Infecção urinária atinge mais da metade das mulheres

São Paulo, novembro de 2014 – Mais da metade das mulheres terá infecção urinária durante a vida. A cistite, como também é conhecida, é uma das queixas mais frequentes em prontos-socorros e consultórios de ginecologia e urologia. Dentro deste universo, estima-se que cerca de 5% das mulheres em idade adulta apresentem a doença de maneira recorrente, ou seja, mais de três vezes ao ano. O mais importante é que a cistite seja identificada e tratada rapidamente. Grande parte das mulheres que já teve essa doença consegue reconhecê-la quando ocorre um novo episódio.

“As mulheres têm capacidade de distinguir se estão ou não com cistite. Os sintomas são dor ou ardor ao urinar, pressão ou cólica no baixo abdome, vontade de urinar com frequência e urina turva ou com sangue”, pontua a Dra. Patricia de Rossi, médica ginecologista e obstetra do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo. A cistite provoca desconforto intenso e precisa ser tratada logo para que a paciente volte às suas atividades cotidianas.

Quem é a vilã da história – Conheça as causas

A doença é geralmente causada pela bactéria Escherichia coli, encontrada comumente no intestino. O problema é quando essa bactéria atinge o trato urinário e causa infecção e inflamação. Mulheres que retardam a micção ou que não conseguem esvaziar totalmente a bexiga têm maior risco de desenvolver a cistite devido ao resíduo de urina no órgão.

Outra possível causa é por conta do ato sexual, em que essas bactérias podem ser levadas do períneo para a uretra e resultar, posteriormente, na infecção. “Esse é um dos motivos, aliás, pelo qual algumas mulheres acreditam que seus parceiros não sejam higiênicos, uma vez que as dores típicas da cistite podem se manifestar pouco tempo depois do ato”, lembra a médica. Estima-se que até 85% dos casos de cistite se manifestem após a atividade sexual.

Há ainda uma possível pré-disposição genética. “Filhas de mães com cistite recorrente provavelmente terão o mesmo problema”. Segundo a médica, a incidência da doença aumenta em até 2% por década e algumas pacientes podem apresentá-la poucas vezes ou até uma única vez ao longo da vida, enquanto em outras, a cistite será um evento recorrente.

Tratamento eficaz

“Apenas o tratamento com o antibiótico adequado e pelo período correto estipulado pelo médico poderá solucionar ou diminuir consideravelmente a manifestação da doença”, esclarece a Dra. Patricia. É de grande importância que o período estipulado para o tratamento seja levado até o fim, mesmo que as dores cessem após algum tempo dele ter iniciado. “O que observo é que quanto mais longo for o tratamento mais as mulheres desistem. Quando seguido de forma correta, a terapia pode diminuir de forma considerável a crises decorrentes”, aponta a médica. “É útil se hidratar e ir ao banheiro quando tiver vontade, além de urinar após a relação sexual”, aconselha.

Sobre o Zambon do Brasil

Com mais de 200 colaboradores, a unidade brasileira do Zambon, localizada em São Paulo, é a quarta maior do grupo e referência para as demais subsidiárias. As três principais áreas de atuação do laboratório são: saúde feminina, dor e inflamação e respiratória. Em seu portfólio, o Zambon do Brasil possui uma linha de produtos com mais de 30 apresentações, entre eles medicamentos como Fluimucil® (acetilcisteína), Monuril® (fosfomicina trometamol) e Spidufen® (ibuprofeno arginina).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.