Não é superstição! Mudança no clima pode gerar mais dores nas articulações.

Quem nunca ouviu uma pessoa mais velha falando que o tempo vai virar porque o joelho começou a doer? Embora pareça apenas superstição, há evidências científicas de que a mudança no clima pode mesmo provocar mais dores nas articulações daqueles que têm alguma patologia crônica, como a artrite ou uma hérnia de disco.

Aproximadamente 67% das pessoas com dores crônicas sentem piora em seus sintomas com alterações climáticas, e na maioria dos casos isso acontece antes mesmo da mudança do tempo realmente acontecer, ou seja, é como se a articulação funcionasse como uma previsão do tempo.

Dores crônicas tendem a piorar sob baixas temperaturas (Foto: Getty Images)

Dores crônicas tendem a piorar sob baixas temperaturas (Foto: Getty Images)

Embora não haja um consenso absoluto da razão desse fenômeno, ou se ele de fato é real, existem teorias plausíveis que tentam explicá-lo. A mais aceita fala sobre a mudança na pressão do ar e que ela seria a responsável pela piora da dor, e não a temperatura ou a umidade, que são as opções mais óbvias.

A pressão atmosférica pode ser entendida como o “peso” do ar ao nosso redor. Se imaginamos uma articulação com problemas, que tende a inchar, quanto maior a pressão exercida por fora dessa articulação menor será esse inchaço. E a pressão atmosférica tende a cair antes da chegada de um clima ruim, o que permite maior expansão da articulação que está sensível devido à processos inflamatórios, cicatrizes ou aderência. Tudo isso é microscópico, mas para quem tem sensibilidade parece ser perceptível.

Uma sugestão para quem sofre com dores nas alterações climáticas é manter a articulação ativa. A rigidez na região da dor pode piorar os sintomas ao invés de poupar a área dolorosa. Manter uma movimentação dentro do normal e os músculos fortalecidos, dentro do possível, é uma estratégia para lidar melhor com as mudanças do tempo nesse inverno.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br (Foto: EuAtleta)Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br (Foto: EuAtleta)

Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br (Foto: EuAtleta)

Fonte: G1

Se desejar, use os botões abaixo para compartilhar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.