Nota de Repúdio do COFFITO

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), autarquia federal responsável pela regulamentação do exercício profissional dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais brasileiros, criada por meio da Lei nº 6.316/1975, vem manifestar REPÚDIO ao atendimento realizado em criança com necessidades especiais e divulgado recentemente pela TV Anhanguera de Goiás. A referida notícia, já em circulação nas redes sociais, traz à luz a necessidade da prática do atendimento adequado, realizado por profissional habilitado.

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Em cumprimento ao dever legal de regulamentar as profissões e proteger a sociedade, o COFFITO, em 2011, publicou a Resolução-COFFITO Nº 396, normatizando a especialidade de Fisioterapia Neurofuncional, visando, assim, promover atendimento especializado aos pacientes com necessidades especiais.

No vídeo em questão, o tratamento é realizado por um suposto profissional de Educação Física; no entanto, o COFFITO – subsidiado, inclusive, pela Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional (ABRAFIN), a qual, em seu parecer, enfatizou que os procedimentos aplicados ao menor com necessidades especiais carecem de evidência científica e não foram executados com destreza, sensibilidade e cuidados necessários – não reconhece os métodos empregados na reabilitação do paciente. A ABRAFIN aponta, ainda, que a prática da especialidade de Neurofuncional por profissional não habilitado constitui risco ao ser humano, podendo não apenas piorar a sequela, como adicionar danos secundários, físicos e psicológicos, comprometendo de forma irreversível sua qualidade de vida.

Por fim, o COFFITO destaca à sociedade e aos veículos de comunicação a importância de preservar os direitos reservados aos profissionais de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional, uma vez que estes direitos são as diretrizes que orientam a boa prática das profissões de saúde, asseguram atendimento de qualidade à população, e possibilitam fiscalização e punição das más práticas profissionais.

Ressalta-se também que o CREFITO-11 – autarquia responsável pela fiscalização da circunscrição do Distrito Federal e Goiás – por intermédio de seu presidente, Dr. Bruno Metre, já está adotando as providências legais cabíveis ao caso.

Fonte: http://www.coffito.org.br/site/index.php/8-slideshow-principal/836-nota-de-repudio.html

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