Inovação auxilia reabilitação rápida de pacientes graves no HGE

Treinamento físico em pacientes de UTI reduz tempo de internação.

Estudos demonstram que até 60% da fraqueza muscular adquirida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está relacionada ao tempo de internação. Estes índices podem ser diminuídos com uma terapia de treinamento físico. No Hospital Geral Estado (HGE), a técnica é utilizada pelos profissionais de fisioterapia nos pacientes internados na UTI.

De acordo com Caio Veloso, fisioterapeuta da UTI do HGE, a mobilização precoce, como é chamada a terapia, beneficia a funcionalidade e a redução do tempo de permanência desses pacientes nas unidades de internação e terapia intensiva.

“A terapia traz benefícios físicos e psicológicos aos pacientes, evitando os riscos da hospitalização prolongada, reduzindo a incidência de complicações pulmonares, acelerando a recuperação e diminuindo a duração da ventilação mecânica”, contou o fisioterapeuta.

Segundo o especialista, as atividades de mobilização começam imediatamente após a estabilização das alterações fisiológicas importantes, e não apenas após a liberação da ventilação mecânica ou alta da UTI. “Ela inclui atividades terapêuticas progressivas, tais como exercícios de mobilidade no leito, sentado na beira do leito, em ortostase, transferência para uma poltrona e deambulação. O treinamento físico em uma UTI é uma extensão lógica da reabilitação e demonstra ser um componente essencial dos cuidados críticos”, contou o fisioterapeuta.

Treinamento reduz tempo de internação
Treinamento reduz tempo de internação

 

Para a médica intensivista Liz Pinto, este olhar precoce na mobilização do paciente que está em unidade de terapia intensiva, reflete o cuidado tanto na parte científica quanto humanizada deste momento difícil para todo paciente. “A mobilização precoce na UTI pretende manter ou aumentar a força muscular e a função física do paciente. O repouso no leito, no passado, era frequentemente prescrito, pois se acreditava que era benéfico para a estabilização clínica do paciente crítico. No entanto, atualmente, sabe-se que a imobilidade pode influenciar na recuperação de doenças críticas, devido às alterações sistêmicas associadas a ela, como doença tromboembólica, úlceras de pressão, contraturas, alteração das fibras musculares de contração lenta para contração rápida, atrofia e fraqueza muscular e esquelética, entre outras”, afirmou a médica.

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