O lançamento do meu livro de Fisioterapia: parte 2

Permitam-me aproveitar este espaço para antecipadamente divulgar uma errata do meu livro: no verso dele, em AGRADECIMENTOS, onde se lê “trabalhos”, “vistas” e “ascendeu”, leia-se “trabalho”, “vista” e “acendeu”; no rodapé da p. 400, “Recurso Extraordinário”, na verdade é “Remessa Ex Offício” ou simplesmente “REO”. Isso porque não são incomuns críticas sobre erros de português registrados na Rede por ‘fisioterapeutas’, tal como apontado no comentário feito em 18.01.2015 sobre a matéria Piso Salarial do Fisioterapeuta: “qualquer um que veja como vocês escrevem (gramática e ortografia) entenderá o motivo de estarem nessa situação…”.

Entre  os convidados havia dois grupos particularmente importantes: os envolvidos no processo de formação do fisioterapeuta para o mercado e os reguladores da profissão, incluídos nestes os aspirantes à direção de Conselho Regional. Exclusive o CREFITO-2, mais ninguém se fez representado, bem como interessado até o momento em conhecer melhor a obra. Então, leitor, lanço o seguinte questionamento: quando você precisar citar uma Resolução o fará certo de que seu texto está atualizado e livre de qualquer embaraço  judicial? É, porque na consulta online isso não está coeso, apesar de disponível. O emprego de normas para qualquer que seja o fim, sem a devida observância da  vigência do texto, pode transformar seu ‘conhecimento’ em ‘ignorância’.

Certo que a temática do livro definitivamente não é a prioridade na formação em Fisioterapia, é necessário compreendermos que ao legislar pactua-se aquilo que melhor deveria atender o interesse público, contudo, a pluralidade de ideias recheia de conflitos esse processo, a exemplo do famigerado ato médico, que ameaçava a autonomia dos demais profissionais de saúde. Pacificar entendimento a respeito de determinado assunto leva tempo, com a participação de diferente atores sociais, logo, acreditar que a leitura pontual trará esclarecimentos suficientes para lhe conferir propriedade ao aborda-lo é depreender tendenciosamente sobre a matéria.

Confesso minha preocupação com o pouco contato do fisioterapeuta com regras em geral, a começar pelas de sua própria profissão. Os trabalhadores da área já são alvo da fiscalização, a qual promove maior interação deles com as normas, mas o tempo que ela demoraria para alcançar a todos em exercício e os ingressantes no mercado gera um hiato natural que dificilmente será suprido. Por isso a minha proposta é sensibilizar os meios que se comunicam em massa para propagar a informação de maneira mais ágil e atingir o maior número de pessoas possível, já que é uma iniciativa pioneira. Encerro esse artigo com duas frases para reflexão: “o Direito não socorre os que dormem” e “ninguém será obrigado fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

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