Microfisioterapia: conheça técnica que trata dores físicas e emocionais com as mãos

De origem francesa, o procedimento é feito por um profissional de fisitoterapia e o retorno acontece após 45 ou 60 dias

Com as pontas dos dedos, a fisioterapeuta Karla Meireles vai conhecendo, pouco a pouco, a história de cada paciente. Sem auxílio de equipamentos ou remédios, ela aplica, cuidadosamente, a microfisioterapia, técnica capaz de tratar desde dores físicas a traumas emocionais. As sessões duram em média uma hora e o retorno só acontece após 45 ou 60 dias.

Quando inicia a sessão, o primeiro desafio da fisioterapeuta, que trabalha com a técnica há 13 anos, é identificar os pontos enrijecidos na pele. Chamadas de “raleis”, essas áreas que têm maior rigidez indicam eventos vividos pelo paciente. A partir da descoberta dos raleis, a profissional passa a investigar os aspectos da saúde do paciente. Tudo é feito à base de toques que são guiados por mapas.

“Os tecidos podem ficar fragilizados devido a algo que eu vivenciei, herdei ou testemunhei. Esses eventos ficam guardados no corpo. Os tecidos enfraquecidos vão gerar as doenças”, explica. A partir daí, a profissional vai mostrar para o cérebro do indivíduo, por meio do toque, que há um episódio que prejudicou o seu tecido.

“A gente então faz movimentos e estímulos para que o cérebro reconheça o problema. Quando isso acontece, ele entra num processo de autocura e de autoajuste para que aquele órgão passe a funcionar de maneira adequada”.

Qualidade de vida

Esse estímulo ao equilíbrio foi um divisor de águas na vida da arquiteta Márcia Andréa. Ela teve o seu primeiro contato com a microfisioterapia há cinco anos, em um momento de crise. “Eu tinha, desde os 16 anos, um problema na lombar. Eu estava velejando quando fui contundida. Todos os anos eu tinha crises, de me hospitalizar. Era o tempo que fazia a dor passar, não tinha remédio. Me fazia sofrer muito. Eu ficava paralisada, não andava, não sentava “, relembra.

Apesar de as fortes dores de coluna serem o motivo principal das queixas da arquiteta, outros problemas de saúde começaram a resolver-se à medida que ela fazia uso da microfisioterapia como tratamento. “Os ganhos foram incomensuráveis, porque eu fui para tratar a lombar e recebi muito além. Hoje, eu não tenho mais enxaqueca, ansiedade, problema de lombar, cervical, de mobilidade. E, por exemplo, se eu faço algum esforço extra, que venha a me doer, em um dia eu estou boa”, relata.

De acordo com Karla, esse tipo de relação com a microfisioterapia não é exceção. Uma vez que a técnica não se concentra em curar sintomas específicos, e sim em tratar o indivíduo em sua completude. Há casos em que o paciente procura o tratamento por conta de uma doença específica, mas encontra soluções para outros problemas: “Isso é muito comum. Às vezes o paciente diz que tem alergia de pele e, quando a gente vai verificar, tem vários órgãos fragilizados. Tudo que o corpo apresentar, a gente vai identificando e o corpo vai se autorregulando”.

Sem restrições

Na vida do analista de sistemas Anderson Alves, as mudanças pós-microfisioterapia foram, principalmente, comportamentais. “Eu tinha uma dificuldade de expressão e de tomar decisão. Com o processo, essas dificuldades foram diminuindo”. Faz quatro meses que ele aderiu à técnica, mas percebeu o resultado positivo logo no início. “De imediato a gente sente um alívio. É como se rompesse uma barreira, uma carga, um peso, como se você tivesse levando dentro de você. Se desfaz na hora”.

Para o tratamento não há restrição de idade. Contanto, há casos em que a microfisioterapia pode não ajudar tanto, bem como em situações de paralisia, déficit nutricional, doenças congênitas ou terminais, falta de energia e imunidade muito baixa. Além disso, o corpo de quem faz uso contínuo de medicamentos pode responder mais lentamente.

É recomendado ainda que o paciente beba muita água nos dias consecutivos ao atendimento. A ideia é que o líquido auxilie a liberação, por meio da urina, de toxinas que ficam circulando pelo corpo após a sessão. Ainda sobre o período pós-atendimento, é necessário haver um descanso de até dois meses entre as sessões, tempo médio que o organismo necessita para entrar em equilíbrio.

Fonte: diario do nordeste

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