INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM ESCOLA PÚBLICA RELACIONADA À POSTURA

DANIELE MACHADO DE OLIVEIRA

ROSANA OLIMPIO DA SILVA

 

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado nas Faculdades da Alta Paulista, para conclusão do Curso de Fisioterapia.

Área de concentração: Fisioterapia Preventiva.

Orientadora: Professora Georgia Jully Shida
Dedicamos à nossas famílias e amigos que sempre nos apoiaram e ajudaram em tudo que foi necessário.

Agradecemos a Deus, que sem ajuda Dele nada teríamos feito; a nossa orientadora Georgia que muito nos ajudou; aos nossos pais que sempre apoiaram; aos nossos amigos pela colaboração e amizade a qual nos dedicaram.
RESUMO

Essa pesquisa teve como objetivo avaliar as condições ergonômicas das salas de aula de uma escola pública, através da antropometria e aplicação de uma série de exercícios laborais como prevenção de patologias causadas por má postura. O estudo se dividiu em avaliação postural, onde analisou-se o percentual de desvios e dores na coluna; intervenção fisioterapêutica, onde implantou-se exercícios laborais de pausa por dois meses, duas vezes por semana, com duração de 15 minutos; e intervenção ergonômica, onde utilizou-se a medida da fossa poplítea ao solo e encontrou-se a média da altura dos alunos e em seguida a comparação com a medida da altura dos assentos. A pesquisa foi realizada com 68 alunos, onde encontrou-se 73,5% dos alunos com alteração na coluna, sendo 44,1% com hipercifose, 22,05% com escoliose, 7,35% com hiperlordose. Também foi avaliado o índice de lombalgia e foi constatado um índice de 48% no 1º AS e 37,5% no 1º E. Após a período em que foi realizada a ginástica laboral houve uma melhora de 84% no 1ºE e 61% no 1ºAS, onde os alunos relataram benefícios como diminuição de dores, relaxamento muscular, maior disposição para atividades, alívio da tensão do dia, melhora do estresse, dentre outros. Através das medidas da fossa poplítea ao solo encontrou-se a média de 44,6 cm com desvio padrão de 3,78, onde a cadeira mais adequada seria a com altura de 44 cm, que foi observado que há somente 4 cadeiras com essa medida entre as duas salas. Com isso concluiu-se que há um alto índice de alunos com desvios posturais e dores lombares que podem ser decorrentes de uma má ergonomia das salas de aula, e que essas dores atingem mais os alunos com idade mais elevada; também observou-se que a ginástica laboral teve resultados benéficos.

Palavras-chave: Ginástica Laboral; antropometria; escola

ABSTRACT
That research had as a Objective to access the conditions ergonomic of the classrooms from a public school, through the anthropometry and application of a series of labor exercises as prevention of pathology caused for bad position. The study if it divided in postural evaluation, where one analyzed the percentage of shunting lines and pains in the column; physioterapeutic intervention, where one implanted labor exercises of pause for two months, two times per week, with duration of 15 minutes; e ergonomic intervention, where it was used measured it of popliteal cavity to the ground and met average it of the height of the pupils and after that the comparison with the measure of the height of the seats. The research was carried through with 68 pupils, where 73.5% of the pupils with alteration in the column met, being 44.1% with hypercyphosis, 22.05% with scoliosis, 7.35% with hyperlordosis. Also the lumbalgy index was evaluated and was evidenced an index of 48% in 1º and 37.5% in 1º E. After the period where the labor gymnastics was carried through had an improvement of 84% in 1ºE and 61% in the 1ºAS, where the pupils had told benefits as reduction of pains, muscular relaxation, bigger disposal for activities, relief of the tension of the day, improves of estresse it, amongst others. Through the measures of popliteal cavity to the ground it of 44,6 cm with shunting line met average standard of 3,78, where the adjusted chair more would be with height of 44 cm, that it was observed that it only has 4 chairs with this measure between the two rooms. With this one concluded that it has one high index of pupils with Position shunting lines and lumbar pains that can be decurrent of an bad ergonomics of the classrooms, and that these pains reach more more the pupils with raised age; also it was observed that the labor gymnastics had resulted beneficial.
Word-key: Labor gymnastics; anthropometry; school

Lista de Ilustrações

Figura 1: Sala do 1° E……………………………………………………………………………………17
Figura 2: Sala do 1° AS………………………………………………………………………………….17
Figura 3: Ginástica laboral realizada em sala de aula…………………………………………18
Figura 4: Ginástica laboral realizada em sala de aula…………………………………………19
Figura 5: Ginástica laboral realizada na quadra…………………………………………………20
Figura 6: Ginástica laboral realizada na quadra…………………………………………………20
Figura 7: Cadeira usada pelos alunos………………………………………………………………21
Figura 8: Carteira e cadeira usada pelos alunos………………………………………………..21
Figura 9: Aluno de alta estatura utilizando a carteira durante a aula…………………….22
Figura 10: Aluna de baixa estatura utilizando a carteira durante a aula………………..22

Lista de tabelas

Tabela 1: Índice de porcentagem de alterações posturais e dor…………………………. 24
Tabela 2: Média da fossa poplítea dos alunos…………………………………………………..25
Tabela 3: Relação da altura dos assentos com o número de cadeiras………………….26
Tabela 4: Medidas antropométricas…………………………………………………………………34

Lista de abreviaturas

et al. = e outros (autores e colaboradores de uma obra)
DORT= Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho
p. = página
Sra.= senhora
AS = sala de aula A Supletivo
NR = Normas Regulamentadoras
% = porcento
SP = São Paulo
cm = centímetro
FAC = Freqüência Acumulada Absoluta
Kg = kilograma

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………………………..11
2 OBJETIVOS………………………………………………………………………………………………15
3 MATERIAIS E MÉTODOS…………………………………………………………………………..16
3.1 TIPO DE ESTUDO…………………………………………………………………………………..16
3.2 LOCAL……………………………………………………………………………………………………16
3.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO…………………………………………………16
3.4 PROCEDIMENTOS………………………………………………………………………………….17
4 RESULTADOS…………………………………………………………………………………………..24
5 DISCUSSÃO……………………………………………………………………………………………..27
6 CONCLUSÃO……………………………………………………………………………………………35
REFERÊNCIAS…………………………………………………………………………………………….36
APÊNDICE A ………………………………………………………………………………………………38
APÊNDICE B……………………………………………………………………………………………….39
ANEX0S………………………………………………………………………………………………………40

1 INTRODUÇÃO

Segundo Iida (2005), ergonomia significa a adaptação do trabalho ao homem, com uma visão ampla, isto é, abrange atividades de planejamento e projeto, que ocorrem antes do trabalho ser realizado, e os que ocorrem durante e após esse trabalho, que são os de controle e avaliação.
A princípio a ergonomia estuda as características do indivíduo, para depois planejar e projetar o trabalho que ele deve executar de maneira que preserve a sua saúde.
A definição de ergonomia adotada pela International Ergonomics Association diz que:

Ergonomia (ou fatores humanos) é a disciplina científica que visa a compreensão fundamental das interações entre os seres humanos e os outros componentes de um sistema, e a profissão que aplica princípios teóricos, dados e métodos com o objetivo de otimizar o bem-estar das pessoas e o desempenho global dos sistemas. (Lida, 2005, p. 02 ).

Os objetivos da ergonomia definidos por Falzon (2007), dividem-se em dois. Um é centrado nas organizações e no seu desempenho. Esse desempenho pode ser entendido como eficiência, produtividade, confiabilidade, qualidade, durabilidade etc. E o outro objetivo é centrado nas pessoas, sob vários aspectos como segurança, saúde, conforto, facilidade de uso, satisfação, interesse do trabalho, prazer etc.
Assim, Bosi et al (2006) diz que a fisioterapia tem se preocupado com a saúde do trabalhador cada vez mais nesses últimos anos, inserindo tecnologias e recursos que proporcionem tratamentos preventivos e curativos. A inserção de um fisioterapeuta nas indústrias, empresas e instituições, é um dos espaços de atuação, colocando esse profissional mais próximo dos trabalhadores, permitindo entendimento das necessidades dos mesmos e implantando intervenção adequada.
Nas análises de Veronezi e Branco (2007), nos últimos anos vem ocorrendo uma procura de auxílio para aumentar produção e diminuir problemas de saúde dos trabalhadores, estudantes etc. Com isso temos observado o aparecimento de várias patologias devido ao uso incorreto da musculatura. Essa alta incidência de defeitos posturais está relacionada com a tendência para um padrão de atividade repetitiva, que foi reconhecido como DORT, definida como um conjunto de manifestações neuro-músculoesqueléticas de origem ocupacional. Essas afecções podem atingir tendões, sinóvias, nervos, fáscias, ligamentos, acometendo principalmente membros superiores, região escapular e pescoço, que vai resultar em fadiga, dor e diminuição do desempenho profissional.
Um dos fatores primordiais para a realização do trabalho com conforto e sem estresse é a postura, que Lida (2005) define como estudo do posicionamento das partes do corpo no espaço.
O corpo tem três posturas básicas: deitado, sentado e em pé. Em cada uma das posturas ocorre esforço de grupos musculares para manter a posição. A posição abordada nesta pesquisa será a posição sentada.
A posição sentada exige atividade muscular do dorso e do ventre para manter essa posição, com isso Coury (1994) apud Zapater (2004) descreveu que essa posição provoca alterações na coluna lombar, pois quando a pessoa passa da postura em pé para sentada, aumenta em 35% a pressão interna no núcleo do disco intervertebral e todas as estruturas como ligamentos, pequenas articulações e nervos, que ficam na parte posterior são alongadas. Além disso, quando a postura sentada ocorre por tempo prolongado, há redução da circulação de retorno dos membros inferiores, provocando edema nos pés e tornozelos e também provoca desconforto na região cervical e membros superiores.
As alterações que normalmente ocorrem na coluna vertebral são escoliose, hiperlordose, hipercifose e as lombalgias.
De acordo com Anderson (2003), escoliose é o desvio da coluna no sentido lateral e rotacional. O desvio rotacional pode ser visto radiologicamente pela assimetria dos pedículos vertebrais e a lateralização da coluna é feita pelo deslocamento a partir do seu eixo central.
Hiperlordose é o aumento anormal da curva lombar ou cervical levando a uma acentuação da lordose lombar ou cervical normal (hiperlordose). Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco.
Hipercifose é definida como um aumento anormal da concavidade posterior da coluna vertebral, sendo a má postura e o condicionamento físico insuficiente as causas mais importantes dessa deformidade.
Lombalgia, segundo Tribastone (2001), é uma dor no trato lombar inferior, ou passagem lombossacral, e as vezes pode estar associada a irradiações à nádega ou à face posterior da coxa.
A ginástica laboral se inclui dentro de uma das técnicas que promovem satisfação, bem-estar e prevenção de doenças ocupacionais, sendo definida como “[…] exercícios específicos realizados no próprio local de trabalho atuando de forma preventiva e terapêutica sem levar o trabalhador ao cansaço, por ser de curta duração e trabalhar mais no alongamento e compensação das estruturas musculares envolvidas nas tarefas diárias”. (VERONEZI; BRANCO, 2007, p. 26).
Os resultados esperados com a implantação da ginástica laboral são:

Diminuição de acidentes de trabalho, diminuição das dores, diminuição dos afastamentos médicos, crescimento da produção, melhor saúde física. (CANET, 2001, p. 41 apud MOTA, et al, 2005 p. 38-43).

Além de utilizar conhecimentos da ergonomia associados com a Ginástica Laboral, serão utilizados dados antropométricos para a avaliação dos alunos. Baú (2002) define antropometria como a medição do tamanho e das proporções do corpo humano. As dimensões e proporções do corpo humano afetam a proporção dos objetos manuseados, a altura e a distância dos objetos que se tenta alcançar e as dimensões do mobiliário utilizados para sentar, trabalhar, comer e dormir.
Dul e Weerdmeester (2004) relatam que os projetistas devem lembrar sempre que existem diferenças individuais entre os usuários na hora de projetar máquinas e móveis. A altura de uma cadeira que seja adequada a um indivíduo médio, pode não se adequar a indivíduos mais altos ou mais baixos, portanto uma cadeira que pode se adaptar às diferenças desses usuários seria uma que tenha ajustes de altura.
Para a realização desta pesquisa foram levantados os seguintes problemas:
As queixas de dores relatadas pelos estudantes estão relacionadas às posturas inadequadas adotadas durante as aulas ou pelas atividades laborais desenvolvidas pelos estudantes ao longo do dia?
O mobiliário inadequado ajuda no agravamento das queixas de dores dos alunos?
A Ginástica Laboral ajuda a minimizar as queixas de desconforto relatadas pelos alunos?
Devido à existência de problemas nas condições ergonômicas das salas de aula de muitas escolas no país, tais como mobiliários inadequados ou até mesmo quebrados, buscamos com esta pesquisa demonstrar, de forma comparativa entre adolescentes e adultos, que vários problemas de saúde podem ser desencadeados por posições estáticas inadequadas, e que isso pode ser amenizado com ginástica laboral e um projeto ergonômico de adequação de mobiliário.

2 OBJETIVOS

Essa pesquisa teve como objetivo avaliar as condições ergonômicas das salas de aula de uma escola pública, abordando as possíveis patologias que poderiam ser causadas pela má postura.
Este trabalho também tem como objetivo implantar uma série de exercícios como prevenção de patologias causadas por postura incorreta e o planejamento de um projeto ergonômico de acordo com os dados antropométricos colhidos, visando melhorar a estética da sala, a saúde, bem-estar e satisfação dos alunos.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 TIPO DE ESTUDO

O tipo de estudo realizado é denominado estudo de caso, com abordagem quantitativa, com intuito de visualizar quais as maiores ocorrências relacionadas à postura. A metodologia quantitativa, modalidade estudo de caso, foi considerada mais adequada para realização do estudo, porque busca identificar os problemas que uma má condição ergonômica pode causar à postura, analisando várias pessoas, de diferentes idades.

3.2 LOCAL

O estudo foi realizado na escola Tsuya Ohno Kimura, na cidade de Bastos-SP. No período de 04/08/2007 a 16/10/2007. Com a autorização das diretoras desta escola, Sra. Luzia Yoshie Maruyama e Sra. Rosemer Deo de Oliveira.

3.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Foram utilizados critérios de inclusão onde todos alunos a serem pesquisados foram selecionados das duas salas de 1º colegiais noturno, onde uma sala é de alunos com idade entre 16 e 20 anos (1° E), e a outra é de supletivo com idade entre 25 a 45 anos (1° AS). Os participantes inclusos na pesquisa aceitaram participar da pesquisa voluntariamente, assinaram os termos de consentimento, num total de 68 alunos.

3.4 PROCEDIMENTOS

O estudo se dividiu em avaliação postural, intervenção fisioterapêutica e intervenção ergonômica.


Antes de qualquer intervenção fisioterapêutica foi aplicado um questionário aos alunos, para verificar as principais queixas relacionadas a dores, desmotivação, desconforto em aula, etc.
Na avaliação postural foi analisado qual o percentual de desvios da coluna, como escoliose, hipercifose, hiperlordose e também a ocorrência de dores, principalmente ao longo da coluna vertebral.
Na intervenção fisioterapêutica foi implantado exercícios laborais de pausa feitos na sala de aula e na quadra, duas vezes por semana, com duração de 15 minutos, no período de dois meses durante a atividade escolar, com finalidade de distensionar músculos, reduzir a fadiga muscular, prevenir contraturas, auxiliar no metabolismo e proporcionar motivação aos alunos.
Após período de dois meses de aplicação de ginástica os alunos foram questionados quanto à melhora do quadro álgico apresentado no início da pesquisa para comparação dos dados.

 

 

 


Na intervenção ergonômica, o objetivo foi adaptar as cadeiras de forma que melhorasse a postura dos alunos através dos resultados das análises de medidas antropométricas. De acordo com a NR17, o item 17.3.3(a) diz que os assentos devem ter altura ajustável à estatura do trabalhador (que neste caso é o aluno) e à natureza da função exercida.
A pesquisa usou a adaptação ergonômica da altura do assento da cadeira porque esse é um dos principais fatores que causam dores na coluna e desvios posturais, devido ao fato de haver vários alunos de diferentes estaturas, principalmente no 1º E, onde se encontra um índice elevado de adolescentes de alta estatura; também foi observado a existencia de cadeiras de diversas alturas entre as duas salas.
Contudo, sabermos que a Educação Pública não tem verba suficiente para equipar todas as salas de aula do Estado de São Paulo com cadeiras ergonomicamente ajustáveis, então pretendemos com esta pesquisa demonstrar que com cadeiras dentro dos padrões ergonômicos poderemos melhorar a qualidade da saúde dos alunos.

 

 

 


Para colocar as cadeiras nos padrões ergonômicos, verificou-se as medidas de todos os alunos partindo da fossa poplítea até o solo, onde encontrou-se a média e o desvio padrão das duas salas. Após a obtenção destes resultados foi realizada uma comparação com as medidas obtidas das cadeiras usadas em sala de aula.

4 RESULTADOS

A pesquisa foi realizada com 68 alunos de uma escola pública de Bastos – SP, onde inicialmente foi realizada uma avaliação postural em cada aluno e foi encontrado um índice de 73,5% de pessoas com alteração na coluna, sendo 44,1% com hipercifose, 22,05% com escoliose, 7,35% com hiperlordose. Também foi avaliado o índice de lombalgia e foi constatado um índice de 48% no 1º AS e 37,5% no 1º E.
Controle do percentil de alunos com desvios posturais e lombalgia


Em seguida foi elaborado um programa de Ginástica Laboral, aplicada duas vezes por semana, no intervalo entre as aulas, em um período de dois meses.
Antes da aplicação da ginástica laboral foi questionado aos alunos se apresentavam alguma queixa durante o período de aula, e todos os 68 alunos relataram que sim, onde as principais queixas foram: dores lombares, dores cervicais, estresse, desmotivação e cansaço. Após o término desses dois meses, a mesma pergunta foi novamente feita aos alunos e o resultado obtido foi de melhora na incidência de queixas, houve uma melhora de 84% no 1° E, e de 61% no 1° AS.
Os alunos relataram benefícios como: diminuição de dores, relaxamento muscular, maior disposição para atividades, alívio da tensão do dia, melhora do estresse, melhora do sono e alguns relatam que melhorou também a disposição para trabalhar, pois muitos alunos do período noturno trabalham durante o dia em granjas, indústrias, como pedreiros ou domésticas, etc.
Para a verificação da altura ideal das cadeiras, foram medidas as alturas da fossa poplítea ao solo dos alunos, onde foram verificadas as medidas de 68 alunos, e verificou-se a altura das cadeiras partindo do assento até o solo.
A tabela a seguir relaciona as alturas da fossa poplítea ao solo com número de alunos pesquisados e mostra como foi realizada a média dessa altura.


A partir desses dados foi feito a multiplicação do valor da altura de cada aluno em centímetros com o número de alunos que existe com cada medida. Depois os valores encontrados foram somados e o resultado obtido foi de 2935, que foi dividido por 68 que é o número total de alunos para encontrar a média, que foi de 44,603 cm.
Após encontrar o valor da média, calculou-se o desvio padrão através do Windows Microsoft Excel. O resultado encontrado foi de desvio padrão de 3,78, assim, valores entre 48,383 cm e 40,828cm ainda seriam adequados para as cadeiras.
De acordo com a média obtida dos alunos, as cadeiras ideais teriam altura de 44 cm, porém observou-se que há poucas cadeiras com essa medida, assim, podemos concluir que um dos fatores que podem contribuir para as causas das dores e das alterações na coluna vertebral pode ser o mobiliário inadequado, lembrando também que os alunos passam em média quatro horas por dia em posição estática durante a aula.
A tabela a seguir demonstra o número de cadeiras distribuídas entre as duas salas e as alturas do assento ao solo.


Com isso, foi observado que a maioria dos alunos utilizam cadeiras menores do que a adequada para a média de altura dos alunos, assim acarretando posturas inadequadas.

5 DISCUSSÃO

A pesquisa mostrou que as carteiras podem influenciar na postura dos alunos causando desvios posturais. Desse modo, Barbosa, Vidal e Tambellini (2006), também confirmam que as posturas adotadas pelos estudantes em sala de aula são influenciadas por elementos como mobiliário, sucesso acadêmico, faixa etária, capacidade física, meios de transporte para a escola, carga da mochila, atividades em sala de aula e também atividades de lazer. Assim, Silva e Salate (2007) contribuem dizendo que algumas condições desfavoráveis podem alterar o estado de equilíbrio natural do indivíduo, devido a compensações que realiza, podendo gerar sintomas como dor, parestesia, fraqueza, tremores, falta de coordenação, fadiga, entre outros, que pode evoluir de sensação de desconforto e dor para incapacidade laborativa.
Coury (1995) diz que quando o indivíduo está em pé a curvatura lombar é um arco voltado para trás, já na postura sentada essa curvatura torna-se menos acentuada ou até mesmo chega a curvar-se para frente. Conseqüentemente, a parte anterior do disco é achatada e a posterior esticada. Com isso, a pressão dentro do disco intervertebral aumenta em aproximadamente 35%, por isso quanto mais fechado o ângulo entre o tronco e as coxas, maior será a pressão no disco intervertebral. Para manter um ângulo adequado entre a coluna e as pernas, esse ângulo deve ser aproximadamente de 100 graus, também é necessário ter um bom ângulo entre o encosto da cadeira e o assento, pois quando o ângulo entre a cadeira e o assento é pequeno ocorre desconforto na coluna. Para diminuir esse desconforto, a tendência é escorregar as nádegas anteriormente, arredondando a coluna lombar, fazendo com que haja uma duplicação da sobrecarga na coluna.
Para manter uma boa postura Dul e Weerdmeester (2004), dizem que as articulações devem ser mantidas em posição neutra tanto quanto for possível, pois nesta posição os músculos e ligamentos ficam menos tensionados, podendo assim liberar sua força máxima.
Algumas posturas que os alunos realizam em sala de aula devem ser evitadas, segundo Dul e Weerdmeester (2004), curvar-se para frente por períodos prolongados, porque quando o tronco inclina-se para frente, ocorre contração dos músculos e dos ligamentos das costas para manter essa posição, causando maior tensão na parte inferior do tronco, acarretando dores; inclinar a cabeça mais de 30 graus, porque os músculos do pescoço são tensionados para manter essa postura, causando dores na nuca e ombros; torções de tronco que podem causar tensões nas vértebras.
Ainda sobre a postura estática, Gunnar et al. apud Barbosa, Vidal e Tambellini (2006), afirmam que a postura sentada adotada pela pessoa não depende apenas do mobiliário, mas do hábito postural adquirido e da atividade desenvolvida no momento. Inicialmente a postura sentada tem vantagem sobre a postura em pé devido ao desgaste energético, do menor esforço imposto ao sistema circulatório, porém necessita de um reajuste postural diferente, podendo interferir na estrutura do corpo humano se ocorrer por longos períodos ou condições inadequadas.
Para McGil, Hughson e Parks (2000) apud Barbosa, Vidal e Tambellini (2006), a manutenção da postura sentada acarreta fadiga muscular causada pela diminuição do fluxo sanguíneo no músculo eretor da espinha que fica em contração isométrica para manter a postura sentada.
Seguindo este raciocínio Coury (1995), afirma que os movimentos das pernas diminuem muito na posição sentada, e também vai ocorrer de forma contínua uma pressão das nádegas e coxas sobre o assento da cadeira. Esses dois fatores juntos promovem redução da circulação local e diminuição do retorno do sangue para o coração; depois de um tempo ocorre também a diminuição da temperatura nas pernas, causando sensação de formigamento, dormência, dor e inchaço, preferencialmente nos pés, tornozelos e pernas.
Levando em consideração que os alunos passam em média quatro horas por dia na posição sentada nas salas de aula, Coury (1995) relata que alguns estudos confirmam que indivíduos que não tenham nenhum problema circulatório, que trabalham oito horas por dia em condições relativamente adequadas, ou seja, realizando intervalos para café, para o almoço, utilizando mobília confortável e em temperatura agradável; chegam ao final do expediente de trabalho com um aumento de 5 a 7% no volume total das pernas. Dessa forma, qualquer pessoa que permaneça horas em posição sentada fica propensa a adquirir problemas circulatórios periféricos, como varizes, ao longo do tempo.
Já para Lida (2005) a postura sentada tem consumo de energia maior que a posição horizontal em 3 a 10%. A postura levemente inclinada para frente é menos fatigante que a ereta e o assento deve permitir freqüentes mudanças de postura.
Lida (2005) ainda relata que a postura sentada também pode provocar inclinação da cabeça para frente em casos, como por exemplo, quando o assento é muito alto, a mesa muito baixa, a cadeira está longe da mesa, o objeto de visão está distante etc. Essa postura vai provocar fadiga dos músculos do pescoço e do ombro, porque a cabeça tem um certo peso.
No intuito de minimizar os desconfortos da postura sentada foi implantado um programa de ginástica laboral, realizado duas vezes por semana, durante dois meses para beneficiar os alunos na realização de suas atividades na escola e na vida diária, como Lampert (2005) também afirma que o objetivo da ginástica laboral é compensar estruturas mais utilizadas e ativar as que são menos requeridas relaxando-as e tonificando-as, visando melhorar a flexibilidade, mobilidade articular, diminuir a fadiga, e melhorar a postura indivíduo diante de sua tarefa.
Para Deliberato et al (2002) apud Barbosa e Jóia (2007), a Ginástica Laboral é a combinação de algumas atividades físicas que tem como característica comum, melhorar sob o aspecto fisiológico, a condição física do indivíduo no trabalho; empregando exercícios de fácil execução que são realizados no próprio local de trabalho.
Coury (1995) contribui dizendo que quando se movimenta as pernas através de exercícios ou até mesmo fazendo rápidas caminhadas, pode ocorrer diminuição de mais de 50% dos desconfortos circulatórios que a postura sentada pode acarretar nos indivíduos. Por isso, os intervalos ou pausas durante as atividades são essenciais para a redução dos efeitos da baixa movimentação de certas regiões do corpo como cabeça, pescoço e pernas e, também para reduzir o efeito do trabalho repetitivo. Essas pausas podem ser passivas, quando o indivíduo permanece parado, apenas descansando, ou ativas, quando o indivíduo faz exercícios leves ou pequenas caminhadas no próprio local de trabalho. O que também é considerado importante como alternativa para diminuir os efeitos do trabalho sedentário é a variação ou alternância do trabalho sedendário.
Ainda sobre os intervalos, Coury (1995) diz que apesar desses intervalos terem que ser maleáveis para não atrapalhar as atividades do trabalho, eles não devem ser deixados de lado para evitar a fadiga.
Segundo Coury (1995), as pausas também são necessárias para indivíduos que não realizam tarefas repetitivas, mas que permaneçam sentados por várias horas, como é o caso dos estudantes que participaram dessa pesquisa. Nesse caso não há restrições, podendo ser feito um breve intervalo, uma caminhada rápida pela sala ou realizar alguns exercícios, são alternativas importantes para diminuir os efeitos nocivos a saúde provenientes da postura sentada.
Coury (1995) ainda diz que a alternância de atividades coloca em ação músculos diferentes, variando a sobrecarga nas várias partes do corpo e favorecendo a circulação sanguínea. Isso pode ser feito apenas evitando realizar uma única atividade por muito tempo, porém se isso não for possível, o correto é a realização de intervalos regulares e exercícios para compensar os efeitos da postura sentada por longos períodos. Os exercícios devem ser realizados de forma que pelo menos os mais específicos para a região em que se sente desconforto sejam feitos. Agora se houver disponibilidade, vários exercícios devem ser feitos como forma de prevenção de desconfortos posturais de maneira geral. É aconselhável fazer poucos exercícios todos os dias, durante os intervalos de descanso, do que fazer longos períodos de exercícios somente de vez em quando.
Com isso, ainda observa-se melhora tanto do ponto de vista mental quanto físico, aumentando a concentração, tranqüilidade e diminuindo o cansaço.
As análises de Andrade e Couto (2006) mostram que há necessidade de diversificar as sessões de ginástica laboral para que os indivíduos não vivenciem a mesma rotina experimentada em suas tarefas; e também fazer dinâmicas de grupo, são importantes para melhorar o relacionamento interpessoal e relacionamento geral promovido pela liberação de betaendorfinas pela glândula hipófise.
De acordo com as pesquisas de Lampert (2005), toda postura inadequada pode provocar dores relacionadas ao posto de trabalho, por isso, o ambiente deve ser adaptado às particularidades do indivíduo com o objetivo de aliviar o trabalho monótono.
Por isso, foi elaborado o programa de ginástica laboral juntamente com o projeto ergonômico, para prevenir dores e adaptar o ambiente aos estudantes. Desse modo, Silva e Salate (2007), dizem que a ginástica laboral contribui com a ergonomia a partir do momento que faz parte do processo ergonômico e reduz dores, fadiga, monotonia, estresse e doenças ocupacionais. A ginástica laboral é uma atividade física realizada no local de trabalho de forma voluntária e coletiva, como forma de prevenção e promoção da saúde.
Militão (2001) apud Silva e Salate (2007), ainda nos dizem que a ginástica laboral promove mudanças nos fatores psicológicos dos indivíduos que ficam mais dispostos, animados e até dormem melhor.
Com essa finalidade diversas empresas, escolas e companhias utilizam-se da ergonomia, que segundo Hofstader (2001), é a ciência do trabalho que tem como propósito adequar móveis ou adaptar para que pessoas em geral, de diferentes estaturas, tipos físicos, possam utilizar o mesmo material, bastando para isso, que se faça algumas regulagens.
Nesse contexto Klir (2001), afirma que a primeira finalidade da ação ergonômica é transformar o trabalho, de forma que contribua para situações onde a atividade exercida não altere a saúde do indivíduo, e que possam exercer suas competências de forma individual e coletiva com possibilidade de valorizar suas capacidades. A ação ergonômica também deve contribuir para os objetivos econômicos da empresa, em função dos investimentos realizados ou futuros.
Com isso Lida (2005), diz que a ergonomia deve ser aplicada desde as etapas inicias da projeção de um ambiente ou local de trabalho, porem às vezes é necessário adotar soluções de compromisso, fazendo o que é possível, dentro das restrições, que geralmente são de nível econômico, mesmo que não seja o ideal.
Segundo o que diz a Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO), existem três domínios de especialização de ergonomia, que são: ergonomia física, ergonomia cognitiva e ergonomia organizacional. O presente estudo abordou a ergonomia física, que está relacionada à anatomia humana, fisiologia, antropometria e a biomecânica em relação à atividade exercida. Isso inclui o estudo da postura no trabalho, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios músculo-esqueléticos e projeto do posto de trabalho (no caso a sala de aula) visando a segurança e a saúde.
Sabe-se que muitas situações de trabalho e da vida cotidiana são prejudiciais à saúde. Dul e Weerdmeester (2004), relatam que doenças músculo-esqueléticas como dores nas costas e doenças psicológicas como estresse formam uma das principais causas de incapacitação ao trabalho, e podem ser atribuídas ao uso incorreto de equipamentos e ao mau projeto. A ergonomia pode ser útil para diminuir esses problemas na prevenção de erros e melhorando o desempenho.
Para essa prevenção e diminuição de problemas também foi usado medidas antropométricas. Lida (2005) define antropometria como medidas físicas do corpo humano. Nas aplicações dessas medidas, às vezes é necessário combinar medidas mínimas e máximas de uma população, e como a maioria das medidas dos homens são maiores que a das mulheres, o máximo é representado pelo percentil 95% dos homens, e o mínimo pelo percentil 5% das mulheres.
Nessa pesquisa foi usado o valor da média da população, onde Lida (2005) relata que normalmente essa média é aplicada em produtos de uso coletivo. Isso não significa que seja ótimo para todas as pessoas, mas coletivamente causa menos desconfortos.
A medida utilizada na pesquisa foi da fossa poplítea ao solo, que segundo Lida (2005), é a dimensão antropométrica crítica para o assento, pois irá determinar a sua altura. Os assentos maiores ou menores à altura poplítea não permitem apoio firme das tuberosidades isquiáticas, podendo provocar pressões na parte inferior das coxas, que não são anatômica e fisiologicamente adequadas para suportar o peso do corpo.
Em relação aos assentos muito altos, Coury (1995) diz que quando isso ocorre, toda a coxa fica apoiada no assento de forma enérgica, inclusive a parte próxima aos joelhos, enquanto os pés ficarão parcial ou totalmente pendentes. Essa compressão da coxa próxima aos joelhos diminui ainda mais a circulação sanguínea, pois superficialmente nessa região é que passam os vasos sanguíneos e nervos.
Por outro lado, quando o assento está muito baixo, grande parte do peso do corpo irá se apoiar sobre uma pequena região das nádegas, causando dor no local e, ainda provoca uma diminuição do ângulo interno do joelho, diminuindo a circulação e causando dor também nessa região.
Sobre isso, Dul e Weerdmeester (2004) relatam que a altura do assento pode ser considerada adequada quando a coxa está bem apoiada no assento, sem esmagamento da parte inferior e os pés se apóiam no chão. A postura com os pés em balanço é mais cansativa, como ocorre em cadeiras escolares onde há grande diferença entre as medidas dos alunos.
Ainda sobre os assentos Coury (1995) observa que o corpo precisa ter liberdade de movimentos, porém também precisa de estabilidade para que seja possível a concentração para realizar o trabalho, e para isso é necessário um bom assento. Para proporcionar estabilidade, o assento não deve ser escorregadio e deve ter uma ligeira inclinação para trás. Para proporcionar conforto e liberdade, não pode ser muito duro ou muito macio, deve ceder aproximadamente 2 cm ao sentar e que seja forrado com algum tipo de material que permita boa ventilação.
Uma das providências para ajustar os assentos segundo Coury (1995), é sentar-se com os pés apoiados no chão, coxas e joelhos flexionados em ângulo reto, e medir a distância entre o chão e a parte de trás do joelho. Depois deve somar essa medida a 3 cm, se a pessoa estiver de sapatos, e essa será a altura adequada para o assento. Se essa medida for um pouco maior ou um pouco menor não fará diferença, no entanto não deve se afastar muito da medida obtida, devido a isso, na pesquisa foi encontrado o desvio padrão, que é um valor limite, seja para valor maior ou menor que a média.
Há algumas providências alternativas para ajustar a altura dos assentos que não são ajustáveis. De acordo com Coury (1995), quando o assento for muito baixo, pode ser usada uma almofada firme sobre ele, desde que o encosto continue promovendo apoio suficiente para a coluna. Quando o assento for muito alto, é muito importante usar um apoio para os pés, porém não devem ser usados apoios como a própria estrutura da cadeira, porque diminuem a movimentação natural das pernas; o apoio deve ter condições de movimento e apoiar os pés de forma confortável, para isso deve estar ajustado ao assento, isto é, deve ter como altura a diferença entre a altura ideal e a altura real do assento.
Devido às diferenças individuais, o assento deveria ter uma altura regulável entre o mínimo de 31,1cm (5% das mulheres) até o máximo de 48cm (95% dos homens), pelas medidas tabeladas.

A tabela a seguir mostra as medidas antropométricas em cm.


As dimensões da tabela se referem a homens e mulheres sem roupas e sem sapatos. Para pessoas vestidas é preciso acrescentar o volume e o peso das roupas, e os sapatos podem acrescentar de 3 a 5 cm.

6 CONCLUSÃO

Com esta pesquisa concluiu-se que há um índice elevado de alunos com desvios posturais e também com dores lombares, onde o maior índice se encontra na sala do colegial supletivo, onde há alunos com idades mais elevadas que o colegial normal, onde são adolescentes.
Com a ginástica laboral implantada num período de dois meses, duas vezes por semana, entre as aulas, notou-se grande melhora de dores e até mesmo melhorou a motivação e o estresse dos alunos.
Também observou-se que as duas salas de aula não possuem mobiliário ergonomicamente adequados, sendo que existem carteiras não padronizadas de acordo com a altura dos alunos, e isso provoca dores e problemas posturais.
Sugere-se que sejam implantados no início de cada aula atividades físicas, tais como, alongamentos e atividades dinâmicas, juntamente com adequação e/ou adaptação do mobiliário para os alunos para melhorar a condição de saúde dos mesmos.

Referências

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APÊNDICE A
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Eu, __________________________________________________, Portador do RG____________, Residente a rua ______________________________, Diretor responsável pela seguinte Instituição _____________________________________________, situado a rua________________________________, autorizo a as alunas abaixo citadas realizem nesta instituição, o projeto de pesquisa “Intervenção fisioterapêutica na escola relacionado à postura ”, que consistirá na realização de uma avaliação antropométrica e adequação ergonômica nas salas de aula acompanhada de ginástica laboral, e ao final deste, analise dos resultados. Declaro ter sido informado e estar devidamente esclarecido sobre os objetivos e intenções deste estudo, sobre as técnicas (procedimentos) a que os alunos serão submetidos, sob a orientação da fisioterapeuta Geórgia Jully Shida portadora do RG 27.296.535-2 , residente a rua Guaranis 595, Tupã SP , telefone 14 3491 3813 . Recebi garantias de total sigilo e de obter esclarecimentos sempre que desejar. Concordo que minha instituição participe do projeto de pesquisa e sei que posso retirar o meu consentimento a qualquer momento sem nenhum prejuízo ou perda de qualquer beneficio

______________________________ ___________________________.
Assinatura do Responsável Assinatura da Testemunha.

Pesquisadores responsáveis

Nós, Rosana Olimpio da Silva, e Daniele Machado de Oliveira, responsáveis pelo projeto de pesquisa “Intervenção fisioterapêutica na escola relacionado a postura”, declaramos que obtivemos espontaneamente o consentimento legal do sujeito da pesquisa para realizar esse estudo.

Nome: ___________________________________________
Endereço:_________________________________________
Telefone:_________________________________________
Data:_____________________________________________

Nome: ___________________________________________
Endereço:_________________________________________
Telefone:_________________________________________
Data:_____________________________________________

Bastos,____de____________de_______.
APÊNDICE B
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Eu, __________________________________________________, Portador do RG____________, Residente a rua _____________________________, do Sexo_____________, _______anos, Aceito participar do projeto de pesquisa“Intervenção fisioterapêutica na escola relacionado à postura ”, que consistirá na realização de uma avaliação antropométrica e adequação ergonômica nas salas de aula acompanhada de ginástica laboral, e ao final deste, analise dos resultados. Declaro ter sido informado e estar devidamente esclarecido sobre os objetivos e intenções deste estudo, sobre as técnicas (procedimentos) a que os alunos serão submetidos, sob a orientação da fisioterapeuta Geórgia Jully Shida portadora do RG 27.296.535-2 , residente a rua Guaranis 595, Tupã SP , telefone 14 3491 3813 . Recebi garantias de total sigilo e de obter esclarecimentos sempre que desejar. Concordo que minha instituição participe do projeto de pesquisa e sei que posso retirar o meu consentimento a qualquer momento sem nenhum prejuízo ou perda de qualquer beneficio

______________________________ ___________________________.
Assinatura do Sujeito da pesquisa Assinatura da Testemunha.

Pesquisadores responsáveis

Nós, Rosana Olimpio da Silva, e Daniele Machado de Oliveira, responsáveis pelo projeto de pesquisa “Intervenção fisioterapêutica na escola relacionado à postura”, declaramos que obtivemos espontaneamente o consentimento legal do sujeito da pesquisa para realizar esse estudo.

______________________________ ___________________________
Assinatura do aluno pesquisador Assinatura do aluno pesquisador.

_________________________
Assinatura do orientador

Bastos,____de____________de_______

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