Patrão: ser ou não, eis a questão

Quando o Papa Francisco assumiu a liderança da Igreja Católica só se falava nisso o tempo inteiro. Conversando com um amigo de trabalho nesta época eu comentei não entender o porquê da mobilização do público por causa de uma pessoa que até “ontem” parecia desconhecida e ele, com sabedoria, perguntou se eu era devoto da religião, respondi que não, quando então concluiu: por isso é que você não compreende. Percebam que o nível de envolvimento com determinado assunto faz com que pesemos a mesma situação com medidas diferentes. Sim, mas o que isso tem a ver com a decisão de abrir o próprio espaço de trabalho?

Ao resolver se tornar patrão, o contexto não será o mesmo de quando você é funcionário, onde a maior preocupação que se pode ter é realizar bem as tarefas dentro do horário de expediente, diferente do dono do negócio, responsável pelo todo e não só por uma parte. Soa bastante óbvio, mas será que aqueles inclinados a empreender conhecem os diferentes componentes desse complexo? Foi isso que Taylor e Fayol se propuseram a responder há muitos anos e que outros estudiosos continuaram a fazer ao longo do tempo, o que fez da administração uma ciência, com métodos e técnicas próprios.

Ora, se existe conhecimento já produzido em administração, o que levaria um profissional empreendedor a se lançar no mercado autônomo sem essa teoria? Provavelmente algum leitor pensará que “isso se aprende com a prática”, mas esquece que antes de tentar outras pessoas já experimentaram, e muito, diferentes maneiras de operacionalizar ideias. Sim, entendido, mas há quem diga que na Fisioterapia já viu N tentativas frustradas e que não deseja amargar os mesmos resultados. Será que nesses casos os profissionais estavam realmente preparados para encarar o desafio ou utilizaram o negócio como ambiente de aprendizagem?

Faço então referência ao termo Gestão que é, na verdade, a prática da teoria, ou seja, da administração, que podemos compreender como a organização necessária para o melhor desempenho. Já é possível enxergar os dois primeiros trabalhos que aguardam o empreendedor? Em outras palavras, o sucesso é fruto de planos bem executados, o que envolve inicialmente duas ações interdependentes: pensar e agir.

Resumimos aqui duas grandes vertentes de atuação de alguém que queira ser patrão, ser ou não ser, eis a questão, lembrando que a sabedoria começa com a dúvida. Se você realmente “vestiu essa camisa”, provavelmente há em sua cabeça pontos de interrogação e minha sugestão é que inicie suas pesquisas para chegar a uma conclusão acerca do caminho mais curto para alcançar seus objetivos, afinal de contas decidir será uma rotina para quem deseja comandar.

Carlos Iuri

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