INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES CLIMATÉRICAS

Tavares, D.I.2; Rozzo, L.L.2; Vendrusculo, A.P.3; Braz, M.M.3
1 Trabalho de Iniciação científica.
2 Acadêmico do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Rio Grande do Sul, Brasil
3 Professor do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Rio Grande do Sul, Brasil
Email:deiseiop@hotmail.com

RESUMO
A Incontinência Urinária é definida como a saída involuntária da urina em horas e locais inadequados e anti-sociais, levando ao isolamento, a perda da auto-estima e má-saúde. A Fisioterapia possui recursos para desenvolver a força, a contratilidade, a resistência muscular, contribuindo para o tratamento da incontinência urinária. Desta forma, este trabalho visa analisar a incidência de Incontinência Urinária no Grupo de Fisioterapia com Mulheres da Igreja Santa Maria Goretti no Bairro Prado em Santa Maria, RS. A Amostra foi constituída por 12 mulheres do Grupo Analisando a incidência de mulheres incontinentes no Grupo de Fisioterapia, os pesquisadores tiveram como resultado 25% mulheres com incontinência, sendo todas elas desencadeadas por esforços. Verificou-se que 100% das mulheres entrevistadas estavam na menopausa e tinham uma incidência muito grande de partos, o que pode contribuir para o aparecimento da incontinência urinária.

PALAVRAS-CHAVE: Fisioterapia – Incontinência Urinária.

KEY-WORDS: Physical therapy – Urinary incontinence

ABSTRACT
Urinary incontinence is defined as the involuntary exit of piss in inadequate hours and antisocial places, leading to isolation, loss of auto-esteem and harm-health. Physical Therapy possesses resources to develop force, contractility, muscular resistance, contributing to the treatment of the urinary incontinence. This work aims at to analyze the incidence of urinary Incontinence in a Physical Therapy Group with Women of the Church Santa Maria Goretti in Saint Maria, RS. The sample was constituted by 12 women of the Group. Having analyzed the incidence of incontinent women, the researchers had result that 25% women with incontinence, being all they unchained by efforts. It was verified that 100% of the interviewed women were in the menopause and they had a great incidence of childbirths, what can contribute for the appearance of the urinary incontinence.

1 INTRODUÇÃO

Conforme Polden e Mantle (2002), a Incontinência Urinária é definida como a saída involuntária da urina em horas e locais inadequados e anti-sociais. Aplica-se somente após a primeira infância e está ligada a uma causa específica.
Grosse e Sengler (2002) citam que a qualidade da continência e da micção decorre de um equilíbrio entre as forças de expulsão e forças de retenção. As perdas urinárias ocorrem quando as forças de expulsão superam as forças de retenção.
Na mulher, as forças de retenção são vulneráveis, frágeis. Uretra curta, assoalho pélvico submetido aos traumatismos obstétricos, idade, a menopausa com suas modificações hormonais, são fatores que contribuem para a diminuição progressiva dessas forças de retenção.
Existem duas forças de expulsão: a primeira é a hiperpressão abdominal que ocorre em ocasiões como a tosse, o riso, o espirro, o transporte de cargas, a marcha, o esporte e qualquer esforço que aumente a pressão abdominal. A segunda força de expulsão é a contração vesical, que é sempre acompanhada de um relaxamento esfincteriano.
Conforme Thomson, Skinner e Piercy (2002) as causas para a IU são: superestiramento ou dano nos músculos do assoalho pélvico e fáscia durante o parto, levando à inibição do tono muscular, que diminui a função; perda da elasticidade da musculatura devido a alterações hormonais após a menopausa; atrofia dos músculos do assoalho pélvico nos idosos de vida sedentária.
Baracho (2002) define Incontinência Urinária de esforços como uma perda involuntária de urina via uretral que ocorre durante esforços físicos quando o aumento da pressão intravesical supera a pressão, na ausência de contração do detrusor.
Instabilidade vesical, conforme Baracho (2002) é uma disfunção do motor vesical que apresenta contrações não inibidas, prematuras, durante a fase de enchimento. Trata-se de uma alteração dos mecanismos inibidores reflexos e voluntários.
Justifica-se este trabalho a fim de esclarecer o que é Incontinência Urinária, já que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) os problemas urinários chegam a atingir 10% da população de um país.
Conforme Polden e Mantle (2002), a Incontinência Urinária é humilhante, aflitiva, degradante e cara. O odor e o dano que ela causa vai de encontro a uma integração social adequada e, especialmente nos idosos, pode mesmo resultar no afastamento das pessoas e no recebimento de cuidado insuficiente por parte de atendentes mal informados ou antipáticos. Ela leva ao isolamento, a perda da auto-estima e má-saúde.
Grosse e Sengler (2002) citam que, no campo do reforço muscular, a Fisioterapia possui recursos para desenvolver a força, a contratilidade, a resistência de um músculo. Para a força, o treinamento precisa utilizar as resistências que sejam as mais próximas possíveis da força máxima voluntária do músculo. Os tempos de contração são, então, curtos, e os de recuperações, longos; as séries são breves e pouco numerosas. A contratilidade, capacidade de reproduzir uma contração de força satisfatória, é trabalhada com contrações submáximas. O tempo de trabalho é, então, igual ao de repouso. As séries são numerosas e repetidas. A resistência é a capacidade de manter a contração de força satisfatória por um tempo prolongado. Ela é trabalhada por tempos de contrações longos e com uma resistência correspondente a três quartos da força máxima.
Desta forma, este trabalho visa analisar a incidência de Incontinência Urinária no Grupo de Fisioterapia com Mulheres da Igreja Santa Maria Goretti no Bairro Prado em Santa Maria, RS.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

Foi realizada uma pesquisa quantitativa do tipo descritiva com objetivo de analisar a incidência de Incontinência Urinária no Grupo de Fisioterapia com mulheres da Igreja Santa Maria Goretti no Bairro Prado em Santa Maria, RS.
A População foi constituída por mulheres do Grupo de Fisioterapia da Igreja Santa Maria Goretti. Esse grupo é formado por mulheres e homens entre 52 e 75 anos, onde os acadêmicos do 5º semestre participam aferindo pressão, fazendo alongamentos, dinâmicas e relaxamentos.
A Amostra foi constituída por 12 mulheres do Grupo de Fisioterapia da Igreja Santa Maria Goretti com faixa etária de 52 a 73 anos, todas elas menopausadas.
A Coleta de dados foi realizada no período de 31/05/2007 a 04/06/2007 através de uma Ficha de Avaliação (adaptada de PIVETTA, 2005) aplicada pelos pesquisadores, constituída por dados pessoais, antecedentes familiares, patologias, investigação ginecológica, obstétricas e anorretais, cirurgias, hábitos urinários e exame da incontinência.

3 ANÁLISE DOS DADOS

Nesta pesquisa foram investigadas 12 mulheres no período da menopausa. Destas, 3 (25%) referiam apresentar perda urinária. Borges et al (1999) citam que a prevalência da IU no idoso varia de 8 a 34%. O tempo de menopausa variou de 28 anos a 1 mês. Dessas mulheres menopausadas, 33,3% fizeram tratamento com Hormônios.
Rubinstein (2000) cita que é bem conhecida a correlação entre a diminuição dos níveis séricos de estrógenos com os sinais de atrofia urogenital, que por sua vez parece influenciar o aparecimento de incontinência urinária. Mas como existe uma clara relação entre o aumento da prevalência da incontinência urinária com a idade, fica difícil estabelecer se a maior prevalência é decorrente da diminuição estrogênica da menopausa ou apenas parte do processo de envelhecimento.
A influência da menopausa foi analisada por Milson et al apud Rubinstein (1993), entre mulheres de 46 a 56 anos que não faziam reposição hormonal. Quando comparadas no geral, apresentavam a mesma prevalência de incontinência urinária (12,1%). Entre as 1.142 mulheres com 56 anos, apenas 54 eram pré-menopáusicas, comparadas com 1.257 de 1.416 mulheres com 46 anos. Na avaliação desses autores não houve diferença significativa entre o aumento da prevalência de incontinência urinária e a menopausa.
Em relação aos Antecedentes, têm-se 8,3% com prolapsos genitais, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS) essa taxa pode atingir até 10% da população de um país. Rubinstein (2000) relata que a associação entre IU e prolapso vaginal tem sido reconhecida há muitos anos. Recentemente, ficou bem estabelecida a relevância da correção dos defeitos de parede vaginal, tais como: cistocele, retocele e enterocele, no momento da cirurgia da incontinência urinária. Por exemplo, uma falha de diagnóstico e tratamento de cistocele, no momento da realização de suspensão do colo vesical, pode levar à ocorrência de obstrução ao fluxo, enquanto a correção isolada da cistocele pode exacerbar a incontinência urinária.
No critério Patologias sistêmicas, têm-se 25% dos entrevistados com Diabetes. Conforme o DataSUS (2006), em Indicadores e Dados Básicos, 2006, a incidência é de 7,6% de Diabetes na população com faixa etária entre 30 e 69 anos.
Baracho (2002) cita que a Diabetes junto com traumas e esclerose múltipla podem ser responsáveis por bexiga paralítica motora neurogênica, o que pode resultar em IU. Marinho et al (2006), descreve que o diabetes mellitus provoca uma neuropatia periférica e também uma vasculopatia periférica que vão contribuir para o aparecimento de sintomas urinários na população geral, sendo que os principais sintomas associados ao diabetes são sintomas irritativos, principalmente a polaciúria, urgência miccional e enurese noturna.
Com Obesidade, têm-se 8,3% das mulheres pesquisadas. Conforme Fernandes et al (2005), no Brasil, 35% da população apresenta índice de massa corpórea (IMC) maior que 25 (kg/m2) e 12,5% são mulheres com IMC maior de 30 (kg/m2). Marinho et al (2006), citam que as mulheres obesas são 4,2 vezes mais afetadas por IU do que mulheres com índice de massa corporal (IMC) normal. Rubinstein (2000) descreve também a obesidade como um possível fator de risco para a perda urinária.
Com Bronquite, 8,3% das mulheres pesquisadas relataram ter. Conforme Rubinstein (2000), a presença de doença respiratória crônica tem sido implicada por favorecer o aparecimento de incontinência urinária, já que mulheres incontinentes relatam tosse e espirro mais freqüentemente que as continentes. Isso pode significar apenas uma maior atenção a esses sinais, já que trazem, quase sempre, um desagradável desconforto social.
A Hérnia acomete 8,3% da população estudada. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2005), aproximadamente 5,4 milhões de pessoas sofrem de hérnia no Brasil, o que corresponde a 3%.
A Depressão é uma das que mais acomete as mulheres entrevistadas (50%). Borges et al (1999), relatam que a depressão e a ansiedade podem levar à disfunção miccional e à incontinência urinária. Os estados de delírio, ao contrário da demência, levam o paciente à confusão mental por períodos que variam de horas a dias. O delírio pode ser causado por medicações ou injúrias agudas ao organismo. Muitas doenças podem se apresentar de maneira atípica nos idosos. Se o paciente entrar em estado de confusão mental, muitas vezes a incontinência urinária é a primeira alteração a ser notada.
Com Hepatite teve 8,3% sendo do tipo C. Foram notificados, conforme Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN no período de 2001 a 2005 no DataSUS (2005), 13261 casos sendo 2155 casos só no Rio Grande do Sul.
Com AIDS, tivemos 0% das mulheres entrevistadas. Conforme o DataSUS (2006), em Indicadores e Dados Básicos, 2006, a incidência é de 15,05% com 24,72% no Rio Grande do Sul.
As mulheres com Problemas Cardíacos representaram 8,3%. Conforme o DataSUS, em Indicadores e Dados Básicos (2006), a taxa de incidência é de 62,34%.
Das 12 mulheres entrevistadas, 1 mulher relatou ter enurese noturna (8,3%).
A Hipertensão é a patologia sistêmica que mais acomete a população estudada com 66%. Conforme o DataSUS, em Pacto de Atenção Básica (2006), têm-se 23,92% de hipertensos cadastrados.
Não houve casos de Doença Neurológica no Grupo. Conforme o DataSUS (2006), a incidência é de 31,83%.
No critério Ginecologia, têm-se 33,3% que já tiveram Infecção Urinária. Conforme o Setor de Urologia Feminina da UNIFESP, até 30% de mulheres podem ter Infecção Urinária durante toda vida sendo mais comum entre os 30 e 40 anos. Baracho (2002) relata que em alguns pacientes têm IU em decorrência da Incontinência Detrusora e da diminuição da pressão de fechamento uretral, provocada pela infecção do trato urinário.
O tratamento hormonal com o uso de estrógenos foi verificado em 33, 3% da população estudada. Rubinstein (2000), cita que na menopausa os ovários deixam de secretar a progesterona e 17 beta-estradiol, reduzindo a capacidade de coaptação da uretra por alterações atróficas na mucosa, no plexo vascular submucoso e no tecido conectivo que se torna esclerótico. A terapia de reposição hormonal é útil para grande número de mulheres com atrofia genital. Atua também prevenindo a osteoporose e tem efeitos cardiovasculares benéficos ao influenciar alguns lipídios circulantes.
No critério Anorretais, 33,3% apresentam Constipação. Borges et al (1999) relatam que a presença de fezes impactadas na ampola retal pode ser responsável por até 10% dos quadros de incontinência urinária atendidos em clínicas geriátricas. A presença de incontinência urinária e fecal, associadas com o achado de fezes impactadas no reto, é comum nos pacientes portadores de incontinência urinária desencadeada por constipação intestinal. A normalização do hábito intestinal e o esvaziamento do fecaloma muitas vezes melhoram os sintomas de incontinência urinária nos pacientes idosos.
No critério Cirurgia, 16,6% fizeram histerectomia. Conforme Santos (2004) estima-se que perto de 150 mil mulheres por ano recebem no país a indicação de que precisam se submeter a histerectomia e acabam na sala de cirurgia. Os últimos levantamentos no país datam de 1999, quando foram realizadas 93 mil cirurgias de retirada do útero, mas apenas 5% dos casos provenientes de tumores malignos. Segundo Ortiz et al apud Rubinstein (2004), a associação entre IU e histerectomia é muito controversa. Marinho et al (2006) citam que estudos demonstraram um aumento significativo na taxa de incidência de IU nas mulheres que já haviam realizado histerectomia pois esta associação está relacionada aos danos à inervação pélvica e as estruturas de suporte pélvico que podem ser ocasionados pela cirurgia. Guarisi et al (2001) relatam que nos estudos que tiveram curta duração, esta correlação não foi demonstrada.
Em relação a partos, 9 mulheres (75%) tiveram filhos. Foram 50 partos normais e nenhum por cesárea com média de 5,5 partos por cada mulher. Marinho et al (2006), citam que a prevalência da IU em mulheres multíparas em relação as nulíparas é alta. Gravidez e parto podem constituir um fator de risco para IU. Alguns estudos epidemiológicos demonstraram que com o aumento da paridade os riscos de desenvolver IU aumentam. Faúndes et al apud Rubinstein (2001) não observaram nenhuma associação entre incontinência e paridade. Wilson et al apud Rubinstein (1996) refere que a presença de IU durante a primeira gravidez ou primeiro puerpério implica em um significante risco para o desenvolvimento dos sintomas após 5 anos, sendo o risco da IU a longo prazo relacionado ao tempo e duração da IU na gravidez e pós parto.
Marinho et al (2006) citam que os tipos de parto são fatores relevantes para IU, independente das técnicas utilizadas. Marinho et al (2006) relata que o parto vaginal é considerado um fator de risco relevante para IU. Segundo um estudo realizado por Goldberg et al apud Rubinstein (2003), mulheres com história de parto vaginal apresentaram uma taxa de 60,4% de IU, enquanto mulheres que realizaram cesárea tiveram 39,6% de IU.
Rubinstein (2000), relata que o número de nascidos vivos parece estar relacionado com uma maior prevalência de incontinência urinária. Milson et al apud Rubinstein (1993) avaliaram 3.168 mulheres entre 36 e 46 anos de idade e perceberam uma prevalência de 7,7% e 5,5% de perda urinária entre nulíparas de 36 e 46 anos. Quando observaram as mulheres com 3 ou mais partos, essas taxas aumentaram para 14% e 16,4% respectivamente. O aumento de prevalência ocorreu após o terceiro parto.
No critério Hábitos Urinários, a freqüência foi de 3 a 10 vezes de idas ao banheiro. A população tem como hábito de 2 a 8 vezes no banheiro ao dia e de 0 a 3 vezes a noite. Diokno et al apud Rubinstein (1986) avaliaram a freqüência miccional de 560 mulheres assintomáticas, em que se excluíram aquelas com perda urinária, irritabilidade vesical ou com dificuldade miccional. Perceberam que 34,8% urinavam quatro ou cinco vezes por dia; 47,3% urinavam seis a oito vezes por dia; 12,3% urinavam mais de oito vezes por dia e 5,5% menos que quatro vezes por dia.
Com relação à freqüência noturna, Diokno et al apud Rubinstein (1986), fez um estudo entre 479 mulheres, dessas 37,2% não urinava à noite; 38,8% urinava uma vez; 16,7% urinava duas vezes e 7,3% urinava três ou mais vezes durante a noite.
Os pesquisadores verificaram que 16,6% das mulheres pesquisadas apresentavam Disúria, 16,6% com sensação de queimação ou ardência, 16,6% com dificuldade de segurar urina e 8,3% com dor ao urinar.
No critério Exame da Incontinência, 66% tem caráter gota a gota, 33% noturna, 33% diurna e 33% por esforço. Guarisi et al (2001) e Moller et al apud Rubinstein (2000) estudando a prevalência de sintomas urinários em mulheres de 40 a 60 anos, observaram 16% de incontinência urinária de esforço, tendo um aumento dessa prevalência dos 40 aos 55 anos e um declínio após essa idade.
Rubinstein (2000) cita que a incontinência de esforço é freqüentemente encontrada na prática clínica, sendo responsável por 27% dos casos de incontinência feminina. Também é umas das causas de incontinência mais facilmente tratáveis.
Rubinstein (2000), descreve a IUE como aquela secundária à patologia uretral, que leva a uma incapacidade de enchimento apropriado.
Sobre Proteção, 33% das mulheres pesquisadas usavam uma proteção permanente. Uma mulher (33%) usava protetores permanentes do tipo absorventes, enquanto nenhuma delas relatou usar fraldas ou outros tipos.
Herzog et al apud Rubinstein (1989), em um estudo do MESA (Medical Epidemiologic and Social Aspects of Aging) relataram que muitas mulheres com incontinência urinária tentam solucionar, ou pelo menos amenizar, os problemas de perda urinária. Cerca de 55% delas utilizavam absorventes e 42% procuravam certificar-se da existência de banheiros nos locais a freqüentar.
No item Esforços, 33% relataram ter perda urinária ao tossir, 33% ao saltar, 33% ao correr, 66,6% ao espirrar, 0% ao andar e 33% ao trocar de posição.
Rubinstein (2000) refere que o termo incontinência de esforço é uma perda da urina através da uretra intacta, sob certas condições que causam aumento da pressão intra-abdominal, associada a qualquer atividade como tosse, espirro ou a realização de esforços.

4 CONCLUSÃO

Analisando a incidência de mulheres incontinentes no Grupo de Fisioterapia, os pesquisadores tiveram como resultado 3 mulheres com incontinência, sendo todas elas por esforços. Verificou-se que as 12 mulheres entrevistadas estavam na menopausa e tinham uma incidência muito grande de partos.
Por esses dados reforça-se a importância dos exercícios perineais que servem primeiramente para uma conscientização satisfatória do assoalho pélvico. Além disso, com os exercícios evitam-se os prolapsos genitais, facilita na hora do parto e na melhora das relações sexuais. Os exercícios têm como objetivo básico o reforço da resistência uretral e a melhora dos elementos de sustentação dos órgãos pélvicos. É essencial na realização dos exercícios solicitar contrações lentas e submáximas que têm como finalidade a percepção e a integração dos músculos elevadores do ânus. Isso é feito avaliando-se a capacidade de alterar e/ou interromper o jato urinário durante uma micção.
A paciente deve ser alertada que interromper a micção é um teste e não um exercício que deva ser repetido com freqüência, uma vez que envolve risco de infecção. As contrações dos músculos glúteos, adutores ou abdominais, a retenção do fôlego e até o abaixamento do abdome têm sido confundido com contrações dos músculos do assoalho pélvico.
Para os próximos grupos sugerimos a realização de exercícios de contração perineal pois as mulheres deste grupo são todas menopausadas e como foi citado anteriormente têm uma grande chance de desenvolver uma Incontinência Urinária.

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] BARACHO, E. Fisioterapia Aplicada á Obstetrícia – Aspectos de Ginecologia e Obstetrícia. 3. ed. Rio de Janeiro. Medsi, 2002.

[2] BORGES, R.; COLOGNA, J.; MARTINS, A.C.P; PASCHOALIN, E.L.; TUCCI, S.J.; SUAID, H.J. Incontinência Urinária no Idoso. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia v.21 n.2 Rio de Janeiro mar/1999.

[3] FERNANDES, A.; LEME, L.; MITIKO, E.; SOLLERO, C.. Avaliação do índice de massa corpórea em mulheres atendidas em ambulatório geral de ginecologia. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v.27, n.2, Rio de Janeiro, Fevereiro de 2005.

[4] GUARISI, T.; PINTO, A.; ORIS, M.; PEDRO, A.; PAIVA, L.; FAÚNDES, A.Incontinência Urinária entre mulheres climatéricas brasileiras: inquérito domiciliar. 2001.

[5] GROSSE, D.; SENGLER, J. Reeducação Perineal. 1.ed. Manole São Paulo, 2002.

[6] MARINHO, A.; BASTOS, B.; SANTOS, J.; BERNARDES, N.; TIROLLI, M. Incontinência Urinária feminina e fatores de risco. Revista Fisioterapia Brasil, v.7, n.4, jul/ ago/2006.

[7] PIVETTA, H. Polígrafo do Módulo de Fisioterapia e Saúde da Mulher. Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano – UNIFRA, 2005.

[8] POLDEN, M. MANTLE, J. Fisioterapia em Ginecologia e obstetrícia, 1.ed., Santos, 2002.

[9] RUBINSTEIN, I. Urologia Feminina, 2.ed., São Paulo, BYK, 2000.

[10] THOMSON, A.; SKINNER, A.; PIERCY, J. Fisioterapia de Tidy. 12.ed. Santos, 2002.

Se desejar, use os botões abaixo para compartilhar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.