O futuro da fisioterapia ou a fisioterapia do futuro?

Olá pessoal! Estou estreando esta coluna sobre ciência, tecnologia e fisioterapia, não necessariamente nesta ordem, pois este trinômio é indivisível e inseparável para as boas práticas em todas as áreas de conhecimento do fisioterapeuta. Nesta e nas próximas edições, vamos bater um papo informativo sobre inovações tecnológicas e científicas nos diversos cenários da fisioterapia e do fisioterapeuta.

Sabe-se que a fisioterapia foi regulamentada no Brasil no final da década de 60. Desde então, os avanços científicos e tecnológicos vêm impulsionando as práticas do fisioterapeuta em uma velocidade tamanha que fica difícil de acompanhar. Em informática/tecnologia, a Lei de Moore tenta explicar tal fenômeno da velocidade. Ela diz que, a cada 18 meses, o número de transistores existentes em um processador aumenta 100% (ou seja, ele dobra). E isso tem sido uma verdade bastante visível na tecnologia (não apenas na informática, mas também em fotografia, por exemplo), como pode ser observado em uma rápida análise dos chips criados nas últimas décadas. Quem é que não tem na gaveta um equipamento comprado há pouco tempo, já obsoleto?

Lembro-me muito bem que há 15 anos, quando comecei a lecionar, ainda usávamos quadro de giz e retroprojetor. Sem contar outros docentes que devem estar ponderando esta minha afirmação e pensando – “na minha época usávamos quadro negro, giz e mimeógrafo!”. Para os mais novos, aconselho buscar informações adicionais sobre esses instrumentos da história dos docentes nos buscadores da internet.

Nesta mesma época, numa tarde de café com bobagens na universidade onde leciono, três professores incluindo este que lhes escreve, conversavam a respeito do futuro da disciplina Anatomia Humana. Um dos docentes defendia de forma ferrenha a ideia de que a anatomia nunca deixaria de ser estudada em cadáveres. Pois como seria? Questionava ele. O segundo docente, igualmente conservador, argumentava no mesmo coro que o fisioterapeuta não poderia aprender anatomia e disciplinas afins como cinesiologia e cinesioterapia se não fosse pelas peças cadavéricas. Em desvantagem, mas sempre com a cabeça no futuro, alertei-os que em breve os acadêmicos e professores estariam estudando estas mesmas disciplinas em peças sintéticas e hologramas 3D, de forma que poderiam dissecar virtualmente e aprender de forma dinâmica cada órgão ou sistema. Não preciso nem dizer que naquele momento fui crucificado.

Recentemente, uma equipe de médicos de Israel desenvolveu uma tecnologia de hologramas 3D que permite ver a anatomia do paciente “flutuando no ar” em tempo real (Real View Imaging), embora alguns especialistas no assunto ainda discutam se realmente é um holograma. O fato é que, independente do nome

dado a esta tecnologia, os resultados práticos serão fantásticos. Despeço-me da coluna lhes fazendo uma pergunta: o que esta tecnologia poderia fazer por você ou por seus pacientes? As respostas poderão compor a fisioterapia do futuro ou o futuro da fisioterapia. Pense nisto e até a próxima!

Referências:

Para conhecer a Lei de Moore: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Moore

Para assistir o vídeo disponível em inglês no sitio do desenvolvedor . http://www.realviewimaging.com/

futuro

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4 comentários em “O futuro da fisioterapia ou a fisioterapia do futuro?”

    1. Vagner sá

      obrigado pelo comentário Angélica. Logo colocarei mais posts para nossa reflexão. Continue participando e ajude a divulgar essa maravilhosa revista.

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