O QUE A PANDEMIA ENSINOU A FISIOTERAPIA?

Colegas que atuaram, e ainda atuam, na frente de batalha, nos contam o que aprendemos com a Pandemia.

Artigo sugerido pelo colega Dr. Mariel Patricio.

A pandemia nos ensinou que a fisioterapia não pode mais se sujeitar a técnicas que não se baseiam em trabalhos científicos sérios com evidências de alta qualidade nos desfechos dos pacientes. Aproximou a fisioterapia clínica da pesquisa científica, ratificando que nunca conseguiremos respeito em nossa profissão se não andarem juntas e inseparáveis.

A pandemia nos levou ao isolamento social e, tendo em vista a necessidade de pacientes em dar continuidade aos seus atendimentos, muitos fisioterapeutas tiveram que se reinventar, e assim, sem engajaram no serviço de telerreabilitação, atingindo desta forma, uma gama de pessoas em suas residências, aumentando a aderência ao tratamento.

A pandemia veio para que pudéssemos reavaliar nossa forma de pensar e agir, unindo o lado científico das condutas com o lado humano, valorizando a escuta nestes pacientes, os quais, longe de suas famílias, se encontram, muitas vezes angustiados com essa nova doença, fragilizados e amedrontados.

E por fim, a pandemia nos deixou de frente para um novo desafio, desafio este que também abalou nossas estruturas, muitos tiveram que sair de suas casas, ficar longe da família, viver dia a dia o medo de pegar a doença, porém fortes na certeza do dever cumprido da profissão que abraçamos, como um soldado em um campo de batalha.

Dra. Adriana Melo

O período da pandemia ressaltou a importância da atuação do fisioterapeuta intensivista e a carência de profissionais especializados. Mostrou que precisamos nos manter sempre atualizados com “novas recomendações ” e evidências descritas. E que devemos utilizar os recursos pensando sempre nas indicações e contra-indicações considerando os riscos e individualizando parâmetros.

Dr. Alexandre Abrunhosa

A pandemia nos ensinou muitas coisas, dentre elas o que me chamou muito a atenção, foi a prática baseada em evidências. Nunca fomos tão bombardeados com informações sobre o adequado manejo do paciente crítico, isso incentivou a aprofundar o conhecimento no âmbito da ventilação mecânica invasiva deixando práticas antigas de lado sem nenhum desfecho positivo e integrando novos conceitos baseado em resultados de recentes trabalhos publicados.

Outro ponto em questão foi o nosso destaque como protagonistas na reabilitação e capacitação funcional desses pacientes graves, o que gerou inúmeras repercussões positivas para a nossa classe levando a Fisioterapia para um novo patamar.

Dr. Anselmo dos Santos

Toda a versatilidade clínica e funcional da Fisioterapia a colocou em posição de destaque sob os holofotes da mídia e da sociedade. Em resposta a toda esta exposição, ao invés de destacar as fragilidades de muitas equipes, a profissão se posicionou na busca incansável pelo conhecimento e preparo técnico científico, a fim de oferecer o melhor ao paciente acometido pela COVID19. Todo este esforço e dedicação elevou o prestígio e reconhecimento nos mais diversos modelos de assistência em saúde. Esta fase que passamos, nos ensinou que podemos galgar patamares maiores, que nos levarão ao reconhecimento que tanto sonhamos.

Dr. Augusto Cruz

A pandemia ensinou a superar os medos e desafiar o novo. Todo dia era uma nova etapa, novo estudo e aprendizado. Alguns momentos tivemos vitórias e outras perdas.

Dra. Barbara Rosemberg

A pandemia ensinou e vem ensinando a fisioterapia quão fundamental é se manter atualizado com as práticas clínicas baseadas em evidências, além da visibilidade da profissão sobre o manejo ventilatório dos pacientes acometidos.

Dra. Camila Manini

Com relação à docência no ensino superior e formação profissional, mostrou que temos que reinventar nossas estratégias de ensino, com teleatendimentos e acolhimento aos futuros profissionais. Como profissionais, aprendemos que nada está seguro e programado. Temos que ser flexíveis e tolerantes sobre as mudanças nos protocolos e atentos a novos estudos. Diariamente.

Profa. MS Dra. Cintia Freire Carniel – docente da graduação em fisioterapia da Faculdade de Medicina do ABC – FMABC (Santo André-SP)

Que nós somos essenciais, insubstituíveis e necessários. Nossa contribuição frente a COVID-19 só me fez ter a plena certeza do quão valiosa é a nossa profissão.

Dr. Cristiano Viana

A pandemia da COVID-19 veio destacar a importância da Fisioterapia, especialmente, no contexto hospitalar e da de reabilitação. E o que isso nos trouxe de ensinamento?

Para mim a resposta é: precisamos estar preparados, capacitados e dispostos a encarar qualquer dificuldade.

O efeito da pandemia permitiu que muitos fisioterapeutas saíssem da chamada “zona de conforto”, fazendo-os buscar informação e conhecimento para oferecer a melhor assistência, diante da necessidade que surgiu.

Espero que esse efeito positivo acenda a chama da busca pela excelência profissional e que isso permita que nossa profissão possa ser vista cada vez mais como essencial.

Dr. Daniel Lago Borges – São Luís (MA)

O período da pandemia ressaltou a importância da atuação do fisioterapeuta intensivista e a carência de profissionais especializados. Mostrou que precisamos nos manter sempre atualizados com “novas recomendações ” e evidências descritas. E que devemos utilizar os recursos pensando sempre nas indicações e contra-indicações considerando os riscos e individualizando parâmetros.

Dra. Fernanda Bitencourt
. Fisioterapeuta rotina do Hosp. Ronaldo Gazolla
. Fisioterapeuta plantonista Hospital Rios D’or.

A pandemia covid-19 deu mais visibilidade a nossa profissão, pessoas que nem sabiam a função do fisioterapeuta no CTI, passaram a ver e conhecer a responsabilidade e a importância de um fisioterapeuta. Foi importante para outros profissionais da própria área de saúde pois passaram a valorizar a nossa profissão, ensinou o trabalho em equipe, entendendo que cada profissional contribui para o tratamento do paciente (quando se trata de um trabalho multidisciplinar)!

Mostrou que não é somente um profissional que resolve tudo, e sim o trabalho em equipe que irá contribuir com o sucesso do tratamento.

Dra. Flávia Nicolau

A pandemia trouxe luz a Fisioterapia mostrando sua importância no cuidado do paciente crítico. As características da doença nos deu a oportunidade de colocar em prática muitas coisas que já estavam inseridas de alguma forma em nossa formação e pouco exercitadas mesmo no âmbito da terapia intensiva ou emergência, o que fez dar mais relevância em nossa atuação.

A necessidade de organizar as condutas como: pronação, ventilação protetora ou recrutamento alveolar, talvez tenha sido, de início, o maior desafio dada a complexidade da doença e a dinâmica imposta ao paciente. Porém, com o passar do tempo, o olhar para o paciente e a observância dos resultados, ficou claro que estamos no caminho certo e que tais práticas devem ser mantidas sempre que necessário. A evolução da profissão é nítida e precisamos manter o alto nível alcançado a partir dos estudos e ensino.

Outro grande ensinamento foi a troca de informações de forma aberta. Essa situação foi enriquecedora e trouxe outros ensinamentos que não só o técnico mas como pessoa, sendo solidário, empático e preocupado. O que me fez ver a importância da união de todas as forças, dos indivíduos e seu papel em preservar e salvar vidas.

Dr. Gabriel Simião

Inicialmente, acho que para nós enquanto profissionais de saúde, nos certificamos de que todas as categorias se complementam e possuem sua indispensável importância, concretizando o benefício em prol do paciente que é abordado e pensado por uma equipe multidisciplinar.

Acredito que tenhamos entrado em um novo ciclo, uma nova era pra a fisioterapia. Se existia dúvida sobre a importância da fisioterapia em terapia intensiva durante 24 horas , torço para que essa discussão não seja levantada novamente, pois os resultados são claríssimos.

Tivemos necessidades em adentrar ainda mais em uma área que acaba sendo muito “ nossa” : a ventilação mecânica. Nova patologia , graus de fisiopatologias variáveis e consequentemente,formas distintas de ventilação.

E o que falar do período de reabilitação motora e respiratório nesses pacientes complexos após alta da terapia intensiva?

Mais uma vez encontramos um grande cenário favorável e promissor para a reabilitação e reinserção nas atividades de vida diária.

Dr. Guilherme Duque Estrada

Vivemos dias difíceis, dias antes nunca imaginados e que sem dúvida vão entrar para história, dias em que o mundo se rendeu ao tamanho da importância de se investir em saúde, a fisioterapia apesar de sempre realizar com soberania o papel de ventilar os pacientes mecanicamente nas UTIs ficou evidente para o mundo todo, precisou de uma pandemia para que todos vissem o quanto somos necessários e fundamentais.
Vivemos um cenário caótico com um vírus complexo de acometimento sistêmico, pacientes evoluído com injúrias pulmonares graves apresentando fenótipos diferentes com formas de ventilar específicas, mais do que nunca a pandemia nos ensinou q nada é “receita de bolo” e a necessidade de se avaliar individualmente cada paciente.

Mas a fisioterapia estava lá, presente e preparada, estudando cada vez mais para ventilar nossos pacientes da forma mais adequada possível, lutando contra um inimigo invisível! Foram horas de cálculos para a melhora da mecânica pulmonar, calcula driving pressure, complacência estática, titula peep ideal, manobra de pronação, olha a TC de tórax, faz ultrassonografia a beira leito calcula o DTF, o Driving pressure melhorou? Titula novamente, vamos extubar o paciente! Que felicidade quando tudo dava certo e que tristeza quando perdíamos nossos pacientes, foram muitos! Quantos rostos, quantas histórias, quantos amores de alguém e quanta dedicação.

Tenho muito orgulho dos meus colegas fisioterapeutas que enfrentaram tudo isso com bravura e coragem, muitos como eu se contaminaram mas em nenhum momento pensamos em desistir, também temos medo, mas fomos com medo assim mesmo, seguimos firme no nosso propósito e todas as vezes que o covid- 19 se levantar a fisioterapia vai se levantar junto, sempre estaremos aqui em prol do nosso juramento e em prol da vida! Somos os incansáveis.

Dra. Luciana Santos

Ensinou que somos protagonistas, a interface entre o paciente e o ventilador, a expertise para definir e traçar condutas vitais. Ensinou também que a falta de expertise é a receita do insucesso.

Dr. Luciana Chicayban

A COVID 19 apresentou aos Fisioterapeutas uma nova forma de olhar para as doenças respiratórias e para a ventilação mecânica, o tal do “ajuste fino” dos parâmetros ventilatórios nunca foi tão valorizado. O front de batalha não foi fácil, muita luta contra a doença todos os dias, mas todo e qualquer sorriso por dentro ou fora das máscaras valeram muito a pena! Fizemos parte de uma história!

Dr. Mariel Patricio

Esta pandemia reforçou a necessidade da individualização das estratégias ventilatórias e programas de reabilitação, o que não é nenhuma novidade. Precisamos entender de uma vez por todas que cada paciente é um paciente, cada pulmão tem sua mecânica e que cada paciente precisa ter seu atendimento direcionado para suas necessidades e características.

Dra. Natália Coronel de Lima Lages
Fisioterapeuta HUPE -UERJ
Coordenadora do serviço de Fisioterapia do Hospital AmericanCor – RJ

O que ela nos ensinou a todos foi exatamente isto, o valor de se utilizar corretamente a paramentação.

Dr. Quilber Mazzei

Sou Fisioterapeuta há 13 anos, Especialista em Terapia Intensiva, Fisioterapeuta Supervisor do Hospital Casa de Portugal e Plantonista dos Hospitais, Hospital do Câncer, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e Hospital Geral de Bonsucesso, sendo esses 2 últimos contratados pela Pandemia.
O que a pandemia ensinou a fisioterapia?

Acredito que nunca se falou, estudou e aplicou tanto a “Ventilação Protetora”, sendo com cálculo da Mecânica Ventilatória, Recrutamento Alveolar e Titulação de PEEP ideal e nunca se realizou tanta pronação como tem se realizado nos últimos dias. A pandemia veio mostrar que a Fisioterapia é muito mais que aspirar e mobilizar o paciente no leito. Acredito que depois de tudo isso, nós Fisioterapeutas, não seremos mais os mesmos e certamente crescemos muito e conquistamos um lugar especial dentro da Fisioterapia Intensiva, tendo em vista a aprovação do Projeto de Lei 1985/2019 que garante a presença do Fisioterapeutas 24h dentro da Terapia Intensiva.

Dr. Rodolfo Luiz

Ensinou que o fisioterapeuta deve estar sempre em constante aprendizado e jamais se acomodar, que prática baseada em evidências é o futuro da Fisioterapia e não temos mais espaço para achismos e condutas que não reproduzem as evidências. Ensinou também que é um momento de união da classe e valorização profissional e que devemos estar sempre prontos para o chamado, pois somos a ciência do futuro, do movimento, da recuperação, do bem estar, ou seja, tudo o que o mundo precisa na luta contra uma pandemia e após ela. E como vamos por em prática estes ensinamentos? Simples, basta calçar a sandália da humildade, colocar a ciência de baixo dos braços e encher de amor as palavras.

Dr. Thiago Almeida

Ensinou a importância de se ter controle emocional, planejamento de equipe, promover a união do time, empoderamento a beira leito, valor da atualização constante e mais do que nunca o resgate do amor ao próximo, pois já tivemos muitas vitórias semelhantes mas não foram aplaudidas.

Dr. Vinicius Marinho

Jamais imaginei passar por esta experiência. Mesmo já tendo vivido endemias de H1N1, esta pandemia é um caso ímpar na minha vida pessoal e profissional. Mesmo com 20 amas de formado, todos eles dedicado a Terapia Intensiva, realmente este é um momento único em minha vida profissional. Estou atuando na linha de frente do combate ao COVID-19 desde Abril, todos os dias de domingo a domingo, pois trabalho em 2 hospitais de referência no atendimento ao COVID-19. Um com 88 leitos de CTI, onde sou Fisioterapeuta rotina e outro com 60 leitos onde sou plantonista. Neste tempo, passei por várias “sensações e sentimentos”. Primeiro sentimento, de “FELICIDADE” por poder atuar na Pandemia e ajudar com minha experiência em Terapia Intensiva. Logo depois, veio “MEDO”. Medo de me contaminar, contaminar minha família, medo de ser a próxima vítima devido a incerteza e o desconhecimento de como a doença pode evoluir em caso de contaminação. E o medo e a tensão, presente todos os dias, devido ao risco de contaminação. Desde os primeiros plantões o “CANSAÇO” também sempre está presente. Plantões extremamente desgastastes e cansativos, nunca antes vivido nestes 20 anos dedicados à Terapia Intensiva. Cansativo e desgastante pelo desconforto da paramentação, pela grande quantidade pacientes contaminados e por sua complexidade.

Em seguida momentos de “DESESPERO” e “TRISTEZA”, devido a grande quantidade de óbitos. Plantões com número de mortes nunca antes vivido em minha profissão. Porém o sentimento de “FELICIDADE” aparece mais uma vez. Presente em cada reversão de insuficiência respiratóna, evitando que um paciente fosse entubado, ou a cada extubação de um paciente em ventilação mecânica, e consequentemente a cada alta do CTI e alta hospitalar. “FELICIDADE” em poder colocar em ortostatismo e deambular pacientes que ficaram muitos dias em ventilação mecânica, pronados, traqueostomizados e que por muitas vezes sentimos “MEDO” em perdê-los.

Com tudo isso o sentimento de “SATISFAÇÃO” começa a estar presente. Satisfação em poder propiciar que, pacientes recuperem sua capacidade funcional, podendo voltar para casa e para os seus familiares sem comprometimentos. E mesmo depois destes 3 meses de atuação. o “MEDO” ainda se faz presente, medo de ainda poder se contaminar com isso poder contaminar algum familiar. E este medo traz mais uni sentimento a “SAUDADE”. Saudade da família, saudade da minha mãe que não a abraço há mais de 3 meses, da minha irmã, da minha sobrinha que já chorou várias vezes e do meu filho, só podendo se ver de longe ou vídeo-chamadas. O por falar em filho, vem outro sentimento o de “CULPA”, pois devido ao meu risco de contaminação e consequentemente contaminá-lo, e ele poder contaminar alguém, teve que se isolar da família também. Apesar de tudo isso novamente aparece a “SATISFAÇÃO”. Satisfação de estar conhecendo melhor esta doença, sabendo melhor como tratá-la, e Saber que estamos colaborando com a diminuição das taxas de mortalidade. Mas apesar de todo este misto de sentimentos a “FELICIDADE” está sempre presente. Felicidade em poder contribuir com a saúde da HUMANIDADE.

O que a pandemia ensinou a Fisioterapia?

QUE AMAMOS O QUE FAZEMOS, QUE SOMOS FORTES, SOMOS GUERREIROS, SOMOS PROFISSIONAIS COMPETENTES, SEMPRE FIZEMOS A DIFERENÇA NA VIDA DOS PACIENTES, E ESTAMOS MOSTRANDO ISSO, NO MOMENTO MAIS DIFÍCIL DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE DOS ÚLTIMOS 100 ANOS.

Dr. Alexandre Jusitiniano

Essa pandemia veio para ratificar a importância e o valor do fisioterapeuta dentro da equipe multidisciplinar. Nos ensinou a superar limites e a ir sempre além.

Dra. Anna Christ

Se desejar, use os botões abaixo para compartilhar.

2 comentários em “O QUE A PANDEMIA ENSINOU A FISIOTERAPIA?”

  1. A verdade é que ninguém sabe a verdade. Como todos sabem estou na linha de frente, no enfrentamento a covid19. E hoje sou mais um que fui contaminado. Que fique claro que fui bem quase assintomático, agora sou igg positivo para covid19. E que lição posso tirar disso? Depois de 20 anos atuando na área de terapia intensiva, nunca tinha me deparado com tantas incertezas sobre uma doença. Tantos paradigmas sobre sua casuística, diagnóstico e tratamento. Fato que, até hoje nem a OMS,MS, e qualquer outra entidade tem todas as respostas. Elas vão chegar… Mas às custas de profissionais que estão na linha de frente, nos bancos de pesquisas das universidades. Na experiência vivida de cada país, estado, cidade . Das entidades que buscam o discernimento, o autruismo. E não a desinformação, a desunião e os confrontos. Que nessa guerra só leva a atrasos. Quantos especialistas em covid19 surgiram… Leigos confrontando médicos e profissionais, baseados em notícias produzidas aos montes nas redes. Políticos embreagados, na corrupção e sua eterna sede de poder. Que até agora não resolveram nada, apenas nos deixam sem materiais para trabalhar, sem insumos e o pior sem profissionais. No início a dúvida era: será que é verdade? O seu hospital está cheio? Quantos casos? Morre mesmo? E o medicamento tal? E o isolamento? Vc viu o que o político e o Youtuber e o Dr disse? E os números são reais? Quanta desconfiança. Quanta fake news. Quantos problemas sem ser diretamente ligado a doença a pandemia está causando. A única verdade que temos até agora. É que não existe verdade.
    Eu tive a sorte de me contaminar e não desenvolver sintomas maiores. Não usei esquemas medicamentosos, graças a Deus meu sistema imunológico deu conta do recado. Mas usaria se eu achasse necessário. Medo, angústia, incertezas. Todos nós que estamos trabalhando na linha de frente vivemos isso. Mas escolhemos, ou fomos escolhidos para essa missão. Conselho posso dar vários. Mas a sua verdade pode não ser a minha. Mas na hora que estamos com um paciente na nossa frente São as nossas decisões e escolhas que vão ditar as coisas. Nessa hora existe um momento que é vc seu paciente e Deus. E o desfecho disso tudo ninguém sabe. E quem disser que sabe!!! Pode duvidar… Sauliano Piotto fisioterapeuta intensivista : PSMRO, HFM, H de Campanha SJB.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.