Menino que está com o braço quebrado há anos e não consegue cirurgia continua sem ajuda

Fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias

O caso do estudante Railson Lima, de oito anos, continua sem solução. Desde os três anos, o paciente aguarda para realizar a cirurgia no braço esquerdo na Fundação Hospital Adriano Jorge. Há dois meses a mãe de Railson, a frentista Keithy Martins Lima, 28, denunciou o problema que o filho vem enfrentando desde que fraturou o braço. Em janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) se colocou à disposição para receber a mãe da criança e dar os encaminhamentos necessários para o atendimento. Mas, de acordo com Keithy, a cirurgia do filho está longe de ser realizada.

A frentista informou que após a primeira publicação da reportagem sobre o caso do filho, conseguiu agendar uma consulta com o ortopedista na fundação. O médico, além de passar três seções de fisioterapia, passou um encaminhamento para o paciente realizar um exame de avaliação óssea para verificar a possibilidade de realizarem a cirurgia.

“No mesmo dia consegui marcar a exame, e na quinta-feira seguinte estava agendada o retorno. O médico quando viu o braço do meu filho, disse que não importava a época, era necessário realizar a cirurgia na época da fratura”, contou.

Com os resultados dos exames em mãos, Keithy voltou ao médico no dia agendado, porém após quase todo o dia de espera foi repassado pela atendente que não haveria consulta, pois o médico tinha faltado, mas poderiam remarcar a consulta para a quinta-feira seguinte.

“Quando chegou a outra quinta, retornei com meu filho e mais uma vez perdemos praticamente toda a manhã no aguardo do médico que faltou novamente. Dessa vez a desculpa foi que ele precisou passar por uma cirurgia. Aguardei meu filho terminar a fisioterapia para retornamos ao médico. Quando foi nesta quinta-feira, retornei ao hospital com Railson”, disse a frentista.

O retorno ao Adriano Jorge foi frustrante para mãe e o estudante. Quando chegou na recepção, uma funcionária disse que não havia como marcar mais retorno ao ortopedista, e que a criança iria ter que retornar a fila de espera, com a previsão de uma nova consulta para o dia 19 de maio.

“São praticamente dois meses que vamos ter que esperar, fora os outros anos, e pelo jeito não há previsão para que meu filho seja operado. Isso realmente é frustante, pois toda vez há uma novidade e nada é feito, enquanto isso vai passando o tempo e Railson continua com o braço desse jeito, ele passa por muita dificuldade é triste ter que ver meu filho assim”, comentou a frentista.

Posição do hospital

A direção da Fundação Hospital Adriano Jorge informou que ainda não marcou a cirurgia da criança mencionada pela reportagem porque aguarda decisão da família sobre o procedimento. No dia 18 de fevereiro, a criança passou por consulta para apresentar resultado do exame de punho (para determinação a idade óssea), solicitado em consulta realizada em janeiro.

“Foi atendida pelo médico especialista que informou à mãe da criança que uma cirurgia poderia ser agendada, para minimizar o cúbito varo, mas esclareceu que, como a criança ainda não atingiu a estabilidade do desenvolvimento ósseo, outros procedimentos cirúrgicos poderão ser necessários, futuramente. Estas informações estão registradas no prontuário do paciente”, diz a nota.

“A responsável ficou de conversar com o pai da criança sobre a marcação desta cirurgia ou a opção de acompanhamento da criança até indicação de procedimento definitivo. Até o momento, a mãe não apresentou a decisão à unidade. A criança tem retorno agendado para o dia 19 de maio. A unidade entrará em contato com a mãe, para esclarecer o fato, tirar suas dúvidas e dar o andamento necessário”, conclui.

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