FISIOTERAPIA PREVENTIVA NA DOR LOMBAR EM ENFERMEIROS QUE TRABALHAM NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Thaís de Araújo Prestes
Stella Corrêa dos Santos
Jeronice Rodrigues

¹Thaís de Araújo Prestes, Graduanda do Curso de Bacharel em Fisioterapia no Centro Universitário– FAMETRO.
¹Stella Corrêa dos Santos, Graduanda do Curso de Bacharel em Fisioterapia no Centro Universitário– FAMETRO.
²Jeronice Rodrigues, Orientadora do TCC, docente do Curso de Fisioterapia No Centro Universitário – FAMETRO.


RESUMO

Introdução: Os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) em especial a dor lombar é um problema em que os profissionais de enfermagem que trabalham na unidade de terapia intensiva enfrentam. Os referidos profissionais tem desenvolvido risco para essa alteração osteomuscular, tornando-se necessária ações preventivas. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura nas bases de dados PUBMED, LILACS, SCIELO, relativo aos anos de 2010 a 2020, livros e outras revistas, utilizando os descritores: fisioterapia; doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho; dor lombar; fatores de risco em enfermeiros; UTI e seus correspondentes em inglês. Resultados: Os enfermeiros que trabalham em unidade de terapia intensiva apresentam maior prevalência de sintomas osteomusculares na região lombar. A fisioterapia desempenha um papel importante para ações preventivas como alongamentos, orientações sobre usar posturas adequadas durante a execução do seu trabalho e por fim adaptar o ambiente de trabalho para qualidade de vida desse profissional. Conclusão: O fisioterapeuta é o profissional indicado para elaboração de tratamento por meio de medidas preventivas, no sentido de minimizar o agravamento dos sintomas da dor lombar e colaborar para melhoria das condições de trabalho e vida dos enfermeiros.

Palavras-chave: Dort; Fisioterapia; Prevenção; Uti; Enfermeiros;

ABSTRACT

Introduction: Work-related musculoskeletal disorders (WMSD), especially low back pain, is a problem that nursing professionals who work in the intensive care unit face. These professionals have developed a risk for this musculoskeletal disorder, making preventive actions necessary. Methodology: A literature review was carried out in the PUBMED, LILACS, SCIELO databases, for the years 2010 to 2020, books and other magazines, using the descriptors: physiotherapy; musculoskeletal diseases related to work; backache; risk factors in nurses; ICU and its English correspondents. Results: Nurses who work in the intensive care unit have a higher prevalence of musculoskeletal symptoms in the lower back. Physiotherapy plays an important role for preventive actions such as stretching, guidance on using appropriate postures during the performance of your work and, finally, adapting the work environment to the quality of life of this professional. Conclusion: The physiotherapist is the professional indicated for the elaboration of treatment through preventive measures, in order to minimize the worsening of low back pain symptoms and collaborate to improve the working and living conditions of nurses.

Keywords: Dort; Physiotherapy; Prevention; Icu; Nurses;

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INTRODUÇÃO

As afecções músculosesqueléticas relacionadas ao trabalho, que no Brasil são denominadas Lesões por Esforços Repetitivos (LER), e atualmente de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), representam o principal grupo de agravos à saúde, entre as doenças ocupacionais do país. LER/DORT são definidas como afecções musculoesqueléticas onde o ambiente e condições de trabalho contribuem para seu aparecimento, e podem piorar por causa dessas mesmas condições. (MARTINS E FELLI 2013).

De acordo com Mazullo et al,. (2010) as LER/DORT atualmente são as causas de afastamentos dos enfermeiros que trabalham nas unidades de terapia intensiva. Seu local de trabalho é um ambiente hospitalar stressante e agressivo, com fatores de perigo e inadequações ergonómicas. A sua rotina de trabalho é intensamente direta, exigindo do seu esforço fisico e facilitando as distúrbios osteomusculares relacionadas ao trabalho.

Segundo Ribeiro et al,. (2012) os fatores de perigo para desenvolver lesões musculoesqueléticas entre esses profissionais de enfermagem são o uso de posturas inadequadas, banho em leito, movimentos repetitivos em membros superiores, administração de medicamentos e mudança de decúbito, o que acaba levando a sobrecarga biomecânica causando dor ou desconforto muscular.

A Dor Lombar ou lombalgia é definida como uma dor entre a margem inferior da 12ª costela e a linha glútea inferior. Causa um quadro de dor, desconforto, fadiga ou rigidez muscular no terço inferior da coluna vertebral com duração e intensidade variáveis. Apenas 10% das lombalgias têm causa específica, e a maioria dos casos é classificado como inespecífica. (CARGNIN et al., 2019).

De acordo com o Schmidt e Dantas (2012) a dor lombar resulta em traumas acumulativos e os profissionais de enfermagem estão mais suscetíveis ao risco para desenvolver dor lombar, devido a inadequação do ambiente de trabalho. Diante disso é importante apresentar ações preventivas como adotar postura adequada e adaptar o ambiente de trabalho para qualidade de vida desse profissional.

A prevenção é uma das ações que têm sido mais discutidas atualmente no que diz respeito ao combate dos DORT; porém suas causas estão sendo reconhecidas e poucas ações preventivas têm sido realizadas. E, devido ao grande destaque desses distúrbios entre as afecções ocupacionais, a atuação da fisioterapia nas empresas cresce a cada dia pela descoberta da importância do investimento em ações preventivas e por não estar o fisioterapeuta limitado, apenas, a curar e reabilitar. (FERREIRA et al., 2013).

Vários estudos apontam que o afastamento dos profissionais de enfermagem por LER/DORT está crescendo, precisando com urgência de identificação desses sintomas osteomusculares para o diagnóstico. O objetivo deste trabalho é descrever os principais fatores que levam a ocorrência de lesões músculo esqueléticas, identificar a dor lombar como uma das principais lesões que acometem os profissionais de enfermagem e por fim comprovar que a fisioterapia desempenha um papel importante para ações de medidas preventivas conforme a literatura.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo que foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica, de método hipotético e objetivo descritivo, que pretende identificar o conhecimento produzido sobre o tema referido. A pesquisa está dentro dos termos éticos de acordo com a lei196/12, na qual será utilizada literaturas atualizadas respeitando os direitos autorais dos seus respectivos autores, mediantes as normas da ABNT. Foram incluídos artigos científicos publicados de 2010 a 2020, publicados na língua portuguesa e língua inglesa abordando o tema. A busca foi realizada pela internet no período de setembro a novembro de 2020 nas bases de dados: Scientific Electronic Library Online (Scielo), PUBMED (National Library of Medicine), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciencias de Saúde (LILACS). Também foram inseridos livros e revistas que abordam assuntos sobre o tema.

Para a exclusão deste projeto, realizou-se uma revisão literária, por meio de entrelace de Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Fisioterapia; distúrbios osteomusculares; fatores de risco; enfermeiros, UTI, onde foram excluídos os artigos relacionados a outros temas. A busca realizada no mês de setembro a novembro, onde foram encontrados 40 artigos que referiam a fatores associados à temática em questão.

Após buscar as informações dos artigos restaram 18 artigos compatíveis com a pesquisa, sobre o tema abordado. Para a análise quantitativa do levantamento literário para obtenção de dados foi utilizado o programado Word no qual foi abordado e utilizado o resultado do estudo, e os artigos pesquisados através do cruzamento dos descritores para certificar que todos os artigos incluídos tratassem do tema proposto, assim facilitando a busca na internet das informações para pesquisa.

Fluxograma 1- Fluxograma de seleção (inclusão e exclusão) dos artigos no estudo de revisão nas bases de dados.

RESULTADOS

A tabela I apresenta um resumo dos estudos selecionados, sendo artigos com características metodológicas contemplado com estudos transversais.

Tabela I – Características dos estudos selecionados

AutorTipo de EstudoResultados
Cortez LS e Rafael RMR. (2011)Estudo de prevalência, exploratório com
desenho transversal. Para a realização desta pesquisa foi utilizado o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares já validado no Brasil.
Das participantes, 94% referiram algum tipo de sintoma osteomuscular nos últimos 12 meses.
As mais elevadas prevalências desses sintomas, segundo as áreas anatômicas, foram: região lombar (78,8%), ombros (57%), joelhos (37,4%) e região cervical (32,3%).
Ribeiro et al.,
(2012)
Estudo de corte transversal estimou a
prevalência de distúrbios
osteomusculares relacionados ao
trabalho em 308 auxiliares e técnicas de
enfermagem em Salvador, Bahia.
A prevalência de DORT em pelo menos um
segmento corporal foi de 83,4%. As principais
regiões corporais acometidas foram: lombar
(53,9%), pernas (51,9%), pescoço (36,4%),
parte alta do dorso (35,7%) e ombros (33,8%);
Ribeiro CR.,
Meneguci J.,
Meneguci
Cag.,
(2019)
Estudo transversal, envolvendo 81
profissionais da equipe de enfermagem
do Hospital Regional Antônio Dias,
Patos de Minas-MG, de maio a agosto
de 2017.
Houve uma prevalência de lombalgia de 71,6%
nos profissionais de enfermagem.
Rocha
et al.,
(2013)
Trata-se de um estudo descritivo e
transversal, realizado com 60 técnicos de
enfermagemde um ambiente hospitalar,
com uma idade média de 32,8 ± 8,9 anos,
e com predomínio do sexo feminino
(93,3%).
A prevalência de dor em algumas regiões do
corpo nos últimos 12 meses foi de 63,3% na
região lombar, 56,7% em tornozelos e pés e
51,7% em ombros. Nos últimos 7 dias 38,3% dos
indivíduos sentiram dor nos tornozelos e pés e
16,7% faltaram ao trabalho por conta de dor nos
joelhos.
Serranheira
(2012)
Foi utilizado um questionário,
respondido em 2011, que abrangeu
2.140 enfermeiros inscritos na Ordem
dos Enfermeiros (Portugal), tendo-se no
presente estudo apenas analisado as
respostas relativas a 1.396 enfermeiros a
trabalhar em hospitais.
Os resultados evidenciam uma prevalência
elevada de sintomas de DORT na região lombar
presentes nos últimos 12 meses (60,9%) e nos
últimos 7 dias (48,8%).
Santos PM.,
Martins R.,
Serranheira
F.
(2016)
Estudo transversal, descritivo
correlacional e quantitativo. Numa
primeira fase foi aplicado um
questionário sobre lombalgia a 135
enfermeiros de um hospital em Lisboa.
Posteriormente foi realizada uma
avaliação clínica a 48 desses
enfermeiros
Os resultados evidenciam uma elevada
prevalência de lombalgia (60.7%) nos
enfermeiros da amostra. O “posicionamento
/mobilização do doente na cama”, o “levantar o
doente da cama sem ajuda mecânica” , o
“trabalho de pé” , o “inclinar e rodar o tronco” e
a “manipulação de cargas” revelaram-se
influentes na dor lombar.
Silva et al.,
(2017)
Estudo de caráter quantitativo,
transversal e foi realizado por meio de
entrevista. A amostra foi composta por
todos os 44 profissionais de
enfermagem das duas UPA.
A população amostra foi composta por 35
enfermeiros, onde 26 são do sexo feminino. A
região pescoço/região cervical apresentou maior
incidência seguida da dor lombar. A ginástica
laboral pode ser uma alternativa que pode ser
adotada.
Souza et al.,
(2015)
Trata-se de um estudo quantitativo,
analítico e transversal. Constituiu-se de
31 servidores do Hospital das Clinicas
da Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto da Universidade de São Paulo e da
Unidade de Emergência de Ribeirão
Preto.
A prevalência das queixas osteomusculares tinha
relação com os joelhos, seguida das relacionadas
aos ombros e lombar.
Souza et al.,
(2020)
Trata-se de um estudo descritivo,
exploratória, com abordagem
quantitativa, realizado por meio de um
Questionário Nórdico de Sintomas
Osteomusculares (QNSO). A coleta de
dados ocorreu em um Hospital Estadual
da cidade de Luzilândia- Piauí, com 21
profissionais da equipe de Enfermagem.
A dor foi mais prevalente na região lombar, em
especial naqueles que trabalha em pé, quando
inclinar o tronco, da repetitividade das
mãos/dedos e precisão com os dedos. Aplicar
força com as mãos ou dedos, manipular cargas
entre 1-4 kg, manipular cargas superiores a 4
KG, levantar e deslocar cargas entre 10- 20 KG,
levantar e deslocar cargas superior a 20 KG e a
intensidade da dor a maioria respondeu que
muito se relaciona de forma moderada.

Com os resultados obtidos, foi possível identificar que os enfermeiros que trabalham em unidade de terapia intensiva apresentam maior prevalência de sintomas osteomusculares na região lombar. Vários estudos apontam que o afastamento desses profissionais de enfermagem por LER/DORT está crescendo, precisando com urgência da identificação desses sintomas osteomusculares.

DISCUSSÃO

De acordo com o Ministério Da Saúde (2012) as DORTs se relacionam diretamente ao sistema musculoesquelético, promovendo alterações cinético-funcionais, no qual o trabalhador é totalmente dependente a estabelecidas condições de trabalho, como por exemplo sua carga horária de trabalho, no que acaba resultando o uso abusivo de suas estruturas anatômicas e pela falta de tempo o mesmo não procura por atendimento.

Cortez LS. e Rafael RMR. (2011) em um estudo transversal, entrevistaram 30 trabalhadoras de enfermagem no qual 94% referiram algum tipo de sintomas osteomusculares nos últimos 12 meses, e 72% nos últimos sete dias. A queixa mais comum foi a dor lombar. Segundo as participantes dentre os procedimentos os mais citados foi: a movimentação e o transporte de pacientes.

Atividades como posicionar/mobilizar o doente na cama e levantar o doente da cama sem ajuda mecânica, que se revelam estatisticamente influentes na presença de lombalgia nos enfermeiros, são também aquelas que os enfermeiros consideram mais difíceis de executar. Tarefas que impliquem inclinar ou rodar o tronco, deslocar ou manipular cargas pesadas e manter-se de pé, são os fatores que na opinião dos enfermeiros mais contribuem para o aparecimento das lombalgias. (SERRANHEIRA et al., 2012).

Conforme Rocha et al., (2013) deve ser dada uma maior atenção às posturas realizadas pelos profissionais de enfermagem durante as atividades laborais, principalmente nas atividades que exijem força e agilidade, devido à sobrecarga durante o manuseio dos pacientes. A associação de medidas preventivas no trabalho com períodos adequados de descanso, posturas corretas durante o atendimento e ginástica laboral, podem influenciar na redução dessas das dores lombar e colaborar para a promoção da saúde dessa classe de trabalhadores.

Souza et al., (2020) em seu estudo com 21 profissionais de enfermagem por meio do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares concluiu elevada prevalência de LER/DORT na região lombar em mulheres solteiras, técnicas em enfermagem entre 23 a 29 anos, com três a cinco anos no mercado de trabalho, no qual não praticavam nenhum tipo de exercício físico.

Embora posicionar o paciente no leito da UTI tenha sido considerada a atividade de maior risco, observou-se que, independente do setor de enfermagem, as posturas relacionadas a flexão do tronco, flexão do pescoço, elevação do ombro acima de 90˚, movimentos repetitivos – associadas ou não ao suporte de carga – sao utilizadas pela maioria dos trabalhadores. Em relação aos braços, posturas em abdução ou flexões além de 60 ° são consideradas extremas pois inclui o uso da força, principalmente em unidades de terapia intensiva. (ABDALLA et al,. 2014).

Segundo Ribeiro et al,. (2012) e Santos PM., Martins R., Serranheira F. (2016) os fatores de perigo para desenvolver lesões musculoesqueléticas entre esses profissionais de enfermagem são o uso de posturas inadequadas, banho em leito, movimentos repetitivos em membros superiores, administração de medicamentos e mudança de decúbito, o que acaba levando a sobrecarga biomecânica causando dor ou desconforto muscular.

De acordo com o Schmidt e Dantas (2012) a dor lombar resulta em traumas acumulativos e os profissionais de enfermagem estão mais suscetíveis ao risco para desenvolver dor lombar, devido a inadequação do ambiente de trabalho. Diante disso é importante apresentar ações preventivas como adotar postura adequada e adaptar o ambiente de trabalho para qualidade de vida desse profissional.

Participaram do estudo 81 profissionais da equipe de enfermagem, a prevalência de lombalgia nos profissionais de enfermagem foi de 71,6% (n=58). Essa situação ocorre, pelo fato que, estes profissionais realizam tarefas que incluem flexão do tronco, posturas estáticas e manuseios de objetos pesados. Em relação as condições de trabalho dos profissionais avaliados, 86,4% eram técnicos ou auxiliares, 74,1% possuíam tipo de horário fixo. Em relação a oferta de ginástica laboral, 69,1% afirmaram a presença da ginástica laboral, mas destes, apenas 35,7% participavam. (RIBEIRO CR, MENEGUCI J, MENEGUCI CAG., 2019).

De acordo com Pinto (2017) o fisioterapeuta como profissional capacitado, pelo qual estudou sobre o movimento do corpo humano como os fatores anatômicos, biomecânicos e fisiológicos de forma cinético-funcional tem a capacidade de avaliar e tratar as alterações que são acometidas aos trabalhadores diagnosticados com doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho.

De acordo com Gama (2012) e Silva et al., (2017) é de suma necessidade fazer programas junto ao fisioterapeuta do trabalho para prevenção e promoção da saúde de cada trabalhador. Intervindo nos fatores de riscos ergonômicos e no ambiente de trabalho. As ações preventivas incluem cartilhas, palestras e ginástica laboral para não evolução e agravamento dos sintomas, visando a melhoria e qualidade de vida do trabalhador.

Souza e seus colaboradores (2015) abordou que a fisioterapia é uma das grandes aliadas na prevenção de sintomas osteomusculares. Atuando em orientações voltadas para alongamentos de flexão e rotação de tronco, replanejando usar posturas adequadas durante sua jornada de trabalho com o objetivo de amenizar a dor lombar e os danos osteomusculares.

A fisioterapia e a reeducação do paciente são os alicerces para o tratamento da dor lombar, uma vez que esse tratamento torna-se eficaz na redução da dor, no aumento da capacidade funcional e no aumento da flexibilidade global, melhorando o quadro de lombalgia crônica e devolvendo ao paciente a melhora da qualidade de vida e retorno às suas atividades de vida diária e profissional.

Diante das pesquisas realizadas nota-se que as situações ergonômicas, má posturas, carga horária, são fatores que levam os enfermeiros que trabalham na UTI, adquirirem lombalgia, também se observou a importância de um profissional de fisioterapia para o tratamento da dor lombar focando no fortalecimento de toda a região da coluna, com intuito de proporcionar o alívio de dores desses profissionais.

CONCLUSÃO

O objetivo do trabalho foi apresentar os principais fatores que levam a ocorrência de lesões músculoesqueléticas, identificando a dor lombar como uma das principais lesões que acometem os profissionais de enfermagem que trabalham na UTI.

A fisioterapia é uma área voltada para tratar, prevenir e amenizar os distúrbios osteomusculares, no qual o trabalho do fisioterapeuta é de grande importância para atuar de frente a medidas preventivas e de tratamentos de patologias de cunho laboral, buscando a readaptação dos postos de trabalho, orientações com finalidade preventiva.

Por fim conclui-se que o fisioterapeuta é o profissional indicado para elaboração de tratamento por meio de medidas preventivas, no sentido de minimizar o agravamento dos sintomas da dor lombar e colaborar na melhoria das condições de trabalho e vida dos enfermeiros.

TABELAS E FIGURAS

Tabela I – Características dos estudos selecionados

Fluxograma – Metodologia

REFERÊNCIAS

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