Para uma boa pedalada

PARA UMA BOA PEDALADA: DICAS DA ACADÊMICA DO 5º PERÍODO DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UNIPAC – ROSELMA CAMPOS.

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A prática de atividade física, muitas delas realizadas ao ar livre como, por exemplo, o ciclismo, têm aumentado cada vez mais e requerem certos cuidados. Além de uma vestimenta adequada e uma boa hidratação, faz-se também necessário observar a postura adequada, para que não haja dores e futuras lesões.

Desequilíbrios de natureza muscular, óssea, ligamentar e/ou neuromuscular – associados à frequência do treinamento e à sobrecarga mecânica do esporte -, além de fatores individuais, elevam a probabilidade de dores e lesões. O joelho encontra-se entre os locais mais afetados, pelo fato do ciclismo ser uma atividade repetitiva, o que propicia o desenvolvimento de microtraumas em estruturas articulares ou em seu envoltório.

Gráfico – Sítios anatômicos mais afetados nos ciclistas:

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As lesões do joelho têm etiologias diversas, entre outras o treino ou técnica inapropriados, bicicleta ou equipamentos inadequados, fatores anatômicos e funcionais, retrações músculo tendinosas, desequilíbrios musculares. As causas podem ser divididas em duas categorias, nomeadamente queixas resultantes do ajustamento da bicicleta e as que têm causa física, mas que são agravadas pelo movimento imposto pelo pedalar ou pela posição de condução.

Como muitas vezes o acerto da bicicleta ainda é feito numa base de tentativa e erro, acontece que ajustes incorretos da posição do selim, guiador ou “cleats” dos sapatos ocasionem lesões. O pedalar é um movimento não natural na ergonomia do ser humano, e a experiência demonstra que a assimetria física como os joelhos desalinhados é a principal causa de lesões no ciclismo. Portanto, é importante realizar o trabalho de prevenção e reabilitação no ciclismo, por meio de uma equipe multidisciplinar com o objetivo de identificar os fatores de risco relacionados.

É importante que o ciclista observe o movimento dos seus joelhos, que deve ser o mais reto possível. Estudos biomecânicos mostram que uma pedalada ótima é aquela em que as pernas sobem e descem perfeitamente alinhadas, como um pistão. Todo movimento que saia desse padrão leva a uma perda da força transmitida aos pedais, causando diminuição no desempenho, dores e lesões. Se as suas pernas ficam abertas demais ou os seus joelhos tendem a ficar para dentro durante a pedalada, você estará gerando tensões desnecessárias em seus membros inferiores. Boa parte dos ciclistas têm as pernas arqueadas ao pedalar, o que facilita o desalinhamento levando os joelhos para dentro. Estabilizando a posição do pé sobre o pedal – pelo uso de palmilhas, por exemplo – ou por meio do uso de um calçado específico para ciclismo, consegue-se fazer uma correção biomecânica, alinhar as pernas e, com isto, poupar seus joelhos no momento da pedalada.

O papel da fisioterapia, neste contexto, será o de maximizar a flexibilidade, o fortalecimento muscular, a postura, a correção do gesto esportivo, entre outros. Dessa forma, tem-se por objetivo um aumento na longevidade e na qualidade da realização desta modalidade, impedindo e minimizando dores e lesões.

Seguem imagens ilustrativas.

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Fonte: www.vadebike.org

– Não pedale de pernas muito abertas ou fechadas, para não forçar a articulação dos joelhos. Se você estiver pedalando assim, seu selim deve estar baixo demais e você está apoiando os pés de forma errada. Joelhos e pés devem estar alinhados à bicicleta e ao pé.

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O bom alinhamento articular entre pé, joelho e quadril além de melhorar o rendimento vai impedir dores e lesões no ciclista.

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