OS BENEFÍCIOS DA MOBILIZAÇÃO NEURAL COMO PROTOCOLO FISIOTERAPÊUTICO NO TRATAMENTO DA ANALGESIA EM PACIENTES COM LOMBOCIATALGIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Carliane Maciel Dias
Jeronice de Souza Rodrigues

Carliane Maciel Dias1, Jeronice de Souza Rodrigues 2

1Carliane Maciel Dias, Graduanda do Curso de Bacharel em Fisioterapia no Ceuni-FAMETRO

2Jeronice Rodrigues, Orientadora do TCC, docente do curso de fisioterapia no Ceuni-FAMETRO


RESUMO

A Lombociatalgia é uma das principais queixas de pacientes com transtornos musculoesqueléticos, acomete a população em algum momento da vida, constituindo, assim, uma problemática dentro da saúde pública. Objetivo: Relatar os efeitos do uso da técnica de mobilização neural em pacientes com lombociatalgia. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com método hipotético-dedutivo e objetivo descritivo explicativo. Onde foi feita uma busca eletrônica de artigos nas bases de dados Scielo e PUBMED, publicados nos anos 2009 a 2020 e em idioma português e inglês, os artigos selecionados para os critérios de inclusão foram: artigos publicados a partir do ano de 2009, tratamento apenas com a técnica de mobilização neural e apenas indexados em revista e os artigos selecionados para os critérios de exclusão foram: artigos de revisão literária, tratamento realizado por outros profissionais que não sejam fisioterapeutas e que não estavam disponíveis na integra. Resultados: Após o tratamento, observou-se melhora significativa da dor irradiada, sendo observada melhora em demais variáveis como aumento da flexibilidade e amplitude de movimento. Conclusão: O estudo constatou que a mobilização neural, mostrou ser eficaz, proporcionando melhora do quadro álgico, melhora de flexibilidade e ADM.

Palavras-chave: Dor neuropática, mobilização neural, dor lombar e reabilitação.

ABSTRACT

Low back pain is one of the main complaints of patients with musculoskeletal disorders, it affects the population at some point in life, thus constituting a problem within public health. Objective: To report the effects of using the neural mobilization technique in patients with low back pain. Methodology: An integrative literature review was carried out using a hypothetical-deductive method and an explanatory descriptive objective. Where an electronic search of articles was carried out in the Scielo and PUBMED databases, published in the years 2009 to 2020 and in Portuguese and English, the articles selected for the inclusion criteria were: articles published from the year 2009, treatment only with the neural mobilization technique and only indexed in a magazine and the articles selected for the exclusion criteria were: articles of literary review, treatment performed by other professionals who are not physiotherapists and who were not available in full. Results: Results: After treatment, a significant improvement in irradiated pain was observed, with improvement observed in other variables such as increased flexibility and range of motion. Conclusion: The study found that neural mobilization proved to be effective, providing improvement in pain, improved flexibility and ROM.

Keywords: Neuropathic pain, neural mobilization, low back pain and rehabilitation.

INTRODUÇÃO

A lombociatalgia é definida quando a dor tem origem na coluna lombar e se irradia para as nádegas e a porção posterior da perna até abaixo do joelho ao longo da raiz nervosa lesionada e pode afetar um ou ambos dos membros inferiores e pode ter em seu quadro álgico  dor em queimação, pontada, formigamento e parestesia no membro inferior causada pela compressão das raízes do nervo isquiático. (PINTO, 2011).

De acordo com Briganó e MACEDO (2012), a Lombociatalgia é uma das principais queixas de pacientes com transtornos musculoesqueléticos, acomete a população em algum momento da vida, constituindo, assim, uma problemática dentro da saúde pública. Resulta em custo econômico substancial para a sociedade e atinge níveis epidêmicos na população mundial

Segundo o autor Polesello (2013), a lombociatalgia conhecida como “dor no ciático” estão agregadas a uma compressão nervosa na região lombar, L3, L4, L5, S1 como hérnia de disco, estenose de canal medular, síndrome do piriforme. Quando associada à hérnia discal a lombociatalgia piora com a manobra de valsava ou qualquer outro quadro que aumente a pressão no canal medular, como espirrar, tossir ou purgar.

Para Inman (2016), a etiologia da lombociatalgia está associada aos transtornos degenerativos da coluna vertebral abarcando a hérnia discal, discopatia degenerativa com ruptura do anulo fibroso, artrose facetaria, estenose do canal raquideo ou foraminal e tumores intra ou extra raquídeos, em ordem de apresentação/incidência.

A dor neuropática está presente em 37 a 55% dos pacientes com dor irradiada para o membro inferior. Segundo a International Association for the Studyof Pain (IASP), é estabelecida como a que surge como resultado direto de uma lesão ou doença que afeta o sistema somatossensorial. A dor neuropática está associada com dor mais intensa, comorbidades mais graves e piora da qualidade de vida. Além disso, os custos são 67% maiores quando comparada a outras patologias (KONSTANTINOU, 2015).

De acordo com Macedo, (2011), a lombociatalgia é a segunda dor mais frequente no ser humano, logo depois das cefaléias, além, de ser uma das principais causas de incapacidade para o trabalho. Estima-se que 80% das pessoas sofrerão de algum episódio de dor lombar em decorrência de uma lombocialtagia. Essa dor é inespecífica em 85% – 90%, ou seja, não consegue identificar sua causa com exatidão.

Segundo Silva (2011) a mobilização neural é um método criado da somatória de conhecimentos entre a neurobiologia, biomecânica e fisiopatologia do tecido nervoso, sendo aplicada de maneira manipulativa nesse mesmo tecido. Essa técnica tem como objetivo restabelecer a funcionalidade do tecido neural lesionado, promovendo a função normal do sistema musculoesquelético.

O estiramento neural pode reduzir o edema e comprometimento circulatório intraneural e induzir a irrigação do nervo devido ao efeito de bombeamento provocado pelo exercício. O estudo sobre a mecânica do nervo pode apontar a articulação ideal a se movimentar na escolha de um tratamento (SINGH e colaboradores 2010).

As técnicas de mobilização neural têm se apresentado como um recurso de tratamento conservador para o combate da lombocialtagia Segundo Machado e Bigolin (2010), alterações na extensibilidade e no movimento do sistema nervoso são achados frequentes em muitas desordens. O princípio da mobilização neural é que mudanças no mecanismo ou na fisiologia do sistema nervoso podem resultar em disfunção nas estruturas musculoesqueléticas que recebem sua inervação.

A técnica de mobilização neural é usada para recuperar o movimento e elasticidade do sistema nervoso, com o objetivo de melhorar a neurodinâmica e restabelecer o fluxo axoplasmático, o que, segundo Bertolini e colaboradores (2012), restaura a homeostase do tecido nervoso, o que promove o retorno as funções normais. O presente estudo teve como objetivo relatar os efeitos do uso da técnica de mobilização neural em pacientes com lombociatalgia.

METODOLOGIA

Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com método hipotético-dedutivo e objetivo descritivo explicativo. Onde foi feita uma busca eletrônica de artigos nas bases de dados da Scientific Eletronic Library Online (Scielo) e Serviço de U.S. National Libraryof Medicine (PUBMED), publicados nos anos 2010 2020 e em idiomas português e inglês. Foi realizada a seleção de revistas, como: neurociência, revista saúde e revista da enfermagem, nas quais os artigos forma selecionados.

Os artigos selecionados para os critérios de inclusão foram: artigos publicados a partir do ano de 2010, tratamento apenas com a técnica de mobilização neural e apenas indexados em revista e os artigos selecionados para os critérios de exclusão foram: artigos de revisão literária, tratamento realizado por outros profissionais que não sejam fisioterapeutas e que não estavam disponíveis na integra.

Os resultados foram demonstrados através dos casos clínicos que obtém nos artigos que mostraram resultados do tratamento da mobilização neural nos pacientes com lombociatalgia. Para o levantamento de dados, será utilizado o programa Word, no qual será abordado o assunto. Os descritores utilizados na busca foram: dor neuropática, mobilização neural, dor lombar e reabilitação.

Foi realizada uma análise de caráter qualitativo e não experimental do levantamento bibliográfico, considerando os critérios acima mencionados, selecionando artigos e livros de maior relevância para os resultados deste estudo.

Trata-se de um estudo básico transversal, de natureza qualitativa e controle das variáveis do tipo explicativo. A pesquisa está dentro dos termos éticos de acordo com a lei 196/12, trata-se de uma revisão bibliográfica, da qual utilizaremos literaturas atualizadas respeitando sempre os direitos autorais dos seus respectivos autores, mediante as citações realizadas seguindo as normas da ABNT.

Quadro 1. Fluxograma da seleção dos artigos

RESULTADOS

Após a análise crítica dos dados encontrados, foi possível elaborar as tabelas 01 contendo os resultados desta pesquisa, relacionando os autores com os efeitos da mobilização neural no tratamento da lombociatalgia, onde os autores foram organizados em ordem cronológica de publicação dos seus respectivos trabalhos.

De acordo com a tabela 01, os efeitos da mobilização neural foram encontrados por diversos autores, sendo a analgesia o efeito mais encontrado dentre os benefícios desta técnica.

Tabela01: Efeitos da mobilização neural na lombociatalgia.

AUTOR/ANOMETODOLOGIARESULTADO
Kurt et al., (2020)Um ensaio clinico randomizado realizou um agrupamento de 41 pacientes, onde foram aleatoriamente divididos em dois grupos, o grupo de mobilização neural (n = 20) ou grupo de eletroterapia (n = 21). As ferramentas de avaliação utilizadas foram Escala Visual Analógica (EVA) para dor, Índice de Incapacidade de Oswestry para funcionalidade, teste de elevação da perna esticada para envolvimento neural e plataforma baropedográfica para medidas de marcha e equilíbrio estático.
Os exercícios de mobilização neural realizados durante o programa de tratamento de 3 semanas reduziram a dor e melhorou a funcionalidade, mas não induziu nenhuma mudança na marcha e estática parâmetros de equilíbrio.
Neto et al., (2017)Foram utilizados Ensaios clínicos randomizado, na qual a mobilização neural foi aplicada nos membros inferiores para verificar desfechos de: dor, incapacidade e flexibilidade dos membros inferioresAs evidências mostraram que há efeitos positivos da aplicação de mobilização neural no quadrante inferior do corpo. Especificamente, na flexibilidade em participantes saudáveis ​​e grandes efeitos na dor e incapacidade em pessoas com lombalgia.
Tambekar et al., (2015)O ensaio clinico randomizado reuniu pacientes com dor lombar irradiando para o membro inferior (acima do joelho), SLR unilateral positivo entre 35° e 70°, início da dor em 1 mês. Onde foi aplicado técnicas de mobilização neural e muligan.O estudo mostrou que ambas as técnicas produzir melhora imediata na dor e intervalo de SLR, mas este efeito não foi mantido durante o período de acompanhamento.
Giovanni et al., (2016)Ensaio clinico randomizado de grupo paralelo de pacientes foram aleatoriamente divididos em 2 grupos, com objetivo de investigar se o tratamento neurodinâmico é mais eficaz do que o conselho de permanecer ativo.1 grupo foi designado para receber quatro sessões de tratamento neurodinâmico durante duas semanas, mais exercícios em casa e outro grupo foi aconselhado para permanecer ativo.Melhora significativa no quadro de dor de membro inferior e flexibilidade.



Schafer et al., (2011)Um ensaio clinico randomizado avaliou setenta e sete pacientes com de dor lombar irradiada para perna unilateral de 3 grupos de subclassificações da dor lombar foram recrutados, sendo eles, sensibilização neuropática, desenervação, sensibilização de nervos periféricos e musculoesquelética. Após a classificação, todos os indivíduos foram tratados sete vezes com técnicas de mobilização neural.O estudo mostrou que os pacientes classificados como sensibilização de nervos periféricos têm um prognóstico mais favorável após a mobilização neural em comparação com os outros grupos. 
Basson et al., (2017)Uma revisão sistemática investigou os efeitos da mobilização neural nas condições neuro musculoesquelética.Após a análise dos estudos a mobilização mostrou – se eficaz no tratamento da dor lombar crônica.
ELDesoky et al., (2016)Um ensaio clinico randomizado avaliou sessenta indivíduos com dor lombar crônica com radiculopatia S1, onde o grupo experimental recebeu mobilização neural e programa de reabilitação convencional na forma de infravermelho, ultrassom e exercícios gerais que envolveram exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura das costas por 6 semanas. O grupo controle recebeu o mesmo programa de reabilitação convencional apenas por 6 semanas.Ambos os grupos mostraram melhorias significativas em todas as variáveis ​​medidas após 6 semanas, mas a mobilização neural mostrou efeito mais benéfico e estatisticamente significativo para redução da dor, incapacidade funcional e aumento da função fisiológica da raiz nervosa na lombalgia do que o grupo de controle.
Ali et al; (2015)Um ensaio clinico randomizado avalio uma amostra de 40 pacientes com dor radicular crônica foi selecionada e alocada aleatoriamente em dois grupos A e B. 22 pacientes foram tratados com técnica de mobilização neural slump, exercício de estabilização lombar e diatermia por ondas curtas, enquanto 18 pacientes do grupo B foram tratados com exercício de estabilização e diatermia por ondas curtas.Conclui-se que mobilização neural slumpe diatermia de ondas curtas melhora a dor e a função mais em comparação com exercício de estabilização e mobilização neural slump sozinho durante o tratamento fisioterapêutico.



Kumar et al; (2013)Um ECR avaliou 2 protocolos, com e sem auto-mobilização neural, onde 30 sujeitos foram amostrados aleatoriamente e divididos em 2 grupos. O Grupo A recebeu apenas tração pélvica e o grupo B recebeu tração pélvica e MN .A auto-mobilização neural durante a tração pélvica intermitente é eficaz na redução da dor lombar.

DISCUSSÃO

Nos últimos anos, estudos procuram avaliar os efeitos da mobilização neural em diversas partes e disfunções do corpo. No presente estudo, avaliaram-se os resultados da aplicação dessa técnica em lombociatalgia.

De acordo com Leiva-Caro et al., (2015), o campo de atuação do fisioterapeuta vem crescendo gradativamente. Além do enfoque na reabilitação, ele atua também na prevenção de doenças e promoção de saúde, em nível individual e coletivo. Considerando se a participação do fisioterapeuta na atenção primária, é importante que este desenvolva atividades com intuito de estimular hábitos saudáveis de vida, como a prática de atividades físicas.

Conforme Aveiro (2013), o fisioterapeuta apresenta um papel de suma importância no tratamento da lombociatalgia, através de técnicas como mobilização neural, alongamentos, fortalecimento muscular, treino de marcha e equilíbrio, buscando a manutenção ou melhoria da capacidade funcional, redução das incapacidades e limitações e proporcionando maior independência.

Na pesquisa de Kurt et al., (2020), foi realizado um ensaio clinico randomizado com um agrupamento de 41 pacientes, onde foram aleatoriamente divididos em dois grupos, o grupo de mobilização neural (n = 20) ou grupo de eletroterapia (n = 21). As ferramentas de avaliação utilizadas foram Escala Visual Analógica (EVA) para dor, Índice de Incapacidade de Oswestry para funcionalidade, teste de elevação da perna esticada para envolvimento neural e plataforma baropedográfica para medidas de marcha e equilíbrio estático.Tendo como resultado redução da dor e melhora da funcionalidade.

Na pesquisa de Neto et al., (2017), foram utilizados ensaios clínicos randomizado, na qual a mobilização neural foi aplicada nos membros inferiores para verificar desfechos de: dor, incapacidade e flexibilidade dos membros inferiores. As evidências mostraram que há efeitos positivos da aplicação de mobilização neural no quadrante inferior do corpo. Especificamente, na flexibilidade em participantes saudáveis ​​e grandes efeitos na dor e incapacidade em pessoas com lombalgia.

Tambekar et al., (2015), reuniu pacientes com dor lombar irradiando para o membro inferior (acima do joelho), SLR unilateral positivo entre 35° e 70°, início da dor em 1 mês. Onde foi aplicado técnicas de mobilização neural e muligan. O estudo mostrou que ambas as técnicas produzir melhora imediata na dor e intervalo de SLR, mas este efeito não foi mantido durante o período de acompanhamento.

Conforme Giovanni et al.,(2016), em um ensaio clinico randomizado de grupo paralelo de pacientes foram aleatoriamente divididos em 2 grupos, com objetivo de investigar se o tratamento neurodinâmico é mais eficaz do que o conselho de permanecer ativo.1 grupo foi designado para receber quatro sessões de tratamento neurodinâmico durante duas semanas, mais exercícios em casa e outro grupo foi aconselhado para permanecer ativo. Tendo como resultado melhora significativa no quadro de dor de membro inferior e flexibilidade.

Schafer et al., (2011), avaliou setenta e sete pacientes com de dor lombar irradiada para perna unilateral de 3 grupos de subclassificações da dor lombar foram recrutados, sendo eles, sensibilização neuropática, desenervação, sensibilização de nervos periféricos e musculoesquelética. Após a classificação, todos os indivíduos foram tratados sete vezes com técnicas de mobilização neural. O estudo mostrou que os pacientes classificados como sensibilização de nervos periféricos têm um prognóstico mais favorável após a mobilização neural em comparação com os outros grupos. 

Enquanto Basson et al., (2017), em uma revisão sistemática investigou os efeitos da mobilização neural nas condições neuro musculoesquelética. Após a análise dos estudos a mobilização mostrou – se eficaz no tratamento da dor lombar crônica.

ELDesoky et al., (2016), avaliou sessenta indivíduos com dor lombar crônica com radiculopatia S1, onde o grupo experimental recebeu mobilização neural e programa de reabilitação convencional na forma de infravermelho, ultrassom e exercícios gerais que envolveram exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura das costas por 6 semanas. O grupo controle recebeu o mesmo programa de reabilitação convencional apenas por 6 semanas. Ambos os grupos mostraram melhorias significativas em todas as variáveis ​​medidas após 6 semanas, mas a mobilização neural mostrou efeito mais benéfico e estatisticamente significativo para redução da dor, incapacidade funcional e aumento da função fisiológica da raiz nervosa na lombalgia do que o grupo de controle.

Ali et al., (2015), avalio uma amostra de 40 pacientes com dor radicular crônica foi selecionada e alocada aleatoriamente em dois grupos A e B. 22 pacientes foram tratados com técnica de mobilização neural slump, exercício de estabilização lombar e diatermia por ondas curtas, enquanto 18 pacientes do grupo B foram tratados com exercício de estabilização e diatermia por ondas curtas. Conclui-se que mobilização neural slump diatermia de ondas curtas melhora a dor e a função mais em comparação com exercício de estabilização e mobilização neural slump sozinho durante o tratamento fisioterapêutico.

De acordo com Kumar et al., (2013), em seu estudo onde avaliou 2 protocolos, com e sem auto-mobilização neural, onde 30 sujeitos foram amostrados aleatoriamente e divididos em 2 grupos. O Grupo A recebeu apenas tração pélvica e o grupo B recebeu tração pélvica e mobilização neural. A auto-mobilização neural durante a tração pélvica intermitente é eficaz na redução da dor lombar.

CONCLUSÃO

No presente estudo, verificou-se que o uso da mobilização neural em portadores da lombociatalgia diminuiu significativamente a dor irradiada, e propiciou melhora nas demais alterações como aumento de flexibilidade e amplitude de movimento. Diante disso, acredita-se que utilizar a mobilização neural atende as necessidades do indivíduo, e pode trazer bons resultados no tratamento de pacientes com essa disfunção.

Este conhecimento pode decretar o sucesso do tratamento fisioterapêutico para lombociatalgia, uma vez que a estratégia de aplicação das condutas terapêuticas como a mobilização neural dependerá de uma análise criteriosa do indivíduo e de sua interação com as variáveis envolvidas nas ações de trabalho e no ambiente no qual este é executado.

O profissional fisioterapeuta dispõe de um vasto e eficaz arsenal terapêutico para o exercício de suas intervenções. Cabe a este profissional a seleção e/ou combinação das técnicas que melhor assistam às necessidades dos pacientes portadores de lombalgias. Desta forma, a fisioterapia se apresenta como ferramenta imprescindível na promoção da saúde e melhora da qualidade de vida das mais diversas áreas da sociedade. Existe a necessidade de serem realizadas mais pesquisas sobre o tema para que haja melhor aperfeiçoamento e validação desta técnica.

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