Dra. Michelle Trigo de Moraes

Quem é, o que fez e faz pela fisioterapia |

Trabalho no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Santos, sou Fisioterapeuta nas UTIs e Enfermarias. Gosto sempre de aprender e digo que irei morrer aprendendo. Adoro escrever! Escrevi o livro Oxigenoterapia Domiciliar em Adultos Cuidados e Orientações em 2011 primeira edição impressa, e em 2013 pela Editora NovaFisio segunda edição com boas novidades em versão e-book. Estou trabalhando em um livro na área de ortopedia, pois trabalhei 6 anos na ortopedia e gosto muito de trabalhar com coluna, manipulação e reeducação postural, esse é o meu próximo projeto que está em fase final. Tenho outro livro em andamento que é em neurologia sobre células tronco devido minha experiência na China. Acompanhei tudo a respeito sobre o Ministério da Saúde no Brasil, em Portugal e na China, mas este projeto está no início. No meu dia a dia atendo pacientes no hospital seis horas por dia e faço plantão finais de semana também, e fora o horário que estou
no hospital atendo os pacientes domiciliares particular.


Qual ano e em qual faculdade que se formou?
Me Formei na Faculdade UNIMONTE em julho de 2004.

Qual foi a melhor coisa que fez na vida?
Sem dúvida publicar meu livro de Oxigenoterapia Domiciliar em Adultos Cuidados e Orientações com Manual, foi para mim uma realização profissional fruto de oito anos de estudos tanto
teóricos quanto práticos em dois hospitais diferentes e domicílios. E quase no mesmo ano fui para China fazer um treinamento no hospital para pacientes que realizaram transplante de células tronco para lesado medular clínico, um tratamento no qual a fisioterapia atua cem por cento, uma experiência maravilhosa e um aprendizado único.

Qual foi a pior coisa que fez na vida?
Não tenho nada como pior coisa que fiz na vida principalmente na fisioterapia, tudo que realizei na fisioterapia foi maravilhoso.

O que você mais gosta na profissão?
Sem dúvida, ver seu paciente reabilitado, a fisioterapia recupera um pulmão, assim como recupera as funções dos membros inferiores em uma pessoa que sofreu algum acidente e consegue voltar a andar, enfim a reabilitação, seja na área ortopédica, cardiopulmonar, neurológica trazendo o paciente para as atividades de vida diária e retomar sua vida, é uma profissão muito gratificante.

O que você odeia na profissão?
A falta de autonomia que ainda existe em algumas instituições.

Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam?
A humildade, pois iremos todos em todas as áreas morrer aprendendo.

Que qualidade mais detesta nos profissionais que te cercam?
Os que acham que apenas tempo exercendo a profissão é o suficiente para saber tudo sobre a mesma, pois iremos sempre aprender uns com os outros.

Qual sua maior virtude?
Tudo em que me empenho a fazer, realizo com o meu melhor, e sempre alcanço bons resultados.

Qual seu pior defeito?
Ter jogo de cintura demais, acho que às vezes deveria ser mais rude. Hoje em dia as pessoas às vezes confundem educação e ser boa com ser boba.

Se pudesse mudar algo, o que seria?
Me aprofundar em oncologia, e saber muito sobre todos os tipos de câncer, talvez poderia ter visto melhor certas coisas nos passado e as mudado.

Qual maior mentira já contou?
Não sou de mentir não, normalmente falo a verdade e seguro sempre as consequências do que penso e falo.

Qual o fato mais inusitado em sua carreira?
Tanto na rotina hospitalar quanto na rotina ambulatorial presenciei diversos, mas os casos em que até hoje para mim ocorre como inusitado é traduzir o que o paciente fala. Por exemplo, atendi a poucos dias, um paciente que havia tido alta da UTI, e estava na enfermaria. Seu acompanhante me perguntou sobre o membro inferior do paciente que estava com perda de tônus e trofismo, porém ele perguntou por que a perna dele está assim ginguini, então perguntei como assim? Ele repetiu umas três vezes, eu pegava na perna do paciente e perguntava como assim até descobrir
que ele queria dizer “mais magra e mais mole” esse foi o final, então a linguagem das diversas partes do nosso Brasil ainda para mim é diferente sempre fico séria e atenta até entender e tirar toda a dúvida, mas se torna bem inusitado para mim.

Qual fato foi o mais cômico?
Assim que me formei estava atendendo na UTI adulto mista, um paciente que havia sido internado vítima de arma de fogo com 8 disparos. Estava há oito meses na UTI sem sedação porém em coma, com respirador da época BIRD Mark 7. Sempre me identifico para o paciente e falo todos os procedimentos que irei realizar, e uma enfermeira estava ao meu lado durante o atendimento me contando, que cozinhou para o noivo, preparou tudo, ela nem sabe cozinhar direito, e ele não apareceu. Passado alguns meses, o paciente saiu do coma, teve alta da UTI e quase um ano depois bateu na porta da UTI com um buquê de flores e bombons para enfermeira dizendo que se o noivo dela não dava valor para ela que ele daria e que ele jantaria com ela e contou toda a história com riqueza de detalhes e eu estava na UTI e presenciei, todos ficaram surpresos.

Qual seu maior arrependimento?
Não ter feito minha formatura da fisioterapia.

Qual dica daria aos colegas?
Para serem sempre humildes e saberem se colocar quando se deve com embasamento.

Qual objeto de desejo?
Quando meu marido se aposentar montar nossa academia com fisioterapia.

Qual seu maior sonho?
Bom meu maior sonho é minha família ter muita saúde, meu marido, minha filha, minha irmã, minha sogra, minhas amigas, meus anjos da guarda, enfim é não sofrer com a perda de ninguém que mais amo.

Que talento mais gostaria de ter?
Uma boa memória para leis, artigos, conseguir guardar mais lei tal, artigo tal, pois até as conheço, mais tenho dificuldade em guardá-las.

Qual seu maior pesadelo?
Perder minha família e perder as pessoas que amo, além da saudade dos meus pais.

E qual profissão jamais queria ter?
Talvez psicologia, tem que ter muita calma.

1 comentário em “Dra. Michelle Trigo de Moraes”

  1. Mi, fiquei muito feliz em saber que produziu um livro tão importante na nossa área. Parabéns!!!! Tô orgulhosa de vc!

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