Grávida e amputada, fisioterapeuta em RO encontra satisfação no crossfit

Ela perdeu a perna depois de ser atropelada em 2008. Grávida há seis meses, Janaína Naves adapta os exercícios e garante que faz tudo até o final

Janaína Naves teve a perna amputada em 2008, mas não deixou de fazer o crossfit (Foto: Pâmela Fernandes)
Janaína Naves teve a perna amputada em 2008, mas não deixou de fazer o crossfit (Foto: Pâmela Fernandes)

Nenhuma desculpa para não praticar exercícios físicos é suficiente para a fisioterapeuta Janaína Naves Soares, moradora de Ji-Paraná, em Rondônia. Há sete anos ela teve a perna esquerda amputada e há seis meses está grávida do segundo filho, mas não usa nada disto como desculpa para o sedentarismo. E a força de vontade dela chega a ser inspiradora.

Fisioterapeuta há quase 13 anos, Janaína teve que amputar a perna esquerda depois de ser atropelada em 2008, em Vila Velha (ES), mas isso não a fez desanimar. Ela conta que sempre foi apaixonada por práticas esportivas e que depois de amputar a perna, nada fez com que ela deixasse de desenvolve-los. Mas em 2014 esse quadro mudaria: ela conheceu o crossfit e hoje garante: é uma das suas maiores paixões.

– Eu sempre gostei de esportes. De tudo, menos de correr. Nisto minha perna não me falta (risos). Eu encontrei no crossfit uma maneira que juntar todos os exercícios que preciso. Nele consigo aumentar minha resistência e também a minha frequência cardíaca, que me faz queimar calorias. É completo e eu amo praticar por isso.

Há quatro anos, depois de o marido passar em um concurso público, os dois precisaram se mudar definitivamente para Ji-Paraná. A cidade rondoniense foi a que acolheu Marina, atualmente com três anos e primeira filha do casal. Atualmente, a fisioterapeuta espera ansiosa por Lucas.

– No fim de 2014 descobri que estava grávida. Depois de ter sofrido um aborto, fui proibida pelos médicos de praticar exercícios nos quatro primeiros meses, mas isso mudou desde fevereiro. Frequento as aulas [de crossfit] duas vezes por semana e só paro quando otimer apita. Eu sou duas adaptações: deficiente e grávida. Então eles são muito atenciosos e adaptam os exercícios. O que eu dou conta de fazer como todo mundo, eu faço. O que não dá, eles fazem a adaptação – explica.

Uma das coisas que mais a atrai no esporte é a dinâmica nos exercícios. A Janaína conta que no crossfit ela consegue se superar a cada dia, e isto, para  uma pessoa com deficiência é muito importante. Os limites, físicos e mentais, são testados diariamente.

– Eu não pretendo parar nunca de praticar. A cada dia é um exercício diferente, não tem rotina, isso me anima a fazer todos os dias. Cadeirantes, amputados… Qualquer um pode praticar – recomenda.

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