Gustavo Kuerten ainda convive com as dores e precisa de fisioterapia.

O ex­ número um do do mundo, concedeu a entrevista após uma de suas inúmeras sessões de fisioterapia. Guga ainda convive com as dores, principalmente no quadril, e precisa fazer duas horas meia de sessões de fisioterapia diariamente para tentar sanar seu problema. ‘Não consigo correr nem 100 metros em linha reta’, explicou o ex­ tenista à reportagem da Folha.

Ao ouvir o comentário de que sua geração foi “marcada por lesões”, Guga disparou: ‘Fomos para o abate. Eles botaram a nossa turma para jogar a torto e a direito’.

A critica a ATP não foi respondida pela entidade ao jornal paulistano sob argumento de se tratar de coisas que “aconteceram há 15 anos’. Mas Guga explicou que para ser número um àquela época era necessário jogar muito mais que nos dias de hoje, lembrou que os torneios não trabalhavam com cabeças de chave fora das primeiras rodadas. “Isso, na prática, trucidava o jogador.

A cada ano, fico mais convicto que foi a ATP que quebrou a turma. Eu, (o chileno Marcelo) Ríos, (o sueco Magnus) Norman, (o russo Marat) Safin. Muitos caras excelentes foram para o saco”, acusou Kuerten que não acredita que a situação foi proposital, mas vê que a ATP ‘errou a mão’.

O eterno número um do Brasil, Gustavo Kuerten, concedeu esta entrevista ao jornal Folha de São Paulo, onde, dentre muitas coisas, criticou as ‘amarras políticas’ do país e a Associação dos Tenistas Profissionais, a ATP.

O tricampeão de Roland Garros acredita que o tênis brasileiro vive um bom momento: “O Brasil voltou ao Grupo Mundial da Davis, o (Thomaz) Bellucci vai voltar a ser o 50º”, analisou Guga que diz ter certeza: (Bellucci) é o segundo melhor da história do país”.

Guga ainda destaca Teliana Pereira entre as 100 melhores do mundo: “Se me tirar da história, o momento é bom. Nos últimos quatro ou cinco anos o tênis cresceu”, opinou o ex­tenista que vê lacunas e a falta de uma ‘construção sólida na base’ do esporte.

Questionado se pretende atuar junto na formação do tênis do Brasil, Guga, que se frustrou com o projeto Rio 2016, foi categórico: “Infelizmente, o Brasil não está pronto para pessoas boas que querem fazer grandes transformações. Ele não permite, devido às condições, como amarras políticas,dificuldades burocráticas”.

E prosseguiu o desabafo fazendo um revelação: “Conversei um tempo atrás com o Larri Passos e é certo que ele vai morar nos Estados Unidos. Vamos perder um cara desse? Ele não aguenta mais.
Nosso país esgoela pessoas que podem ser grandes transformadoras, o que desmotiva muito a entrar nesse caminho”.

Mesmo tendo passado pela frustração de tocar o projeto Rio 2016 com o próprio nome e o ver cancelado do dia para a noite, Guga acredita que os Jogos Olímpicos deixarão um legado ao Brasil.
“Oportunidades já passaram, mas muitos esportes terão benefícios. Na estrutura física, haverá um baita de um legado”, opinou.

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