O DIAGNÓSTICO CINESIOLÓGICO FUNCIONAL E O FUTURO DA FISIOTERAPIA NO BRASIL

The functional cinesiologic diagnosis and the future of the Physioteraphist in Brazil

 

Autora: Graziele Fátima Klein. Fisioterapeuta especialista em fisioterapia hospitalar pela Uniandrade-Pr e mestranda em fase de conclusão pelo CEFET-PR.

Professora da disciplina de anatomia e fisiologia do curso técnico em equipamentos odonto-médico hospitalares e laboratoriais do Centro de Educação Profissional Irmão Mário Cristóvão da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Rua Imaculada Conceição, 1155. Prado Velho. CEP: 80.215-901 Curitiba PR – Brasil. Fone: 55 41 3271-6249.

e-mail : graziele.klein@pucpr.br. Site da web: http://www.ler.pucpr.br/~graziele/

Curitiba-Paraná 2005

Resumo: O diagnóstico cinesiológico funcional reflete a necessidade de uma Fisioterapia baseada em evidências, na qual existe uma maior precisão diagnóstica e prognóstica, como também de intervenção fisioterapêutica, propiciando um tratamento voltado a cada indivíduo e com a máxima resolutividade. O fisioterapeuta deve estar ciente da importância da seqüência do processo que se inicia na admissão do paciente, elaboração do diagnóstico e prognóstico, prescrição do tratamento (responsabilidade exclusiva do fisioterapeuta), intervenção e a alta.

Palavras chave: Diagnóstico – Fisioterapia- Futuro

Abstract : The functional cinesiologic diagnosis reflects the necessity of a phyisioterapist based on evidences, in which a bigger disgnostic and prognostic precision exists, as also of Physioterapêutic intervention, propitiating a treatment come back to each individual and with the maximum resolutiv. The physiotherapist must be client of the importance of the sequence of the process that if she initiates in the admission of the patient, elaboration of the diagnosis and prognostic, lapsing of the treatment (exclusive responsibility of the physiotherapist), intervention and the high.

Key Words: diagnosis – phyisioterapist- future

O Diagnóstico em Fisioterapia

O diagnóstico cinesiológico funcional está previsto na Resolução COFFITO-80, tabela do SUS (que prevê a consulta fisioterapêutica) e no Referencial de Honorários Fisioterapêuticos. Alguns convênios já cobrem a avaliação fisioterapêutica. A Resolução COFFITO-80: Artigo 1º. É competência do FISIOTERAPEUTA, elaborar o diagnóstico fisioterapêutico compreendido como avaliação físico-funcional, sendo esta, um processo pelo qual, através de metodologias e técnicas fisioterapêuticas, são analisados e estudados os desvios físico-funcionais intercorrentes, na sua estrutura e no seu funcionamento, com a finalidade de detectar e parametrar as alterações apresentadas, considerados os desvios dos graus de normalidade para os de anormalidade; prescrever, baseado no constatado na avaliação físico-funcional as técnicas próprias da Fisioterapia, qualificando-as e quantificando-as; dar ordenação ao processo terapêutico baseando-se nas técnicas fisioterapêuticas indicadas; induzir o processo terapêutico no paciente; dar altas nos serviços de Fisioterapia, utilizando o critério de reavaliações sucessivas que demonstrem não haver alterações que indiquem necessidade de continuidade destas práticas terapêuticas. Porém em alguns casos somos barrados pois os pacientes não trazem consigo os exames necessários ou não os tem em mão [1].

Também em raríssimos casos os exames complementares solicitados pelo fisioterapeuta são realizados, comprometendo assim seu trabalho, pois como um fisioterapeuta pode reabilitar um músculo lesionado sem conhecer a real extensão das lesões sofridas. Normalmente os paciente chegam aos serviços sem qualquer tipo de exame de imagem, e mesmo que o tivesse, como o fisioterapeuta trabalha com movimentos, imagens estáticas não são de grande importância, pois demonstram patologias e lesões mais não demonstram a cinemática das fibras musculares envolvidas.

Estudos já realizados e em andamento

Hoje os próprios fisioterapeutas, aliados á área de engenharia estão estudando e desenvolvendo ferramentas diagnosticas para os fisioterapeutas.

Por meio de uma avaliação fisioterapêutica, baseada em uma anamnese com o levantamento da queixa principal e com a execução de exames clínicos funcionais, podendo também solicitar e interpretar exames complementares que sejam necessários para o nosso diagnóstico. O fisioterapeuta pode solicitar exames complementares que possam auxiliar no diagnóstico cinesiológico funcional. Existem diversos exames que complementam o nosso diagnóstico, tais como:, o eletrodiagnóstico para estudos da curva I/T, reobase, acomodação e cronaxia e os estudos funcionais pulmonares incluindo ventilometria, manovacuometria, dinamometria computadorizada e ergometria. Lembrando que o diagnóstico por nos dado, não interfere nos diagnósticos dados por outros profissionais[5 ].

Através softwares e câmeras de alta resolução e amplitude de são realizados diagnósticos através de calculo matemáticos relacionados á área afetada. A fotogrametria, que do grego significa aplicação da fotográfica á numérica, ou seja, a fotointerpretação [4]. Através do Eletrogoniomiografo de superfície, onde serão analisados a atividade elétrica neuromuscular local e adjacente e amplitude de movimento das articulações proximais envolvidas[3]. Através de instrumentos específicos para avaliação sensitiva como o estensiômetro e o micro vibrador é avaliada a sensibilidade da pele. [2].

 

 

Projetos futuros.

Vários estudos estão sendo realizados a fim de aumentar quantitativamente e qualitativamente o arsenal diagnóstico para que o profissional fisioterapeuta possa lançar mão destas ferramentas futuramente, durante o atendimento aos seus pacientes. As industrias mostram interesse porém os recursos são limitados, havendo então necessidade de captação de recursos junto ás instituições de fomento, tornando a confecção, legalização e comercialização do equipamento bastante demorada.

Porém espera-se que futuramente os fisioterapeutas possam trabalhar com maior comodidade, já que em termos de protocolos de tratamento, a profissão já é consagrada, faltando agora instrumentos, equipamentos e dispositivos que possam mensurar o grau de incapacidade e estabelecer de forma precisa o diagnostico cinético-funcional, qualificando e quantificando os resultados obtidos pelo profissional após a sua atuação junto ao paciente.

Conclusão.

A fisioterapia já não é mais a mesma. Atua hoje nas mais diferentes áreas com técnicas, metodologias e abordagens específicas que tem o objetivo de sanar, minimizar e principalmente prevenir as mais variadas afecções. . Além disto, a complexidade da profissão reside na necessidade do entendimento global da fisiologia, anatomia, semiologia do homem, baseado na Biofísica, Bioquímica, Cinesiologia, Biomecânica e outras ciências básicas. Possui um corpo próprio de conhecimentos, uma metodologia própria de intervenção, privativa do fisioterapeuta, ficando a critério do profissional a ordenação, intervenção, consulta e alta fisioterapeutica.

Graças aos avanços da tecnologia, surgiram várias modalidades de diagnóstico por imagens, análise de biopotenciais, respostas fisiológicas antes não mensuráveis e que hoje são detectadas e interpretadas pelo profissional fisioterapeuta, trazendo benefícios ao profissional que esta trabalhando com mais segurança, imagens , números exatos e gráficos de resultados ao seu dispor na realização de diagnósticos cinético Funcionais e tratamentos dos pacientes. Também espera-se um estudo mais aprofundado por parte dos profissionais fisioterapeutas sobre o tratamento das imagens do corpo humano, que podem ser obtidas de forma não invasiva e sem risco á saúde do paciente e do profissional.

Emfim, nossos esforços unidos em busca do conhecimento mútuo e do desenvolvimento de novos equipamentos e dispositivos para a fisioterapia é considerado de grande relevância, pois une conhecimentos técnicos e científicos de ambas as partes para obter o objetivo a ser alcançado pela equipe, deixando claramente exposto a necessidade e a importância da multidiciplinaridade na saúde, já que o principal interessado no desenvolvimento do equipamento é o fisioterapeuta mas o maior beneficiado sempre será o paciente e da segurança profissional na hora do diagnóstico cinético Funcional e da apresentação de resultados qualitativos e quantitativos dos seus tratamentos.

 

Referencias Bibliográficas:

 

  1. Revista do conselho federal de fisioterapia e terapia ocupacional: http://www.cofitto.gov.br

2. Lima. SMPF. Avaliação e tratamento das lesões nervosas-Enfoque terapêutico. Revista Reabilitar. Ano 3, nº 8. 3º trimestre de 2000.

3. Rev Bras Med Esporte vol.10 no.4 Niterói July/Aug. 2004 Comportamento temporal da velocidade de condução de potenciais de ação de unidades motoras sob condições de fadiga muscular. Retirado do site http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-86922004000400007&script=sci_arttext&tlng=pt

4. Ricieri D. Biofotogrametria, Recuro diagnóstico do Fisioterapeuta. Revista O COFFITO. Nº 17, Dezembro de 2002.

5. Oliveira. M.P Fisioterapia Geral. Ponbtifícia Universidade Católica do Paraná. 1997.

3 comentários em “O DIAGNÓSTICO CINESIOLÓGICO FUNCIONAL E O FUTURO DA FISIOTERAPIA NO BRASIL”

  1. Bom dia. Se Acha apta e capacitada para realizar um diagnóstico cinegiologico funcional afim de quantificar o Grau e o Percentual das Lesões doenças e deficiência Física do paciente com dor Crônica em Coluna ombros membros superiores e inferiores?

    1. Olá Pessoal, além deste canal a revista tem uma sala de bate-papo exclusiva para fisioterapeutas trocarem informações seja por texto, seja por voz, além de arquivos, artigos e muito mais. Se você também precisar fazer uma reunião com sua equipe, temos salas apara até 99 pessoas simultâneas inteiramente grátis. Conheça nossa plataforma em: bit.ly/fisio-discord

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