Hipercromia periorbital ou simplesmente “olheiras “

A hipercromia periorbital ou “olheira” é uma queixa muito comum e interfere no bem-estar dos pacientes, pois proporciona um aspecto de cansaço, causando importante impacto na auto-estima. A olheira apresenta diversas causas, dentre as quais, muito relacionada a genética do indivíduo, alergias respiratórias, rinites e sinusites crônicas, presença de doenças que cursam com retenção hídrica e edema palpebral (tireoidopatias, nefropatias, cardiopatias e pneumopatias) que ocasionam piora do aspecto inestético da olheira. Alguns fatores extrínsecos devem ser considerados, tais como exposição solar, tabagismo, etilismo e privação de sono. Sobre a etiopatogenia da olheira, destacamos a presença de pigmento melânico e pigmento hemossiderótico nos locais acometidos. A hiperpigmentação melânica ocorre mais em pessoas adultas e morenas, conseqüente à exposição solar excessiva e cumulativa, que aumenta a produção de melanina, diminui a espessura da pele e aumenta a dilatação dos vasos. Outras causas citadas para o aparecimento das olheiras são a hiperpigmentação pós-inflamatória secundária à dermatite atópica e de contato, à privação de sono, à respiração bucal, o etilismo, o tabagismo, o uso de medicamentos (anticoncepcionais, quimioterápicos, antipsicóticos e alguns colírios) e à presença de flacidez palpebral (envelhecimento) (LÜDTKE, et al, 2014).

O tratamento feito pela Fisioterapia Dermatofuncional varia de acordo com o tipo da olheira. Tratamentos como a carboxiterapia visam aumentar a vascularização e consequentemente a oxigenação local, descongestionando a área. Peelings químicos atenua a hiperpigmentação.

É importante salientar que, uma vez sendo considerada um problema crônico, nenhum tratamento para olheira é definitivo. É necessário mudanças de hábitos e tratamentos das doenças que causam, de forma indireta, o surgimento das olheiras. Os procedimentos estéticos apenas atenuam o seu aspecto, devendo sempre o paciente fazer a manutenção regularmente, evitando a piora do quadro.

Referencias: LÜDTKE, et al. Perfil epidemiológico dos pacientes com hipercromia periorbital em
um centro de referência de dermatologia do Sul do Brasil. Surg Cosmet Dermatol 2013;5 (4) :302-308

Dra. Glória Lourenço
Fisioterapeuta Dermatofuncional
Título de Especialista em Fisioterapia Dermatofuncional pela ABRAFIDEF e COFFITO
Membro especialista da ABRAFIDEF
Diretora do Departamento de Fisioterapia Dermatofuncional da AFERJ

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