FREQÜÊNCIA DE LOMBALGIA EM GESTANTES ATENDIDAS NAS UNIDADES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS – GO

Arisson Ribeiro e Silva
Joyce Priscila Carvalho Costa
Juliana Batista de Noronha

Resumo

O presente trabalho identificou o índice de lombalgia apresentado por gestantes atendidas em algumas unidades de saúde do município de Anápolis. Lombalgia é definida como qualquer condição de dor, localizada na região inferior das costas, sendo uma das principais queixas das gestantes. Para a realização da pesquisa, foi utilizado o método quantitativo com pesquisa descritiva, com coleta de dados realizada utilizando questionário elaborado pelos pesquisadores, que foi aplicado às gestantes pertencentes à amostra. Os resultados obtidos mostram que 74% das grávidas voluntárias apresentam lombalgia e que 22% relataram que o quadro álgico teve inicio no quarto mês de gravidez. Esperamos que profissionais fisioterapeutas se preocupem em investigar métodos de reeducação postural e programas de prevenção, a fim de melhorar a qualidade de vida da gestante.

Palavras-chave: Fisioterapia. Gestação. Lombalgia. Unidades de Saúde Pública.

Introdução

Observa-se que durante a gestação há uma predisposição para lombalgia, conceituada como um sintoma que afeta a área entre a parte inferior das costas e a prega glútea, podendo irradiar-se para os membros inferiores, interferindo na rotina diária e conseqüentemente na qualidade de vida da gestante. O processo doloroso ocorre devido a uma seqüência de mudanças posturais no corpo da mulher, tais como: hiperextensão de joelhos, aumento das curvaturas da coluna lombar, dorsal e cervical, acompanhado de uma projeção dos ombros, frouxidão ligamentar e deslocamento do centro de gravidade. A protrusão do abdome gera uma lordose exagerada que sobrecarrega os músculos lombares e posteriores da coxa, provocando algias.
Atividades preventivas podem colaborar na minimização ou mesmo no controle da dor. Os programas de atendimento fisioterapêutico preventivo são feitos em Unidades de Saúde e dentre as diversas ações, está a de assegurar uma melhora na qualidade de vida de gestantes.
Este trabalho possui como tema a freqüência de lombalgia em gestantes atendidas nas unidades de saúde, como o PSF (Programa de Saúde da Família) do bairro de Lourdes e uma Unidade Hospitalar.
A pesquisa teve como objetivos observar a faixa etária das gestantes de forma a caracterizar a amostra; investigar a história gestacional das mulheres abordadas, verificando a idade gestacional e número de gestações destas; quantificar a freqüência de lombalgia na amostra delimitada; verificar a freqüência de início do processo doloroso em região lombar para as diferentes idades gestacionais abordadas; identificar a freqüência de distribuição das dores lombares em gestantes de acordo com a idade gestacional relatada por estas; identificar o período gestacional com maior freqüência de lombalgia; verificar, de modo subjetivo, a intensidade da dor lombar das gestantes abordadas na pesquisa com presença de lombalgia e proporcionar informações que possam auxiliar nas atividades preventivas envolvendo a dor lombar no período gestacional.
A coleta dos dados foi por meio de um questionário auto-aplicável, contendo perguntas fechadas a respeito da idade da grávida, número de gestações, período gestacional e avaliação da intensidade de dor pela escala analógica da dor. O questionário foi desenvolvido pelos pesquisadores, sendo aplicado nos meses de setembro e outubro de 2007. O questionário foi aplicado à grávida que estivesse em período gestacional entre quatro a oito meses.
A importância de se relatar este tipo de experiência justifica-se pelo fato da fisioterapia aplicada à obstetrícia ser uma área de atuação ainda pouco explorada pelos seus profissionais e por falta de conhecimento da população em geral a respeito desta. Existem poucos estudos semelhantes a este que investiguem em que período surge à dor na região lombar das gestantes, permitindo, assim, ao fisioterapeuta atuar com trabalhos de prevenção. Existem controvérsias no que diz respeito ao período em que ocorrem as alterações na grávida e por isso a necessidade de desenvolver este estudo a fim de contribuir para o campo científico.
Esta pesquisa também possui grande importância para a gestante, pois pode ser utilizada como fonte de informações, proporcionando o esclarecimento e conscientização da equipe multidisciplinar, de modo a refletir em melhora no acompanhamento durante o pré-natal.
No campo cientifico esse trabalho buscou caracterizar a lombalgia em gestantes nas diferentes idades gestacionais, proporcionando dados que auxiliem na orientação de profissionais fisioterapeutas e demais profissionais da saúde, para uma melhor atuação no programa de prevenção da dor lombar durante a gestação. Relacionada ainda ao campo científico, esta pesquisa teve sua relevância como fonte de dados para a elaboração e desenvolvimento de outros estudos, contribuindo assim para a melhoria na qualidade de vida das gestantes.
Os resultados demonstraram um índice elevado de freqüência de lombalgia em gestantes.
Este artigo apresenta os conteúdos referentes ao tema, bem como os achados referentes à pesquisa organizados em referencial teórico, materiais e métodos, resultados, discussão e conclusão.

Referencial Teórico

Durante a vida da mulher ocorrem diversas alterações fisiológicas, mudanças que acontecem em todos os sistemas do corpo. As alterações mais freqüentes, no entanto, ocorrem durante e imediatamente após a gestação (STEPHENSON; O`CONNOR, 2004).
Segundo Souza (2002, p.33) “durante a gravidez ocorrem diversas alterações físicas necessárias ao perfeito crescimento e desenvolvimento fetal. Todavia essas modificações em algumas mulheres trazem conseqüências que podem resultar em dor e limitações em suas atividades diárias”.
Após a 20ª semana de gravidez há um aumento significativo do abdome e das mamas que levam a importantes modificações no corpo da gestante tais como: sobrecarga de peso nos pés e diminuição do seu arco longitudinal medial, hiperextensão dos joelhos, anteversão pélvica, concorrendo para o aumento de lordose lombar e tensão da musculatura paravertebral. Essas modificações irão contribuir para evidentes alterações posturais (SOUZA, 2002).
Com o crescimento abdominal e o aumento das mamas o centro de gravidade apresenta uma tendência a se deslocar para frente e para compensar esse deslocamento o corpo projeta-se para trás, havendo então um aumento da lordose, modificando toda a postura da gestante (SOUZA, 2002).
Devido a essas modificações, a grávida passa a ter desconfortos músculo-esqueléticos. Entre as queixas mais comuns relatadas pelas gestantes está a dor na região lombar inferior que geralmente se agrava ao ficar em pé, caminhar e levantar-se. A dor lombar é considerada a principal causa de algia na coluna vertebral na gravidez (STEPHENSON; O`CONNOR, 2004).
De acordo com Novaes, Shimo e Lopes (2006, on line) “a lombalgia é uma queixa comum na gravidez e já é algo esperado pelos médicos, sendo considerada apenas mais um desconforto. Entretanto, ela pode causar incapacidade motora, insônia, depressão, que impedem a gestante de levar uma vida normal”.
A lombalgia é definida como qualquer condição de dor, localizada na região inferior das costas, em uma área situada entre o último arco costal e a prega glútea. A lombalgia pode ser isolada ou acompanhada pela lombociatalgia, que se constitui de dor que irradia da região inferior das costas para um ou ambos dos membros inferiores (FERREIRA; NAKANO, 2001 apud CECIN, 1996).
Novaes, Shimo e Lopes (2006, apud JOHANSSON et al 2002, on line) citam que “em publicações recentes relatam que 70% de todas as grávidas têm algum tipo de dor lombar e que 20% dessas mulheres permanecem com fatores residuais do problema, semanas após o parto”.
Martin e Silva (2005, on line) ensinam que “estudos de prevalência disponíveis mostraram que, em média, oito em cada dez mulheres poderão apresentar algias na área da coluna vertebral e pelve em algum momento da gravidez”.
A respeito da lombalgia, existem várias causas possíveis como: aumento do peso do útero, aumento da lordose, alteração do centro de gravidade e conseqüentemente da postura, frouxidão da musculatura, mudanças hormonais e mecânicas.
O tratamento utilizado para lombalgia se torna limitado pelo fato das mulheres em período gestacional não poderem utilizar alguns tipos de fármacos. Assim, para o alívio das algias são adotadas algumas medidas como: a aquisição de novos hábitos posturais, a adequação dos ambientes de trabalho, a orientação ergonômica, além de exercícios terapêuticos específicos e técnicas de relaxamento (FERREIRA; NAKANO, 2001 apud POLDEN; MANTLE, 1993). Mais do que em qualquer outra fase da vida feminina, durante a gravidez é imprescindível que a mulher adote maiores cuidados com o corpo, principalmente quanto à postura (SOUZA, 2002).
O profissional da saúde que oferece assistência pré-natal deve conhecer todas as alterações que a gravidez promove, a fisiopatologia das intercorrências clínicas e as modificações emocionais do ciclo gravídico-puerperal (BENIGNA; NASCIMENTO; MARTINS, 2007, apud BITTAR et al. 2001).
A Fisioterapia Obstétrica é uma das especialidades da área da saúde que pode contribuir para o alívio das dores que surgem nesse período, utilizando recursos variados como forma de tratamento. Contribui para que a gestante possa vivenciar o período da gravidez, parto e puerpério com segurança e de forma mais harmoniosa e saudável (MARTINS, 2002 apud MARQUES; PINTO; SILVA, 1993).
Souza (2002, p.66), descreve que
o trabalho do fisioterapeuta durante o período pré-natal deve ser desenvolvido no sentido de levar a gestante a conscientizar de sua postura e a se empenhar para desenvolver toda a potencialidade de reserva dos músculos para que se tornem aptos a conviver com as exigências extras que a gravidez e o parto solicitarão, promovendo, assim, condições para a manutenção do bem-estar físico durante a fase de gestação, alem de corrigir e tratar, quando detectadas, alterações posturais que porventura venham acompanhadas de dor.

A gestante, após ser avaliada pelo fisioterapeuta, deve ser orientada quanto aos posicionamentos para evitar o aparecimento de microvarizes e prevenção de edema em membros inferiores, orientações posturais, orientações sobre atividades de vida diária, exercícios, tipo de vestuário adequado entre outros (SOUZA, 2002).
O fisioterapeuta é um dos profissionais responsáveis pela condução de exercícios durante a gravidez. Após a avaliação fisioterapêutica devem ser traçados objetivos e condutas específicas, com adaptação dos exercícios físicos, de acordo com a idade, sexo, estrutura, estado de saúde e nutrição da mãe. Deve-se questionar quanto ao tipo de exercício, posição corporal, intensidade, freqüência das atividades (SOUZA, 2002).
A programação elaborada pelo fisioterapeuta consiste em atividades de educação em saúde, alongamentos específicos, exercícios respiratórios, exercícios de fortalecimento e de relaxamento muscular que trazem benefícios como a diminuição dos sintomas de desconfortos da gravidez. Por meio de um programa educativo e terapêutico, o fisioterapeuta propõe amenizar as queixas apresentadas pelas gestantes. Segundo Vallim (2005, on line) “os exercícios físicos podem ser elementos de valiosa contribuição para esse processo de preparação, desde que realizados de acordo com parâmetros definidos cientificamente e sob supervisão profissional”.
De modo geral, entende-se que o exercício físico durante a gestação resultará em diversos benefícios à saúde nos componentes fisiológicos. Entre estes podemos citar a melhora na circulação sangüínea, a redução de edemas, a diminuição do desconforto intestinal, o controle do peso corporal, a melhora do controle respiratório, da postura corporal e de dores lombares, o fortalecimento da musculatura abdominal, a redução de câimbras, o aumento da resistência para as exigências físicas da gestação e, finalmente, para uma recuperação pós-parto mais rápida (VALLIM, 2005 apud ARTAl, 1999; HANLON,1999, HARTMANN; BUNG, 1999). Os exercícios vão atuar na prevenção ou controle do estresse e das dores referidas nos segmentos lombar e pélvico (CONTI, 2003, apud COLLITON, 1996).
O profissional fisioterapeuta pode avaliar a qualidade e a intensidade da dor em um determinado momento através da escala analógica da dor. A escala analógica da dor é um método fácil de ser aplicado e de grande validação que quantifica a dor sentida pelo paciente no momento. A utilização desta escala é realizada pelo próprio paciente e não por aquele que executou o tratamento, permitindo a ele exprimir o que sente. Nesta escala, o terapeuta apresenta ao paciente uma linha horizontal de 10 centímetros, traçada sobre um papel, com um item em cada extremidade (0 = sem dor e 10 = a dor insuportável), onde o paciente irá marcar a intensidade da dor no momento presente (VIEL, 2001).

Materiais e métodos

Para a realização deste estudo, foram utilizados os métodos quantitativo e descritivo. A amostra da pesquisa constituiu-se de gestantes com idade acima de 18 anos, que receberam atendimento nas Unidades de Saúde do município de Anápolis – GO, da rede própria ou credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS), com idade gestacional de quatro a oito meses de gravidez. Esse período de quatro meses foi definido por representar a fase nas quais as mudanças posturais e músculo-esqueléticas tornam-se mais evidentes.
A amostra foi composta, no total, por 50 gestantes, sendo que cada gestante que aceitou participar da pesquisa assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para que fosse possível a realização do estudo.
Foi elaborado, pelos próprios pesquisadores, um questionário que foi respondido pela gestante, composto por sete perguntas fechadas (Apêndice 1). O questionário foi aplicado nos meses de setembro e outubro de 2007 e durante o seu preenchimento, a gestante não foi influenciada nem recebeu qualquer intervenção por parte dos pesquisadores.
Para que a pesquisa pudesse ser realizada, foram seguidos os critérios de inclusão e exclusão dos sujeitos, onde foram incluídas gestantes com idade acima de 18 anos que receberam atendimento nas Unidades de Saúde do município de Anápolis, com quatro a oito meses de gestação, enquanto alfabetizadas e que aceitassem assinar o TCLE. Já para a exclusão, foram utilizados os seguintes critérios: gestantes com idade inferior a 18 anos; grávidas que não foram atendidas em uma Unidade de Saúde do município de Anápolis; gestantes que se recusassem a assinar o TCLE; gestantes não-alfabetizadas e grávidas com alterações cognitivas que dificultassem ou impossibilitassem o preenchimento do questionário.
Os registros foram dispostos no próprio formulário do questionário por meio das respostas dos sujeitos da pesquisa, e posteriormente foram tabulados e analisados. As variáveis analisadas no questionário foram: faixa etária da gestante, número de gestações, idade gestacional, presença de dor na região lombar, período de início da dor e intensidade da dor.

Resultados
Após a coleta de dados, estes foram tabulados estatisticamente. No item sobre a idade gestacional podemos verificar (gráfico 1) que: 32% das gestantes possuíam idade entre 18 a 20 anos; 38% de 21 a 25 anos; 18% de 26 a 30 anos; 10% de 31 a 35 anos e 2 % apresentavam idade acima de 35 anos.


No item a respeito do número de gestações (gráfico 2) observamos que 34% das mulheres estavam na 1ª gestação; 28% na 2ª gestação; 20% na 3ª gestação e 18% na 4ª gestação ou acima desta.

No item que indagava o período gestacional atual da grávida (gráfico 3) verificamos: 10% estavam no 4º mês de gravidez; 16% no 5º mês de gravidez; 24% no 6º mês de gravidez; 24% no 7º mês de gravidez e 26% no 8º mês de gravidez.

Das 50 grávidas que responderam o questionário, 74% possuíam dor na região lombar e 26% não relataram ocorrência de dor (gráfico 4).

Dentre as 74% que responderam e que sentiam dor na lombar, 43% relataram que possuíam dor antes da gestação e 57% responderam que a dor iniciou após a gestação (gráfico 5). Dentre as 43% que apresentavam dor antes da gravidez foi verificado que a maior parte delas já haviam tido uma gravidez.

Para as grávidas que responderam possuírem quadro álgico lombar foi investigado em que período essa dor teve início (gráfico 6), sendo observados: 3% dos casos no 1º mês; 3% no 2º mês; 16% no 3º mês; 22% no 4º mês; 16% no 5º mês; 19% no 6º mês; 16% no 7º mês e 5% no 8º mês.

Para as mesmas grávidas foi questionada a intensidade da dor e obtivemos que (gráfico 7): 11% apresentavam intensidade 03 de dor, 14% intensidade 04 de dor, 22% intensidade 05 de dor, 26% intensidade 06 de dor, 8% intensidade 07 de dor, 16% intensidade 08 de dor e 3% intensidade 09 de dor.


Discussão

Segundo o Conti et al. (2003), estima-se que 50 a 70% das grávidas são acometidas por dores nas costas e que o risco pode ser aumentado naquelas que já sofriam dessas algias antes da gestação. Em nosso estudo foi observado que 43% das gestantes possuíam dor pré – gestacional e que as mesmas eram multíparas.
Novaes, Shimo e Lopes (2006), relatam que 50% das gestantes queixam de dor lombar, tendo-se uma maior incidência nos últimos três meses de gestação.
Martins e Silva (2005) descrevem que 80,8% das grávidas relatam dor na região lombar, sendo mais freqüente entre as gestantes mais jovens.
Os resultados observados, nesse trabalho, quanto à freqüência de lombalgia, demonstraram que 74% das gestantes voluntárias apresentaram dor na coluna lombar, coincidindo com os dados do estudo realizado por Benigna e Silva (2006), que demonstrou ocorrência de lombalgia em 70% das gestantes, diferenciando-se apenas no período de surgimento da dor, nas quais as mesmas citam que na sua amostra a algia iniciou no terceiro trimestre e em nossa pesquisa a incidência maior foi no quarto mês de gestação.
Este estudo demonstrou uma incidência maior de algia nas grávidas com idade entre 18 a 25 anos, confirmando a amostra de Martins e Silva (2005) que observou um maior índice em mulheres com idade de 20 a 29 anos.
Não foi encontrado na literatura estudo que fizesse a relação entre a dor pré-gestacional e sua evolução na gestação. Porém, em nosso estudo foi observado que mulheres com algias pré-gestacionais apresentaram dor lombar durante a gestação, e que as mesmas, eram multíparas.
Quanto à escala analógica da dor, foi observado em nosso estudo, que a maioria das grávidas apresentou intensidade 6 de dor. Na literatura não foi encontrado nenhum trabalho a respeito destes dados.

Conclusão

Ao término da pesquisa, foi possível, então, observar uma maior incidência de dor lombar em gestantes no quarto mês de gestação, já que a partir desse mês, as mudanças já são visíveis como: aumento da lordose lombar e protrusão do abdome, levando às alterações posturais.
Com alta prevalência de lombalgia durante a gravidez nota-se a necessidade de um trabalho voltado para orientações posturais e exercícios que melhorem as alterações ocorridas durante a gestação.
Esperamos que este estudo possa incentivar os profissionais fisioterapeutas a investigarem métodos de redução de algias posturais e programas de prevenção, a fim de melhorar a qualidade de vida da gestante. Os programas de prevenção podem auxiliar na diminuição da probabilidade de algias e desconfortos músculos-esqueléticos.

Frequency of low back pain in pregnant women assisted in Health Unities of Anápolis-GO

Abstract

The present work identified the index of low back pain presented by pregnant women assisted in some Health Unities of Anápolis-GO. Low back pain is defined as any condition of pain, located on the lower back, being one of the main complaints of the pregnant women. To carry out the research, the quantitative method was used with descriptive research, with data collecting realized by using a questionnaire elaborated by the researchers that was applied to the pregnant women have got of the sample. The obtained results show that 74% of the voluntary pregnant women presented low back pain and that 22% related that the painful square began on the fourth month of pregnancy. We hope that physiotherapist professionals take care about investigating methods of postural reeducation and programs of prevention in order to improve the pregnant women’s life quality.

Key-words: Physiotherapy. Pregnant. Low back pain. Public Health Unities.

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Apêndice 1

Questionário

1) Qual é a sua idade:
( ) 18 a 20 anos ( ) 21 a 25 anos ( ) 26 a 30 anos ( ) 31 a 35 anos ( ) mais de 35 anos

2) Quantas gestações você já teve?
( ) primeira gestação
( ) segunda gestação
( ) terceira gestação
( ) quarta ou mais gestações

3) Qual é a sua idade gestacional (mês de gravidez) atual?
( ) 4 meses ( ) 5 meses ( ) 6 meses ( ) 7 meses ( ) 8 meses

4) Você sente dor na parte baixa da coluna apontada na figura abaixo:


( ) Sim ( ) Não
5) Você sentia dor neste mesmo local (figura acima) antes de estar grávida?
( ) Sim ( ) Não

6) Em que período da gravidez essa dor na coluna começou?

( ) 1° mês ( ) 2°mês ( ) 3°mês ( ) 4°mês ( ) 5°mês
( ) 6° mês ( ) 7° mês ( ) 8° mês

7) Em uma escala de 0 (sem dor nenhuma) a 10 (dor muito forte) qual a intensidade da sua dor? Marque um (X) no número correspondente à sua dor na escala abaixo:

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