FORTALECIMENTO DOS ISQUIOTIBIAIS PARA PREVENÇÃO DE LESÕES NO FUTEBOL

CAROLINE PARDO MOTA
SUSANNA MARIA DA SILVA CASTRO NEVES
YASMIN ALICE DOS REIS LIMA

Artigo Científico apresentado como requisito para obtenção do Título de Bacharel em Fisioterapia pelo curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.
Orientadora: Esp. Klenda Pereira de Oliveira.

Dra. Klenda Pereira de Oliveira.

Caroline Pardo Mota1

Susanna Maria da Silva Castro Neves2

Yasmin Alice dos Reis Lima3

Klenda Pereira de Oliveira4

1 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.

2 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.

3 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.

4 Especialista, Docente do Curso Superior de Fisioterapia – UNINORTE.

Endereço: Av. Joaquim Nabuco, 1232, Centro | Manaus | AM | CEP: 69020-030 | (92) 3212-5000.



Resumo

Os estudos foram selecionados para revisão em diferentes bases de dados. Para tanto, os artigos foram pesquisados nas bases de dados MEDLINE / PubMed, LILACS e SciELO em inglês e português. Os termos utilizados foram: “football”, “prevention” e “injuries”, assim como seus correlatos em português. Para selecionar estudos, eles devem: ser ensaios clínicos; ter jogadores de futebol como população de estudo; resultar na ocorrência / incidência de lesões nos isquiotibiais e sua gravidade. A data de publicação dos estudos foi definida no intervalo de tempo entre 2010 e 2020. Cinco estudos (n = 5) foram selecionados de um total de 121 encontrados. Os estudos revisados mostraram que em relação à eficácia desse reforço da gravidade, a maioria dos estudos (quatro deles) não relatou diferença estatisticamente significativa entre os grupos experimental e controle. No entanto, um estudo recente encontrou diferenças substanciais entre os grupos pesquisados. Diante do exposto, os estudos analisados sugerem que a incorporação do treinamento de força excêntrica pode ser uma alternativa eficaz para reduzir o número de alongamentos de isquiotibiais em jogadores de futebol. É necessário também que a prevenção seja considerada levando-se em consideração a relação entre as habilidades individuais do jogador e a demanda que lhe é imposta na prática esportiva.

Palavras-chave: Isquiotibiais. Futebol. Lesões. Prevenção.

Abstract

The studies were selected for review in different databases. For this purpose, articles were searched in the

MEDLINE/PubMed, LILACS and SciELO databases in English and Portuguese. The terms used were: “soccer”, “prevention” and “injuries” as well as their correlates in Portuguese. To select the studies, they should: be clinical trials; have as study population the soccer players; present as outcome occurrence/incidence of ischiotibial injuries and their severity. The date of publication of the studies was delimited in the time interval between 2010 and 2020. Five studies (n=5) were selected out of a total of 121 found. The reviewed studies showed that regarding the effectiveness of this strengthening on severity, most studies (four of them) reported no statistically significant difference between the experimental and control groups. However, a recent study found substantial differences between the groups surveyed. Given the above, the studies analyzed suggest that the incorporation of eccentric strength training may be an effective alternative for reducing the number of ischiotibial muscle stretching in soccer players. It is also necessary that the prevention is thought taking into account the relationship between the individual capacities of the player and the demand imposed to him in his sports practice.

Key-words: Ischiotibial. Soccer. Injuries. Prevention.

1 INTRODUÇÃO

Segundo dados da Federação Internacional de Futebol (FIFA, 2010), existem 265 milhões de jogadores de futebol no mundo. Tais esportes geralmente requerem atletas de alta velocidade, boa capacidade de salto e força explosiva dos músculos dos membros (SILVA, 2010).

Em situações que envolvem mudar de direção ou desarmar um oponente e agir ao passar ou chutar, os isquiotibiais ajudam a controlar a estabilidade do joelho. Devido a essa alta demanda, entre as lesões mais comuns no futebol, o alongamento dos isquiotibiais é o mais comum, respondendo por 62% (WOODS, 2014).

A maioria das lesões no futebol ocorre no início do jogo ou durante o jogo, dirigindo a toda velocidade sem qualquer influência ou contato com outros jogadores. Devido à contração excêntrica, é mais provável que ocorra durante o equilíbrio final. O termo típico de excentricidade se refere à carga muscular envolvida no exercício de intensidade durante o alongamento físico da unidade do tendão, a tensão aumenta e a tensão aumenta (ALBERT, 2012).

Estudos epidemiológicos acreditam que a lesão no tendão da coxa é um dos fatores mais comuns que levam os jogadores de futebol a se afastarem dos esportes por um longo tempo. A recuperação esportiva leva muito tempo. Pesquisas mostram que o tempo médio é de 90 dias e 15 dias. O jogo falhou devido ao estiramento do tendão durante a temporada de clubes. Esses jogos representam quase um terço de todos os jogos. Tempo foi perdido devido a lesões no futebol masculino profissional, o que é muito importante para os jogadores e seus clubes. Nesse sentido, é muito importante construir recursos para ajudar a prevenir os danos musculares relacionados ao exercício (BARROS, 2019).

Portanto, o treinamento excêntrico é efetivamente utilizado no programa de treinamento esportivo de elite, mostrando o efeito positivo na prevenção do alongamento bacteriano. Uma possível razão é que os músculos isquiotibiais podem se adaptar ao exercício, resultando em uma grande mudança no ângulo ideal, resultando em torque e maior comprimento muscular imediatamente após o exercício. Além disso, pode aumentar a força muscular e sua área lateral, otimizar sua função e, assim, reduzir os isquiotibiais (DINIZ, 2019).

O futebol se adapta por meio de muito contato físico, movimentos curtos, rápidos e descontínuos, como aceleração, desaceleração, mudança de direção, salto, pivô, por causa desses gestos, a chance de lesões nesse esporte é alta. Em um estudo epidemiológico recente com jogadores profissionais de futebol, foi observado que as lesões musculares representaram cerca de 30% de todos os resultados da pesquisa, o que representou cerca de 25% das desistências esportivas (JAN, 2011).

Segundo pesquisa de Carvalho (2010), o esporte passou por muitas mudanças, exigindo cada vez mais atletas para a realização de treinamento físico, obrigando-os a trabalhar duro ao máximo sob a exposição a baterias diversas. O futebol de hoje é cheio de vitalidade, ou seja, os jogadores dificilmente param. Além disso, o número de jogos e horas de trabalho dedicadas ao treinamento foi totalmente aumentado, portanto, essa frequência de articulações musculares e ósseas em atletas ocorrerá e será dividida em duas categorias: traumática ou overuse. Em contraste, as lesões traumáticas dominam o treinamento, ocorrendo três vezes mais do que as lesões causadas por uso excessivo.

Conforme Ladeira (2019), a forma mais eficaz de reduzir essa redução é realizar pesquisas preventivas sobre os mesmos. O estudo é acompanhado por uma equipe multidisciplinar de médicos, fisioterapeutas e treinadores esportivos, que também entendem a incidência, porcentagem de recorrência, localização, natureza, ocorrência e consequências das lesões no futebol para eliminar suas causas.

Takanashi (2012), acredita que a posição mais afetada é o atacante, seguido pelo defensor e um lado. É reconhecido que devido às características do futebol, os praticantes tornaram-se rígidos há muito tempo, por isso a flexibilidade é reduzida. O resultado foi descoberto na pesquisa do palácio, onde os principais lesionados são os atacantes, com 36,8%, seguidos dos zagueiros, com 26,6%, e um lado com 20%; enquanto a incidência de goleiros e zagueiros é menor, 6,6% e 10%, respectivamente.

No estudo de Carvalho (2011), os maiores são meio-campistas, representando cerca de 30%. Aproximadamente 20% ocorreram entre atacantes e defensores. O autor explica seus resultados, que se deviam ao movimento rotacional excessivo e percorriam distâncias maiores na velocidade máxima ou aumentavam conforme a incidência. O tribunal concordou e acrescentou a isto, Candela Lopes (2015), explicou que isso se deve ao novo tipo de futebol mundial. Nesse novo tipo de futebol, a força e a velocidade, especialmente as mudanças de direção e aceleração em níveis extremos, podem causar ofensiva e maior velocidade ofensiva. Os requisitos físicos de atacantes e defensores são maiores do que outros.

Em outro estudo realizado por Oliveira (2015), os meio-campistas tiveram o maior índice de lesões com 26,7%, seguidos pelos zagueiros e atacantes com 20%, horizontalmente 18,3% e, por último, os goleiros. É 15%. O motivo do baixo índice de lesões dos goleiros é que a posição exige menos demanda física, menos movimentação e dificuldade de contato entre os jogadores. Silva (2014), discorda com esse fato, pois em sua pesquisa os goleiros lesionados causaram 21,74% das lesões, o que pode ser explicado pelo fato do atleta precisar se movimentar rápido e a taxa de amplitude, queda e colisão ser maior. Alto. Seu corpo está ferido, perdendo apenas para o atacante, respondendo por 31,88%.

Na variável externa Barbosa (2018), apontou-se que 51,90% dos jogadores entrevistados citaram o número de jogos, seguido das condições de campo, respondendo por 37%, o número de treinamentos (33,30%), o tipo de chuteira (14,10%) e a condição física / estado de saúde (14,80%). Esses atletas também foram questionados sobre soluções para reduzir o problema: 30% acreditavam que a melhor opção era reduzir o número de partidas; 26% acreditavam que deveria ser realizado um treinamento adequado; 15% realizavam acompanhamento nutricional; 15% tinham tempo de descanso Por mais tempo, apenas 4% das pessoas disseram que a melhora das condições de campo afetaria a redução da incidência de lesões ósseas traumáticas no futebol. No entanto, outros autores descobriram que as condições da pastagem causaram de 20% a 25% das condições.

As lesões musculares podem ser classificadas de acordo com seus efeitos, que costumam ocorrer diretamente no futebol devido aos esportes de contato; quanto à função, quando os músculos só perdem força, podem ser locais e quando perdem a capacidade de contração, podem ser íntegros. Quanto à causa incômoda, pode ser traumática (alongamento ou dilatação, hematoma) ou não traumático (espasmo, dor muscular tardia). Os motivos mais comuns para essa área podem ser overtraining, falta de exercícios de alongamento ou execução inadequada, excesso de exercícios, falta de treinamento e falha em treinar antes de perder peso completamente (ARIVAN, 2014).

O alongamento costuma ser confundido com o alongamento. Durante o processo de alongamento, o tecido muscular ficará esticado demais e as fibras não se rompem. Isso pode ser equivalente a um alongamento de grau I, mas geralmente não há sinais de perda de sangue. É definida como dor muscular localizada, que aumenta o esforço (SHINKLE, 2018).

O processo de cicatrização vai depender da formação de novas fibras musculares bem como da produção de tecido cicatricial, porém, embora o tecido muscular tenha forte capacidade regenerativa, as novas fibras musculares se tornarão menores, ou seja, se a área recoberta pelo tecido Maior, a função será prejudicada porque limitará a contração muscular (LARS, 2012).

Com base no exposto, o objetivo deste estudo é realizar uma revisão narrativa da literatura para verificar a eficácia do fortalecimento dos isquiotibiais na prevenção de lesões no futebol.

2 METODOLOGIA

Para a elaboração dessa revisão narrativa da literatura, foram pesquisados artigos científicos nos idiomas inglês e português nas bases de dados MEDLINE / PubMed, LILACS e SciELO. A pesquisa foi realizada de setembro de 2020 a novembro de 2020. Os termos utilizados são: “soccer”, “prevention” e “injuries”, bem como as respectivas palavras em português. Para o desenvolvimento do estudo, foram apontados os seguintes tópicos: realizar ensaios clínicos; tomar jogadores de futebol como objeto de pesquisa; apresentar a incidência / incidência e gravidade das lesões de isquiotibiais. A data de publicação do estudo é definida como 2010 a 2020.

Fluxograma representativo do processo metodológico da revisão integrativa da literatura

Fonte: Autor, 2020.

É possível acessar o texto completo procurando nos links disponíveis na base de dados, no portal CAPES e no site de busca Google. Escolha começar com o título que você leu anteriormente e prossiga a partir do resumo. Os resumos que atenderam previamente aos critérios de inclusão leram seus respectivos artigos na íntegra. Outros estudos foram encontrados nas referências da literatura selecionada, resultando no número total de artigos utilizados para a revisão.

Foram devolvidos 121 artigos, sendo 89 da MEDLINE / PubMed, 23 da LILACS e 9 da Scielo. Os artigos selecionados segundo os critérios de inclusão foram excluídos da base de dados MEDLINE / PubMed (n = 3), enquanto nenhum artigo foi selecionado das bases de dados LILACS e SciELO. A partir das referências dos artigos selecionados, foram encontrados mais dois estudos (n = 2), totalizando cinco estudos (n = 5).

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

O Quadro 1 foi construído a partir do objetivo da pesquisa, tendo em vista apontar os fortalecimentos dos isquiotibiais para prevenção de lesões no futebol.

Quadro 1 – Distribuição dos estudos segundo autores, ano, intervenção e resultado

AutoresAnoIntervençãoResultado
Arnason et al.2018Em 2001, os dois grupos experimentais realizaram: Aquecimento com alongamento dos isquiotibiais através da técnica contrairrelaxar durante toda a temporada; Treino de flexibilidade (técnica de alongamento contrair-relaxar), sendo 3 vezes por semana na pré-temporada e 1-2 vezes por semana na temporada. Treino habitual – Dos dois grupos experimentais somente um grupo realizou o treino de força além dos demais exercícios. Em 2002, os dois grupos executaram o mesmo programa: Aquecimento com alongamentos, acrescido do exercício nórdico. Duração: 5 semanas com aumento gradual de carga – 3 séries de 12, 10 e 8 repetições, três vezes por semana na pré-temporada e 3 séries de 12, 10 e 8 repetições, uma a duas vezes por semana na temporada. O grupo controle realizou o treino habitual.A incidência global de lesões isquiotibiais foi 65% menor entre as equipes que usaram o programa de força excêntrica, comparado às que não o utilizaram. Comparando a distribuição da gravidade das lesões entre os grupos, não houve diferença estatisticamente significativa, o que também ocorreu para a proporção de lesões recorrentes (P=0.88).
Askling et al.2013Ambos os grupos realizaram o protocolo de treinamento habitual (não descrito). O grupo intervenção obteve treinamento adicional. Duração: 10 meses. Fase 1: pré-temporada; 16 sessões por 10 semanas. Treinamento adicional: sobrecarga excêntrica através do equipamento YoYo. Cada sessão consistiu em 4 séries de 8 repetições. Fase 2: temporada de competição, com duração de 35 semanas.Incidência: Ocorreu um número significativamente menor de lesões isquiotibiais no grupo intervenção (3/15) em comparação ao grupo controle (10/15). Gravidade: Dentre as 10 lesões do grupo controle: 7 foram leves e 3 moderadas. No grupo intervenção ocorreu uma lesão em cada categoria de gravidade (leve, moderada e grave). Em geral, oito (62%) lesões foram classificadas como “leves”, quatro (31%) como “moderadas” e uma (7%) como “grave”.
Hoyo et al.2015O grupo experimental executou o treinamento de costume e um programa de treinamento concêntricoexcêntrico (exercícios de meio agachamento em YoYo Squat e flexão/extensão de joelho em YoYo Prone Leg Curl) durante 10 semanas, 1 ou 2 vezes por semana, 3 a 6 séries de 6 repetições. O grupo controle desempenhou seu treino habitual, evitando treinamento de força durante a temporada.Foi encontrada uma incidência possivelmente menor (23,7%; IC: 90%) por 1.000 horas de partidas no grupo experimental comparado ao controle. A diminuição na gravidade dos estiramentos fora substancialmente maior no grupo experimental em relação ao controle.
Horst et al.2015O grupo intervenção realizou 25 sessões do exercício nórdico dos isquiotibiais em um período de 13 semanas além do treinamento regular. Já o grupo controle executou somente seu treino regular.Houve diferença significativa nas taxas de incidência entre o grupo intervenção (0,25; IC 95%) e o grupo controle (0,8; IC 95%), P = 0,005. Na gravidade das lesões, a diferença entre os grupos intervenção e controle não foi estatisticamente significativa: t (22) = 0,374, P = 0,342.
Petersen et al.2011Além do treinamento de costume as equipes do grupo experimental realizaram 27 sessões do exercício nórdico isquiotibiais em um período de 10 semanas. O grupo controle executou apenas o treinamento de costume.Foram registradas 15 lesões no grupo experimental (12 novas e 3 recorrentes) e 52 lesões no grupo controle (32 novas e 20 recorrentes).

Fonte: Autor, 2020.

Esta revisão investiga o fortalecimento dos isquiotibiais para prevenir lesões no futebol. Entre os cinco estudos revisados, Arnason et al. (2018), Askling, Karlsson e Thorstensson (2013), e Hoyo et al. (2015), estudaram jogadores profissionais; Horst et al. (2015), estudou jogadores amadores e Petersen. (2011), dois tipos.

Pesquisa de Horst et al. (2015), o estudo com atletas amadores foi o primeiro a estudar a eficácia dos esportes nórdicos na prevenção de lesões a esses atletas, e constatou que a taxa de incidência foi reduzida significativamente. Neste estudo, a incidência de lesões durante a competição foi maior do que durante o treinamento. Este achado é consistente com as opiniões de Ekstrand et al. (2011), a proporção média do grupo controle foi de 27,5, enquanto a proporção média do grupo de treinamento foi de 4,1. (P<0,0001) Considere trauma e alongamento dos isquiotibiais.

Além disso, Arnason et al. (2018), e Petersen et al. (2011), encontraram uma boa resposta quanto à incidência de lesões. Pesquisa desenvolvida por Mjolsnes et al. (2014), os dados relatados comprovam que os resultados do estudo anterior estão corretos, enfatizando que um exercício físico nórdico de 10 semanas pode efetivamente melhorar a força excêntrica dos isquiotibiais de jogadores de futebol. Comparado com exercícios regulares, este exercício produz um maior torque excêntrico máximo nesses músculos, reduzindo assim o risco de lesões. Como a fraqueza muscular é um fator de risco para exercícios de alongamento, o treinamento excêntrico desempenha um papel importante porque pode melhorar a função muscular de acordo com a carga de trabalho.

Por sua vez, Askling, Karlsson e Thorstensson et al. (2013), constataram que, além de reduzir significativamente o número de lesões, também encontraram que o torque máximo do flexor do joelho no grupo de intervenção foi significativamente aumentado em relação ao grupo controle. ao controle. Também mencionaram que não é possível concluir se o efeito preventivo na lesão dos isquiotibiais pode ser atribuído à sobrecarga excêntrica.

Quanto à gravidade da lesão, além dos resultados obtidos por Hoyo et al. (2015), a maioria dos estudos foi observada, não há diferença significativa no efeito do treinamento de força excêntrica sobre este resultado. Esses autores concluíram que seu programa de exercícios de 10 semanas com base na carga concêntrica máxima e sobrecarga excêntrica pode reduzir efetivamente a gravidade da tensão dos isquiotibiais em jogadores de futebol juniores. É importante ressaltar que as amostras utilizadas são pequenas, com IC de 90%.

Nesta revisão de literatura, três dos cinco estudos relataram a recorrência de lesões após o exercício excêntrico. Peterson et al. (2011), observaram que intervenções baseadas em exercícios excêntricos foram muito eficazes na redução da incidência de lesões recorrentes, e sua carga de trabalho foi reduzida em cerca de 85%. No trabalho de Askling, Karlsson e

Thorstensson et al. (2013), também mencionam que dos 6 jogadores aposentados, 2 pertenciam ao grupo de treinamento e 4 pertenciam ao grupo de controle. No entanto, no estudo de Arnason et al. (2018), não houve diferença na taxa de recorrência de lesão entre o grupo de intervenção (36%) e o grupo de controle (39%, P = 1,0).

De acordo com a pesquisa de Peterson et al. (2011), concluíram que é fortemente recomendado o uso de exercícios nórdicos para exercitar a excentricidade dos músculos isquiotibiais, pois esse efeito preventivo é particularmente eficaz para atletas que sofreram lesões nos isquiotibiais. O trabalho de Proske et al. (2014), verificaram os resultados, que vão ao encontro de estudos anteriores, quando relataram que, dada a alta taxa de recorrência desse tipo de lesão, o uso do treinamento excêntrico para prevenir danos musculares causados pelo alongamento tornou-se uma opção relevante.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após consulta à literatura, parece que a análise da pesquisa mostra que a combinação de treinamento de força excêntrica pode reduzir o número de alongamentos de isquiotibiais em jogadores de futebol.

No entanto, poucos estudos mencionam a redução da gravidade dessas consequências após a implementação de um programa de treinamento excêntrico, e apenas um dos estudos neste estudo relatou o estudo.

Dada a alta incidência e recorrência do futebol, é necessário investir em uma estratégia para prevenir isso. Também é necessário considerar medidas preventivas, considerando a relação entre a habilidade pessoal do atleta e suas necessidades de exercícios físicos.

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