O futuro promissor da fisioterapia com a telerehabilitation

Utilizando a tecnologia, clínicas de telerehabilitation na Austrália planejam oferecer serviços de reabilitação em tempo real, e os pacientes poderão ter acessso aos serviços no conforto de sua casa, utilizando a internet.

Serviços de saúde poderão alcançar e impactar muitas pessoas com esse novo modelo de reabilitar.

Além disso, essa pode ser uma alternativa interessante para pessoas que moram distantes das clínicas ou até mesmo aquelas que tem algum tipo de dificuldade de transporte ou mesmo de mobilidade.

Clínicas de telereabilitation utilizam o estímulo visual com o auxilio de iPads, webcams e programas de vídeoconferência para interação direta com seus pacientes.

Apesar de ser um projeto inovador e cheio de expectativas, a utillização da telereahbilitation ainda está em fase de testes por pesquisadores ao redor do mundo, e posso destacar os Australianos, principalmente da Universidade de Queesland.

Contudo, pesquisas ainda estão sendo conduzidas para termos segurança de sua real eficácia na prática clínica.

A última revisão sistemática sobre os efeitos da Telerehabilitation em pacientes com doenças cardiopulmonares publicado no journal of cardiopulmonary rehabilitation and prevention neste ano (2015) concluiu que apesar da telereahblitation apresentar um futuro promissor para pacientes com doenças cardiopulmonar, atualmente as evidências ainda são limitadas.

São necessários mais estudos com alta qualidade metodológica, além de estudos utilizando a telereahbilitation com base em vídeos interativos.

Fazendo uma rápida busca pela base de dados de Pedro (www.pedro.org.au) me deparo, atualmente, com 4 revisões sistemáticas utilizando a telerehabilitation em algumas doenças e situações clínicas (Esclerose Multipla, Acidente Vascular Encefálico, custos e desfechos clínicos), além de 21 ensaios clínicos nas diversas patologias e condições de saúde que são comumente tratados por fisioterapeutas.

Acredito que daqui pelos próximos 2 ou 3 anos poderemos ter resultados mais precisos sobre a efetividade dessa (nova/inovadora) modalidade terapeutica em nossa prática clínica.

Dr. Maurício Magalhães

Fisioterapeuta, mestre em Fisioterapia pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e doutorando no programa de Ciências da Reabilitação na Universidade de São Paulo (USP). Research fellow within the University of Sydney, Austrália. Criador do INSTAGRAM @fisioComEvidencia e facebook/fisioComEvidencia

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