Dra. Katia Ferreira

Quem é, o que fez e faz pela fisioterapia |

No tempo em que me formei éramos generalistas, as especialidades foram chegando depois. Nossa mentalidade era a de ver o maior número de casos envolvendo as mais variadas áreas, para que tivéssemos uma formação de qualidade. Fiz alguns estágios extra-curriculares incluindo clínicas associadas a Clubes de Futebol. Meu estágio obrigatório, internato, foi na ABBR: passávamos por todos os setores e precisávamos das notas dos supervisores para concluirmos o curso. Sai da Faculdade empregada no consultório de um dos meus professores, cuja assistente iria iniciar sua licença maternidade. Minha Residência foi na Santa Casa da Misericórdia na Enfermaria de Ortopedia no ano seguinte ao que me formei. Fui então convidada pela FRASCE para integrar seu Corpo Docente. De lá, aceitei o convite dos meus alunos que precisavam de locais para estágio, para ser a supervisora no Instituto Nacional do Câncer, onde montamos um Serviço de Fisioterapia. Passei por APAEs, PESTALOZZis e outras Instituições dentro e fora do Rio, quando então fui me apaixonando pela área de Neurologia. Me associei a um amigo e tivemos três clínicas de Fisioterapia em diferentes bairros do Rio. Ensinar virou minha paixão, me sentia responsável por passar para os acadêmicos a importância de nossa profissão e a responsabilidade que tínhamos em cuidar da saúde daqueles que se entregavam em nossas mãos.
Nunca mais parei de lecionar: FRASCE, IBMR, SUAM, PESTALOZZI, CASTELO, ESTÁCIO. Ensinando na Graduação, na Pós e sendo Supervisora de Estágio em clínicas e hospitais vinculados as Faculdades. Trabalhei num Centro de Estudos especializado em lesões de mão, o que na época estavam mais aos cuidados de Terapeutas Ocupacionais. Por amar Neurologia, me especializei no Método Bobath: Bebês, Infantil e Hemiplegia. Nesse ponto já estava totalmente apaixonada pelo tratamento do paciente hemiplégico e muito revoltada com a maneira que eu via os clientes sendo tratados, como se fossem consequência de alterações ortopédicas, não sendo respeitados os fundamentos neurológicos envolvidos.

Montei meu próprio serviço vinculado a um Centro de Estudos próprio, pois estava sempre acompanhada por uma legião de alunos interessados em aprender o meu estilo, a minha maneira de tratar. Víamos os pacientes no consultório, no hospital ou em suas casas e uma vez por semana, la íamos todos nós ver todos os clientes, e juntos discutíamos os casos clínicos. Eu ainda não tinha essa ideia bem definida, não estava claro, mas eu já apresentava uma maneira não convencional, posso dizer Holística de cuidar dos meus pacientes… A medida que a Fisioterapia foi se firmando como profissão e os médicos daqui e dali nos respeitando e nos convidando para fazermos parte de suas equipes, me vi um dia convidada para assistir os pacientes neurológicos num CTI.
Estava eu trabalhando num CTI. O ambiente, os ventiladores, monitores, não eram por assim dizer, minha primeira escolha… Eu era uma Cinesioterapeuta por excelência! Bem… fomos estudar! E provamos que a cinesioterapia, a propriocepção, etc eram recursos fundamentais e necessários aqueles pacientes… Tudo era uma luta! Tudo era difícil! Mas nós sempre amamos essa profissão e os resultados do nosso trabalho começavam a aparecer… Era lindo! Nós estávamos sempre vencendo e expandindo :-)
Passamos a assistir clientes nas mais conceituadas clinicas particulares da zona sul do Rio de Janeiro. Iniciei minha formação em Reiki e associava esses recursos ao meu trabalho. Aprovada pelo Sistema Público de Saúde, fiz o meu melhor: assistindo os pacientes com respeito e amor, incrementando os atendimentos com hora marcada e a abertura do Estágio Supervisionado para todas as Faculdades naquela Instituição. Passei num concurso para trabalhar no Mount Sinai Medical Center em Miami (e não quis ir naquele momento). Pelo meu desempenho e colocação neste concurso decidi criar um Curso de Hemiplegia para Fisioterapeutas e acadêmicos, onde tive a oportunidade de compartilhar com mais de 600 alunos dos cursos, descobertas teóricas e práticas que justificavam uma maneira diferenciada de tratar esses pacientes. Segui minha jornada profissional trabalhando em meu consultório, orientando estagiários, dando aula em diferentes campis da Faculdade e sendo a Fisioterapeuta responsável por um serviço de Fisioterapia em Unidade de Terapia Intensiva. Até resolver há 13 anos atrás, vir morar em Los Angeles, na Califórnia, onde me especializei no Método Pilates:
Fitness, Rehab and Pre & Post Partum.
E integrando meu background como Fisioterapeuta experiente, o Método Pilates, a minha Formação em Terapia CranioSacra e o Sistema Reiki em minhas sessões, comecei a desenvolver um trabalho intuitivo, amoroso mais holístico se posso chamar assim… E e esse trabalho que quero agora compartilhar com todo mundo.


Qual ano e em qual faculdade que se formou?
1978 pela ERRJ-SUAM. Rio de Janeiro – RJ

Qual foi a melhor coisa que fez na vida?
Criar o Curso de Hemiplegia: Como eu trato o Paciente Adulto portador de Hemiplegia. Se você for na primeira edição da NovaFisio (que se chamava na época Fisio&terapia) nas paginas 8 e 9 você vai ver a propaganda de um deles…

Qual foi a pior coisa que fez na vida?
Minha filosofia e a de ver o “copo meio cheio” então não consigo nem lembrar de uma.

O que você mais gosta na profissão?
A contribuição que eu posso dar ao paciente e ao cliente, tornando-o responsável pelo seu próprio processo de recuperação e mostrando as mais diversas facetas do adoecer e do se curar.

O que você odeia na profissão?
Nada. O que eu não gosto ou discordo, eu me empenho para transformar.

Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam?
Originalidade e criatividade.

Que qualidade mais detesta nos profissionais que te cercam?
Desanimo e reclamação.

Qual sua maior virtude?
A paixão e a garra com que crio, desenvolvo e realizo os meus sonhos.

Qual seu pior defeito?
As vezes ouvir a voz da dúvida em mim.

Se pudesse mudar algo, o que seria?
Teria me engajado em alguma formação stricto sensu, mas ainda ha tempo!

Qual maior mentira já contou?
N ã o m e l e m b r o d e n e n h u m a extraordinária…

Qual o fato mais inusitado em sua carreira?
Ter passado em primeiro lugar (em todo o mundo) no concurso para trabalhar no Mount Sinai Medical Center de Miami, fiquei chocada, mas orgulhosa de mim
mesma.

Qual fato foi o mais cômico?
No meu Internato na ABBR tive um paciente Índio. Índio mesmo, com uma lesão importante no MS, e lá pelas tantas durante uma sessão ele me disse: Se a senhora deixar eu gritar eu tenho mais
força… E eu nos meus 20 aninhos de idade pedi a ele que pelo amor de Deus não gritasse, pois eu não teria como explicar a minha supervisora… Imagina um índio gritando dentro da ABBR?! UhUhUhUh.

Qual seu maior arrependimento?
Na verdade não tenho… Porque mesmo as experiências desagradáveis que eu tive, na verdade contribuíram para o meu crescimento e o desenvolvimento de quem eu sou hoje, e eu gosto desse produto final!

Qual dica daria aos colegas?
Siga a sua intuição. Persiga os seus sonhos. Não ouça a opinião de ninguém. Siga a sua estrela!

Qual objeto de desejo?
Vir ao Brasil pelo menos uma vez ao ano para ensinar.

Qual seu maior sonho?
Viajar em férias pelo menos duas vezes ao ano.

Qual sua aquisição mais recente?
A criação, gestação, desenvolvimento e execução do curso: “O Método Pilates como Recurso Fisioterapêutico” Avaliação Funcional e Introdução a Prática Clinica.

Que talento mais gostaria de ter?
Disciplina pra escrever mais sobre o que eu já aprendi.

Qual seu maior pesadelo?
Ver gente mal caráter se dar bem!

E qual profissão jamais queria ter?
Politico no contexto atual.

Se não fosse fisioterapeuta gostaria de ser o que?
Instrutora de Pilates :-)

Diga um desafio?
Nunca recair nos mesmos erros e ser uma pessoa melhor a cada dia.

Um livro?
“O Poder do Agora” – Eckhart Tolle

Quer fazer alguma divulgação?
Quero sim, obrigada. “O Método Pilates como Recurso Fisioterapêutico” Avaliação Funcional e Introdução a Prática Clinica. É um curso teórico-pratico, num total de 16 horas.
Valor R$650,00 No Rio – dias 7 e 8 de setembro de 2013 Em Minas Gerais, Paraíba, Curitiba – com data a confirmar.
Mais informações por e-mail:
pilateskatia@gmail.com
Inscrições pelo site www.katiaferreira.com

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