O CENÁRIO SOCIAL DA FISIOTERAPIA EM SENADOR POMPEU – CE

O CENÁRIO SOCIAL DA FISIOTERAPIA EM SENADOR POMPEU – CE
THE SCENE SOCIAL PHYSIOTHERAPY IN SENATOR POMPEU – CE

LOPES, Helen Manuela Santos 1
Graduação em Fisioterapia – FCRS/Quixadá

CARVALHO, Mariza Maria Barbosa 2
Fisioterapeuta Mestre em Saúde Pública – UECE

RESUMO

O lugar social ocupado pelo fisioterapeuta é o espaço produzido pelas condutas desse profissional diante das diversas dimensões que envolvem uma sociedade. Diante deste cenário, percebeu-se a necessidade de reflexão e identificação do lugar social ocupado pela Fisioterapia. Faltam conhecimentos científicos suficientes que abordem essa temática, uma vez que existem lacunas no fazer destes profissionais que impedem a consolidação da profissão em todos os níveis de atenção à saúde e primordialmente na atenção básica. O objetivo deste trabalho foi conhecer o espaço social atual da Fisioterapia em Senador Pompeu – CE, na perspectiva dos fisioterapeutas e usuários dos serviços de Fisioterapia. Tratou-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, exploratória e descritiva. Por se tratar de um estudo qualitativo, o número de participantes foi definido por saturação teóricoempírica. A entrevista semiestruturada foi utilizada como instrumento para a coleta das informações. As informações foram analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo do tipo categorial temática, com base em Minayo. Os resultados da pesquisa apontaram que o cenário social da Fisioterapia em Senador Pompeu é o espaço produzido através das condutas dos fisioterapeutas que se caracterizaram pelo domínio do conhecimento técnico, mas, sobretudo, por relações de bom trato com os usuários. Considera-se, portanto, que o cenário social da Fisioterapia em Senador Pompeu, na visão fisioterapeutas participantes, é permeado de lacunas quanto a valorização profissional, enquanto para os usuários, esta profissão tem grande relevância para a saúde dos que acessam aos diversos serviços de Fisioterapia, uma vez que encontram nos atendimentos e nos fisioterapeutas o cuidado para a recuperação dos sinais e sintomas decorrentes de alguma patologia e encontros interpessoais com bom trato e escuta atenciosa, respectivamente.

Palavras-chave: Fisioterapia. Sociedade. Prática.

ABSTRACT

The social place occupied by the physiotherapist is the space conducted by this professional behavior in front of the several dimensions that involves a society. In front of this scenery it was perceived the necessity of a reflection and the identification of the social place occupied by the physiotherapy. There are lack of scientific knowledge enough that discuss about this theme, since there are gaps in these professionals performance that hinder the profession consolidation in health attention levels and principally in the basic attention. This work has aimed to know the physiotherapy social space in Senador Pompeu – CE, in the physiotherapeutic and physiotherapy service users outlook. It was a qualitative nature research, exploratory and descriptive. Since it’s a qualitative study, the number of participants was defined by theoretical and empirical saturation. The semi-structured interview was used as information collect instrument. The information were analyzed through content analyses technique of the thematic category kind, with base in Minayo. The research results have pointed that the physiotherapy social scenery in Senador Pompeu is the space conducted through the physiotherapeutic behaviors that have characterized themselves by the technique knowledge domain, but above all by good treatment relation with the users, it’s considered, therefore, that the social scenery in Senador Pompeu, in the physiotherapeutic participants viewis permeated of gaps about the professional valorization, while to the users, this profession has a great relevance to the health of the ones that access the various physiotherapy services, once that they find in the physiotherapeutic attendances and in the physiotherapeutic professionals the to the recuperation of the signals and symptoms from any pathology and interpersonal meetings with a good treatment and attentive listening.

Key – Words: Physiotherapy; Society; Practice.

INTRODUÇÃO

O lugar social ocupado pelo fisioterapeuta conforme Silva (1991 apud Almeida; Guimarães, 2009) é o espaço produzido pelas condutas desse profissional diante das diversas dimensões que envolvem uma sociedade. É necessária uma compreensão dos elementos que se unem para caracterizar a saúde, das relações entre as pessoas, do lugar que ocupam e consequentemente da profissão nesse contexto. Somente após uma análise dessa situação é que se pode ter noção da importância e do significado do fisioterapeuta para a população, tendo em vista que essas relações estabelecidas são essenciais para a renovação da história da profissão e dos campos de atuação.

Para compreender o universo social que envolve essa profissão é necessário explorar primeiramente os caminhos que norteiam sua história. “A Fisioterapia é uma profissão nova, principalmente se comparada à milenar Medicina, e busca fortalecer-se como categoria profissional, conquistando espaços e buscando o reconhecimento de suas ações […]” (SCHMIDT, 2002, p. 24).
A caracterização profissional do fisioterapeuta continua fortalecida diante do contexto histórico, que engloba uma forma de atuação restrita, onde predominam os recursos e técnicas relacionados ao movimento humano como forma de tratamento. Mesmo com inúmeras conquistas, o que se observa é uma tendência do modelo de saúde do país em manter suas concepções de organização do trabalho restritas. Algumas legislações limitam a atuação mais abrangente desse profissional, especialmente no campo da saúde coletiva. Esse processo impede que a efetividade de um sistema de melhoria das condições de saúde da população e da qualidade dos serviços ofertados de fato aconteça, inibindo a potencialização da vida de muitos brasileiros (REBELATTO; BOTOMÉ, 1999).
A compreensão de uma saúde que fragmenta o cuidado, a atenção e as dimensões humanas, é conhecida como modelo hegemônico. De acordo com Almeida e Guimarães (2009), essas ações desintegradas não correspondem às reais necessidades apresentadas pelas pessoas. Esse pensamento não contribui para uma mudança da situação social e gera um descontentamento por parte do profissional de saúde, que não consegue através desse método identificar os principais acometimentos que envolvem um indivíduo ou uma comunidade e prejudica o desenvolvimento de práticas mais humanizadas na abordagem profissional.

As ações reabilitadoras constituíam anteriormente o objeto de trabalho da Fisioterapia, estas contribuem para a estagnação da profissão e do cenário social. Do ponto de vista de Rebelatto e Botomé (1999), o ensino ofertado pelas instituições formadoras do país é ideal para a produção de futuros profissionais preparados para o mercado de trabalho. Essa inércia é contraditória, visto que, há um vasto campo de conhecimento sendo ofertado durante a graduação. Faz-se necessário um esclarecimento definitivo de quais espaços o fisioterapeuta pode e deve atuar e de que maneira desenvolver suas atividades.

As experiências individuais, a relação com outros profissionais e a compreensão do significado do próprio processo de trabalho induz a formação de ideologias que contribuem com o fortalecimento da classe em detrimento do valor social que estes aspectos representam. No estudo da saúde coletiva, esse conceito poderá ser efetivado com a reprodução de indivíduos sociais, através da percepção desses trabalhadores sobre a importância das relações estabelecidas (SALMÓRIA; CAMARGO, 2008).

Essa ligação que existe entre a Fisioterapia e a saúde coletiva tem como objetivo fortalecer a profissão e colaborar com as ações de promoção da vida, conferindo aos usuários novas responsabilidades sobre o próprio bem-estar e manutenção de suas condições de saúde. A necessidade da efetivação do fisioterapeuta na atenção básica contempla a possibilidade de alavancar ainda mais o crescimento da profissão e fundamenta-se principalmente no ganho inestimável para a população e para a melhoria do sistema de saúde (BISPO JÚNIOR, 2009). Essa forma de atuação que é própria de qualquer profissional da saúde deveria está vigorando em todo o país.

Diante deste cenário, percebeu-se a necessidade de reflexão e identificação do lugar social ocupado pela Fisioterapia, na visão dos fisioterapeutas e dos usuários dos serviços de Fisioterapia, enquanto atores principais do fazer desta profissão. Faltam conhecimentos científicos suficientes que abordem essa temática, uma vez que existem lacunas no fazer destes profissionais que impedem a consolidação da profissão em todos os níveis de atenção à saúde e primordialmente na atenção básica.

Parece haver uma necessidade de afirmação profissional perante a sociedade moderna e as outras categorias profissionais. Apesar de ser considerada uma profissão nova, a Fisioterapia tem seus benefícios comprovados cientificamente, melhorando a qualidade de vida dos indivíduos. O profissional habilitado nessa área é preparado para enfrentar quaisquer adversidades e situações em saúde. Queiroz (2005, p. 43) complementa que o fisioterapeuta permanece, “[…] buscando com conhecimento científico o aperfeiçoamento, evoluindo num processo dialético e de intercomplementaridade com as outras áreas do saber. ”

Ao discorrer sobre conhecimento científico, na área de Fisioterapia, este também é caracterizado como recente, o que requer dos profissionais uma maior capacitação para o desenvolvimento de pesquisas e a avaliação destas em relação à situação atual da saúde. A produção científica contribui para a solidificação da profissão e reconhecimento da sociedade. Os fisioterapeutas devem está atentos a esse aspecto importante, considerando-se a carência atual do banco de dados em algumas áreas da saúde e da Fisioterapia (CAVALCANTE et al., 2011). O papel dessa profissão na sociedade também precisa ser estudado e analisado de vários ângulos, comprovando cientificamente os resultados obtidos nas intervenções fisioterápicas. As concepções históricas do seu surgimento e a evolução dos serviços de saúde incentivaram para uma expansão do objeto de trabalho da Fisioterapia, baseando-se nas necessidades da coletividade e na aquisição de novas habilidades, inclusive de caráter subjetivo, por parte dos fisioterapeutas.

Desse modo, optou-se por realizar o estudo sobre o cenário social da Fisioterapia em Senador Pompeu-Ce devido ao fato da pesquisadora residir neste município, pretender exercer a profissão de fisioterapeuta e contribuir para a valorização e reconhecimento da classe profissional, especialmente nesta cidade.

Portanto, este estudo pretende contribuir com a reflexão sobre a Fisioterapia, enquanto ciência, traduzida em uma profissão que valoriza o ser humano em toda a sua complexidade e, além disso, composta por técnicas e competências necessárias para o desenvolvimento de uma boa prática profissional. Existe uma necessidade de compreensão da realidade vivenciada pelos trabalhadores dessa área em contrapartida com os usuários que compõe o quadro dos serviços de Fisioterapia do município de Senador Pompeu.

TRATAMENTO METODOLÓGICO

TIPO DE ESTUDO

Tratou-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, exploratória e descritiva. De acordo com Kauark, Manhães e Medeiros (2010), a pesquisa com abordagem qualitativa é baseada na subjetividade inerente ao indivíduo e suas relações com o mundo concreto, relações que não podem ser compreendidas através de números. Portando, dispensa o uso de estatísticas, interpretando os eventos associados a uma realidade e apresentando conceitos para cada fenômeno. O pesquisador tem a tarefa de investigar os dados obtidos por método de indução.

A abordagem qualitativa foi escolhida para o desenvolvimento desta pesquisa, pois contempla os objetivos propostos a partir da compreensão apropriada das expressões coletadas dos discursos dos participantes.

Segundo Minayo (2004, p. 10), as pesquisas de abordagem qualitativa são reconhecidas por serem “[…] capazes de incorporar a questão do significado e da intencionalidade como inerentes aos atos, às relações, e às estruturas sociais, sendo essas últimas tomadas tanto no seu advento quanto na sua transformação, como construções humanas significativas.” A pesquisa qualitativa prevê uma maior aceitação e interação entre o pesquisador e os participantes.

A pesquisa exploratória tem a finalidade de buscar mais informações sobre o assunto abordado, estabelecendo hipóteses sobre o tema proposto. Está relacionada com o levantamento bibliográfico, a entrevista com indivíduos que vivenciaram práticas ligadas ao problema pesquisado e a reflexão sobre os exemplos identificados (KAUARK; MANHÃES; MEDEIROS, 2010).

As características da pesquisa descritiva são baseadas na observação, no registro, na análise e classificação dos dados obtidos, sem a intervenção do pesquisador ao longo dessas etapas. Esta investiga a quantidade de vezes que acontece um fato, suas causas e peculiaridades, e as relações que este estabelece com outros acontecimentos (PRODANOV; FREITAS, 2013).

LOCAL E PERÍODO DO ESTUDO

A coleta de dados foi realizada no período de Outubro de 2014, nos diversos cenários onde os fisioterapeutas exerciam suas atividades, dentre eles os serviços públicos e privados, no município de Senador Pompeu-Ceará, localizado a 273 km de Fortaleza. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse município cearense apresentou em 2013 uma estimativa de 26. 656 habitantes.
Senador Pompeu tem uma história marcante, baseada na riqueza advinda do algodão e na sua localização estratégica em relação à capital Fortaleza. A produção de algodão fez com que essa cidade desenvolvesse seu potencial econômico, tornando-se há alguns anos atrás o principal pólo-econômico do Sertão Central. Tendo sido considerada como uma das principais cidades do estado do Ceará (VIEIRA, 2010).

A escolha desse município como lócus da pesquisa se dá pelo fato de ser uma cidade com localização estratégica do Sertão Central do Ceará, que faz intermédio com diversos municípios e possui uma população que necessita de uma maior atenção por parte dos governantes.

O Sertão Central do Ceará é uma região bastante carente na oferta de serviços de saúde de qualidade, porém com bastantes potencialidades.

PARTICIPANTES DO ESTUDO

Por se tratar de um estudo qualitativo, o número de participantes foi definido por saturação teórico-empírica. Esse tipo de critério adotado durante o processo de coleta de dados fez com que os sujeitos da pesquisa fossem deliberados de acordo com o tipo de trabalho desenvolvido pelos profissionais e ofertados aos usuários. Desse modo, foram entrevistados seis fisioterapeutas, independente do tipo de atividade desenvolvida, e oito usuários dos serviços de Fisioterapia.

Minayo (2004, p. 102) destaca “ numa busca qualitativa, preocupamo-nos menos com a generalização e mais com o aprofundamento e abrangência da compreensão seja de um grupo social, de uma organização, de uma instituição […] ”. Portanto, sabe-se que esse tipo de pesquisa não envolve números, pois o foco principal é produzir uma amostra adequada como reflexo de um conjunto, de um total.

“A saturação designa o momento em que o acréscimo de dados e informações em uma pesquisa não altera a compreensão do fenômeno estudado. É um critério que permite estabelecer a validade de um conjunto de observações.” (THIRY-CHERQUES, 2009, p. 21).

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Como critérios de inclusão os fisioterapeutas deveriam está residindo e atuando no município há no mínimo três meses, pois, pelo tempo de atuação subentende-se que esses profissionais já desenvolveram habilidades e competências necessárias para contribuir com a efetividade da pesquisa, bem como um vínculo com a população assistida. Esse critério também se aplicou aos usuários, que deveriam está em assistência fisioterapêutica no mesmo período citado.

Como critérios de exclusão da pesquisa estão aqueles que se recusaram a participar ou os que estavam impossibilitados.

PROCEDIMENTOS PARA COLETA DAS INFORMAÇÕES

Nessa pesquisa foi utilizada como instrumento para coleta de dados uma entrevista semiestruturada, elaboradapela própria pesquisadora com base na literatura, para obtenção das informações necessárias para o alcance dos objetivos propostos.

Segundo Gil (1999), uma entrevista é uma forma de abordagem técnica que consiste na elaboração de perguntas que devem ser respondidas pelo investigado na presença do pesquisador. Esses questionamentos devem obter os resultados necessários para a construção das informações que contemplem os objetivos a serem alcançados.

A entrevista na pesquisa social é uma ferramenta importante na coleta de dados, pois permite ir além do que é proposto. Através da fala são apresentadas diversas informações e possibilidades de dados, por pessoas que têm diferentes experiências, condições socioculturais, históricas e valores que determinam o grupo as quais pertencem (MINAYO, 2004).
Primeiramente foram realizadas as entrevistas com os fisioterapeutas, os quais colaboraram bastante. Posteriormente foram feitas as abordagens com os usuários, sendo previamente explicados pelos seus respectivos fisioterapeutas para maior aceitação e compreensão dos objetivos propostos.

Segundo Minayo (2004), a entrevista semiestruturada pode ser realizada “verbalmente ou por escrito, mas tradicionalmente incluem a presença ou interação direta entre o pesquisador e os atores sociais e são complementadas por uma prática de observação participante.” Esse tipo de entrevista revela-se suficiente para compreender as relações estabelecidas.

MÉTODO E TÉCNICA DE ANÁLISE DE DADOS

As informações foram analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo do tipo categorial temática. A categorização permite a criação de grupos específicos de assuntos que pertencem a uma mesma linha de pensamento e de significação, organizando-os através de suas características em comum.

Para Gil (1999), os argumentos provenientes da pesquisa são capazes de gerar diversas reflexões. Para a análise mais eficiente do material disponível se fez necessária a classificação de categorias pertinentes a cada aspecto analisado e estes se encaixaram nos seus respectivos grupos.

ASPECTOS ÉTICOS

A pesquisa foi desenvolvida com base na Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que assegura o respeito à dignidade humana e o direito a proteção adequada dos participantes da pesquisa. Assegurou aos pesquisados, os seus direitos e deveres, assim como, os aspectos da bioética pautados pela autonomia, beneficência, não maleficência, justiça e equidade.

Os objetivos e a metodologia da pesquisa foram devidamente explicados aos participantes, respeitando seus níveis sócio-culturais e adequando-os quando necessário para uma melhor forma de abordagem. Esta pesquisa não acarretou danos aos participantes ou instituições envolvidas. As informações foram coletadas somente após a assinatura dos envolvidos no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Após seis meses o material coletado será destruído.

Por se tratar de uma pesquisa com envolvimento de seres humanos, foi enviada ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Faculdade Católica Rainha do Sertão (FCRS), no qual recebeu parecer favorável do mesmo em 20 de Outubro de 2014: Parecer CEP (nº 839.759), iniciando após a coleta de dados.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E PROFISSIONAL DOS FISIOTERAPEUTAS

Participaram do estudo seis fisioterapeutas, os quais estão divididos entres as atividades de docência, atuação no sistema público de saúde, no serviço particular de clínicas e atendimento domiciliar. As características sociodemográficas e profissionais dos fisioterapeutas participantes da pesquisa estão relacionadas às informações ligadas ao sexo, à faixa etária, ao período da graduação, ao grau de titulação profissional, à área de maior atuação, às experiências anteriores e a carga horária semanal estipulada pelos integrantes desse grupo.

Entre os fisioterapeutas, a faixa etária variou de 23 a 30 anos, sendo que 83% têm até 29 anos, apresentando a prevalência de profissionais mais jovens e que estão no mercado de trabalho, em sua maioria, no início da carreira profissional. Quanto ao sexo, 66,6% são mulheres.

Em relação ao ano de formação e tempo de atuação apenas 33,3% tiveram sua formação entre os anos de 2000 a 2009, sendo que 66,6 % destes: se formaram entre 2010 e 2013. Esse dado propõe que os fisioterapeutas atuantes em Senador Pompeu são em sua maioria considerados recém-formados pelo pouco tempo de inserção no mercado de trabalho. Em termos de tempo de atuação, verificou-se que 50% dos entrevistados têm entre 2 e 5 anos de atividade profissional, e apenas um participante apresentou menos de 2 anos.

Segundo Bispo Júnior (2009, p. 665) “A decisão de abertura de novos cursos deve antes fundamentar-se em necessidades sociais e considerar as contribuições de cada novo curso para a transformação da realidade social e epidemiológica”.

Quanto ao grau de titulação profissional, os dados obtidos demonstram que a maioria dos fisioterapeutas do município é especialista (83,33%), um profissional apresentou somente a graduação (16,66%). Não foi observada a formação em mestrado e doutorado. Os relatos dos trabalhadores refletem uma insatisfação quanto ao processo de formação e aperfeiçoamento da profissão, pois as dificuldades enfrentadas para quem reside no interior do estado são muitas, como: acesso difícil aos cursos de aprimoramento, por conta da distância; muitos cursos têm alto custo financeiro; falta tempo suficiente para destinar a essas atualizações. Dessa maneira, alguns discursos merecem destaque para a reflexão:

[…] quem trabalha no interior fica sempre desejando fazer mais cursos, ta mais atualizado né, e o fato de ser distante das áreas que proporcionam esses cursos você fica devendo a você uma reciclagem (Fisioterapeuta 1).

Geralmente aparecem especializações, cursos de ano em ano, de seis em seis meses, mas eu não sei precisar bem a frequência não, porque existe também um gasto financeiro muito alto (Fisioterapeuta A2).

A educação continuada compreende a formação intelectual, onde os conhecimentos sobre uma determinada área são sempre atualizados, esclarecendo as novas descobertas da ciência e seus resultados para o mercado de trabalho (COLLARES; MOYSÉS; GERALDI, 1999).

Com o intuito de caracterizar os participantes deste estudo, verificou-se ainda, quanto ao campo de atuação. A maioria realiza assistência por meio do atendimento domiciliar (66,6%), seguido de clínicas e ambulatórios (33,3%). Dentre os participantes, 66,6% atuam em mais de um tipo de assistência, seja em clínicas particulares, a domicílio, pelo serviço público e docência. Apenas um fisioterapeuta está trabalhando também na docência. Foi observado que 66,6% dos fisioterapeutas em exercício profissional possuíam mais de um emprego.

O estudo das características profissionais é essencial para o progresso das ações desenvolvidas pelos fisioterapeutas. Conhecendo o funcionamento de um serviço em determinada região, podemos conduzir melhor as mudanças dentro de cada contexto, buscando aperfeiçoar, adequar e conhecer os espaços ocupados pela Fisioterapia, estabelecendo soluções para os problemas encontrados a partir dos dados obtidos. “O perfil profissional é de extrema importância para o início de um processo de estudo e análise de melhorias nas categorias profissionais e do próprio sistema de saúde do qual fazem parte.” (ALTAMIRANDA, 2003).

CONQUISTAS E DESAFIOS DO TRABALHO DO FISIOTERAPEUTA EM SENADOR POMPEU

O mercado de trabalho permanece em constante movimento de mudanças, ao longo dos anos tanto as profissões como os trabalhadores têm se deparado com desafios intensos, dentre eles: a autonomia; o retorno financeiro; a ética; o reconhecimento de suas habilidades e especialidades. O exercício de uma profissão tende sempre a passar por uma reestruturação, seja ela por intermédio direto do governo ou por uma pressão imposta indiretamente pelo sistema capitalista vivenciado (BECH; YOUNG, 2008).

De acordo com os discursos dos fisioterapeutas participantes da pesquisa, dentre as principais dificuldades apontadas quanto ao mercado de trabalho quando se formou estão a falta de estrutura física adequada dos serviços públicos, bem como a alta demanda de pacientes por profissional. Tais problemas são demonstrados pelas falas dos trabalhadores entrevistados nesta categoria:

[…] não existe muita facilidade, porque tudo você tem que ir contornando as situações. Você tem que contornar a demanda, você tem que contornar a estrutura, você tem que contornar as condições de trabalho. (Fisioterapeuta A1)

Tanto a demanda é muito grande como o equipamento disponível é muito pouco, você tem que usar principalmente a criatividade (Fisioterapeuta A2).

Como a minha primeira oportunidade foi o SUS eu encontrei uma dificuldade porque é muita gente pra você atender em um intervalo de tempo corrido mesmo […] (Fisioterapeuta A6)

Essa é uma realidade difícil de ser assimilada pelos profissionais, pois muitos tiveram uma boa formação, com estruturas mais modernas, organização no número de atendimento, sem contar em um reforço do ensino sobre a prática de humanização e acolhimento. O impacto dessa realidade, onde há uma demanda elevada de pacientes para poucos fisioterapeutas, associada ao curto intervalo de tempo e ainda a falta de recursos terapêuticos adequados, influência no desenvolver da criatividade no exercício profissional, utilizando-a como atalho para a resolução temporária dos problemas enfrentados.

Em relação ao impacto desse cenário sobre a saúde coletiva Bispo Júnior (2010) apresenta que, há um grande número de pacientes que necessitam de reabilitação, porém muitas vezes não conseguem ter acesso aos serviços secundários e acabam se tornando cada vez mais dependentes da Fisioterapia motora. Essa demanda reprimida é uma condição que afeta o desenvolvimento da profissão na atenção primária, limitando a atuação mais abrangente nesse nível e dificultando a produção de ações voltadas em maior número para as coletividades.

Entre as adversidades enfrentadas pelos fisioterapeutas destacaram-se ainda o fato de o mercado de trabalho ser difícil e exigente para os que acabaram de se formar. A mudança do ambiente ofertado pela Instituição de Ensino Superior em contraste com a realidade das unidades de saúde também é outro problema relatado nas entrevistas, especialmente no que se refere à parte estrutural e a falta de representatividade política da classe. Os depoimentos abaixo retratam os pontos anteriores:

A questão de ser recém formada, eles têm uma certa dificuldade, um certo preconceito e muitos requerem de você experiência profissional, geralmente ficam os mais velhos (Fisioterapeuta A4).

Eu acho que quando você é recém formado as pessoas não confiam muito, tem essa questão, pelo menos na época que eu me formei era assim (Fisioterapeuta A6).

[…] a gente peca porque é muito pobre politicamente, a gente não tem representações políticas. Nós temos apenas uma deputada que é fisioterapeuta, e eu não vejo outro meio da nossa profissão crescer ainda mais se não for através da política (Fisioterapeuta A5).

Muitos colegas reclamam do salário e eu acho que a gente faz de forma errada porque em vez de elegermos representantes, a gente não elege, elege outras pessoas que não vão lutar pela nossa categoria. Então às vezes eu vejo que os colegas falam, falam, mas ficam só nesse falar. A gente não tem uma mobilização, uma representatividade pra conseguir o que quer (Fisioterapeuta A5).

Na verdade, quando a gente ta na universidade, na faculdade é bem diferente do dia a dia. A universidade possibilita uma estrutura bem melhor, uma organização maior em questão dos pacientes, principalmente quando você vem pro sistema público é completamente diferente (Fisioterapeuta A1).

[…] dentro da faculdade você tem um leque de opções pra se trabalhar com seu paciente, de equipamentos e quando você chega pra atuar numa prefeitura você é muito limitado (Fisioterapeuta A2).

O processo de desenvolvimento do trabalho envolve a tomada de decisões, mas também depende das políticas de saúde, dos valores e relações estabelecidas, e das mais variadas situações enfrentadas no decorrer da profissão. Todos podem ser corresponsáveis pela forma como reagem aos estímulos externos e as fragilidades encontradas, sendo igualmente capazes de desenvolver todo o potencial para a resolução dos problemas de trabalho ou apenas mantê-los na inércia (FILHO; BARROS; GOMES, 2009).

Conforme sugere Jesus et al. (2013), é imprescindível que durante o período da graduação possam ser priorizados o estímulo ao pensamento científico e o fortalecimento das competências técnicas necessárias, que busquem da mesma maneira uma aproximação entre o acadêmico e as necessidades do mercado, preparando-o para todas as possibilidades e favorecendo a uma rápida inserção de um recém-formado no campo profissional.

De acordo com Salmória e Camargo (2008), a pesquisa deve envolver a interdisciplinaridade para a produção de novos paradigmas humanos e sociais. Para tanto, é necessário que durante a formação profissional sejam trabalhadas as questões que envolvem o pensar e agir em saúde, mas também em outras áreas do saber.

Foram apontadas pelos trabalhadores algumas facilidades em relação ao mercado de trabalho, porém, quando comparadas às dificuldades relatadas, são em menor número. Dentre as facilidades encontradas, a categoria temática predominante foi a necessidade de se ter uma visão empreendendorista, baseado nas imensas possibilidades que a Fisioterapia nos oferece:

As facilidades eu acredito que é pra quem tem um bom desempenho na faculdade, pra quem estuda bastante, encontra bastante facilidade, quem tem uma visão empreendendorista, que pode montar seu próprio consultório (Fisioterapeuta A3).

[…] se a gente ficar preso só a uma visão, só a uma área a gente vai ter mais dificuldades e se for aberto a todas as outras possibilidades que a Fisioterapia nos proporciona será mais fácil a gente conseguir se inserir no mercado de trabalho. As facilidades eu encontrei justamente nas novas possibilidades, por exemplo, na docência, na assistência domiciliar e não necessariamente você estar preso a um centro de reabilitação ou a uma prefeitura (Fisioterapeuta A5).

As facilidades, bom é a questão de ter duas opções. Se você não tem muita condição vai pro público, se você tem vai pro privado. Antigamente não existia esse negócio de SUS não sabe, era só mesmo particular. Isso é a facilidade, que hoje em dia tem tanto no privado como público (Fisioterapeuta A6).

É possível observar diversas opiniões sobre um mesmo assunto. As facilidades referidas pelos trabalhadores foram poucas, porém observa-se que são potencialidades e que devem ser desenvolvidas por cada profissional que adentra no mercado de trabalho.

As atitudes como, o enfrentamento das dificuldades, focando seus esforços na busca pela inserção no mercado, o aproveitamento do conteúdo teórico e prático obtido na graduação ainda recente e de fácil acesso e a visão empreendedora, são condutas que exigem, dos profissionais, bastante motivação e coragem para a promoção de mudanças na própria realidade.

O fisioterapeuta, até pouco tempo atrás, apresentava pouco destaque profissional na atenção primária à saúde. Os currículos dos cursos de Fisioterapia existentes no Brasil priorizavam a ação curativa, baseados no modelo biomédico, especialista, sediado no espaço do hospital. Tal lógica de ação aguçou o caráter tecnicista, direcionou a atuação profissional para os centros de reabilitação e para os hospitais e criou uma estrutura curricular preocupada com as doenças que deixam sequelas reabilitáveis, pouco valorizando as dimensões preventivas e educacionais, o que dificultou a inserção do fisioterapeuta na Saúde Pública (RIBEIRO, 2002).

De modo detalhado, Ragasson et al. (2006, p. 4), informando um novo léxico e um novo manual de atividades, discrimina os seguintes itens:

1. Participar de equipes multiprofissionais destinadas a planejar, implementar, controlar e executar políticas, programas, cursos, pesquisas ou eventos em Saúde Pública;
2. Contribuir no planejamento, investigação e estudos epidemiológicos;
3. Promover e participar de estudos e pesquisas relacionados à sua área de atuação;
4. Integrar os órgãos colegiados de controle social;
5. Participar de câmaras técnicas de padronização de procedimentos em saúde coletiva;
6. Participar de equipes multiprofissionais destinadas ao planejamento, a implementação, ao controle e a execução de projetos e programas de ações básicas de saúde;
7. Participar do planejamento e execução de treinamentos e reciclagens de recursos humanos em saúde;
8. Promover ações terapêuticas preventivas a instalações de processos que levam a incapacidade funcional laborativa;
9. Analisar os fatores ambientais, contributivos ao conhecimento de distúrbios funcionais laborativos;
10. Desenvolver programas coletivos, contributivos à diminuição dos riscos de acidente de trabalho;
11. Integrar a equipe de Vigilância Sanitária;
12. Cumprir e fazer cumprir a legislação de Vigilância Sanitária;
13. Encaminhar às autoridades de fiscalização profissional, relatórios sobre condições e práticas inadequadas à saúde coletiva e/ou impeditivas da boa prática profissional;
14. Integrar Comissões Técnicas de regulamentação e procedimentos relativos à qualidade, a eficiência e aos riscos sanitários dos equipamentos de uso em Fisioterapia;
15. Verificar as condições técnico-sanitárias das empresas que ofereçam assistência fisioterapêutica à coletividade.

De acordo com o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO, 2003), o projeto de construção de uma nova Fisioterapia busca desconstruir as ações estritamente curativas e insere a promoção da saúde e a prevenção de doenças nas intervenções profissionais. Esse esforço científico e político começam a tomar forma, em 2000, com algumas experiências junto ao Programa Saúde da Família.

Alguns fatores têm influenciado na vulnerabilidade da profissão. Dentre eles, encontram-se o crescimento no número de cursos de graduação, com diminuição na qualidade do ensino; inserção aleatória no mercado de trabalho; privação de políticas públicas relacionadas a essa inserção; alto índice de egressos por ano, o que atrapalha a autonomia profissional; escassez de literatura e de estudos sobre o perfil desses trabalhadores. Essas fragilidades exigem um comprometimento ético por parte dos profissionais (BADARÓ; GUILHEM, 2011).

Segundo Câmara e Santos (2012, p. 15), “A profissionalização da fisioterapia depende das atitudes e do comportamento profissional dos fisioterapeutas, bem como do grau de aceitação dessas atitudes e comportamento pelo público.”

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fundamentada na perspectiva dos atores envolvidos com o fazer do fisioterapeuta, apresente pesquisa pôde compreender que o cenário social da Fisioterapia em Senador Pompeu é o espaço produzido através das condutas destes profissionais que se caracterizaram pelo domínio do conhecimento técnico, mas, sobretudo, pelas relações interpessoais estabelecidas com os usuários.
Os usuários reconhecem o fisioterapeuta como um profissional que cuida da patologia e seus sinais e sintomas, mas também que estabelece uma relação profissional-usuário permeada por espaços para escuta e para o respeito dos fenômenos emocionais envolvidos nas intervenções fisioterapêuticas.

A caracterização do perfil dos profissionais permitiu uma melhor análise dos dados relativos ao contexto da Fisioterapia, agrupando as categorias semelhantes. Os resultados relativos a esses grupos apontam um perfil que está direcionado para a assistência à saúde, com ênfase na reabilitação e na busca da funcionalidade.

Foram apresentados muitos desafios pelos profissionais em relação à sua inserção no mercado de trabalho ao se formarem. O aluno egresso geralmente encontra certa resistência por parte dos empregadores por conta de ser recém-formado e entre outras questões, não ter experiência e titulação. Essa condição pode ser uma dificuldade no momento de conseguir o primeiro emprego. Em alguns casos os próprios trabalhador esse encontram desmotivados e chegam a visualizar o colega apenas como um concorrente e não como aliado na luta pelos direitos, melhorias e valorização da profissão.

Uma fragilidade significativa encontrada na fala dos profissionais foi a falta de coesão da classe. É mais uma questão a ser trabalhada durante a graduação. Porém, se os fisioterapeutas buscam mudanças no rumo da profissão precisam está cada vez mais interligados entre si, unindo-se em busca do crescimento da profissão, fortalecendo as relações comas outras categorias e com os próprios usuários.

Percebeu-se que os profissionais carecem de ter um maior incentivo por parte dos municípios para o aperfeiçoamento de suas habilidades e conhecimentos em saúde, com objetivo de melhorar as ações desenvolvidas, vislumbrando um possível retorno financeiro positivo para a própria cidade e satisfação da categoria profissional e dos usuários.

O incremento e a modernização das ações relacionadas à área da Fisioterapia estão firmados nas necessidades apresentadas pelos participantes, visto que essas condições se modificam rapidamente e as necessidades anteriores são substituídas por novos anseios. Essa ampliação do saber permite que seja contemplado o objetivo maior de todo do sistema de saúde proposto, que é melhorar a qualidade do atendimento ofertado em todos os serviços e níveis de complexidade, promovendo a corresponsabilidade e o empoderamento por parte dos sujeitos envolvidos nesse processo.

As potencialidades apontadas na pesquisa são de grande relevância para o futuro da profissão, e algumas já começam a despontar na atualidade. A principal destas que requer muita atenção de nossa parte é a noção de empreendedorismo. Esta contempla habilidades de coordenar, organizar e criar oportunidades e ideias principalmente onde há incapacidades de ordem estrutural, profissional e de trabalho.

Para ocorrer mudanças em qualquer ambiente devem existir novas ideias para a reestruturação de um modelo utilizado anteriormente. Mudar está relacionado à capacidade de se sensibilizar e de se mobilizar, agir em detrimento do desejo de alcançar essa transformação. Envolve diretamente a compreensão de novas práticas e a capacidade de amadurecer essas ideologias em razão dos resultados que possam ser alcançados.

As ações reabilitadoras fazem parte do trabalho do fisioterapeuta, porém não devem delimitar a abrangência deste, visto que o cuidar em saúde e em Fisioterapia vai além do objetivo da cura ou resolução dos problemas identificados.

Considera-se, portanto, que o cenário social da Fisioterapia em Senador Pompeu-Ce, na visão dos fisioterapeutas e usuários deste município está retratado por estas características anteriores, sendo que para os fisioterapeutas participantes, está permeado por lacunas quanto à valorização profissional, enquanto que para os usuários, esta profissão tem grande relevância para a saúde dos que acessam aos diversos serviços de fisioterapia, uma vez que encontram nos atendimentos fisioterapêuticos e nos profissionais fisioterapeutas o cuidado para a recuperação dos sinais e sintomas decorrentes de alguma patologia e encontros interpessoais com bom trato e escuta atenciosa, respectivamente.

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1 comentário em “O CENÁRIO SOCIAL DA FISIOTERAPIA EM SENADOR POMPEU – CE”

  1. José Medeiros

    Parabéns pelo artigo, muito esclarecedor e necessário para o engrandecimento da profissão!

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