LESÕES QUE MAIS ACOMETEM OS TENISTAS COMPETIDORES

1- Caroline Pompermaier. Especialista em Dermato-funcional, Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos. Fisioterapeuta, Associação Catarinense de Ensino. Email: carolpomp@gmail.com Endereço: R: Desembargador Otávio do Amaral, 716 – Bigorrilho, Curiitba – Pr.
2- Rafaela Hort. Fisioterapeuta, Associação de Ensino Catarinense. Email: rafafisio_@hotmail.com Endereço: R: Capitão João Bley, 226 – Rio Negro – Pr
3- Nádion Rogério Indalêncio. Mestre em Ciências do Movimento Humano, Universidade do Estado de Santa Catarina. Especialista em Ortopedia e Traumatologia, Associação Catarinense de Ensino. Fisioterapeuta, Associação Catarinense de Ensino. Endereço: R: 7 de setembro, 144 – Centro, Joinville, SC

Atualizado: 15 / 04/ 2009 – Envio 22 / 04 / 2009

RESUMO

O tênis chegou ao Brasil ao mesmo tempo que o acelerado processo de urbanização e os primórdios da industrialização, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. As primeiras quadras de tênis, em São Paulo, foram construídas em 1892, no São Paulo Athletic Club, fundado pelos ingleses. Somente em 1904, seriam realizados os primeiros torneios tenísticos interclubes envolvendo São Paulo Athletic Club. Atualmente, o tênis é um jogo em transição, de um esporte que exige coordenação, agilidade e habilidades específicas, para um esporte que também demanda força e exige intenso condicionamento. Com o objetivo de demonstrar quais são as lesões que mais acometem os tenistas, realizou-se uma pesquisa com uma população composta por tenistas competidores de nível Nacional Juniores, sendo a amostra de 100 atletas competidores na faixa etária de 10 a 18 anos, do sexo masculino que participaram do Circuito Nacional Credicard de tênis e Circuito Nacional Unimed de Tênis realizados no Joinville Tênis Clube, na Cidade de Joinville, em Santa Catarina. Foi realizada uma pesquisa de Campo, através de um questionário com questões, constatando-se o tempo de treino do atleta, se o atleta já teve alguma lesão relacionada ao tênis, e se antes, durante ou após o jogo ou treino se o mesmo sente dor ou desconforto muscular. Com as informações obtidas através do questionário, foi realizada a tabulação dos dados com subseqüente exposição dos resultados; mostrando que as lesões mais freqüentes foram em membro superior com um total de 34%, dentre elas o ombro ocupou o primeiro lugar com 21% e em segundo a coluna com 16%. O que confirma o estudo realizado por Silva (2000) em entrevista a CBT (Confederação Brasileira de Tênis) citando que, entre 1995 a 1998 uma pesquisa realizada pela Society for Tennis Medicine, sobre os casos de lesões em tenistas profissionais de 198 lesões descritas, em primeiro lugar ocorreram às lesões de ombro seguidas pelas lesões de coluna. Cada esporte tem um comportamento específico quando se estudam as lesões mais freqüentes que ocorrem devido à prática intensa e excessiva. Vendo-se assim a importância de se verificar a incidências destas lesões junto aos praticantes de tênis para a prevenção e tratamento das mesmas.

Palavras chave: tênis, competidores, lesão.

ABSTRACT

HEADING: INJURIES THAT MOST OCCURS TO THE TENNIS PRO-PLAYERS

The tennis arrived in Brazil at the same time of the accelerated urbanization and the beginnings of industrialization, especially in São Paulo and Rio de Janeiro. The first tennis courts, in São Paulo, were built in 1892, in São Paulo Athletic Club, founded by English. Only in 1904, it was realized the first tennis tournaments between tennis clubs involving São Paulo Athletic Club. Currently, the tennis is a game in transition, from a sport that requires coordination, agility and specific skills, for a sport that also requires intense strength and health conditioning. To demonstrate what are the injuries that more occurs to the tennis players, a search with a population comprising national juniors tennis players competitors, in a sample of 100 athletes competitors aged 10 to 18 years, males participating in the “Circuito Nacional Credicard de Tênis” and “Circuito Nacional Unimed de Tênis” that took place in Joinville Tennis Club in Joinville, Santa Catarina, Brazil. It has been carried out a search field, through a questionnaire with questions, noting athlete training time and if he already had some injury related to the tennis, and if, before, during or after the game or training, the athlete feel any pain or muscle discomfort. With the information obtained through the questionnaires, it was made a tab of the data with subsequent exposure of the results; showing that the injuries were most frequent in upper limb with a total of 34%, including the shoulder in first place with 21% and the spine with 16%. It confirmed Silva’s study (2000) presented in an interview to the CBT (Brazilian Tennis Confederation) citing that between 1995 to 1998, a survey carried out by the Society for Tennis Medicine, about the cases of injuries in professional tennis players comprising 198 injuries described, the first place were shoulder injuries followed by spinal injuries. Each sport has a specific behavior when studying most frequent injuries that occur due to intense and excessive playing. It shows the importance of know these injuries occurring in tennis players for prevention and treatment.

Keywords: tennis, competitors, injury.

INTRODUÇÃO

Para Vretaros (2002), os atletas do tênis competitivo estão sujeitos aos mais diversos tipos de estresse de ordem biomecânica e fisiológica resultantes do excesso de treinamento e participação em competições. Tal solicitação orgânica pode vir acarretar lesões músculo-esqueléticas. Somando-se a isto, o uso inadequado de material esportivo, aliado a técnica incorreta de treinamento, como também as condições da quadra são outros fatores que contribuem para o aparecimento de lesões. Por meio da integração dos profissionais que constituem a comissão técnica pode-se diagnosticar, avaliar, reabilitar e prevenir o surgimento dos diferentes tipos de lesões que cerceiam o tênis. O preparador físico é o profissional responsável pelo condicionamento físico dos tenistas. Assim como os demais membros da equipe desempenha um papel importante no retorno do tenista a sua prática esportiva após um processo de reabilitação da lesão.
Cotorro (1996, apud VRETAROS, 2002), o tênis é um esporte que exige grandes solicitações do aparelho locomotor, principalmente no aspecto ósteo-ligamentar. O autor reporta que se compararmos a longevidade de um tenista de vinte anos atrás com os atuais, poderá se verificar que o tempo de carreira esportiva tem diminuído.
As lesões que se manifestam no tênis são muito variadas em termos de localização predominante nas estruturas anatômicas, porém, a maioria são derivadas de microtraumas repetitivos de competição e treino.

JUSTIFICATIVA

Devido à escassez de referências bibliográficas relacionadas às lesões em tenistas competidores, tornam-se imprescindíveis estudos nesta área para que se possam detectar as lesões mais comuns que ocorrem devido às sobrecargas do esporte.
Para Silva et. al. (2003) muitas lesões resultam de sobrecargas crônicas. Esse excesso de esforço ocorre praticamente diariamente e é capaz de causar ao atleta derrotas em partidas ou fazê-lo sentir-se fisicamente incapaz para continuar jogando, mesmo após receber assistência médica. Desprezando avanços tecnológicos e um crescente número de especialistas médicos, muitos tenistas Juniores falham ao tornarem-se tenistas profissionais, devido às lesões que os incapacitam de praticar adequadamente, podendo com isso surgir novas pesquisas em relação à prevenção dessas lesões.

OBJETIVO GERAL

Constatar qual é o segmento mais acometido por lesão entre os tenistas competidores.

OBJETIVO ESPECÍFICO

Constatar entre os atletas entrevistados quantos já apresentaram lesões;
Levantar dados sobre a rotina de treinamento dos tenistas competidores.

METODOLOGIA
Tipo de Pesquisa

A pesquisa caracteriza-se por uma pesquisa de Campo Exploratória.

População e Amostra

A população caracteriza-se por tenistas competidores de nível Nacional Juniores, sendo a amostra composta por 100 atletas competidores na faixa etária de 10 a 18 anos, do sexo masculino que participaram dos Circuitos Nacionais Credicard e Unimed realizados no Joinville Tênis Clube, na Cidade de Joinville Santa Catarina.

Instrumento de Pesquisa

Para a realização da pesquisa formulou-se um questionário com seis questões fechadas, em relação ao tempo de treino do atleta, onde este poderia estar entre 1 a 3, 4 a 6, 7 a 9 ou acima de 10 anos. Outra questão seria em relação à duração do tempo do jogo ou treino, sendo que este poderia ficar em 1 a 3, 4 a 6 ou mais de 7 horas diárias. Com relação a quantas vezes na semana o atleta joga ou treina as opções apresentadas ficaram entre 2 a 3, 4 a 6 ou mais de 7 vezes na semana. Já se o atleta teria alguma lesão relacionada ao tênis, os itens foram divididos objetivamente em “Não” e “Sim”, e se a resposta fosse afirmativa em qual região do corpo ela estaria relacionada (ombro, cotovelo, punho, mão etc.).
Questionou-se também em relação ao desconforto muscular durante o jogo ou treino, onde as questões também eram objetivas e estavam ligadas a regiões do corpo assim como após a realização das atividades físicas.

Procedimentos

A pesquisa foi feita no Joinville Tênis Clube em Joinville Santa Catarina no período de Abril e Maio, durante os Circuitos Nacionais da Credicard e Unimed de tênis, através de um questionário aplicado aos atletas, onde foram abordados individualmente, e em seguida realizou-se as perguntas. Com as informações obtidas através do questionário, foi realizada a tabulação dos dados, com subsequente exposição dos resultados para análise estatística.

REVISÃO DE LITERATURA

História do Tênis

A origem do tênis é muito polêmica. Os historiadores do tênis acreditam que diversas formas desse desporto, tenham sido praticadas pelos Maias, Gregos e Romanos, jogava-se o “Jogo do Balão”. Mas há um consenso de que a França, a partir do século XIII, estabeleceu as bases reais do jogo. O tênis era jogado em quadras abertas ou mosteiros religiosos e era chamado de “Tênis Real” (GALLIETTE, 1996, p. 17).
Foi no século XIV, com o aparecimento da raquete, uma invenção italiana, que o court-paume tornou-se mais interessante, emigrando, cruzando o canal da Mancha e difundindo-se rapidamente na Inglaterra (SIQUEIRA, 1991 apud BRUSTOLIN, 1995).
Em 1875, como os clubes ingleses variavam muito nas regras do jogo, foi nomeada uma comissão para unificá-las. O primeiro grande torneio aconteceu em um subúrbio Londrino, Wimbledon, em 1877, tendo como vencedor Spence Gore (VESPUCCI,1990 apud (BRUSTOLIN, 1995).
“O tênis chegou ao Brasil ao mesmo tempo em que o acelerado processo de urbanização e os primórdios da industrialização, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro” (BRUSTOLIN, 1995, p. 10).

Biomecânica do Tênis

Segundo Silva et al. (2003, p. 14), o tênis é um esporte com uma ocorrência relativamente baixa de lesões severas durantes torneios e campeonatos. Porém, muitas lesões resultam de sobrecarga crônica. Esse excesso de esforço ocorre praticamente diariamente e, é capaz de causar ao atleta derrotas em partidas ou fazê-los sentir-se fisicamente incapaz para continuar jogando, mesmo após receber assistência médica. Desprezando avanços tecnológicos e um crescente número de especialistas médicos, muitos tenistas Junior falham ao tornarem-se tenistas profissionais, devido às lesões que os incapacitam de praticar adequadamente. Devido à força e potencial de um atleta, várias articulações podem ser extensamente sobre-esforçadas, podendo levar a danos ortopédicos severos.
Dentro do corpo, os músculos são as principais estruturas controladoras da postura e do movimento. Contudo, ligamentos, cartilagens e outros tecidos moles também ajudam no controle articular ou são afetados pela posição ou movimento (ROSA FILHO…, 2001).
A biomecânica é o estudo do movimento humano, e ao determinar os padrões de movimento mais eficazes necessários para execução dos golpes, os especialistas em biomecânica do tênis podem analisar a eficiência dos movimentos do jogador e tentar determinar se este pode ter melhor rendimento, ou seja, a técnica ótima, que pode ser entendida como aquela que permite a combinação mais eficiente de potência e controle, tanto na técnica de rebatida como na de movimentação, simultaneamente reduzindo ao mínimo os riscos de lesões (CRESPO; MILEY, 1999).

Princípios da Biomecânica Relacionados ao Tênis

Para se alcançar à eficácia no golpe, princípios básicos da biomecânica para o tênis devem ser respeitados, são eles: Balance: É a habilidade de se manter em equilíbrio dinâmica ou estaticamente, uma vez que o tênis é um esporte de constante movimento, exige um equilíbrio dinâmico. Inércia: É a tendência de um corpo em se manter em repouso ou em movimento, tornando-se uma dificuldade para o jogador que necessita arrancar rapidamente de uma posição estacionária, frear a corrida e logo mudar de direção rapidamente. Oposição de forças: É toda força exercida em certo sentido contrário, e dentro de um jogo de tênis temos como exemplo a força de ação e reação entre os pés e o solo. Momentum: Está dividido em dois tipos, o linear (momentum na direção do movimento). Angular (momentum em relação a um eixo de rotação). O momentum linear consiste na transferência do peso do corpo para frente na direção do golpe, enquanto que o angular é produzido através da rotação do corpo, quadril e tronco. Energia Elástica: É a energia armazenada no músculo e no tendão como resposta a uma extensão muscular, onde os jogadores se utilizam deste princípio para a pré-carga de energia na fase de preparação do saque e dos golpes de fundo de quadra, para obter maior potência. Cadeia de Coordenação: Compreende “os segmentos do corpo que atuam como um sistema de elos da mesma corrente, na qual a força gerada por um elo ou segmento do corpo é transferida sucessivamente ao elo seguinte” (CRESPO; MILEY, 1999). Princípio da Continuidade: É um elemento importante em todos os esportes que requerem uma propulsão poderosa de um objeto, no caso do tênis figura-se a batida da bola. Popularmente a continuidade é geralmente considerada como sendo o prolongamento do movimento depois de ter finalizado o contato com o objeto impulsionado, entretanto é óbvio que depois de terminado o contato nenhuma ação do corpo poderá ter qualquer efeito sob a trajetória do mesmo (RASCH, 1977 apud SOUZA et al., 2003). Base de Sustentação: Ou base de apoio para o corpo é área formada abaixo do corpo pela conexão com a linha continua de todos os pontos em contato com o solo (ROSA FILHO…, 2001).

Biomecânica do Saque

O saque foi dividido em cinco estágios: alongamento, propulsão inicial, propulsão final, aceleração e sequenciamento. Demonstrou-se que o músculo deltóide é responsável pela elevação e abdução do úmero nas fases iniciais, seguido pela ativação aumentada da musculatura do manguito rotador na fase de propulsão final, agindo ambos para rodar o úmero e evitar a subluxação anterior da junta glenoumeral. De maneira específica, o supra-espinhoso age na fase de propulsão final para puxar a cabeça do úmero no sentido da cavidade glenóide, o infra-espinhoso e o redondo menor tracionam a cabeça do úmero posteriormente, e o subescapular impede a rotação externa excessiva do úmero e contrai excentricamente para aliviar o estresse da parte anterior do ombro. A importância da estabilização escapular também foi reconhecida, sendo que se demonstrou que o serrátil anterior funciona ativamente na fase da propulsão final; isso propicia uma plataforma estável para o movimento do úmero. Dessa maneira, a ativação seqüenciada e coordenada da musculatura do ombro é necessária para evitar a subluxação anterior da junta glenoumeral e a tendinite por uso excessivo que pode acontecer (TIBONE et al.,1994 apud NORDIN; FRANNKEL, 2003).

FATORES QUE INTERFEREM NAS LESÕES DOS TENISTAS

Raquetes
Nem sempre a raquete mais leve é a mais indicada. Isto porque durante o golpe, no instante do impacto, a força do membro superior deve ser grande para que o tenista possa suportar a força gerada pelo contato da bola na raquete (SILVA, s/ data).
Uma raquete um pouco mais pesada, por exemplo, dá condições de fazer um movimento simples e o movimento não precisa ser compensado com o movimento do punho, a toda hora. Com uma raquete leve precisa, por exemplo, fazer um movimento muito harmônico, porque você trabalha com muitos movimentos angulares (movimentos que tendem a girar a raquete no seu eixo).

Encordoamento

As cordas podem dividir-se em dois grupos básicos, como tripa natural e os sintéticos. As cordas de fibra natural são fabricadas a base de intestino de vaca. Muitos são os profissionais que consideram que as cordas de tripa oferecem o maior rendimento de todos os tipos de cordas embora sejam caras, frágeis e sensíveis à umidade. Quanto às cordas sintéticas, em sua maior parte, são fabricadas a base de nylon. Sua estrutura é composta por vários filamentos enrolados, com ou sem um núcleo central. Essas cordas costumam durar mais, ser mais resistente à umidade, custar menos que a tripa e também podem oferecer um excelente rendimento, porém transmitem mais vibração para a raquete, e por continuidade para a mão, punho e cotovelo.
Quanto mais tensas estiverem as cordas maior será o controle, o choque no braço e a fadiga muscular e menor será a potência dos golpes, a superfície útil da raquete e a duração das cordas, já quanto menor for à tensão nas cordas acontecerá o inverso (CRESPO; MILEY, 1999).
Bola

A bola muda a forma como reage. Bolas de tênis pulam mais alto quando estão aquecidas a quando sua felpa está um pouco gasta. Quando fora de suas latas pressurizadas por muito tempo, as bolas envelhecem e perdem seu nível ideal de pular, independentemente do quanto tenham sido usadas.
Além disso, a bola também sofre influência física do meio externo. O arrasto afeta sua trajetória, pois por ser um objeto circular e áspero, é aerodinamicamente pobre. Em velocidade lenta, a camada limítrofe de ar que entra em contato com a superfície da bola flui suavemente ao redor desta. Se a bola for deslocada de forma mais rápida, de maneira que a velocidade do ar ao redor dela aumente, o fluxo laminar começa a romper (fluxo se parece com lâminas espaçadas, igualmente em um pedaço de madeira compensada, sendo denominado fluxo laminar) (CARR,1998 apud SOUZA et al., 2003).

Quadra

Outro importante fator que pode alterar os tipos de lesões que acometem os tenistas é o tipo de piso utilizado durante os treinos e competições. Tenistas profissionais competem em três diferentes superfícies: quadras duras, grama e saibro. Quadras duras variam em textura e quanto mais pedregulho tenha sido usado na camada superior, mais atrito ocorrerá entre a bola e a superfície da quadra. Se você aumenta o atrito, diminui a velocidade da bola quando ela bate no chão. A grama oferece muito pouco atrito. A grama curta de Wimbledon é conhecida como uma superfície rápida, ela beneficia jogadores potentes com serviços de alta velocidade. O saibro é o oposto da grama. Quadras grossas de saibro, como as de Roland Garros em Paris, são conhecidas como superfícies extremamente lentas: essas reduzem a eficácia do serviço de voleio de jogadores potentes que dominam em quadras mais rápidas, duras e de grama (CARR, 1998 apud SOUZA et al., 2003).
Do ponto de vista científico, os atletas que jogam mais em quadras rápidas têm mais chance de sofrer lesão no membro inferior, isso porque não tem aquele movimento de escorregar como no saibro. A parada é muito brusca e você desacelera muito rápido e principalmente aumenta muito a chance de tendinite no joelho, isso porque você tem de parar a perna de apoio, fazer o movimento e já mudar de direção e essas quadras rápidas, como as sintéticas têm o coeficiente de atrito muito alto. Quem joga mais no saibro, teoricamente, tem uma chance maior de desenvolver lesão no membro superior, principalmente lesão de punho e cotovelo, por estar batendo com efeito, e o jogo ser mais demorado. Já na quadra rápida, os jogadores atuam mais com saque e voleio, onde eles sacam mais fortes, e sobem muito a rede, aumentando as chances de tendinite e lesões na coluna.
O piso ideal não existe, isso é uma particularidade do tênis e o que deixa mais interessante é um dos poucos esportes onde a superfície muda constantemente durante a temporada e é até bom porque obriga o tenista a se adaptar às duas superfícies e mostrar a sua versatilidade (SILVA, s/ data apud SOUZA et al., 2003).

2.4.5. Fator Psicológico

Existem fatores psicológicos, baseados nos traços da personalidade dos atletas, capaz de ajudar a identificar aqueles mais propensos a sofrerem determinadas lesões. Os estudos sobre personalidade incluem características como introversão ou extroversão, local de controle, autoconceito, ansiedade, agressividade e dominância (SILVA, s/ data, apud SOUZA et al., 2003).
O tênis é um esporte em que o atleta erra muito, e o ser humano não foi concebido para aceitar bem seus erros. Se o atleta fez dez bolas maravilhosas e errou uma, ele vai lembrar apenas da bola que errou.
Portanto, o tênis é um jogo extremamente psicológico (SILVA, s/ data).

PREVENÇÃO DAS LESÕES

Causas

O tênis de competição tem levado os jogadores a estarem juntos aos mais variados casos de lesões músculo – esqueléticas. O surgimento dessas lesões pode ser atribuído a métodos inadequados de treinamento, alterações estruturais que sobrecarregam mais determinadas partes do corpo do que outras e pela fraqueza muscular, tendinosa e ligamentar. Muitas dessas lesões são causadas pelo desgaste crônico e por lacerações, os quais são decorrentes de movimentos repetitivos que afetam os tecidos suscetíveis (VRETAROS, 2002; LESÕES…, 2001).

Métodos inadequados de treinamento

A causa mais comum das lesões musculares e articulares são os métodos inadequados de treinamento: o indivíduo que se exercita não permite uma recuperação adequada após uma série de exercícios ou não para de se exercitar ao sentir dor. Todas as vezes que os músculos são sobrecarregados por um período de exercícios intensivos, algumas fibras musculares são lesadas e outras utilizam sua energia disponível, a qual foi armazenada sob a forma de glicogênio (um carboidrato). São necessários mais de 2 dias para as fibras cicatrizem e para que o glicogênio seja reposto.
Como somente as fibras não lesadas e nutridas funcionam adequadamente, os períodos de exercícios intensivos, com pequenos intervalos de repouso, acabam exigindo um trabalho comparável por parte de uma menor quantidade de fibras saudáveis, aumentando a probabilidade de lesão (LESÕES…, 2001).

Prevenção

Tão importante quanto à prática de exercícios é a prevenção de danos que possam surgir. De acordo com pesquisas, as pessoas que não praticam exercícios com freqüência, às vezes chamadas de atletas de fim de semana, apresentam três vezes mais danos físicos quando comparadas com participantes de esportes organizados, e nove entre dez desses danos são deslocamentos e luxações, normalmente resultados do desequilíbrio entre a força muscular utilizada e a tolerância pessoal (LESÕES…, 2001).
Usar raquetes adequadas para o tipo de jogo e a empunhadura; utilizar cordas de material orgânico e com tensionamento adequado; jogar sempre com bolas novas e procurar um especialista quando sentir qualquer tipo de desconforto que atrapalhe o rendimento esportivo (ZORZETTO, s/ data).

Alongamento

O alongamento é a forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização de movimentos de amplitude normal, com o mínimo de restrição possível, preparando assim o corpo para a atividade a ser realizada antes e após os treinos (LESÕES…, 2001).
As metas do alongamento são: aumentar a flexibilidade geral de uma parte do corpo antes de exercícios vigorosos e evitar ou minimizar o risco de lesões músculotendíneas relacionadas a atividades físicas e esportes específicos (KISNER & COLBY, 1998).

Overtraining

Rogero et al. (2003) enfatiza que a síndrome de overtraining é definida como uma resposta generalizada ao estresse em atletas, e caracterizada por fadiga persistente, perda de rendimento, alterações bioquímicas e psicológicas, e devido, primariamente, ao aumento do volume e/ou intensidade de treinamento.
Dentre as hipóteses que visam verificar as possíveis causas do overtraining, observa-se que as alterações na funcionalidade do sistema nervoso autônomo poderiam responder pelas numerosas modificações nas respostas fisiológicas observadas no estado de overtraining. Sendo assim, alguns autores propuseram a existência de dois tipos distintos de overtraining, síndromes simpática e parassimpática. A síndrome de overtraining simpática inclui o aumento da atividade simpática no estado de repouso, enquanto a síndrome parassimpática – a mais freqüente – inclui a diminuição da atividade simpática e predomínio da atividade parassimpática durante o repouso e exercício físico (KENTTÄ & HASSMÉN, 1998; LETMANN et al., 1998; ROGERO et al., 2003).

PRINCIPAIS LESÕES QUE ACOMETEM OS TENISTAS COMPETIDORES

Coluna

A fascia toracolombar funciona como local de inserção para numerosos músculos paraespinhais que se contraem extrinsicamente, para desaceleração e flexão espinhal.
Em decorrência disso, são comuns entre tenistas profissionais estiramentos do reto abdominal, músculos paraespinhais e lesões miofasciais toracolombares. As forças de rotação axial e flexão lateral também podem causar hérnia de disco intervertebral. Espondilólise ocorre ocasionalmente em tenistas; presume-se que isso deve-se à repetida hiperextensão. Disfunção da articulação sacroilíaca é relativamente comum no tênis, e o mecanismo mais provável é a execução repetida de saltos. A aterrissagem do salto pode induzir à translação pélvica ipsilateral e à flexão/rotação no lado contralateral da coluna vertebral sobre um fêmur internamente rotacionado, o resultado pode ser uma força de cisalhamento. Movimentos repetitivos como os do saque, também pode levar a forças de cisalhamento.
Até 40% dos tenistas profissionais do sexo masculino perdem pelo menos um torneio por ano em decorrência da dor na parte baixa das costas (STONE, 2002 apud SAFRAN et al., 2002).

Lombalgia

Lombalgia é o nome dado para a famosa dor nas costas. As causas podem ter origem física até psicológica. No tênis, a coluna vertebral é submetida a movimentos rápidos, de alta potência e grande amplitude. O equilíbrio muscular é fundamental para o bom funcionamento da coluna vertebral. Pela própria dinâmica do esporte, a musculatura do tenista tende a ser assimétrica (um lado mais forte que o outro). Isso leva os desvios de postura com repercussão, não só na coluna, mas também em outras articulações como ombro e joelho.
Tensões psicológicas como estresse pré – competição, busca por resultados a qual podem levar as dores musculares, dentre elas a lombalgia (BANG, 2003).

Hérnia de Disco

Muitos tenistas profissionais terminaram de forma precoce a sua vida esportiva por causa deste problema. A hérnia de disco pode se manifestar inicialmente por uma dor lombar. Até hoje, são vítimas desta lesão, que nem sempre é de fácil tratamento.
O disco intervertebral é uma estrutura cartilaginosa. Ela é formada por um núcleo e por um anel externo, que com o tempo pode envelhecer, ficando mais fraco, ou romper após um trauma mais grave. Os sintomas que mais incomodam o paciente são a dor, geralmente com irradiação para a perna, e as sensações de formigamento no M.I. isto ocorre pois as raízes nervosas, principalmente do nervo ciático, passam próximo do disco na altura onde ocorreu o extravasamento do seu núcleo. É por causa desta compressão que o atleta sofre com as dores na região lombar e na perna (SILVA, s/ data).

Cotovelo

Há dois tipos de cotovelo de tenista por backhand e por forehand, causando dor em diferentes áreas do cotovelo e do antebraço.
A epicondilite lateral ou tênis elbow é uma patologia extremamente comum em praticantes de tênis de uma maneira global. Ela ocorre devido a esforços repetitivos e principalmente, devido a uma técnica inadequada na seqüência de alguns golpes, bolas molhadas e pesadas. O tênis elbow (cotovelo de tenista) é a lesão dos tendões responsáveis pela flexão dorsal do punho (para trás), causando dor nas faces posterior e lateral do antebraço. Os músculos do antebraço, os quais inserem-se na parte lateral do cotovelo, torna-se inflamados quando uma tensão excessiva é exercida sobre o ponto de inserção (SILVA, s/d).
A epicondilite medial ou cotovelo de tenista por forehand é menos comum que a epicondilite lateral (SAFRAN et al., 2002).

Pé e Tornozelo

Mais comumente são causadas por traumas. Um caso típico é a torção do tornozelo, que pode ocorrer quando o tenista está se deslocando lateralmente no fundo da quadra e pára de modo brusco, ocorrendo assim a lesão (SILVA, s/d).
Algumas das lesões mais comuns são a fasceite plantar, causada pelo movimento de deslocamento lateral do jogador; sesamoidite e metatarsalgia; tendinite por uso repetitivo e fratura por stress, principalmente do 2° e 3° metatarsos causadas por excesso de treinamento ou por lesão pré-existente ignorada (SHAFFER, 2000 apud SOUZA e t al., 2003).

Ombro

O ombro é afetado por dores de impacto durante a flexão e extensão do braço, causadas geralmente por repetitivos golpes como o saque e o smash, realizados de maneira agressiva (SHAFFER, 2000 apud SOUZA et al., 2003).
A tendinite do manguito rotador (ombro do tenista), é a laceração e o edema do manguito rotador. Frequentemente, esses tendões são lesados durante a prática de esportes que dependem de movimentos repetitivos e elevação do membro superior (SILVA, s/d).

Punho

As lesões no punho do tenista podem ocorrer devido a traumatismos direto, ou mais comumente, por uso excessivo. Síndrome de De Quervain, tendinite do extensor radial (curto e longo) do carpo, e tendinite do flexor ulnar podem ser resultantes do excessivo estiramento dos músculos durante o serviço, contração excessiva dos músculos para estabilizar o punho durante os golpes desequilibrados, ou uso da técnica incorreta. Luxação recorrente do extensor ulnar do carpo pode ocorrer quando tenistas fazem um forehand com o punho em desvio ulnar e supinação, fazendo com que o golpe tenha excessivo slice.
Laceração da fibrocartilagem triangular, também podem ocorrer em tenistas com dor de punho no lado ulnar. A compressão da cabeça do metacarpiano do dedo indicador contra o cabo da raquete pode lesionar o nervo digital radial (STONE, 2002 apud SAFRAN et al., 2002).

Joelho

Os casos mais comuns são as bursites, tendinites e casos agudos, como traumas meniscais que levam à cirurgia (STONE, 2002 apud SAFRAN et al., 2002).
A lesão do ligamento cruzado anterior, ocorre em resposta a uma carga em valgo em combinação com rotação tibial interna. O primeiro mecanismo ocorre tipicamente nas tentativas de manobras com cortes rápidos com o pé em contato com o solo e o joelho em flexão. As lesões meniscais ocorrem devido as forças de cisalhamento. Os meniscos transmitem percentuais variáveis de força através da articulação do joelho, dependendo da posição desta articulação.
As forças de cisalhamento são produzidas pelas cargas rotacionais nos movimentos que envolvem mudanças rápidas de direção (WHITING et al., 2001).

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Analisando-se os dados encontrados sobre os tenistas que já tiveram lesões relacionadas ao tênis evidenciou-se que 54% da amostra relatou já ter tido alguma lesão. O membro superior correspondeu a 34% das lesões, seguido por membro inferior com 33% e tronco com 19%, somando-se o tronco e o membro inferior resulta em 52%, o que confirma a idéia de Stone (2002 apud SAFRAN et al., 2002), mostrando que a extremidade inferior e a coluna representam 50 a 75% de todas as lesões dos tenistas.
A região do corpo mais afetada foi o ombro, com 21%, seguido pela coluna com 16%. O que confirma o estudo realizado por Silva (2000), em entrevista a CBT citando que entre 1995 a 1998 uma pesquisa realizada pela Society For Tennis Medicine, sobre os casos de lesões em tenistas profissionais, de 198 lesões descritas, em primeiro lugar ocorreram às lesões de ombro, seguidas pelas lesões de coluna. Silva (2003) realizou um estudo em 2001 durante o Circuito Nacional com tenistas juniores brasileiros, com um total de 251 atletas, mostrando que as lesões mais freqüentes foram: contratura muscular 76 lesões (27,14%) e fadiga muscular 36 lesões (12,85%), na presente pesquisa não foi observada o tipo de lesão, pois, como a coleta foi realizada através de entrevista, os atletas não sabiam relatar o tipo de lesão.
Analisando-se os dados encontrados após aplicado o questionário verificou-se que, a maior porcentagem em relação ao tempo de jogo / treino ficou entre 4 a 6 anos com 36%, seguido por 1 a 3 anos com 30%. Em relação a quantas vezes na semana o tenista treinava observou-se que o maior índice percentual foi de 4 a 6 vezes por semana perfazendo um total de 68%. Evidenciou-se o tempo de treino constatando que de 1 a 3 horas obteve uma porcentagem de 68%.
Estes dados concordam com Parkkari (2000 apud VRETAROS, 2002), comentando que o tipo, a freqüência, intensidade e duração do treinamento é a maior causa de lesões por overuse nos desportos. Em contrapartida difere do comentário exposto por Souza; Dantas; Junior (2003) que comentam não terem encontrado na literatura nenhum relato que demonstrem alguma relação entre o tempo de prática do esporte e a ocorrências de lesões.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a realização da pesquisa observou-se que dos tenistas questionados 54% relataram já ter tido lesão relacionada ao tênis, sendo o MMSS o segmento mais afetado, onde a estrutura que mais apresentou lesão foi o ombro com 21%, seguido pela coluna com 16%.
Pode-se verificar que em relação às rotinas de treinamento os percentuais ficaram entre: tempo de treino entre 4 a 6 anos com 36%; quantas vezes na semana o tenista treinava, o maior índice foi de 4 a 6 vezes, com 68%, igualando essa porcentagem ao tempo de treinamento de 1 a 3 horas.
As lesões que se manifestam no tênis são muito variadas em termos de localização, predominantemente nas estruturas anatômicas, porém, a maioria são derivadas de microtraumas repetitivos de competição e treino.
O surgimento dessas lesões pode ser devido à técnica de treinamento inadequada, elevada força de preensão ao empunhar a raquete, erros biomecânicos, anos de prática e disputa de torneios.
Após a realização desta pesquisa, evidenciou-se a importância da realização de novos trabalhos, abordando-se a prevenção das lesões no tênis.
Sugere-se a continuação do trabalho com amostras maiores, com categorias diferentes, de ambos os sexos

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