Dra. Marlene Müller

Quem é, o que faz |
Foi pioneira na fisioterapia na região em que mora (Centro Sul) do estado. Ela nos conta que foi muito instigante a batalha para poder mostrar a atuação da fisioterapia há 130km da capital. pesar de estar no interior, sempre ficou realizando cursos de atualização e formação que ocorriam em outros estados, pois na realidade na capital ainda não tinha muitas opções (diferente de hoje, onde tem até demais) Após realizar vários cursos entre eles, RPG, Mulligan, Maitland, Bobath e Mackenzie foi a França realizar a formação das Cadeias Musculares. Foi pioneira nesta formação em Porto Alegre, voltou e abriu seu consultório especializado da coluna vertebral, na capital, onde atendia alguns dias da semana, porém sempre mantendo a clinica do interior, em
Camaquã onde levava sempre todos os novos recursos, facilitando este acesso para o paciente, que não precisava viajar à capital em busca de tratamento novo. Como conheceu muita gente nas formações e cursos de extensão que continuava fazendo, iniciou a organização de cursos em 2003, com a www. fisioterapiamarlenemuller.com.br Expoentes da Terapia Manual e Postural.
No momento, esta fazendo pós-graduação e levando para a região o primeiro laboratório de investigação e tratamento multidisciplinar para tratamento das disfunções vestibulares.


Qual ano e em qual faculdade se formou?
Me formei em 1983 no Instituto Porto Alegre (IPA) no Rio Grande do Sul.

Qual foi a melhor coisa que fez na vida?
Fazer fisioterapia! Entrei para o universo fisioterapêutico muito antes de ingressar na faculdade. Conheci uma fisioterapeuta alemã que estava há alguns anos no Brasil e tinha uma clínica fantástica em Porto Alegre. Foi amor a primeira vista pela profissão! Não tinha terminado o segundo grau. Me formei na 1ª turma do IPA e meu maior desafio foi de iniciar numa época em que tive que “desbravar os pampas”. Durante 10 anos, fui a única profissional na cidade.

Qual foi a pior coisa que fez na vida?
Achar que poderia fazer tudo sozinha. As boas parcerias são um grande segredo.

O que você mais gosta na profissão?
Dos resultados, da realização profissional e pessoal, da emoção a cada paciente que melhora, do brilho nos olhos de ambos: paciente e profissional.

O que você odeia na profissão?
A indiferença de alguns colegas. A faltade investimento na profissão em relação a atualização e formação profissional. Dos que só reclamam e não buscam alternativas. Os que não estudam.

Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam?
Entusiasmo, vontade de aprender, estudar e melhorar seu potencial.

Que qualidade você mais detesta nos profissionais que te cercam?
Não estou cercada por eles graças a Deus (escolhi bem a minha equipe). O que detesto é o conformismo, preguiça, negativismo e desonestidade.

Qual sua maior virtude?
Ainda dentro da fisioterapia (pois já que estamos falando dela vou me deleitar), é o entusiasmo e a dedicação. Mergulho e vou fundo nos meus projetos com a profissão, pois apesar de estar formada há muitos anos, curto uma “eterna paixão”, estou sempre inovando e me sinto muito realizada com isto, com um permanente brilho nos olhos.

Qual seu pior defeito?
São vários, entre eles: Perfeccionismo e gostar muito de falar e trabalhar demais!

Se pudesse mudar algo, o que seria?
Todas as tabelas de convênios da fisioterapia existentes.

Qual maior mentira já contou?
Não conto mentiras.

Qual fato foi mais inusitado em sua carreira?
Ter citação de um dos meus resultados de trabalho com uma paciente adolescente no livro de Busquet.

Qual fato foi o mais cômico?
Uma paciente que após eu ter solicitado a “chapa” do Rx, como assim se falava na região, abriu a sua boca e colocou sua dentadura (“chapa” também assim chamada) em cima da minha mesa. Não consegui mais falar, comecei a tossir e pedi para tomar um pouco de água.

Qual seu maior arrependimento?
Não ter aproveitado uma oportunidade de fazer a minha formação em fisioterapia na Alemanha, pois tive oportunidade.

Qual dica daria aos colegas?
Visualizem as inúmeras opções disponíveis, principalmente as novas que temos na profissão que está em crescimento acelerado. Façam todas as formações necessárias para se respaldar ao máximo, façam pesquisa de mercado, vejam qual é a área de especialização que mais se identificam e tenham sempre muita ética e comprometimento. Boa sorte!

Qual objeto de desejo?
Aprender a me proporcionar um tempinho e algumas reforminhas básicas na minha clínica que já tem um ótimo espaço.

Qual sua aquisição mais recente?
Uma mesa elétrica para terapia manual e um arsenal terapêutico completo para atuar com minha equipe multidisciplinar na reabilitação vestibular.

Qual seu maior sonho?
Um planeta com mais harmonia, paz e justiça. No âmbito da fisioterapia, desejaria que todos que realmente não mediram esforços para ascender, tivessem o seu lugar ao sol.

Qual seu maior pesadelo?
Não devemos pensar neles, chô! Aliás, se mantivermos a mente ocupada com pensamentos edificantes, não sobrará muito tempo para eles.

Que talento mais gostaria de ter?
Paciência.

Se não fosse fisioterapeuta gostaria de ser o que?
F-I-S-I-O-T-E-R-A-P-E-U-T-A.
Nasci para esta profissão.

E qual profissão jamais queria ter?
As outras

Quer fazer alguma divulgação?
Ha 7 anos organizo a “Expoentes da Terapia Manual e Postural”, que são cursos de terapia manual que contribuem significantemente para o arsenal terapêutico da profissão. Entre os que eu organizo há mais tempo, estão o Mulligan e o Kinetic Control pelo qual sou responsável desde a sua estreia no Brasil em 2005 e que no mês que vem volta ao Brasil no Rio, São Paulo e Brasília  om a Sarah Mottram, uma de suas idealizadoras. Para mais informações visite www.fisioterapiamarlenemuller.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.