IMPACTO DA DOR LOMBAR NA QUALIDADE DE VIDA DOS ODONTÓLOGOS DA CIDADE DE ARACAJU

 

Esp Patrícia Almeida Fontes
César Rodrigo Oliveira Menezes
Rafael Siqueira Menezes Silva

RESUMO
A odontologia é uma profissão que impõe ao seu praticante uma série de fatores capazes de alterar as condições de trabalho do ponto de vista sócio-psico-fisiológico e organizacional, gerando algias na coluna lombar. Este estudo tem como objetivo contribuir para o entendimento das questões relacionadas ao impacto da dor lombar na qualidade de vida do odontólogo. Devido a queixa de dor lombar referida pelos odontólogos tornou-se importante a intervenção da fisioterapia sob forma de avaliar à qualidade de vida desses profissionais através de questionário (SF-36), A metodologia empregada baseou em entrevistas dirigidas, sendo aplicado formulário de coleta de dados e questionário sobre qualidade de vida (SF-36). Foi assinado pelos participantes o termo de consentimento (Anexo A) de acordo com a resolução 196/96 do CSM. A seleção obedeceu aos seguintes critérios: de inclusão, queixa de dor lombar em todos os profissionais da cidade de Aracaju e está em pleno vigor de suas atividades e de exclusão profissionais que exerciam suas atividades em outras cidades, odontólogos que relataram algias na coluna vertebral exceto na região lombar, odontólogo que não respondeu o questionário SF-36 adequadamente. Trata-se de estudo observacional, retrospectivo, quantitativo e analítico, com corte transversal para seleção dos 73 odontólogos no período de Agosto a Outubro de 2006. Os achados indicaram que o sexo feminino prevaleceu, em relação ao tempo de queixa de dor lombar, à jornada de trabalho predominou o tempo de 40 horas/semanais, com relação a especialidades as mais acometidas foram cirurgiões dentistas e endodontistas. Os participantes do estudo apresentaram comprometimento em: vitalidade 59,9±13,4 e dor 62,26±15,87, no entanto estes domínios apresentaram pontuação satisfatória. Conclui-se que a dor lombar não interferiu significativamente na qualidade de vida dos odontólogos da cidade de Aracaju.

Palavras Chaves:
Dor lombar, odontólogos, qualidade de vida.

ABSTRACT
Dentistry is a profession that imposes to its practitioner a series of factors capable to modify the work conditions in a socio-psico-physiological and organizational point of view, causing algias in the lumbar column. This study has as objective to contribute for the agreement of the questions related to the impact of lumbar pain in the dentist’s life quality. The applied methodology was based on directed interviews, in which a form of data collection and a questionnaire on life quality had been applied (SF-36). This is about a observational, retrospective, quantitative and analytical study, using a transversal cut for election of the 73 dentists. The findings had indicated that the feminine sex prevailed on the masculine sex in relation to the time of complaint of lumbar pain, to the hours of working predominated the time of 40 weekly hours, regarding to specialties the attacks had been more common in surgeons dentists and endodontists. The participants of the study had presented impacts in vitality 59,9±13,4 , pain 62,26±15,87, however all these domains had presented satisfactory punctuation. We concluded that lumbar pain did not intervene significantly on the life quality of the dentists of Acaraju.
Keywords:
Life quality, lumbar pain, dentist
INTRODUÇÃO
A dor lombar conhecida por lombalgia, pode ser definida como condição de dor localizada entre os últimos arcos costais e as pregas glúteas. É uma das doenças mais comuns do mundo ocidental, afetando aproximadamente 80-85% da população em alguma época de sua vida (AZEVEDO et al, 2004). A rotina dos odontólogos os inclui no amplo grupo de trabalhadores que, atualmente, sofre dessa condição.
Os problemas posturais dos odontólogos sempre foram motivos de queixas algicas por parte da classe. A preocupação com o bem-estar do odontólogo durante e após o dia-a-dia profissional já vem sendo estudada há muito tempo (COUTO, et al 1987). Os odontólogos não adotam o melhor posicionamento (uso do encosto do mocho, coxas totalmente apoiadas e flexão de quadril 90º), por não se adaptarem ao posto de trabalho e por não possuírem musculatura preparada para realizar suas tarefas laborativas mais freqüentes. No entanto, se permanecerem em posturas estáticas inadequadas por tempo prolongado, desenvolverá desequilíbrios de força e flexibilidade. (SAQUY et al, 1996).
A incidência de dor lombar nessa classe profissional, relaciona-se com sua tendência para um padrão de atividade especializado e repetitivo. Desta forma, com a atenção voltada ao trabalho e concentração na tarefa realizada, criam-se tensões e, consequentemente, fica fácil assumir, com o passar do tempo, posturas inadequadas que irão acarretar em dores, principalmente, na região lombar (LOGES, et al 2005).
O odontólogo mantém regularmente posturas estátiscas. Durante o tratamento, entretanto, os odontólogos devem esforçar-se para manter uma postura neutra, equilibrada. Mesmo com o melhor equipamento ergonômico, os profissionais podem apresentar posturas sustentadas inadequadas. Estas posturas consistem frequentemente de flexão, rotação e inclinação de tronco. Com o passar do tempo, os músculos responsáveis para girar o corpo a um lado, pode tornar-se mais fortes e mais curtos, enquanto os músculos opostos se tornam mais fracos e alongados. Os músculos encurtados forçados podem tornar-se hipovascularizados e dolorosos, exercendo forças assimétricas na coluna que pode causar o desalinhamento da coluna espinhal (RUNDCRANTZ, 2000).
Qualidade de vida é a percepção individual de um bem estar físico, mental e social, podendo ser influenciada pelo aparecimento de várias condições de saúde. Entre elas destaca-se a lombalgia, devido ao elevado número de casos encontrados na população, com seu padrão característico de alterações neurológicas e biomecânicas (CICONELLI et al, 1999; ALVES, 2003; MARTINEZ et al., 1999).
Devido a grande queixa de dor lombar referida pelos odontólogos (CICONELLI et al, 1999; ALVES, 2003; MARTINEZ et al., 1999). Tornou-se importante a intervenção da fisioterapia sob forma de avaliar à qualidade de vida desses profissionais através de questionário (SF-36),que analisou a capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental.
MATERIAIS E MÉTODO
Realizou-se estudo observacional, retrospectivo, quantitativo, analítico, com corte transversal para seleção dos voluntários. A pesquisa baseou-se na aplicação do formulário sobre coleta de dados pessoais, tempo de profissão, jornada de trabalho, prática de atividade física, tempo que pratica esta atividade, queixa de dor lombar, especialidade profissional, tratamento fisioterapêutico e tempo de tratamento; também foi respondido o questionário sobre QV (SF-36) que apresenta oito domínios como: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, saúde mental, aspectos sociais e emocionais. O score final vai de 0 a100 no qual zero, corresponde ao pior estado geral de saúde e cem ao melhor estado de saúde (CICONELLI et al, 1999; ALVES, 2003; MARTINEZ et al., 1999). Este questionário validado foi utilizado como forma de avaliar a QV destes profissionais que sofrem com a lombalgia.
A seleção dos voluntários da amostra obedeceu aos seguintes critérios: de inclusão (profissionais odontólogos da cidade de Aracaju, queixa de dor lombar em todos os profissionais e está em pleno vigor de suas atividades) e de exclusão (profissionais que exerciam suas atividades em outras cidades, odontólogos que relataram algias na coluna vertebral exceto na região lombar, odontólogo que não respondeu o questionário SF-36 adequadamente). Todos os sujeitos da pesquisa participaram em caráter voluntário, sendo as entrevistas realizadas individualmente no próprio consultório dentário, realizada no período de agosto a outubro de 2006. Foi assinado pelos participantes o termo de consentimento (Anexo A) de acordo com a resolução 196/96 do CSM, formulado pelos autores em duas vias, uma ficando com os autores da pesquisa e outra com os voluntários do estudo.
Foi entregue o questionário SF-36 (Apêndice) e formulário de coleta de dados (Anexo B) para ser respondido em um único momento na presença dos pesquisadores em um ambiente calmo e tranqüilo, com direito a pausas para minimizar o estresse físico e mental. Após a coleta de dados, os mesmos foram orientados sobre melhores posturas no seu ambiente de trabalho, técnica de relaxamento e tempo de descanso.
De posse dos dados foi possível fazer um tratamento estatístico correlacional, através do teste de “Pearson”. Todos os testes do tratamento estatístico, bem como os gráficos, foram feitos utilizando a ferramenta computacional Microsoft® Excel (pacote Office 2000) e com o software SPSS for Windows (V12.0).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Este trabalho compreendeu o estudo de uma classe com queixa de dor lombar composta de 73 profissionais analisando alterações na sua qualidade de vida., sendo 57 (78,08%) do sexo feminino e 16 (21,92%) do sexo masculino. Com relação entre sexo e queixa de dor lombar verificou-se a prevalência dessa algia no sexo feminino. (Figura 1)

Pode-se constatar no estudo que o sexo feminino apresentou maior incidência de dor lombar, este resultado pode ser tendencioso já que a amostra consta em sua maior parte de mulheres. Isso leva a crer que a profissão é praticada principalmente por mulheres. A maior prevalência ocorreu de 1-6 meses e 2 a 6 anos, no entanto a menor diferença encontrada foi de 1 a 2 anos ainda prevalecendo o sexo feminino. Comparativamente entre os estudos de Runderantz, Johhnsson e Moritz ,(1991) que obteve 70% de algias lombares no sexo feminino e Marshall et al. (1997) em determinado estudo constatou um percentual de 75% de ocorrências de dor lombar no sexo feminino, isso mostra que os percentuais de ocorrências investigados nestes trabalhos apontaram o maior acometimento de dores lombares em odontólogos do sexo feminino.
As mulheres apresentaram probabilidade superior aos homens para dor lombar. Porém o achado é plausível, uma vez que as mulheres apresentam características anátomo-funcionais (menor estatura, menor massa muscular, menor massa óssea, articulações mais frágeis e menos adaptadas ao esforço físico pesado, maior percentual de gordura) que podem colaborar para o surgimento das dores lombares crônicas (MARSHAL et al. 1997).
De acordo com os dados coletados a idade média dos odontólogos foi de 40,58 anos ( DP = 9,19 ) no qual 16 indivíduos apresentavam idade de 22 a 30 anos, 29 com idade entre 30 a 40 anos, 15 com idade entre 40 a 50 anos e 8 com idade entre 50 a 60 anos.
A idade para surgirem os sintomas osteomusculares varia de 35 a 55 anos (MARRAS,2000). A idade média encontrada dos odontólogos com queixa de dor lombar permite afirmar que a população estudada se encontra dentro da faixa de risco.
Comparando com outra classe profissional realizado nos profissionais de enfermagem, observou que a idade média dos participantes foi de 41 anos, enquadrando-se na mesma zona de risco. Ressaltando que a idade média e o tempo médio de trabalho dos participantes são relativamente altos. Deve lembrar que esses trabalhadores exercem atividades que demandam elevadas exigências físicas e tem como garantia a estabilidade no emprego. Dessa forma, poderão agravar os problemas de saúde se nenhuma medida for adotada (CÉLIA,2003).
A jornada de trabalho é de fundamental importância por estar diretamente relacionada com o bem estar físico mental e social do profissional, a fim de ter uma maior rentabilidade, o odontólogo aumenta a carga horária de trabalho diário, predispondo-se a desenvolver alterações biomecânicas, estress físico e mental, repercutindo na qualidade de vida do profissional.
Na pesquisa atual verificou-se que na jornada de trabalho, 18,06% dos profissionais trabalhavam 6 horas/dia, 50,0% trabalhavam 8 horas/dia, 2,78% trabalhavam 9 horas/dia, 4,17% trabalhavam 10 horas/dia, 1,39% trabalhavam 11 horas/dia e 23,61% trabalhavam 12 horas/dia.
BITTENCOURT, 2003, verificou-se em determinado estudo que a média da jornada de trabalho foi de 65%, sendo 37% da amostra trabalhando acima de 40 horas semanais e 33% entre 20 e 40 horas/semanais. Contrapondo ao resultado obtido pela pesquisa atual.
Na análise dos dados verificou que a maior incidência de carga horária de trabalho diário foi de 8 horas/dia representando 50% da amostra total, sendo a carga horária mais utilizada pelos profissionais.


Ao correlacionar jornada de trabalho com tempo de dor lombar, (Figura 2) verificou que a maior incidência de dor lombar prevaleceu nos profissionais que exerciam carga horária de 8 horas/dia, contrapondo a jornada de 12 horas/dia que seria mais plausível pelo fato do profissional que exerce essa carga horária está mais propenso aos desgastes físicos. O resultado justifica-se pelo maior número de odontólogos que exercem suas atividades na jornada de 8 horas/dia, o que leva a uma tendência a essa patologia está em maior número nesta jornada de trabalho.
No estudo realizado no hospital de oncologia envolvendo profissionais de enfermagem conclui que a dupla jornada de trabalho causa estresse físico e mental nos indivíduos e estes podem manifestar-se em forma de dores musculares (PAFARO, 2002). A sobrecarga de trabalho é um fator importantíssimo para instalação de lesões osteomusculares causado pelo excesso de trabalho (MESOMO, 2002).
Na análise dos dados referente à dor lombar crônica e aguda, verificou-se que na jornada de trabalho de 6 horas não apresentava alteração entre elas, no entanto na jornada de trabalho de 8 horas apresentou prevalência de dor aguda sobre a dor crônica, e na jornada de trabalho de 12 horas apresentou prevalência de dor crônica sobre a dor aguda.
BARBOSA, 2004 em seu estudo contendo 358 odontólogos verificou a duração da dor, sendo a grande maioria caracterizada como de evolução crônica, com 77% dos casos durando acima de seis meses.


Analisando as especialidades (Figura 3), observou-se que as mais acometidas pelo tempo de dor lombar foram: cirurgião dentistas e endodontia. Este resultado pode não representar a realidade, em relação à especialidade mais acometida, devido os cirurgiões dentistas estarem em maior quantidade na amostra.
Por ter sido a classe mais acometida na pesquisa atual, os cirurgiões dentistas podem estar exercendo suas atividades de maneira inadequada, com inclinação, rotação e flexão de tronco. O uso abusivo destas posturas tende a sobrecarregar a coluna lombar, acarretando em algias.
Deve-se ressaltar que as posturas incorretas são de extrema importância. A ocorrência de más posturas corporais estaria sendo causada pela inadequação operador/equipamento/instrumento. Por conseguinte na execução da tarefa, ocorre micro traumatismo, cuja somatória pode originar dor lombar (BARBOSA, E. C. S. de et al., 2004). Corroborando com a nossa pesquisa.
Estudo realizado com 150 odontólogos no estado de Santa Catarina constatou que a doença profissional de maior incidência foi à dor lombar e os desvios na coluna vertebral, com 46,6% observada nos cirurgiões dentistas (GURGUEIRA e ALEXANDRE, 2002).
Ao ser a segunda especialidade mais acometida no estudo presente, a endodontia enquadra dentro do perfil que expõem o profissional a adotar postura estática prolongada estando propenso a desenvolver dor lombar pela tensão muscular constante.
A endodontia é uma das especialidades dentro da odontologia que causa fadiga e algias aos profissionais, seja pela impossibilidade de visualização da região trabalhada, seja pelo grau de dificuldade de cada caso específico, ou seja, pelo tempo despendido no procedimento. Devido a constante inclinação do tronco para frente o endodontista praticamente não utiliza o apoio lombar do mocho, repercutindo em fortes algias da região lombar. (PAFARO, 2002). Contribuindo com o trabalho atual.
Como existem poucas pesquisas sobre a qualidade de vida dos odontólogos com queixa de dor lombar, tivemos como objetivo analisar a QV desses profissionais, assim como identificar possíveis fatores que possam comprometer a QV destes indivíduos.
Nessa pesquisa utilizamos o questionário SF-36, para confirmar ou retificar a afirmação feita por vários autores que a dor lombar gera impactos negativos na QV dos odontólogos, a qual acomete várias dimensões abordadas no questionário.


Os escores médios dos domínios avaliados pelo SF-36 (Quadro 1)foram: capacidade funcional 84,4 ±12, 9, limitação por aspectos físicos 95,53 DP11,9%, dor 62,2 DP15,8, estado geral de saúde 79,2 DP12,2, vitalidade 59,9 DP13,4, aspectos sociais 84,8 DP 14,3, limitação por aspectos emocionais 93,3 DP13,4 e saúde mental 78,6 DP10,8 sendo que as dimensões com os menores valores obtidos foram vitalidade e dor, os maiores valores obtidos foram aspectos físicos e emocionais.
A pesquisa atual teve como resultado, pontuação satisfatória em todos os domínios, alguns estão próximo do valor limite (50%) como, vitalidade 59,9 e dor 62,2. Esse resultado mostra que a dor faz parte da rotina de trabalho dos odontólogos, mas a mesma não interfere diretamente na qualidade de vida. Outros domínios como aspectos físicos 93,5 e aspectos emocionais 93,3 obtiveram resultados expressivos, o que mostra que os odontólogos apresentam boa capacidade de realizar as atividades de vida diária com autonomia.
Em uma pesquisa realizada nos profissionais de enfermagem foi observada a média dos domínios obtidos: capacidade funcional 84,6%, limitação por aspectos físicos 79%, dor 37,4%, estado geral de saúde 51,1%, vitalidade 49,1%, aspectos sociais 48%, limitação por aspectos emocionais 74,1% e saúde mental 58,6%. (GURGUEIRA e ALEXANDRE, 2002;). Ao comparar com a QV dos odontólogos observou resultados similares, sendo os domínios com menores valores, dor e vitalidade já os maiores valores foram capacidade funcional, aspectos físicos e aspectos emocionais.
Primeiramente analisamos a capacidade funcional, esta dimensão buscou avaliar o desempenho das atividades diárias, como capacidade de cuidar de si, vestir-se, tomar banho e subir escada sem auxílio de um cuida dor.
A dimensão capacidade funcional obteve uma média de 84,4 DP12,9 ao comparar a média obtida com o valor previsto (escore de 100) percebe-se uma boa satisfação por parte dos odontólogos em relação a este domínio do questionário, o que demonstra profissionais em plena capacidade de exercer suas atividades de vida diária.
Este domínio dificilmente apresentaria valores baixos, visto que os odontólogos possuem média de idade de 40,58 anos, estando dentro da faixa etária considerada produtiva no trabalho.
Servindo como parâmetro ao estudo atual, 61 auxiliares de enfermagem da prefeitura do interior de São Paulo apresentaram dores lombares, sendo observado em sua capacidade funcional um escore satisfatório 85%. (CÉLIA 2003) corroborando com o resultado atual.
A dor lombar presente em todos odontólogos é um fator determinante no presente estudo. Este busca analisar a QV do odontólogo através do questionário SF-36 e verificar possíveis transtornos causados por ela. Nesta pesquisa o domínio dor do questionário obteve score de 62,2 DP15,8, mesmo sendo o segundo mais baixo não levou alteração significativamente na QV do profissional.
Este resultado mostra que os profissionais trabalham com dor na jornada diária, não tratada, poderá levar a uma cronicidade no quadro de dor, aumentando a intensidade e interferindo na QV do profissional.
SANTOS, B. et al; 2001 propôs em determinado estudo que metade dos odontólogos relata que a dor costuma levar à interrupção da sua atividade no trabalho, com alguma freqüência (45% às vezes, e 3% sempre). Além disso, em 57% dos casos a dor levou as modificações nas rotinas de trabalho e lazer, contrapondo com o resultado atual.
As dores tendem a aparecer no final do turno de trabalho dos odontólogos, ou seja, próximo ao horário de almoço e no final da tarde, a maioria sente dor com freqüência em região dorsal, continuamente em região lombar e raramente em cervical, ombros, punhos, mãos, dedos e membros inferiores. Os sintomas iniciam-se sob forma de cansaço e formigamento evoluindo para algias na região lombar (SILVA, L. M. et al 2004).
No atual estudo a saúde mental apresentou-se uma pontuação média de 78,6 DP=10,8 classificada dentre os maiores domínios. O resultado indica uma relação satisfatória com bem estar psico-emocional não interferindo na rotina diária de trabalho, demonstrando que a dor lombar não interfere diretamente no emocional dos profissionais, mesmo os profissionais estando expostos à dor lombar.
Fatores psicossociais ligados à organização do trabalho e fatores psicológicos individuais podem estar presentes e imersos entre condições especiais de exposição, neste caso relacionado às exigências do processo de trabalhos dos dentistas (STUTTS & KASDAN, 1998). Esses fatores são apontados como indicadores de estresse, o que reforça a idéia da odontologia como uma profissão física e mentalmente estressante e sua associação com problemas músculos-esqueléticos (MURTOMAA et al., 1990). Contrapondo ao estudo atual.
Quanto á dimensão saúde mental, que inclui questões sobre, ansiedade, depressão, alterações de comportamento ou descontrole emocional e bem estar psicológico, parece mostrar que a insegurança, pode influenciar na saúde mental, gerando todos estes sintomas (NOGUEIRA, 1994).
O estado geral de saúde avalia como o profissional se sente em relação a sua saúde global, portanto o sentimento em relação ao estado geral de saúde percebido pelos próprios trabalhadores, mostra o grau de incomodo imposto pela própria sintomatologia.
O estado geral de saúde obteve média de 79,2 DP12,2 consideradas satisfatória. Verificou que o odontólogo mantém boa relação entre saúde e ambiente de trabalho, não interferindo na sintomatologia da dor.
Foi observado que a maior freqüência de dor lombar estava associada a indivíduos com facilidade de depressão, ansiedade e/ou preocupações excessivas. (SANTOS, BARRETO; 2001). Contrapondo ao estudo atual.
Há poucas evidências de uma associação importante entre as características psicológicas individuais e as altas taxas de algias musculares importantes (BERNARD, 2000). Confirmando o nosso trabalho.
A dimensão denominada aspectos sociais analisa a integração do indivíduo em atividades sociais. Os profissionais desta pesquisa, não estão comprometidos em relação a este fator, obtendo uma média de 84,8 DP14,3. Observou que o odontólogo mantém bom nível de relacionamento entre família, amigos e pacientes, isso mostra boa interação do profissional com as pessoas ao seu redor, dessa forma o odontólogo estabelece vínculo de harmonia entre todos.
Ao avaliar a QV dos trabalhadores da saúde, ressaltou a importância dos aspectos sociais como forma de satisfação pessoal e reconhecimento profissional (MESSOMO, 2002).
Contrapondo ao estudo atual, 61 auxiliares de enfermagem da prefeitura do interior de São Paulo apresentaram dores osteomusculares limitando a realizar tarefas mais exaustivas, sendo observado em aspectos físicos um escore baixo 45%. (CÉLIA 2003).
O domínio aspecto físico obteve a maior pontuação no SF-36 com média de 95,53 DP11,9%, esta variável analisa o desempenho do profissional em exercer suas funções dentro e fora do trabalho.
De acordo com o resultado verificamos que os profissionais não estão limitados em exercer atividades na clínica, ou em qualquer outra fora do ambiente de trabalho.
Os aspectos emocionais obtiveram uma pontuação satisfatória 93,3 DP13,4 demonstrando que o indivíduo desta classe profissional apresenta boa capacidade de realizar as atividades de vida diária com autonomia.
Ao analisar o score final verificamos que os profissionais apresentavam pleno equilíbrio do seu estado emocional, não demonstrando nenhum comprometimento, desta forma não estarão propícios aos quadros de depressão e ansiedade.
Fatores emocionais ligados à organização do trabalho e fatores psicológicos individuais podem estar presentes e imersos entre condições especiais de exposição, nesse caso relacionadas às exigências do processo de trabalho dos dentistas. Esses fatores são apontados como indicadores de estresse, o que reforça a idéia da odontologia como uma profissão física e mentalmente estressante e sua associação com problemas músculo-esqueléticos acarretando em algias lombares. (Murtomana et al., 1990; Letho et al., 1991) contrapondo ao nosso resultado.
A vitalidade foi apontada no trabalho em questão sendo a mais influente na QV dos participantes desta pesquisa. Esta dimensão obteve média de 59,9 DP13,4 sendo a pontuação mais baixa deste questionário. Foi observado desconforto na realização das atividades, devido à falta de vigor, cansaço e energia ocasionados pela falta de ânimo e coragem.
O domínio vitalidade obteve índice considerado satisfatório, no entanto o valor está dentro do patamar considerado limite (score de 50), o que poderá influenciar na QV do profissional.
BERNARD, 2000 no estudo contendo 30 gestantes buscou correlacionar a sobrecarga imposta na região lombar devido a mudança do centro gravitacional e musculatura abdominal com possíveis alterações na QV. Foi constatado que o domínio vitalidade obteve menor score 48,00% decorrente das alterações hormonais e físicas. Somando ao estudo atual.
CONCLUSÃO
Conclui-se que a dor lombar não interfere significativamente na qualidade de vida dos odontólogos da cidade de Aracaju. Faz-se necessário a informação e aplicação de melhores posturas na prática clínica destes profissionais, aprimorando assim as condições de trabalho repercutindo em melhor desempenho na qualidade de vida. Os resultados deste estudo podem contribuir para que outros sejam desenvolvidos, focando especificamente a QV, tema ainda pouco estudado nessa classe profissional.
REFERÊNCIAS
ALVES A.M.B. Avaliação de instrumento de medida usados em pacientes com fibromialgia. Tese apresentada á Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina para obtenção do título de mestre em Ciência da Saúde. São Paulo. 2003.
AZEVEDO, F et al A QUIROPRAXIA NO TRATAMENTO DE LOMBALGIA EM
ODONTÓLOGOS DA CIDADE DE SÃO PAULO/SP6º Enaic – Encontro Anual de Iniciação Científica da UNASP, 2004.
BARBOSA, E. C. S. de et al. Prevalência de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho em Cirurgiões-Dentistas de Campina Grande – PB. Pesq Bras Odontoped Clin Integr, João Pessoa, v. 4, n. 1, p. 19-24, jan./abr. 2004.
BERNARD, B. P.,. Musculoskeletal Disorders (MSDs) and Workplace Factors: A Critical Review of Epidemiologic Evidence for Work-Related Musculoskeletal Disorders of the Neck, Upper Extremity, and Low Back. 24 October 2000 .
BITTENCOURT, M. S. Qualidade de vida no trabalho (QVT) do cirurgião-dentista em serviços públicos de saúde – um estudo de caso. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção). Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis- 2003.
CÉLIA, R.C.R.S.Sintomas músculo-esqueléticos e qualidade de vida em trabalhadores envolvidos com transportes de pacientes. São Paulo. 2003.
CICONELLI, R. M. Tradução para o português e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida: medical outcomes study 36- item short -form health survey (SF-36). São Paulo, 1999, 143p. Tese (Doutorado em Medicina)- Universidade Federal de São Paulo, 1999
COUTO, H. A. Afinal, o que fazer para previnir as lombalgias no trabalho? Cadernos Ergo de Desenvolvimento de Recursos Humanos em Saúde Ocuoacional, 7, 7-43,1987.
GURGUEIRA, G. P. ; ALEXANDRE, N. M. C. , CORREA FILHO, H. R. Musculokeletal symptoms among nursing personal.: ICO INTERNATIONAL CONFERENCE ON OCUPATIONAL HEALTHWORKER, 5, 2002, Tunísia. Anais. Tunísia, 2002, p.115.
LETHO, T. U.; HELENIUS, H. Y. M. & ALARANTA, H. T. Musculoskeletal symptoms of dentists assessed by a multidisciplinary approach. Community Dentistry and Oral Epidemiology, 19:38-44. 1991.
LOGES;A. Fatores de risco associados à saúde dos dentistas – uma abordagem epidemiológica Amaral XXV Encontro Nac. de Eng. de Produção – Porto Alegre, RS, Brasil, 29 out a 01 de nov de 2005 ENEGEP 2005.
MARRAS, W. S. DAVIS, K. G.; KIRKING, B. C;BERTSCHE, P. K. A. Comprehensive analyses of low-back disordes risk ans spinal loading during the transferring and repositioning of patients using different techniques. Ergonomics, 42 (7): 904-26, 2000.
MARSHALL, E. D. et al. Musculoskeletal symptoms in New South Wales dentists. Australian Dental Journal, vol. 42, No. 4, p.240-246.1997.
MARTINEZ et al. Avaliação da qualidade de vida de pacientes com fibromialgia através do “Medical Outcomer Survey 36 Item Short- form Study”. Rev Brás Reumat.1999.
MESOMO, J. C. Gestão da qualidade na saúde- Princípios gásicos. São Paulo: Ed. Terra, p. 219-85. 2002.
MORTIMER M, WIKTORIN C. Sports activities, body weight and smoking in relation to low back pain: a population-based case-referent study. Scand J Med Sci Sports; 11:178-84. 2001.
MURTOMAA, H.; HAAVIO-MANNILA, E. & KANDOLIN,I. Burnout and its causes in Finishdentists. Community Dentistry and Oral Epidemiology,18:208-212. 1990.
NOGUEIRA, D. P. Riscos ocupacionais de dentistas e sua prevenção. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 41:16-24. 1994.
PAFARO, R. C. Estudo do estresse do enfermeiro com dupla jornada de trabalho em um hospital de oncologia pediátrica, (Dissertação-mestrado-Universidade de Campinas) Campinas, 2002.
RUNDCRANTZ, B. L.; JOHNSSON, B. & MORITZ, U. Cervical pain and discomfort among dentists: Epidemiological, clinical and therapeutic aspects. Part 1: A survey of pain and discomfort. Swedish Dental Journal, 14:81-89.2000.
RUNDCRANTZ, B. L.; JOHNSSON, B. & MORITZ, U. Pain and discomfort in the musculoskeletal system among dentists. A prospective study. Swedish Dental Journal, 15:219-228.1991.
SANTOS, B. et al. Atividade ocupacional e prevalência de dor osteomuscular em cirurgiões-dentistas de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil: contribuição ao debate sobre os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 17(1):181-193, jan-fev, 2001.
SAQUY, P. C. et al. A ergonomia e as doenças ocupacionais do cirurgião-dentista, Parte II – A ergonomia e os agentes mecânicos. Robrac, Goiânia, v. 6, n. 20, p. 14-18, jun. 1996.
SILVA, L. M. et al. Uma análise ergonômica do posto de trabalho do odontólogo segundo o método de avaliação e registro Rula com base em uma simulação da atividade cotidiana. Periodontia revista, vol.13 – n°5 p36-41 –março de 2004.
STUTTS, J. & KASDAN, M., Psychosocial aspects of hand injuries and diseases. Occupational Medicine:State of the Art Reviews, 13:513-519. 1998.

ANEXO A

 

Termo de consentimento livre e esclarecido ao paciente


1 – Título do estudo
Impacto da dor lombar na qualidade de vida dos odontólogos da cidade de Aracaju

2 – Objetivo do estudo
Essas informações estão sendo fornecidas para sua participação voluntária neste estudo, que visa determinar o impacto da dor lombar na qualidade de vida dos odontólogos da cidade de Aracaju.

3 – Descrições dos procedimentos
Que serão realizados, com seus propósitos e identificação dos que forem experimentais e não rotineiros; os indivíduos que irão participar da pesquisa serão submetidos à aplicação de um formulário de coleta de dados e um questionário de qualidade de vida (SF-36).

4 – Relações dos procedimentos rotineiros e como são realizados
Aplicação do formulário de coleta de dados
Aplicação do questionário de vida SF-36
Serão realizados dois procedimentos: no primeiro, será realizado a aplicação do formulário de coleta de dados que nos trará informações sobre características do voluntário, o segundo será realizado a aplicação do questionário SF-36 para analisarmos a qualidade de vida do profissional.

5 – Descrições dos desconfortos e riscos
O sujeito da pesquisa poderá sofrer estresse mental e físico ao responder aos questionários, mas, isto será controlado, porque os pesquisadores realizarão as entrevistas em local calmo e tranqüilo.
Os mesmos também poderão sofrer Dano Moral, através da quebra da sua privacidade e confidencialidade. Mas, os pesquisadores usarão números para identificar os sujeitos da pesquisa; o acesso ao formulário de dados será feito através de um único computador e este arquivo estará protegido por senha conhecida apenas pelos pesquisadores.


6 – Descrições dos benefícios
O trabalho em questão não traz benefício diretos ao sujeito da pesquisa, porém, o benefício coletivo suplanta o benefício comum

7 – Garantia de acesso
Em qualquer etapa do estudo, você terá acesso aos profissionais responsáveis pela pesquisa para esclarecimento de eventuais dúvidas. Os principais investigadores são o Acd: CÉSAR RODRIGO OLIVEIRA MENEZES que pode ser encontrado no endereço: AV. Adélia Franco,2850, Cond. Jardim América BL. G, Aptº 501, Luzia, Aracaju, SE; telefone +79 3231 4563 e o Acd: RAFAEL SIQUEIRA MENEZES SILVA que pode ser encontrado no endereço: AV Nestor Sampaio, 1250, Cond. Monteiro Lobato BL. D, Aptº 201, Luzia, Aracaju, SE; telefone +79 3522 1455. Se você tiver alguma consideração ou dúvida sobre a ética da pesquisa, entre em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Tiradentes (UNIT), Av.Murilo Dantas, 300 Bairro Farolândia CEP. 49032-490 Sala 20, prédio da reitoria Aracaju/SE; fone: +79 3218 2100.

8 – Retirada do consentimento
É garantida a liberdade da retirada de consentimento a qualquer momento e deixar de participar do estudo, sem quaisquer tipos de prejuízo ao indivíduo.


9 – Direito de confidencialidade
As informações obtidas serão analisadas em conjunto com outros indivíduos, não sendo divulgado a identificação de nenhum participante.

10 – Garantia de acesso aos dados
Direito de ser mantido atualizado sobre os resultados parciais das pesquisas, quando em estudos abertos, ou de resultados que sejam do conhecimento dos pesquisadores.


11 – Despesas e compensações
Não há despesas pessoais para o participante em qualquer momento do estudo. Também não há compensação financeira relacionada à sua participação. Se existir qualquer despesa adicional, ela será absorvida pelo orçamento da pesquisa.

12 – Direito de indenização
Em caso de dano pessoal, diretamente causado pelos procedimentos propostos neste estudo (nexo causal comprovado), o participante tem direito a tratamento médico na Instituição, bem como às indenizações legalmente estabelecidas.

13 – Princípio de especificidade
O pesquisador tem o compromisso de utilizar os dados e o material coletado somente para esta pesquisa.
Eu discuti com os Acds. CÉSAR RODRIGO OLIVEIRA MENEZAS e RAFAEL SIQUEIRA MENEZES SILVA sobre a minha decisão em participar nesse estudo. Entendi todas as explicações que me foram fornecidas de forma clara e simples, inclusive permitindo que eu realizasse todas as perguntas e fizesse todas as observações que eu achei pertinente para entender o que ocorrerá comigo neste estudo, não me ficando dúvidas sobre os procedimentos a que serei submetido. Ficaram claros para mim quais são os propósitos do estudo, os procedimentos a serem realizados, seus desconfortos e riscos, as garantias de confidencialidade e de esclarecimentos permanentes. Ficou claro também que minha participação é isenta de despesas. Concordo voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar o meu consentimento a qualquer momento, antes ou durante o mesmo, sem penalidades ou prejuízo ou perda de qualquer benefício que eu possa ter adquirido.
Acredito ter sido suficientemente informado a respeito das informações que li ou que foram lidas para mim, descrevendo o estudo: Impacto da dor lombar na qualidade de vida dos odontólogos da cidade de Aracaju.

 

APÊNDICE

Instrumento de avaliação de Qualidade de Vida

MEDICAL OUTCOMES STUDY 36-ITEM SHORT FORM HEL SURVEY

Instruções: Esta pesquisa questiona você sobre sua saúde. Estas informações nos manterão informados de como você se sente e quão bem você é capaz de fazer suas atividades de vida diária. Responda cada questão marcando resposta como indicado. Caso você esteja inseguro em como responder, por favor, tente responder o melhor que puder.

1. Em geral, você diria que sua saúde é:                                                                                                              (circule uma)

Excelente                                                                                                                                                                                     1
Muito Boa                                                                                                                                                                                     2
Bom                                                                                                                                                                                                 3
Ruim                                                                                                                                                                                                4
Muito Ruim                                                                                                                                                                                   5

2. Comparada a um ano atrás, como você classifica sua saúde em geral, agora?                                                                       (circule uma)

Muito melhor agora do que um ano atrás                                                                                                                                                             1
Um pouco melhor agora do que um ano atrás                                                                                                                                                    2
Quase a mesma de um ano atrás                                                                                                                                                                                3
Um pouco pior agora que um ano atrás                                                                                                                                                                 4
Muito pior do que um ano atrás                                                                                                                                                                                5

3. Os seguintes itens são sobre atividade que você poderia fazer atualmente durante um dia comum. Devido a sua saúde, você tem dificuldades para fazer essas atividades? Neste caso, quanto?


4. Durante as ultimas 4 semanas, você teve algum dos seguintes problemas com o seu trabalho ou alguma atividade diária regular, como conseqüência de sua saúde física?
(circule uma em cada linha)


5. Durante as últimas 4 semanas, você teve algum dos seguintes problemas com o seu trabalho ou alguma atividade diária regular, como conseqüência de algum problema emocional (como sentir-se deprimido ou ansioso)?
(circule uma em cada linha)


6. Durante as últimas 4 semanas, de que maneira sua saúde física ou problemas emocionais interferiam nas suas atividades sociais normais, em relação a família, vizinhos amigos ou em grupo?                                                              (circule uma)

• De forma nenhuma                                                                                                                                                                                         1
•Ligeiramente                                                                                                                                                                                                      2
•Moderadamente                                                                                                                                                                                                3
•Bastante                                                                                                                                                                                                                 4
•Extremamente                                                                                                                                                                                                    5

7. Quanta dor no corpo você teve durante as últimas 4 semanas?                               (circule uma)

• Nenhuma                                                                                                                                                   1
•Muito leve                                                                                                                                                 2
•Leve                                                                                                                                                             3
•Moderada                                                                                                                                                  4
•Grave                                                                                                                                                          5
•Muito grave                                                                                                                                             6

8. Durante as 4 últimas semanas, quanto a dor interferiu com o seu trabalho normal (incluindo tanto o trabalho, fora de casa e dentro de casa?)
(circule uma)

• De maneira alguma                                                                                                                    1
•Um pouco                                                                                                                                      2
•Moderadamente                                                                                                                          3
•Bastante                                                                                                                                           4
•Extremamente                                                                                                                             5

9. Estas questões são sobre como você se sente e como tudo tem acontecido com você durante as 4 últimas semanas. Para cada questão, por favor, de uma resposta que mais se aproxime da maneira como você se sente. Em relação as últimas 4 semanas.

(circule um número para cada linha)


10. Durante as últimas 4 semanas, quanto do seu tempo a sua saúde física ou problemas emocionais interfeririam com suas atividades sociais (como visitar amigos, parentes, etc)?

(circule uma)
•Todo o tempo                                                                                                                   1
•A maior parte do tempo                                                                                              2
•Alguma parte do tempo                                                                                               3
•Uma pequena parte do tempo                                                                                   4
•Nenhuma parte do tempo                                                                                           5
11. O Quanto verdadeiro ou falso é cada uma das afirmações para você?

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.