Não a prostituição da Fisioterapia e do fisioterapeuta.

É com grande alegria, satisfação e gratidão que a partir de hoje começo uma nova etapa de minha carreira e em parceria com a Revista NovaFisio.

Sou grata a Deus por cada passo dado até aqui, aos meus pais, fonte inspiradora para meu exercício profissional, aos meus mestres e ao Dr. Oston Mendes, pelo convite.

Nesta primeira publicação, apresento-me a vocês: meu nome é Amanda Damasceno Soares, sou Fisioterapeuta formada desde 2007, pela Universidade Estácio de Sá em Niterói e especialista em Acupuntura, pelas Faculdades Pestalozzi de Niterói, desde 2010.

Atuo com a Fisioterapia Geral e com minha especialização na Clínica Medvida, com Reabilitação Funcional na Academia Hotsports, onde desenvolvo um trabalho de prevenção de lesões para atletas e não atletas, além de escrever em um blog voltado tanto aos profissionais quanto aos pacientes. Também presto consultorias em Ergonomia para empresas aqui em Maceió.

Costumo dizer que sou Fisioterapeuta por formação e vocação porque sinto a Fisioterapia como um presente que recebi e também porque dedico minha vida a minha profissão.

Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, sou de uma família simples e unida a partir dela, busco inspiração para exercer a Fisioterapia dignamente porque assim como eu, meu paciente também tem quem o espera em casa.

Vamos direto ao assunto.

Quando um profissional se forma, tudo que ele quer é iniciar logo o exercício de sua profissão.

Entre os Fisioterapeutas não é diferente, basta registrar-se junto ao Sistema COFFITO/CREFITO e já pode começar a trabalhar com atendimentos domiciliares, em hospitais, clubes, clínicas, centros de reabilitação ou mesmo dedicar sua carreira ao magistério formando novos Fisioterapeutas.

Mas por que falar neste assunto?

Porque enquanto um Fisioterapeuta aceitar trabalhar por valores a R$ 5, por exemplo, não haverá valorização da Fisioterapia e do Fisioterapeuta.

Muitos Fisioterapeutas deixam de lado ou esquecem o esforço que fizeram ao estudar Fisioterapia e ainda fazem para melhorar sua capacidade profissional e por não encontrar outras oportunidades acabam aceitando o que o empregador quiser pagar.

Não é bem assim, é sabido que o mercado de trabalho para o Fisioterapeuta não é fácil, principalmente para quem está recém-formado e que trás uma bagagem profissional com pouca experiência profissional, já que a experiência de estágio adquirida na faculdade nem sempre é suficiente, nem sempre ajudará porque querendo ou não a experiência e o olhar de quem já tem certo tempo de trabalho contarão muito mais, sobretudo nos momentos difíceis do trabalho que exigirão tomadas de decisão que só a experiência será determinante.

É sabido também que além da pouca experiência, o novo Fisioterapeuta encontrará um mercado de trabalho altamente competitivo e agressivo, e que ficarão aqueles e aquelas que se dedicarem ao máximo e dispuserem a buscar atualizações, especializações e que também estejam preparados para novas tecnologias que surgem a todo instante.

O Fisioterapeuta que está recém-formado ou quem já está há algum tempo no mercado de trabalho precisa pensar com responsabilidade no papel que está desempenhando e tomar cuidado para não prostituir a Fisioterapia, ela depende primeiramente do Fisioterapeuta para ser valorizada.

Amigos, em minhas postagens vocês encontrarão análises críticas sobre o mundo da Fisioterapia, a partir da experiência que venho adquirindo no dia a dia da profissão.

Dra. Amanda Damasceno Soares

Fisioterapeuta graduada pela Universidade Estácio de Sá de Niterói.

Especialista em Acupuntura pelas Faculdades Pestalozzi de Niterói.

Fisioterapeuta da empresa Medvida e da Academia Hotsports

Colunista da Revista NovaFisio

Blogueira e editora do blog: Coisas de Fisioterapia Dra. Amanda Fisioterapeuta. FanPage: https://www.facebook.com/pages/Coisas-de-Fisioterapia-Dra-Amanda-Fisioterapeuta/205049292921570?ref=hl

5 comentários em “Não a prostituição da Fisioterapia e do fisioterapeuta.”

  1. Eduardo Moreno

    Prezada Dra. Amanda
    Parabéns!
    Me preocupo muito com a exploração dos colegas recém formado. ..
    Acredito que faltou o mais importante na sua formação. A informação é orientação para o mercado de trabalho.
    Faltam congressos com visão menos comercial e mais cultural que permita a livre circulação dos acadêmicos e profissinais a áreas comuns e sem truculentos seguranças permitindo o acesso somente a quem pagou….

    Vamos todos continuar vigilantes e atuantes.
    A luta companheiros!

    1. Prezado Eduardo,

      Antes de tudo, agradeço seu comentário.
      É verdade que falta orientação quanto ao mercado de trabalho que é muito agressivo e muitas vezes com competição desleal. Acredito que há espaço para todos os profissionais, sem a necessidade de apelar para a prostituição que ora fazem conosco, ora somos nós que fazemos. Visto que, caberá aos novos colegas a consciência de que não será da noite para o dia que o sucesso virá. Tão pouco, será sinônimo de sucesso aquela clínica que rebaixa os valores da Fisioterapia para obter lucro. A meu ver, o sucesso depende de quatro fatores: fé, amor, dedicação e honestidade.
      Fora disso, é sinônimo só lucro. E não há lucro que pague uma consciência tranquila.
      Sucesso para você.

  2. É muito interessante o tema e sabido por todos que dá forma em que o setor da saúde em especial a fisioterapia esta não pode continuar. Porém devemos em primeiro lugar, observar alguns pontos relevantes, como. Em qual Estado está inserido este profissional? Em qual cidade? Qual a renda média dos municípis? Qual o número de habitantes na cidade? São alguns pontos relevantes para saber qual o valor médio para se cobrar por uma sessão de fisioterapia. Falar que o profissional deve se valorizar e estudar continuamente pois isso ou aquilo é fácil, o difícil é entender a realidade de cada um. Pergunto, um profissional que se formou pelo FIES, que trabalha atualmente ganhando 1500 reais na função de balconista e ainda paga aluguel, como ele arrumará emprego formal na fisioterapia? Como ele continuará estudando e realizando especializações? Como conseguirá entrar no mercado de trabalho? Fisioterapia não é engenharia, contabilidade, etc onde você manda curriculum, é contratado numa empresa de porte razoável e com todas as condições de crescimento e prosperar com cursos e registro em carteira, plano de saúde, etc… A grande realidade dos fisioterapeutas recém formados é essa!!!!! Hospitais pagando 2 mil reais para trabalhar 30 horas por semana com especialização em UTI, isso traz algum estímulo em continuar na vida acadêmica? Dependendo da região cobra- se 50 reais por uma sessão de fisioterapia domiciliar, o mesmo valor que um pedreiro cobra para assentar o m2 do piso. A discussão é muito mais ampla do que simplesmente falar para não se prostituir!!!! Faz 15 anos que estou na fisioterapia e escuto isso desde sempre… Quando me formei o piso salarial era 600 reais e o salário mínimo era 70 reai, hoje o piso do fisio está por volta de 2 mil reais e o salário mínimo está quase 800 reais. Logo o piso do fisio será o mesmo valor do salário mínimo….
    Infelizmente A realidade é essa é me deixa muito triste por não ver luz no fim do túnel…

    1. Também ouço isso desde o dia que ingressei no Curso de Fisioterapia. Porém, em momento algum penso e desistir de encontrar esta luz ao fim do túnel.
      Quando analiso o título que usei ao escrever este texto, pensei muito em hospitais que exploram os fisioterapeutas, principalmente aqueles que saíram agora da faculdade, clínicas, cujos donos fazem muito assédio moral quando dizem que o mercado está cheio de fisioterapeutas querendo aquela vaga e ainda tem o caso de fisioterapeutas explorando fisioterapeutas (vi muito isso nos tempos de acadêmica), você certamente viu. Só que cabe a nós Fisioterapeutas darmos um basta e mudar a postura. Do contrário, enquanto existirem fisioterapeutas que aceitem este papel a prostituição da profissão permanecerá. E outra coisa, cabe ao profissional acionar seu conselho em caso de irregularidade similar para que tome as medidas cabíveis.
      E digo mais, ninguém disse a mim que todo meu investimento em querer ser Fisioterapeuta traria retorno imediato. Continuo pagando pra ver.
      Um abraço Gustavo.

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