MELHORA DO BEM-ESTAR DO PORTADOR DE SOFRIMENTO PSÍQUICO ATRAVÉS DO TRABALHO EM GRUPO

Aline Martinelli Piccinini ; Pâmela Billig Mello2, Rosane M. Teixeira 3, Greice Urach Faccin4 e Renan M. F. Sampredro 5

Resumo
A fisioterapia na casa de saúde mental tem como função unir o físico e o emocional, resgatar nos pacientes a consciência corporal, estimulando uma melhor interação e percepção do meio e de si mesmo, buscando, assim, elevar a auto-estima, favorecendo seu vínculo com o mundo externo. O trabalho em grupo pode contribuir para tornar a terapia mais atrativa e estimulante para os diversos tipos de pacientes, por isso este estudo teve como objetivo melhorar o bem-estar do paciente portador de sofrimento psíquico através do trabalho em grupo. A amostra do estudo foi composta por pacientes portadores de sofrimento psíquico da Casa de Saúde Mental de Cruz Alta /RS. Para a avaliação do estado mental foi utilizado o miniteste mental, a qualidade de vida foi avaliada através de um questionário, e foi utilizado um roteiro de entrevistas aplicado aos pacientes para avaliar o grau de satisfação, utilizando-se, também, a história de vida de cada paciente disponível nos prontuários da casa. Além destes instrumentos foi avaliado o bem-estar através da sensação subtendida de bem-estar dos pacientes em função da alteração da rotina com as atividades tanto lúdicas quanto terapêuticas em grupo. A intervenção durou três meses com uma freqüência de uma vez por semana. Os resultados evidenciaram melhoras na qualidade de vida e na maioria das variáveis analisadas através do trabalho realizado. Isto permite concluir que fica evidente que o trabalho em grupo é capaz de auxiliar na melhora do bem-estar do paciente portador de sofrimento psíquico, a qualidade de vida dos pacientes, sua auto-estima e seus relacionamentos apresentam melhoras consideradas satisfatórias, em função dos trabalhos desenvolvidos em grupo.

PALAVRAS-CHAVE: Saúde Mental, qualidade de vida, Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS).

ABSTRACT

WELL BEING WELLNESS OF THE CARRIER OF PSYCHIC SUFFERING THOUGHT THE WORK IN GROUP

The physiotherapy in the mental nursing home have as one of their function to provide the union of body and mind, rescuing the patient’s corporal conscience, stimulating a better interaction and perception of the environment and itself, in order to raise their auto-esteem, favoring his bond with the external world. The group work would contribute to make the therapy more attractive and stimulating for the diverse types of patients, therefore this study had the objective to improve the well being of the carrier of psychic suffering thought group working. The sample of the study was composed by patients from the Mental Nursing Home at Cruz Alta /RS. For the evaluation of the mental state it was used the mental mini-test, a life quality questionnaire, and an interview applied to evaluate patients’ satisfaction. It was also used the life story of each patient available in handbooks of the Nursing Home. Besides the use of those instruments, the well being was evaluated as a function of the routine alteration with the games and therapeutic group activities. The intervention lasted for three months with a frequency of one day in the week. The results showed that an improvement in life quality was perceived in the majority of the analyzed variables. This allows one to conclude that the group work is capable to assist in the improvement of the well being of the carrier of psychic suffering, their life quality, auto-esteem and their relationships in a satisfactory way, as a function of the developed group work.
KEY-WORDS: Mental health. Quality of life. Center of Psychosocial Attendance (CPSA).

INTRODUÇÃO

Segundo Tudis e Costa (2000) é impossível pensar a doença mental enquanto essência naturalizada no corpo. Ela é um acontecimento, historicamente possibilitado, produzido pelo saber psiquiátrico e médico ao adquirirem o monopólio sobre a loucura. A loucura é a matéria-prima da doença mental, mas com a mesma não se confunde, pois se a doença mental indica que algo não está normatizado, a sua patologização objetiva, pode incluí-la no normal, via razão médica, ou seja, curá-la.
Cada vez mais se evidenciam alterações comportamentais associadas a alterações orgânicas. Basicamente, qualquer distúrbio físico pode desequilibrar a homeostasia emocional e produzir sintomas psicológicos e psicomotores. Na loucura se identificavam poderes estranhos, como o de revelar uma verdade escondida, poderes premonitórios, ou, em sua ingenuidade, perceber coisas que a sabedoria dos outros não conseguia perceber (TUDIS e COSTA, 2000).
A Fisioterapia junto à equipe da Casa de Saúde Mental (CSM) tem um papel muito importante. A função dela é fazer a união do corpo e da mente, resgatar nos pacientes a consciência corporal, estimulando uma melhor interação e percepção do meio e de si mesmo, buscando, assim, elevar a auto-estima do indivíduo, favorecendo seu vínculo com o mundo externo.
O ser humano é gregário por natureza e somente existe, ou subsiste, em função de seus inter-relacionamentos grupais. Sempre, desde o nascimento, o indivíduo participa de diferentes grupos, numa constante dialética entre a busca de sua identidade individual e a necessidade de uma identidade grupal e social. Um conjunto de pessoas constitui um grupo, um conjunto de grupos constitui uma comunidade e um conjunto interativo das comunidades configura uma sociedade (ZIMERMAN e OSORIO, 1997).
A essência de todo e qualquer indivíduo consiste no fato dele ser portador de um conjunto de sistemas: desejos, identificações, valores, capacidades, mecanismos defensivos e, sobretudo, necessidades básicas, como a da dependência e a de ser reconhecido pelos outros, com os quais ele é compelido a conviver. Assim como o mundo interior e exterior são a continuidade um do outro, da mesma forma, o individual e o social não existem separadamente. Pelo contrário, eles se diluem, interpenetram e confundem entre si (ZIMERMAN e OSORIO, 1997).
A cada dia, maior é a necessidade de superação do modelo multidisciplinar em relação à interdisciplinaridade e a transdisciplinariedade. Nessa perspectiva, vemos a emergência da saúde mental como uma interdisciplina integradora de saberes relativos às condições humanas que se fragmentaram ao longo dos últimos dois séculos. Especialmente no caso da loucura, a compreensão da alma humana foi empanada por uma concepção que a partir de representações mentais apriorísticas, impregnou nosso imaginário, terminando por nos distanciar até de nós mesmos (COSTA, 2003).
Desta forma chegamos ao problema de estudo é possível o trabalho em grupo auxiliar na melhora do bem-estar do paciente portador de sofrimento psíquico.
O objetivo geral do estudo foi melhorar o bem-estar do paciente portador de sofrimento psíquico através do trabalho em grupo.

MÉTODOS

O estudo foi desenvolvido no município de Cruz Alta, Estado do Rio Grande do Sul, situado na região noroeste do estado, tendo como alvo a Casa de Saúde Mental para abrigo de portadores de sofrimento psíquico.
A população deste estudo foi constituída por todos os portadores de sofrimento psíquico que freqüentam a Casa de Saúde Mental. Atualmente são 40 pacientes, de ambos os sexos. As patologias mais comuns são: esquizofrenia e dependência química, doença mental, depressão.
A amostragem foi, por conveniência, tendo como objetivo a participação de todos os pacientes freqüentadores da instituição. A amostra foi composta por 10 pacientes, selecionados conforme critérios da Casa de Saúde Mental, sendo que dois destes pacientes acabaram desistindo, não somente do trabalho em grupo como também das demais atividades realizadas na Casa, pois são alcoólatras e tiveram recaídas não retornando mais à CSM.
A variável Independente foram as atividades semanais em grupo seguiram um roteiro. No primeiro momento foi realizada uma conversa com os pacientes onde relataram como passaram a semana, após foram realizadas atividades físicas, tais como: alongamentos, exercícios com bastões, balões, cordas, bambolês, tanto em grupo quanto individual, e depois atividades lúdicas, passeios, palestras, etc.
As variáveis dependentes foram a História do Paciente: esta variável visa determinar quais foram os principais problemas ou eventos pelos quais os pacientes foram encaminhados para a Casa de Saúde Mental, através de uma análise dos prontuários existentes. Bem-Estar: esta variável indica a sensação subjetiva de bem-estar do paciente em função da alteração de rotina com as atividades lúdicas, passeios e palestras. Qualidade de Vida: foi quantificada através de um questionário que avalia desde condições econômicas até o estado de saúde. Estado Mental: foi avaliado o estado mental dos pacientes através de um miniteste mental. Foi realizado através de um questionário sobre orientação, cálculos, linguagem, etc.
Os instrumentos de medida se basearam no Prontuário: é o instrumento de medida utilizado para obter informações a respeito da História de Vida dos pacientes, composto de todas as avaliações dos profissionais que encaminham e atendem o paciente para a Casa de Saúde Mental. Questionário de qualidade de vida: foi utilizado o Questionário de Prates (1999), modificado, o qual avalia as condições econômicas, condições de habitação, composição familiar e relações sociais, satisfação de vida e do envelhecimento, atividades de vida diária, independência funcional e de saúde. Roteiro de Entrevista: O roteiro visa avaliar o grau de satisfação dos pacientes com relação às atividades em grupo propostas pelo pesquisador. Foi construído no dia-a-dia, de acordo com as manifestações apresentadas pelos pacientes. Miniteste Mental: este instrumento foi utilizado com o objetivo de avaliar o estado mental dos pacientes. Foi desenvolvido e validado por Folstein, Folstein e McHugh em 1975. (NETTO, 2002).
Inicialmente os pacientes e demais profissionais que atuam na Casa de Saúde Mental de Cruz Alta/RS foram informados sobre os objetivos do estudo e que em nenhum momento, nomes, fotos das pessoas seriam utilizadas ou divulgadas sem autorização prévia. Os pacientes e/ou responsáveis assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido bem como os profissionais responsáveis pelos pacientes, no qual constam os objetivos do trabalho, implicações quanto a sua participação ou não, informação quanto à desistência do mesmo e modo de contato com a pesquisadora. Junto com o termo de consentimento foi aplicado um questionário para a coleta de informações sobre o paciente. Na assinatura os participantes manifestaram a disposição de participar do estudo e permitir a utilização das informações obtidas no mesmo. A partir da assinatura do Termo de Consentimento foi iniciada a coleta de dados.
Em seguida, o trabalho foi desenvolvido através de grupos, com encontros semanais de 1 hora e 30 minutos cada, durante três meses.
As atividades realizadas na Casa de Saúde Mental – Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) foram coordenadas pela pesquisadora com o objetivo de proporcionar a melhora do bem-estar do portador de sofrimento psíquico através do trabalho em grupo. Além disso, alterar a rotina dos pacientes como uma forma de elevar a auto-estima dos mesmos, conhecer a história de vida e identificar o que esta influencia nas atividades e comportamentos no processo de socialização dos pacientes entre si e com os demais profissionais da Casa. E também possibilitar através de trabalhos manuais não somente um meio de distração, mas uma terapia para a mente e o corpo e dessa forma quantificar a qualidade de vida dos pacientes.
Os resultados foram analisados através dos relatos dos pacientes a cada encontro, estes serviram como controle dos trabalhos desenvolvidos com o grupo, os quais foram realizados pela pesquisadora.
No início e ao final do trabalho foram aplicados os instrumentos de pesquisa e os resultados obtidos foram comparados com o anterior aos encontros grupais.
Os resultados foram analisados de forma qualitativa e quantitativa.
RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados coletados do questionário para avaliar a qualidade de vida foram aplicados em oito pacientes, dois de dez pacientes acabaram desistindo não só da pesquisa como de todas as atividades relacionadas, devido a recaída na bebida.
Os resultados encontrados mostram que a média de idade dos pacientes avaliados foi de 40  12,83 anos; sete do sexo masculino e um do sexo feminino; três naturais de Cruz Alta, um de Santa Bárbara do Sul, um de Entre Ijuis, um de Fortaleza dos Valos, um de Santa Maria e um de São Luiz Gonzaga; sendo 62% mistos (ou com misturas de raças), 25% brasileiros e 12,5% alemães.
Em relação às condições econômicas, 87,5% apresentam rendimento mensal de 1 salário mínimo e 12,5% até três salários mínimos. A origem da renda mensal em 12,5% dos casos é de aposentadoria, em 62,5% de outras origens. As principais despesas destes pacientes são de 12,5% com habitação, 12,5% em ajuda familiar 12,5% com remédios, 37,5% relacionada com alimentação e 25% com o vestuário.
No que se refere à moradia 62,5% dos pacientes moram em casas, 25% em cômodos e 12,5% em barraco ou maloca, sendo que 37,5% deles habitam em moradia de alvenaria, 37,5% em habitação mista e 25% em habitação de madeira. Esses sujeitos também possuem água encanada, luz elétrica, banheiro com vaso sanitário e chuveiro compreendendo 87,5% das moradias mencionadas e 12,5% não possuem estas instalações e o banheiro é uma casinha, ou seja, uma privada externa. Quanto ao número de peças dessas moradias 25% delas possuem uma única peça, 12% com duas peças e 62,5% com mais de quatro peças.
Com relação ao número de filhos 75% não possuem filhos e 25% possuem 3 filhos. Questionados sobre a situação de moradia, quando questionados a respeito de com quem eles moram, 50% responderam que moram com mais de um familiar e 25% moram sozinhos ou com outra companhia. Além disso, questionou-se sobre as relações familiares sendo que 75% possuem satisfação e 12,5% mostraram-se insatisfeitos com estes relacionamentos. A convivência com filhos dos pacientes que possuem é de 50% com convivência parcial e 50% com convivência total.
Quanto ao auxílio 100% dos pacientes relataram receber auxilio de outras pessoas quando necessário. Sendo que 12,5 recebem auxilio para cuidados pessoais ou quanto ao vestuário e 37,5% são auxiliados com dinheiro e remédios.
No que se refere às sensações do paciente de se sentir solitário 37,5% relataram que na maior parte do tempo sentem-se sós e 62,5% não possuem esta sensação. Entretanto, todos eles mencionaram que procuram outras pessoas para conversar.
Quanto ao aspecto da religiosidade 87,5% dos pacientes disseram ser católicos e 12,5% são evangélicos. Destes 87,5% são praticantes e 12,5% não praticam a religião. Ainda com relação ao aspecto da religiosidade, os pacientes foram argüidos a respeito das alterações que o tempo manifesta na sua crença, permitindo visualizar que 50% ficaram mais religiosos com o passar do tempo, 25% menos religiosos e para 25% deles, o tempo não modificou a sua manifestação de religiosidade.
Os pacientes também foram questionados quanto aos motivos que lhes dá satisfação. 37,5% deles relataram ser o convívio familiar e 37,5% disseram que a vida lhes dá satisfação, ficando apenas 12,5% com a saúde ou outros motivos.
Em relação à distração e aproveitamento do seu tempo livre, 12,5% conversam com os amigos, 37,5% ouvem rádio e 50% participam de atividades sócio-recreativas. Apesar destas respostas, é importante observar que os mesmos indivíduos responderam que a última vez que tiveram estas atividades, foi de 37,5% a mais de sete ou oito dias, 37,5% a mais de trinta dias e 25% deles mencionaram de 6 a 12 meses, o que parece inviabilizar a questão anterior.
Quando questionados sobre a felicidade, 62,5% dos pacientes responderam que consideram-se pessoas felizes e 37,5% que são felizes em algumas ocasiões.
No que diz respeito a fatores que tornam possível a longevidade, 12,5% acreditam ser o fato de ter a vida organizada, 12,5% acreditam que é a alimentação adequada e 25% dizem ser o destino, 25% os hábitos de vida saudáveis e 25% o fato de gostar de viver.
Quanto ao principal problema que gostaria de ver resolvido com urgência em nosso país, 12,5% relataram a falta de assistência à saúde, 12,5% desemprego 12,5% alcoolismo, drogas e 62,5% as crises de família.
Os pacientes também foram perguntados a respeito da impossibilidade de viver só ou com a família, com quem eles gostariam de viver, 12,5% disseram que gostariam de viver com os amigos e 87,5% com os parentes.
Investigados sobre a necessidade de receber ou não auxílio para realizar as atividades de casa, tais como: limpeza, manutenção, preparo de refeições, 100% disseram não necessitar do mesmo para realizar estas atividades, para sua higiene pessoal e nem para movimentar-se. Já no que diz respeito a compra de medicamentos, 12,5% necessitam, 37,5% não precisam e 50% precisam eventualmente.
No caso dos pacientes avaliados, 100% destes relataram possuir totalmente o controle sobre a urina e as fezes.
Os pacientes foram questionados com relação à saúde no sentido de informarem sua percepção a respeito do estado geral de saúde, e 25% consideraram ser Ótima e 75% boa. Todos os pacientes consultaram um médico nos últimos meses. Destes, 87,5% consultaram no posto de saúde e 12,5% num consultório médico com convênio. Ao consultar um médico, 87,5% receberam orientação/receita médica e 12,5% não receberam. Daqueles que tiveram que adquirir medicamentos, 66,7% receberam gratuitamente e 33,3% compraram. Não houve internações hospitalares no último ano e 87,5% deles demonstraram satisfação no atendimento médico recebido, com os restantes 12,5% reclamando do atendimento recebido.
Relacionado à atividade física, a questão tornou-se um pouco óbvia, uma vez que todos eles recebem orientações fisioterapêuticas na CSM, porém, os pacientes informaram que 12,5% realizam caminhadas, 12,5% não praticam nenhuma atividade física e 75% fazem ginástica.
Na ultima questão foi solicitado aos pacientes que identificassem se nos últimos seis meses tiveram algum dos problemas de saúde apresentados. Os resultados mostraram que 37,5% não tiveram nenhum problema de saúde, 25% apresentaram problemas respiratórios, 12,5% pneumonia, 12,5% diabetes e 12,5% fadiga muscular.
O miniexame do estado mental é um teste relativamente simples e para que seu resultado seja confiável há necessidade do paciente ter pelo menos oito anos de escolaridade (NETTO, 2002), uma vez que isso interfere substantivamente no desempenho do indivíduo. Apesar da avaliação de estado mental dos pacientes que fizeram parte da amostra possuir um baixo grau de escolaridade (ensino médio incompleto), o teste foi aplicado para verificar o intelecto dos mesmos.
Os pacientes não apresentaram diferenças significativas no intelecto através do trabalho em grupo, sendo que cinco pacientes apresentaram nível cultural médio com uma média de 27,4 pontos num primeiro teste e de 26,6 no segundo. Quanto ao nível cultural inferior, três pacientes apresentaram um resultado inferior ao mesmo, sendo que no primeiro teste a média foi de 18 e no segundo teste, dois destes pacientes apresentaram níveis inferiores e um dos pacientes apresentou uma deteriorização intelectual ligeira.
Após finalizar as atividades em grupo com os pacientes, os mesmos responderam a uma entrevista semi-estruturada. Esta entrevista teve como objetivo coletar informações sobre a Casa de Saúde Mental, os dias em que os pacientes preferem freqüentar, atividades que realizam, etc.
Quando entrevistamos os pacientes com relação ao dia em que mais gostam de ir à Casa e o porquê deste dia, percebeu-se que a preferência é maior pela segunda-feira e a justificativa é pelo trabalho em grupo que é realizado, pois os mesmos consideram ser bem tratados, é um dia que passa rápido, pois se envolvem com as atividades realizadas em grupo “(…) Segunda-feira, pois tem o trabalho em grupo, é bem tratado, conversa, aprende, desenha e faz ginástica (…)”.
Alguns pacientes relataram gostar da terça e da quarta-feira, pois também fazem ginásticas e se distraem. Quando questionados com relação a vontade de ir à Casa de Saúde Mental, a maioria dos pacientes responderam que se sentem motivados pelas atividades físicas e, por ser, também, um momento para conversar e trocar idéias com os amigos e os profissionais, somado ao fato de realizarem o tratamento.
Com relação às atividades que mais gostam, os pacientes têm uma grande animação para fazer atividades físicas, atividades em grupo (trabalhos manuais, desenhar, etc.) e a conservação e manutenção da saúde mental.
Para comparar como era a CSM antes do projeto e agora, foi perguntado aos pacientes como a Casa de Saúde Mental era vista antes do trabalho em grupo e as respostas foram de que a casa era parada (sem atitudes), sem motivação, pois não gostavam de fazer atividades sozinhos.
Constatou-se que a participação agora é maior. Os pacientes descreveram que com os trabalhos em grupo estão sempre juntos aos amigos, o tempo passa mais rápido e aprendem muitas coisas com os colegas. Os pacientes relataram que gostam de falar e escutar os colegas e que gostariam de continuar com o trabalho em grupo “(…) se um dia tiver de novo gostaria de continuar, pois gosto do trabalho contínuo, onde respeito (…) sente-se bem junto ao grupo (…)”. Importante ressaltar que com estas atividades grupais, a grande maioria dos pacientes afirmou que houve muitas melhoras no relacionamento familiar, um maior reconhecimento deles por parte da família e que houve mais diálogo.
Os pacientes foram questionados a respeito da aprendizagem e a maioria relatou ter aprendido bastante e, principalmente, a superar as dificuldades, conhecer melhor as pessoas, ajudar o próximo e a conviver melhor com os colegas.
Os pacientes descreveram que a Casa de Saúde Mental é uma maneira de não estar internado (Fazem uma comparação da casa como uma família), onde todos são amigos e se ajudam para melhorar dos seus problemas “(…) representa que melhorei de minha doença (…) me distraio, fiz amizades (…) passa o tempo, como uma família (…)”.
Com relação às atividades realizadas em grupo e os Prontuários dos pacientes da Casa de Saúde Mental, torna-se importante fazer alguns comentários referentes a cada paciente como segue abaixo:
O Paciente “H” sua patologia é a esquizofrenia, tem 37 anos de idade, faz 7 anos que participa das atividades na Casa é consciente da sua situação. Na sua história de vida relatou agredir fisicamente os familiares, tentou várias vezes se esfaquear, falava sozinho, gritava, rolava-se no barro, tinha pouco apetite e não dormia, apresentou estes sintomas por 10 anos. Atualmente é participativo no grupo, quando solicitado, tímido, fumante e esquecido. Ele não fala muito de sua vida e nas modelagens com argila e nos seus desenhos valoriza o trabalho, pois apresenta muita vontade de trabalhar. Já em outros desenhos descreve uma casa, pois não tem a casa que gostaria de morar, relata também que não sabe quem mora na mesma. Na atividade de confecção de um cartaz sobre o que o deixa triste e o que o deixa feliz, este paciente escolheu em uma revista uma máquina de escrever relatando como algo triste, pois não sabe como a mesma funciona e como feliz escolheu uma gravura de um casal. Isto demonstra a falta de sexualidade sentida pelo paciente. É religioso, vai sempre à Igreja e em outro de seus desenhos descreveu que antes de participar da Casa era magro, e agora, está gordo, o cabelo e o seu corpo estão mais alinhados.
O paciente “R” apresenta doença mental e epilepsia. Antigamente irritava-se facilmente, era nervoso, de difícil convivência, verbalmente agressivo, às vezes falava sozinho. O paciente possui uma filha e um casal de gêmeos que foram doados devido às condições de sua doença. Mora atualmente no albergue, pois os pais são falecidos, não tem nenhum outro familiar, é filho adotivo. O paciente relatou que foi estuprado e engravidou pela segunda vez, relatou que tem um amante que é seu protetor que fornece roupas e comidas há dez anos. Logo que entrou no CAPS o paciente usava drogas e bebidas alcoólicas. Após algum tempo ficou mais comunicativo, colaborador e pacífico. Participativo, no grupo, gosta muito de ser o centro das atenções. Desenha muito a sua mãe, demonstrando, saudade.
O paciente “Je” apresenta doença mental e alcoolismo, divorciado, com 45 anos, teve várias internações devido a problemas psiquiátricos, alcoolismo e uso de drogas. Ele bebia desde criança e sua mãe também bebia. Atualmente mora com um amigo. Apresenta-se estável, tranqüilo, possui boas idéias, participativo, comenta de suas internações, de como era sua vida antes do CAPS. Ele apresenta como expectativa de seu tratamento melhorar da doença mental, e espera que um dia possa viver normalmente. Participativo no grupo apresenta um bom comportamento com relação aos seus familiares, freqüenta o Alcoólatras Anônimos (AA), já ganhou a ficha de um ano em abstinência. Apresentou antigamente tentativas de suicídio/homicídio, teve envolvimento com a polícia, está em abstinência com o alcoolismo e as drogas. Na sua família, seu irmão e filhos são usuários de drogas. Em seus desenhos geralmente descreve objetos relacionados ao tabagismo, pois fuma bastante e solicita várias vezes ajuda para largar do vício. Gosta de conversar e falar de seus problemas relacionados à bebida e orienta seus colegas quanto a esse vício. Relatou várias vezes que gosta de participar do grupo, pois se sente valorizado e ocupado com as atividades. O paciente tem um apelido “NACA” que sempre escreve em seus desenhos, pois gosta muito e seus companheiros do A.A o chamam pelo mesmo. Este paciente ajuda muito seus colegas, convida os colegas do A.A para dar palestra e leva seus amigos do CAPS junto nas reuniões.
O paciente “F” , tem 65 anos, sua profissão era peão de fazenda. Sua história começou aos 9 anos, quando viu uma velhinha, que era muito sua amiga, morrer na frente de sua casa. Na noite do velório ele passou mal, queria levar comida para ela e que saísse do caixão. Logo em seguida morreu seu irmão, uma prima e uma vizinha. Com 11 anos de idade sua mãe morreu de complicações em um aborto. Aos 14 anos foi morar com dois irmãos em Passo Fundo, trabalhava em um armazém. Apaixonou-se por uma menina, ele era bonito, charmoso. No dia em que a menina arrumou um namorado, não gostou e disse que estava sendo passado para trás, ficou triste e parou de trabalhar. Retornou a Cruz Alta, começou a trabalhar no Hospital Militar, piorou, pois conversava sozinho, marcava futebol, dizia que o chamavam, caminhava à toa. Foi internado várias vezes, mas não lembra. Depois foi morar com a irmã, pois o pai casou-se novamente e ele não aceitou. Saia de casa à noite, pois dizia que o estavam chamando. Ficou 20 anos trabalhando no Jardim Botânico e morava com seu irmão em Curitiba, faz 18 anos que mora com sua irmã e que não é mais internado. Após entrar no CAPS ficou mais esperto, faz caretas. Em casa varre o pátio, corta lenha, ajuda nos serviços, lê jornal, vai à missa sozinho, quando precisa fica em casa também sozinho. Paciente satisfeito com o trabalho na Casa, participativo quando é motivado, apresenta boa conduta em trabalhos manuais, esteve um tempo afastado da Casa por condutas inadequadas (estupro nos homens). Depois que entrou na Casa dança, canta e fica feliz. Participa dos trabalhos em grupo, opina, mas não mostra coerência de raciocínio, fala de coisas sem sentido, não finaliza os assuntos, sem discurso, fala palavras soltas.
O paciente “Ju” é solteiro, trabalhava como pedreiro e freqüenta o CAPS há três anos. De acordo com informações colhidas em seu prontuário, aos 18 anos vivia sujo, carregava lixo, roubava roupas dos vizinhos, incomodava as crianças, e por fim estuprou uma menina. Após foi internado várias vezes. Há relatos que sua mãe era louca e possui histórias de doença mental na família e seus familiares não sabem dar informações sobre o paciente. Gosta de ir ao CAPS, gostaria de ir mais vezes, mas o que o impede é sua má conduta. Apresenta dificuldade de comunicação, expressão, não fala muita coisa, tem problemas de audição. Sua higiene deixa a desejar por problemas habitacionais, pois mora em uma peça sem banheiro (usa a comadre ou o banheiro da vizinha). É participativo e colaborador. As atividades em grupo e os desenhos relatam sua rotina diária, seus afazeres nos finais de semana, como por exemplo jogar bocha. Mas por outro lado, desenha crianças, sua conduta é a de sempre representar um homem convidando uma menina de cinco anos para transar. Há 8 anos que arrumaram uma mulher para ele, e o mesmo passava transando dia e noite. Hoje pega seu gato, o beija na boca e acaricia os órgãos sexuais.
O paciente “J” mora com seu irmão, é novo na Casa. De acordo com as informações colhidas em seu prontuário, é nervoso, fala da família, da morte, dos pais, já foi internado algumas vezes, parou de freqüentar um tempo o CAPS, pois justificava que antes do grupo não tinha nada para fazer. E, agora, está mais animado, canta e conta histórias, participativo, relatou sentir-se bem e feliz no grupo. Apesar de algumas vezes se apresentar exaltado, ao ser chamado atenção é colaborador. Em seus desenhos faz representações retroativas de sua vida, como exemplo, sua vestimenta era de um gaúcho valente, com saúde e descreveu que antes da doença apresentava condições para trabalhar.
O paciente “Z” tem 32 anos, apresenta doença mental, seu pai é alcoólatra. Sua doença iniciou em 1998, começou a ver bichos, pessoas (sombras) e ouvia vozes. A irmã internou-o em Caxias do Sul, onde permaneceu durante 42 dias. Em 2001 retornaram os sintomas e iniciou tratamento em Entre Ijuís. Em 2003 mudou-se para Cruz Alta e aí começou a freqüentar o CAPS. Há dois anos mora com sua irmã, relatou ter uma boa convivência “Me dou muito bem com eles”. Relaciona-se bem com sua família, mas não mora com seus pais porque há um tempo atrás tentou se matar, mora com a irmã, pois os pais tinham medo que ele se matasse. É participativo, comunicativo, possui bom relacionamento com as pessoas, boa higiene, comportamento calmo, adora trabalhar e conversar sobre o seu dia-a-dia. Em seus desenhos faz referência as suas atividades rotineiras de finais de semana, em que ajuda a trabalhar na fábrica de velas de sua irmã. Fez comentários sobre o amor, como exemplo, em um de seus desenhos fez um quadro vazio, descrevendo que o mesmo é para escrever mensagens como “quando uma pessoa gosta de outra”.
O paciente “E” é solteiro tem 24 anos. É o segundo filho entre 3 irmãos. Estudou até a 8 série, quando ingressou para o segundo grau apresentou muitas dificuldades de aprendizagem após notícias da reprovação no 1 ano. Sempre apresentou boa conduta escolar, aos 15 anos as repetências escolares estimularam seus sintomas (perda de apetite, ausências, olhar fixo, risos sem motivo, ouvia vozes). Trabalhou de Office-boy na UNICRUZ, chegando ao cargo de chefe de patrimônio. Com o falecimento do chefe de seu setor teve crises depressivas, apresentando sintomas psicóticos, despersonalização e incorporação da figura do chefe, desorientação temporal. Este problema desencadeou a reação psicótica. Conforme o paciente, quando nasceu faltou oxigênio. Essa é a explicação que a família lhe dá. A mãe do paciente faleceu quando ele tinha 10 anos. Refere que a família possuía um bom relacionamento. O paciente tem noção do seu problema, bem educado, porém não gosta muito de cumprir horário. Sempre que solicitado freqüenta as atividades, demonstrou interesse em trabalhar, já trabalhou, mas não cumpre horário e necessita continuar em tratamento no CAPS. É o paciente mais novo do Grupo. Participativo, consciente de sua doença. Em seus desenhos faz referência a mulheres, tendo forte relação com a sexualidade, mas também gosta de aparelhos eletrônicos e gosta de escutar música, sendo uma atividade rotineira do paciente, até mesmo em função da sua idade.
O trabalho com os pacientes portadores de sofrimento psíquico consistiu em estimulá-los em todos os aspectos, por meio de jogos de memória (auditiva, visual, tátil, etc.), passeios, discussões, leituras, desenhos, dinâmicas e conversas com o objetivo de aumentar sua auto-estima, ajudá-los a organizar sua vida, resgatar seus aspectos positivos, descobrir atividades prazerosas e recuperar e desenvolver novos relacionamentos entre o grupo.
Os autores Peluso e Andrade (2005) descrevem que através de atividades físicas, se pode melhorar a saúde mental por razões fisiológicas (como a produção de endorfinas) e razões psicológicas (como distração e interação social). Percebe-se aí a força do discurso biomédico onde as atividades físicas fazem às vezes de remédio ou de substituto do mesmo; tomar antidepressivo e jogar futebol para animar; ansiolíticos e alongamentos para relaxar….Pode parecer rude apresentar tais práticas dessa forma, até mesmo porque elas podem ser significativas de diferentes maneiras.
Acredita-se que as maneiras mais eficazes de fazer com que esses pacientes tenham uma melhor qualidade de vida, aceitação e inserção na família e na sociedade é através da estimulação. Estimular é criar meios de manter a mente, as emoções e os relacionamentos em atividade. A estimulação é o melhor meio para minimizar os efeitos negativos das doenças, principalmente as mentais, e levar as pessoas a viverem em melhores condições.
Com o avanço da idade existe menor grau de confiança, mais dificuldades, mais limitações, menos projetos para o futuro, mas também há um ponto importante que é bom lembrar: cada um tem a idade que sente ter, existem grandes diferenças individuais em função das vivências, do temperamento e das oportunidades (ZIMERMAN, 2000).
Antes de faltar estimulação, não se pode esquecer que, à medida que se envelhece, sofre-se o desgaste normal da idade. Esses desgastes não são apenas físicos, mas também nas relações sociais e na auto-estima, que vão diminuindo em função de seu grupo, que fica cada vez mais reduzido devido às perdas, às dificuldades para sair, à falta de estímulo e às limitações físicas e psíquicas. Por isso, o trabalho de estimulação deve compreender estes três aspectos: físico, psicológico e social.
Muitas pessoas pensam em estimulação apenas como exercícios físicos: caminhadas, corrida, natação, esteiras, bicicletas, alongamento. A maioria só faz exercícios para fortalecer os músculos, para melhor condicionar as articulações, como se cuidar da saúde fosse apenas preocupar-se com o físico. Pouco se fala em estimular a inteligência, a memória, a capacidade de aprendizagem, os relacionamentos, os pensamentos, a auto-estima, enfim, os aspectos da esfera sócio-emocional.
Estimular é criar uma postura de busca constante, de realizar atividades, de sentir-se alguém, para, com isso, ser parte integrante e ativa de seu grupo. É incentivar a busca de satisfação nas relações do dia-a-dia, a fim de ampliar o mundo interno e externo, tornando-se satisfeito, ajustado, valorizado e integrado, para que não seja um peso para si, sua família e à sociedade.
Neste trabalho buscou-se estimular esses pacientes para a vida, para o dia-a-dia, investindo na parte sadia, respeitando seus hábitos e fortalecendo os vínculos com a família e os amigos. Incentivá-los a desenvolver atividades físicas, culturais, criativas, manuais, intelectuais e sociais. É importante criar um ambiente que favoreça a vida presente, propiciando-lhes momentos de lazer e ajudando-os a descobrir e a desenvolver atividades criativas. Também se procurou estimular suas potencialidades e uma postura aberta a novas descobertas. Tudo isso aparentemente ajudou a manter e a resgatar a capacidade física, mental e social.
Desta forma, é preciso compreender as complexidades do quadro geral das atividades de saúde mental, suas finalidades e objetivos, bem como os papéis representados por todos os grupos que nele participam.
Observa-se nas campanhas políticas que tem como foco a prevenção e a saúde, que as pessoas tendem em adotar um estilo de vida mais saudável e a ter uma maior consciência da importância de adotarem-se medidas que auxiliem o bem-estar. Desta forma, se bem informadas e assistidas, pessoas com transtornos mentais poderão conscientizar-se da importância de se adotar um estilo de vida mais saudável, a fim de auxiliá-las a conviver com seu estado de saúde e, com isso, ter uma melhor qualidade de vida.
Desta forma, os profissionais da saúde necessitam romper com a cultura tradicional existente e precisam implantar, através de suas ações, medidas que promovam mais do que uma prática terapêutica, o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida.
Este estudo permite traçar as seguintes conclusões:
– Fica evidente que o trabalho em grupo é capaz de auxiliar na melhora do bem-estar do paciente portador de sofrimento psíquico.
– A qualidade de vida dos pacientes, sua auto-estima e seus relacionamentos apresentam melhoras consideradas satisfatórias, em função dos trabalhos desenvolvidos em grupos.

Novos estudos devem ser realizados, com a intenção de viabilizar as atividades diferenciadas levantadas pelas necessidades de pacientes de Casas de Saúde Mental que sejam implementadas pelos órgãos responsáveis, ao nível municipal, estadual ou federal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, Miriam C e MALAVOLTA, Márcio de Almeida. Desconstruíndo o manicômio mental no cotidiano da comunidade da Vila São Pedro. In: FERLA, Alcino A. e FAGUNDES, Sandra M.S(org). O fazer em Saúde coletiva: Inovações da atenção à saúde no Rio Grande do Sul. Capítulo X. Porto Alegre, RS: DaCasa: Escola de saúde Pública/RS, 2002.

BAIRON, Sérgio. Interdisciplinaridade: Educação, História da Cultura e Hipermídia. São Paulo, SP: Futura, 2002.

CECCIM, Ricardo, B, MEYER, Rose T.R et AL. Educação e assessoramento em redução de danos-atenção integrada à saúde para os usuários de drogas e sua rede social. In: FERLA, Alcino A. e FAGUNDES, Sandra M.S(org). O fazer em Saúde coletiva: Inovações da atenção à saúde no Rio Grande do Sul. Capítulo XII. Porto Alegre, RS: DaCasa: Escola de saúde Pública/RS, 2002.

COSTA, Augusto C.F. Direito, Saúde Mental e reforma Psiquiátrica. In: ARANHA, Márcio Iorio (org) BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Direito Sanitário e Saúde Pública. Coletânea de Texto, Volume I. Brasília: DF, 2003.

FERREIRA, Carlos Estudo de Caso. Lisboa, 1992. Capturado em: 17 de novembro de 2002. Artigo On-Line. Disponível via Internet: .
FERRARI, Maria A.C. Lazer e ocupação do tempo livre na terceira idade. In: NETTO, Matheus Papaléo. Gerontologia: A velhice e o envelhecimento humano em visão globalizada. São Paulo, SP: Atheneu, 2002.
FIGUEIREDO, A.C e SILVA FILHO, J.F. Ética e Saúde Mental. 2ºed, Rio de Janeiro, RJ: topbooks, 2001.

FILHO, Getúlio M. e ROSA, Simone M. Louca esperança: Saúde Mental na comunidade. In: FERLA, Alcino A. e FAGUNDES, Sandra M.S (org). O fazer em Saúde coletiva: Inovações da atenção à saúde no Rio Grande do Sul. Capítulo IX. Porto Alegre, RS: DaCasa: Escola de saúde Pública/RS, 2002.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Protocolo de Atenção Integrada à Saúde: Doenças Cardiovasculares. Secretaria da Saúde, 2002.

MAYER, M. O Ensino da Saúde e a Relação terapêutica. Praxisterapia: Revista do Curso de Fisioterapia da Unicruz, ano1, volume 1, Cruz Alta, RS: Centro Gráfico Unicruz, Dezembro de 1999.

MAYER, Margarida. Experiências Intersubjetivas de acadêmicos e usuários (Integração Universidade – Casa de Saúde Mental na cidade de Cruz Alta). Divulgação em Saúde para Debate. Numero 24. Rio de Janeiro, RJ: Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) em co-edição com Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul, 2001.

MARINHO, Ana Paula e FIORELLI, José Osmir. Psicologia na Fisoterapia. São Paulo, SP: Atheneu, 2005.

OSÒRIO, Luiz Carlos. Psicologia Grupal: Uma nova disciplina para o advento de uma era. Porto Alegre, RS: Atmed, 2003.

PELUSO, M. A.; ANDRADE, L. H. S. G. Physical activity anda mental health: the association between exercise and mood. Clinics, São Paulo, v. 60, n. 1, p. 61-70, 2005.

RIBEIRO, P.R.M. Saúde Mental: Dimensão, Histórica e Campos de Atuação. 1ºed, São Paulo, SP: Editora Pedagógica e Universitária, 1996.

ROEDER, M. A . Atividade física, saúde mental e qualidade de vida. Rio de janeiro, RJ: Shape, 2003.

TUDIS, S.A e COSTA, N.R. Cidadania e Loucura., 6ºed, Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

SARACENO, Benedetto, ASIOLI, Fabrizio e TOGNONI, Giani. Manual de Saúde Mental. 3º ed. São Paulo, SP: Hucitec, 2001.

SANTOS, Lazir C. Esquizofrenia. Capturado em 17 de novembro de 2002. Artigo On- Line. Disponível via Internet . Capturado em: 12/04/2005.

STEFANI, Stephen D. E BARROS, Elvino. Clínica Médica. 2º ed. Porto Alegre, RS: Artemed, 2002.

ZIMERMAN, David E. e OSORIO, Luiz Carlos. Como trabalhamos com GRUPOS. Porto Alegre, RS: Atmed, 1997.

ZIMERMAN, Guite I. Velhice: Aspectos Biopsicossociais. Porto Alegre, RS: Atmed, 2000.

Contribuições individuais de cada autor na elaboração do artigo

Aline Martinelli Piccinini – Elaboração, descrição do artigo e desenvolvimento e coordenação das atividades.
Pâmela Billig Mello – Elaboração, descrição do artigo
Rosane M. Teixeira – Metodologia e Avaliação dos resultados
Greice Urach Faccin – Redação do artigo
Renan M. F. Sampredro – Orientador do trabalho e na Metodologia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.