (4,9%) constataram dor de intensidade 10, ou seja, dor extrema

 

chegando a ser incapacitante e impedindo o desempenho do trabalho, além de diminuir o rendimento e a auto estima do serviço. Tais fatos contribuem para o baixo rendimento físico e psicológico, dessa forma se deve utilizar tal escala para melhoramento de pesquisas cientificas das quais não se tem estudos que façam comparações com os resultados aqui obtidos, visando assim a necessidade de ampliação cientifica.

 

 

Tabela 3.  Resultado da escala visual analógica EVA (N=160), em funcionários de uma instituição de ensino superior. Teresina, 2016.

Intensidade da Dor %
0 26 16,0
1 14 8,6
2 26 16,0
3 12 7,4
4 22 13,5
5 35 21,5
6 6 3,7
7 10 6,1
8 8 4,9
9 4 2,5
10 8 4,9

Fonte: DAMASCENO e FREITAS, 2016.

 

 

Tabela 4, apresenta os resultados das análises dos domínios avaliados através do SF36 nos funcionários da instituição onde foi realizado o estudo. Os piores escores de qualidade de vida forma constatados nos domínios Estado Geral de Saúde (EGS) apresentando uma média de 58,02, seguido de Vitalidade 66,6 e Dor, 67,67, ressaltando que quanto mais próximo do valor de 100 melhor é o domínio. Entre os 8 domínios analisados e avaliados no SF-36 o que manteve o melhor escore entre os trabalhadores foi o de aspectos sociais com 79,98 seguido de capacidade funcional com média de 78,65. Tais resultados corroboram com estudos feitos anteriormente utilizando o SF36 em trabalhadores que apresentaram desempenhos parecidos quando analisados através de tais domínios (PINHEIRO, 2013).            Esses desempenhos nos domínios apresentados quando levado para a Saúde do Trabalhador, a qualidade de vida no trabalho na visão de Dejours (2006) se mostra de extrema importância, pois essa relação entre o ser humano com o ambiente em que desempenha sua função sempre foi difícil e exigências do trabalho e da vida em função do que é desenvolvido são ameaças ao próprio trabalhador.

 

 

Tabela 4. Valores dos domínios avaliados pelo SF36 nos funcionários de uma Instituição de Ensino Superior, Teresina-PI (n=163).

  CAP* LAF* DOR EGS* VITA* ASP. SOC LAE* S M*
MÉDIA 78,65031 76,22699 67,67485 58,02454 66,62577 79,98466 77,08344 75,76687
MEDIANA 85 100 64 57 65 87,5 100 80
DP* 22,47812 33,07815 24,45628 15,14129 16,94111 20,53208 35,82286 18,40074
MÁX 100 100 100 87 100 100 100 100
MÍN 15 0 20 25 30 12,5 0 20

Fonte: DAMASCENO e FREITAS, 2016

*Onde: DP é o desvio padrão; LAF: Limites por aspectos físicos; EGS: Estado Geral de Saúde; VITA: Vitalidade; ASP.SOC: Aspectos sociais; LAE: Limitações por Aspectos Emocionais; SM: Saúde Mental.

 

Tabela 5 apresenta uma diferença significativa entre a capacidade funcional, onde a maior média é no sexo masculino 80,08 e menor no sexo feminino 74,04, ou seja, as mulheres da amostra mostraram um pior desempenho de qualidade de vida quando comparada à capacidade funcional do homem. Com relação à dor, o homem 60,14 apresentou uma melhor média do que as mulheres 56,83, mostrando que as mulheres participantes da pesquisa sentem mais dores do que os homens. Os aspectos sociais também apresentaram diferença significante, onde mais uma vez os homens 81,34 apresentam uma melhor qualidade de vida do que as mulheres 74,67. Dados semelhantes ao item Saúde Mentais, onde foi visto que a mulher 75,34 também tem uma pior saúde mental do que o homem 84,49.  Com relação aos Aspectos físicos as mulheres 63,20 e homens 75,56, o Estado Geral de Saúde mulheres 63,20 e homens 72,46 e no domínio de Vitalidade e os Aspectos Emocionais os homens 89,83 aparecem com resultados satisfatório em relação ao mesmo domínio realizado pelas mulheres 74,40.           Tais dados corroboram com o estudo semelhante de Pinheiro, 2013 que o estratificar os domínios do SF-36 com o sexo observou que, entre os participantes da pesquisa, a mulher obteve os menores e por consequência piores escores, concluindo que a mesma tem a pior qualidade de vida. Isso se justifica pela inserção da mulher no mercado econômico surge para evitar o empobrecimento das suas famílias, além de atender também a satisfação pessoal. Porém a mesma não abandona seus afazeres domésticos, criando então uma dupla carga horária de trabalho, onde a responsabilidade com os filhos, marido, com a casa e consigo mesma, aponta o esforço dessas mulheres ao trabalharem. Restando pouco tempo para seu lazer, cuidados com a saúde e descanso.


Tabela5. Análise estratificada por sexo em relação aos domínios do SF36.

 

  VOLUN. CF LAF DOR EGS VITA ASP.

SOC

LAE SM
FEM                  
MÉDIA 75,34 74,04 63,20 56,83 63,32 74,40 74,67 73,06 75,34
MEDIANA 85 100 62 57 65 75 100 74 85
DP 25,01 36,68997 25,29 15,76 17,23 21,50 37,59 17,66 25,01
MÁX 100 100 100 87 100 100 100 100 100
MIN 15 0 20 25 30 12,5 0 20 15
MASC                  
MÉD 84,49 80,08 75,56 60,14 72,46 89,83 81,34 80,54 84,49
MEDIANA 85 100 74 57 70 100 100 88 85
DP 15,69 25,33 20,88 13,86 14,84 14,21 32,33 18,86 15,69
MÁX 100 100 100 82 100 100 100 100 100
MIN 50 25 31 37 35 50 0 36 50
Teste pvalue& 0,01201196 0,217295 0,001009 0,166059 0,000509 0,00345 0,234783 0,01416 0,01201196

Fonte: DAMASCENO e FREITAS, 2016.

* Teste U de Mann-Whitney

*Onde: DP: Desvio Padrão; CF: Capacidade Funcional; LAF: Limites por aspectos físicos, EGS: Estado geral de saúde; Vita: Vitalidade; AS: aspectos sociais; LAE: Limitações por aspectos emocionais; SM: Saúde mental.

 

A tabela 6 apresenta com relação aos domínios do questionário de SF-36, pelo teste de Kruskal-Wallis, que há uma diferença estatisticamente significativa, onde o aspecto social (0,0644) apresenta um valor de p superior em relação ao estado geral de saúde (0,0135). O bom estado de saúde relatado pela população estudada, foi identificado e tabelados por meio dos escores elevados, principalmente nos domínios: dor que na faixa etária de 41-50 anos  apresentou a maior média de 71,42, estado de geral de saúde mais alto se deu na faixa etária de 20-30 anos com média de 61,72, capacidade funcional com média de 85 e saúde mental mais elevada na faixa etária de 20-30 anos com média 85, com valores satisfatórios em cada faixa etária, se adequando a função e ao tipo de trabalho desenvolvido pelos funcionários.                                        Quando analisado em relação as faixas etárias, Guedes, 2011 corroborando aos resultados apresentados observou que todos os domínios (capacidade funcional, aspectos físicos, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental) do SF-36 apresentaram resultados significativos. E ressalta que a saúde é um aspecto de fundamental importância na percepção de bem-estar e qualidade de vida dentro da capacidade proposta em cada idade.

 

 

Tabela 6. Análise estratificada por faixa etária em relação aos domínios do SF36

Faixa Etária 20-30 anos

  CAP LAF DOR EGS VITA ASP.SOC LAE S M
MÉDIA 85 75,64 69,44 61,72 67,44 79,49 71,77 73,44
MEDIANA 90 100 72 62 65 87,5 66,6 80
DESVPAD 18,35 28,96 23,30 14,78 16,62 20,97 34,66 18,57
MÁX 100 100 100 87 100 100 100 100
MIN 15 0 20 32 30 25 0 36

Faixa Etária 31 -40 anos

  CAP LAF DOR EGS VITA ASP.SOC LAE S M
MÉDIA 75,89 72,18 64,26 56,45 63,71 81,85 73,65 74,10
MEDIANA 85 100 62 57 65 87,5 100 84
DESVPAD 24,22 36,24 24,39 14,88 17,69 19,43 40,55 19,67
MÁX 100 100 100 82 100 100 100 100
MIN 15 0 20 25 30 37,5 0 20

Faixa Etária 41 -50 anos

  CAP LAF DOR EGS VITA ASP.SOC LAE S M
MÉDIA 77,56 78,89 71,42 56,38 67,22 81,11 82,21 78,04
MEDIANA 85 100 74 57 65 87,5 100 84
DESVPAD 22,58 34,93 25,90 13,88 15,61 16,99 33,04 16,94
MÁX 100 100 100 77 100 100 100 100
MIN 15 0 20 25 30 50 0 40

Faixa Etária acima 50 anos

  CAP LAF DOR EGS VITA ASP.SOC LAE S M
MÉDIA 77,06 85,29 66,18 59,65 73,82 73,53 88,22 81,18
MEDIANA 85 100 62 57 80 87,5 100 88
DESVPAD 23,32 23,48 23,65 19,37 17,19 26,47 23,41 16,60
MÁX 100 100 100 87 100 100 100 100
MIN 45 25 31 32 45 25 33,3 52
*Teste de KruskalWallis 0,0395 0,0496 0,0285 0,0135 0,0246 0,0644 0,0033 0,0436

Fonte: DAMASCENO e FREITAS, 2016

*Onde: DP é o desvio padrão; LAF: Limites por aspectos físicos; EGS: Estado Geral de Saúde; VITA: Vitalidade; ASP.SOC: Aspectos sociais; LAE: Limitações por Aspectos Emocionais; SM: Saúde Mental.

 

Na tabela 7  observa-se através do Sf-36 que quando se trata do tempo de serviços há escores significativos, quando em relação a capacidade funcional a maior média é relatada em funcionários que trabalham na instituição a mais de 6 anos (80,31), Estado geral da saúde com maior média naqueles que tem um tempo de função laboral de 1 a 3 anos (60,15), e o domínio dor sendo maior também nos funcionários que possuem um tempo de serviço maior que de 6 anos (68,48), ou seja quanto maior o tempo de serviço maior serão os prejuízos a saúde como dor e quanto menor o tempo de serviço melhor será o estado geral de saúde, sendo justificado justamente pelo tempo mínimo de trabalhos diários em relação aos que tem mais de 6 anos.


 

Tabela 7 Análise estratificada por tempo de serviço em relação aos domínios do SF36

Tempo de serviço (1 a 3 anos)

  CAP LAF DOR EGS VITA ASP.SOC LAE S M
MÉDIA 78,61 75 67,81 60,15 66,39 77,55 74,06 74,78
MEDIANA 85 100 68 62 65 87,5 100 80
DESVPAD 24,92 33,29 25,97 15,59 16,24 21,22 35,86 17,28
MÁX 100 100 100 87 100 100 100 100
MIN 15 0 20 25 30 25 0 40

Tempo de serviço (4 a 6 anos)

  CAP LAF DOR EGS VITA ASP.SOC LAE S M
MÉDIA 76,25 73,86 66,32 57,11 64,89 84,09 78,78 76,95
MEDIANA 77,5 100 62 57 65 87,5 100 84
DESVPAD 22,75 36,15 24,12 14,88 14,45 18,55 34,55 19,77
MÁX 100 100 100 82 95 100 100 100
MIN 15 0 20 25 30 25 0 20

Tempo de Serviço acima de 6 anos

  CAP LAF DOR EGS VITA ASP.SOC LAE S M
MÉDIA 80,31 78,85 68,48 56,88 68,00 79,23 78,45 75,78
MEDIANA 85 100 64 57 70 87,5 100 84
DESVPAD 20,25 31,01 23,72 14,99 19,08 21,11 37,01 18,58
MÁX 100 100 100 87 100 100 100 100
MIN 15 0 20 25 35 12,5 0 36
*Teste de KruskalWallis 0,0635 0,0450 0,0749 0,0536 0,0674 0,0236 0,0535 0,0746

Fonte: DAMASCENO e FREITAS, 2016

*Onde: DP é o desvio padrão; LAF: Limites por aspectos físicos; EGS: Estado Geral de Saúde; VITA: Vitalidade; ASP.SOC: Aspectos sociais; LAE: Limitações por Aspectos Emocionais; SM: Saúde Mental.


Conclusão

 

Quanto à qualidade de vida, através do questionário SF-36 concluiu-se que os escores médios calculados apresentam a média com valores acima ao escore 50. O escore de 50 para cada domínio é ponto de corte e todos os domínios atingiram valor maior que 50, concluindo-se que os funcionários da instituição de ensino superior apresentam uma boa qualidade de vida. Os funcionários da faculdade, são em sua maioria mulheres, com faixa etária e tempo de serviço prevalente entre 31-40 anos e acima de 6 anos exercendo suas funções respectivamente.   O trabalho realizado instituição é dinâmico, com carga-horária distribuída igualmente para as funções designadas.                          O estudo observou ainda que a dor é um importante indicador de qualidade de vida e rendimento de trabalho e através do questionário nórdico, mostrou que os sintomas osteomusculares podem influenciar negativamente na saúde do trabalhador sendo ainda reforçada pela evolução de dor mesmo que de média intensidade através da escala E.V.A,  indicando a indispensável e relevante importância da criação e manutenção nas empresas dos setores de saúde ocupacional, de preferência dotado de um corpo variado de profissionais, entre eles o Fisioterapeuta do trabalho.            Talvez esses resultados tenham se mostrado com bom percentual por conta de já existirem iniciativas de prevenção e promoção de saúde nos setores, por meio de projetos de extensões desenvolvidos por docentes e discentes da instituição.                       Sugere-se, por fim, que estes dados fomentem ações que otimizem a produção cientifica de estudos do cuidado da pessoa com problemas osteomusculares e que os profissionais de saúde e acadêmicos possam apresentar um novo olhar sob a perspectiva das necessidades de melhoria da qualidade de vida nesse tipo de problema para  que esses indivíduos exerçam diariamente funções com mesma carga-horaria e atividades repetitivas sem danos a sua saúde e sem prejuízos em seu rendimento profissional.

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