FISIOTERAPIA NA PREVENÇÃO DOS RISCOS DAS QUEDAS EM IDOSOS

MÔNICA DOS SANTOS LIBÓRIO

Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia, Uninassau, para obtenção do título de Fisioterapeuta.
Orientador (a): Prof. Francisco Carlos Santos Cerqueira

DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a minha irmã, que sempre esteve empenhada em me introduzir no meio acadêmico e por ter me ajudado a escolher os caminhos dessa profissão, OBRIGADO.

AGRADECIMENTO
Meus agradecimentos a meus professores por ter me dado a honra de contemplar seus ensinamentos, meu orientador Carlos Cerqueira pela ótima didática e orientação aos meus trabalhos, a minha família por potencializar meus objetivos, em especial a minha prima que buscou trilhar o mesmo caminho e me manter firme às mesmas convicções do início.

Prof. Francisco Carlos Santos Cerqueira

EPIGRAFE
A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”
Albert Einstein


RESUMO

O envelhecimento é um processo natural onde existe a diminuição das funções do indivíduo, do idoso. É uma etapa mais vulneráveis fisiologicamente com destaque para os déficits do equilíbrio, a capacidade de regulação do corpo, incapacidades motoras e cognitivas, perda de massa e densidade óssea. Tudo isso, requer a atenção para os riscos que levam as quedas da pessoa idosa. O trato da fisioterapia na prevenção dos riscos das quedas em idosos. Oobjetivo é analisar se a intervenção da fisioterapia na prevenção desses riscos é o melhor caminho. Foi realizada uma pesquisa, por meio de revisão bibliográfica, que busca demonstrar que as intervenções propostas pela fisioterapia, utilizando exercicios para treinar o equilíbrio, como melhor caminho para a prevenção. Assim conclui-se que prevenir e por tanto diminuir os riscos de quedas que os idosos sofrem ao decorrer da vida, é devolvida também sua integridade, autonomia e subtraí relativamente o índice de complicações sofrida pelas mesmas.

Palavras-chaves:Idoso, Prevenção, Intervenção

ABSTRACT

Aging is a natural process where there is a decrease in the functions of the individual, the elderly. It is a more physiologically vulnerable stage with emphasis on balance deficits, the body’s ability to regulate, motor and cognitive disabilities, loss of mass and bone density. All this, requires attention to the risks that lead to the falls of the elderly person. The treatment of physiotherapy in the prevention of risks of falls in the elderly. The objective is to analyze if the physiotherapy intervention in the prevention of these risks is the best way. A research was conducted, through literature review, which seeks to demonstrate that the interventions proposed by physiotherapy, using exercises to train the balance, as the best way to prevention. Thus, it is concluded that preventing and therefore reducing the risks of falls that the elderly suffer throughout their lives, is also given back its integrity, autonomy, and subtracted from the rate of complications suffered by them.

Keywords: Elderly, Prevention, Intervention

1. INTRODUÇÃO

O envelhecimento da população já faz partes das discussões na sociedade. Os países que se encontram com altos índices de tal característica são prioritariamente os desenvolvidos e os que cursão este desenvolvimento. Estima-se que esse grupo, os idosos, tenderá a duplicar os números que existem hoje e o percentual das síndromes geriátricas, a exemplo das quedas com consequências para debilitação, internamentos até o seu leito de morte.

O processo do envelhecimento é uma decadência progressiva em que o indivíduo é acometido por um conjunto de alterações fisiológicas, que abrangem funções biológicas e físico motora, tornando-se grande característica, havendo diminuição de suas atividades por conta da perda de motricidade. Como de conhecimento isso ocorre por conta do descontrole de renovação de células saudáveis, ocasionando uma enorme perda dessas células, para um sistema que deveria haver duplicação, sendo assim as comorbidades costumam se apresentar em meio a isso.

A prevenção da funcionalidade do idoso é de suma importância, na devolução de sua independência, ele passa a se tornar mais ativo e reduz os riscos das patologias oportunistas, eventos de instabilidades deveram ser tratados corretamente para não ocorrer episódios de quedas, diante do grande número de óbitos e de complicações em decorrência das mesmas, sendo elas a de eventuais casos entre os idosos, alterando todo a rotina de vida desse indivíduo. Assim como existe causas internas e externas para tais incidentes, o que se põe em questão é o fator do equilíbrio, que por sua vez encontra-se deficitário.

O equilíbrio resume a habilidade do indivíduo de se assegurar a sua estrutura, programando e efetuando movimentos, mais para manter todo o controle, acontece uma interação dos sistemas vestibular, visual e somatosensorial, no posicionamento é apto ao sistema sensorial, em união do sistema motor, o sistema nervoso central trabalha na conexão das informações trazidas do sistema sensorial e barra impulsos errados, para o equilíbrio do corpo agir precisamente, então a interação de todos esses sistemas deve ser conjunto para não surgir problemas. Ainda que o envelhecimento possa ser diferente, existe uma variante no equilíbrio estático e dinâmico, o ato de se manter parado é mais desafiador para os idosos, sendo o equilíbrio estático difícil o índice de riscos e queda passa ser mais relevante nesse estado.

A Fisioterapia na intervenção dessa dificuldade procura buscar e demonstrar o melhor tratamento para que esse idoso possa viver da melhor maneira possível, as avaliações realizadas no idoso se têm pelo conjunto que estão envoltos além de escalas e teste desenvolvidos para ser entregue respostas quanto a isso, com inclusão é claro das demonstrações dos demais níveis de funcionalidade do idoso.

A pesquisa foi realizada através de revisão bibliográfica além de estarem inseridas teses e literaturas como base, com um número de artigos encontrados totalizando dez, dupla publicação de um, exclusão de dois, seguindo o critério de tempo de pesquisa ultrapassada, utilizando-se oito, bancos de dados: Pubmed, Lilacs, Pedro, no repositório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), revistas InterScience, Hupe, Redalyc, Cincantropom, Sciencedirect, buscando caracterizar melhor efeito a intervenção a partir de treinos de equilíbrio estático e dinâmico como fisioterapia preventiva envolvendo idosos dos dois gêneros com idades a partir de 60 anos. Para descoberta se a abordagem é o melhor caminho para se prevenir futuros riscos de quedas. Com a hipótese de que se o surgimento dos déficits causadores das quedas poderá ser resolvido através dos treinos de equilíbrio. Na busca da clara análise da intervenção de prevenção, na descrição do processo que leva ao nível deficitário, apontando as possíveis contribuições da fisioterapia nos meios intervencionas. Em justificativa de relevância da temática ao público, aos aperfeiçoamentos de conhecimento e de condicionamento da discussão do assunto, preenchendo lacunas no levantamento dos riscos e condutas preventivas para as quedas.

No primeiro capitulo foi estabelecido à introdução desta pesquisa, a que se tratou dos fatores relevantes e propósito do tema. O segundo conta com a revisão dos artigos selecionados para constar a importância de cada parte levando ao objetivo do estudo, onde serão exibidos estes pontos: Geriatria, Prevenção, Quedas, Equilíbrio, Fisioterapia. O terceiro é dirigido à intenção do assunto. O quarto demonstra a metodologia realizada na pesquisa e os motivos de seleção e exclusão dos artigos. O quinto apresenta evidências, analises, discussão e resultados. O sexto determina o desfecho da pesquisa. O sétimo possui as referências bibliográficas da pesquisa. Por conclusão, a toda ciência que se pode adquirir sobre a degeneração que levam aos déficits e propositalmente as quedas, mantendo o ímpeto de gravidade e suas consequências, foi colocado em ação a importância da prevenção realizada pela fisioterapia através dos treinos do equilíbrio.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Índice de envelhecimento.

O envelhecimento é uma questão bem discutida hoje em dia, devido as mudanças no índice demográfico, podendo estar sendo resultada das mudança dos recursos dentre os tempos e na ocorrência da grande queda do número de nascimentos, criando assim uma mudança no índice demográfico. De acordo com a pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2018), em 2043 um quarto da população deverá ter mais de 60 anos, enquanto a proporção de jovens até 14 anos será de apenas 16,3%. Assim a partir de 2047 a população deverá parar de crescer, contribuindo assim para o processo de envelhecimento populacional.

2.2 Descrição do processo fisiológico

O processo de envelhecimento por si se procede de forma inconvertível, e de diferentes maneiras, criando dimensões de degradações que para alguns pode estar geralmente ligada ao modo em que se envelhece. Segundo BRITO, LITVOC (2004 apud FECHINE, TROMPIERE et al, 2012, p.108), o envelhecimento é um fenômeno que atinge todos os seres humanos, independentemente. Sendo caracterizado como um processo dinâmico, progressivo e irreversível, ligados intimamente a fatores biológicos, psíquicos e sociais. Ainda seguindo a mesma linha para SHEPHARD (2003 apud FECHINE, TROMPIERE et al, 2012, p.112) a categorização funcional do idoso não depende apenas da idade, mas também de sexo, estilo de vida, saúde, fatores socioeconômico e influências constitucionais, estando provado, assim que não há homogeneidade na população idosa.

Por tanto SOUZA, OLIVEIRA (2015 apud OLIVEIRA, RODRIGUES, CARUSO, FREIRE et al, 2017, p.44) descreve que, devido a tais alterações, os indivíduos apresentam perda progressiva da capacidade de adaptação ao meio ambiente, surgem doenças ou estas se acentuam, alterando suas faculdades motoras e cognitivas.

2.3 Prevenção.

A prevenção é um meio que se encontra para diminuir ou cessar qualquer tipo de problema que estamos sujeito ou exposto. As quedas podem ser decorrência de diversos fatores, tendo como principal o déficits de equilíbrio, por tanto para preveni-las contamos com elaboração de técnicas e ferramentas de avaliação para predição.

Para (BERTOLINI, MANUEIRA, 2013, p.433) para prevenir as quedas, é necessário aprimorar as condições de recepção das informações sensoriais do sistema vestibular, visual e somatossensorial, de modo a ativar os músculos do sistema efetor e estimular o equilíbrio. Ainda Conforme (SHERRINGTON, TIEDEMANN, 2015, p.55) É importante entender a diferença entre uma ferramenta de previsão que visa simplesmente prever a probabilidade de queda e uma ferramenta de avaliação que pode ser usada para orientar a prescrição de intervenções. Ainda que se mostre necessário às ferramentas utilizadas para previsão de quedas em prol de uma melhor avaliação, não se dá por resposta os meios que se devem seguir na intervenção, seguindo com as considerações de LEIVA-CARO, SANTOS (2015 apud, OLIVEIRA, RODRIGUES, CARUSO, FREIRE et al, 2017, p.44 ) a participação do fisioterapeuta na atenção primária, é importante que este desenvolva atividades com intuito de estimular hábitos saudáveis de vida, como a prática de atividades físicas, incentive uma alimentação saudável, proporcione orientações domiciliares e intervenha na organização do ambiente com objetivo de reduzir riscos de quedas.

2.4 Quedas.

Quedas consiste na característica da fragilidade sofrida pelo ciclo de envelhecimento e morbidades. Partindo geralmente pelo modo como se envelhece, as disposições patológicas que o idoso possui e os riscos que o mesmo sofre. De acordo com o exposto de NASCIMENTO, DUARTE, ANTONINI, BORGES (2009 apud, CUNHA, LOURENÇO et al, 2014, p.23) observaram prevalência de 39,1% de quedas entre idosos, dentre os quais 37,9% apresentaram alteração do equilíbrio.

Com as morbidades o idoso também assumi o uso de medicamentos, na consequências de um segue o fato dessa interação aparente da medicação e os sistemas, então foram demonstrados no presente estudo exibido a partir do estudo sistemático de WOOLCOTT, RICHARDSON, WIENS, PATEL, MARIN, KHAN (2009 apud, CUNHA, LOURENÇO et al, 2014, p.27) o uso de drogas psicoativas mostrou aumento do risco de queda, especialmente para sedativos e hipnóticos, antidepressivos e benzodiazepínicos.

Ainda que se saiba dos risco internos e externo, CUNHA e LOURENÇO enfatizam também que os fatores que se associam as quedas é de complexa e depende de múltiplas possibilidades, tais como o cenário do estudo (comunidade ou instituição de longa permanência), o perfil do paciente e os modelos de estudo.

2.5 Equilíbrio.

O equilíbrio é como uma condição de homeostase, ele está diretamente ligado com toda a perspectiva de realização das nossas atividades. Ocorrendo pelo que se sabe, das interações de todos os sistemas, podendo ser corrompido pelo declínio de estruturas sistemáticas. Tal qual foi mencionado no estudo de (BERTOLINI, MANUEIRA, 2013, p.436) indivíduos que praticam atividade física, mesmo sendo de baixa intensidade, têm menor propensão de quedas com a melhora da mobilidade e equilíbrio, comparados com os inativos que têm suas perdas funcionais aceleradas comparadas com as dos ativos.

Ainda reforça que o controle postural é um aspecto básico para compreender a capacidade que o ser humano tem para exercer suas atividades e manter o corpo em equilíbrio nas situações de repouso (equilíbrio estático) e movimento, quando submetido a diversos estímulos (equilíbrio dinâmico), proporcionando estabilidade e orientação.

2.6 Intervenções de prevenção da fisioterapia.

A fisioterapia é uma área que abrange todos os níveis de atenção, por tanto a prevenção está incluída, meios avaliativos, técnicas para intervir e elaboração de programas fazem parte de todo esse sistema. Teoricamente se tratando de uma situação que ambos os lados devem ter iniciativa é o que pode se tornar crucial nesse ponto de respostas.

Podemos dizer que exercícios que incluam desafios ao equilíbrio são os que mais previnem e diminuem os riscos, segundo apresentado no estudo adaptado de (TIEDMANN, SHERRINGTON, 2015, p.57) o impacto nas quedas em estudos que incluíram um desafio moderado ou alto para o equilíbrio foi de 22%, enquanto não houve impacto geral nas quedas de programas que não incluíram esses componentes.

Dentre os meios avaliativos existem as ferramentas de antecipação de quedas, exibido no presente estudo de (SHERRINGTON, TIEDEMANN, 2015 p.55) The QuickScreen avalia riscos de queda, envolvendo avaliação de equilíbrio, sensação periférica e visão, além de abordagem de antigas quedas e uso de medicação, trazendo uma diferença entre usuários sobre os fatores de risco, assim pessoas com zero ou um fator de risco tinham 7% de chance de sofrer várias quedas no ano de acompanhamento, mas aquelas com seis ou mais fatores de risco tinham 49% de chance de várias quedas. Seguindo se coloca em meios avaliativos também a escala de Berg, que se equivale a quatorze tarefas, envoltos de equilíbrio estático e dinâmico, tendo como critério observação e pontuação que varia de 0-4 totalizando 56 pontos, informações como essa foi enfatizado no estudo de MIYAMOTO (2004 apud, AVEIRO, et al, 2010, p.120) que traduzi-o e adaptou para a cultura brasileira a Escala de Equilíbrio de Berg e determinou que é um instrumento de confiabilidade para avaliação funcional de idosos.

Na mesma perspectiva foi realizado teste em idosos praticantes de hidroginástica e ginastica para equilíbrio estático e dinâmico, (ALMEIDA, VERAS, DOIMO, 2010 p.58) apontando-se melhoras significativas do equilíbrio, por tanto foi realizado para equilíbrio estático exercícios simples propostos que demonstraram fatores facilitadores como a redução do peso corporal e eliminação da força de gravidade, facilitaram a manutenção do equilíbrio, e para o equilíbrio dinâmico foi avaliado através do 8 Foot Up and Go, que além da avaliação do equilíbrio dinâmico, também inclui agilidade do executante.

Ainda, conforme (BERTOLINI, MANUEIRA, 2013) tratando da avaliação a partir do teste de Tinetti subdividido em estático e dinâmico, incluía-se as variáveis funcionais de força muscular de membros inferiores, mobilidade/flexibilidade e equilíbrio, conforme protocolo de Silva, para idosos praticantes de atividades físicas em academias da terceira idade, correlacionado a outras abordagens foi apresentada uma diferença nos resultados em relação aos idosos sedentários, demonstrando-se, foi abordado que o indivíduo deveria sentar-se e levantar-se de uma cadeira, dar um giro de 360º, equilibrar-se ao estímulo que o avaliador aplicava no esterno e ficar de olhos fechados sem cambalear por dez segundos, ainda, para o Tinetti dinâmico, o idoso deveria caminhar em um corredor com três metros de comprimento e largura de 30 centímetros em seu ritmo normal e, em seguida, rápido, porém muito seguro e, se necessário, com dispositivos de auxílio à marcha usual.

2.7 Contribuições da fisioterapia.

Um programa foi selecionado para constatação de respostas, realizado para efetiva a eficácia de um programa de intervenção multifatorial para reduzir a incidência de quedas entre idosos, em comparação com uma intervenção breve, produzido por (PÉRULA, VARAS-FABRA, RODRÍGUEZ, RUIZ-MORAL, FERNÁNDEZ, GONZÁLEZ, PÉRULA CJ, ROLDÁN, DE DIOS e o Grupo de Colaboração de Estudos EPICA, 2012) utilizando centros na Espanha, foi selecionado idosos com mais de 70 anos, divididos em 2 grupos, grupo de intervenção por diversos fatores destacados em (aconselhamento individual, folheto informativo, oficina de exercícios físicos e visitas domiciliares), e grupo controle (breve aconselhamento individual e informações folheto).

No presente projeto realizado depois de 12 meses, nos resultados tiveram quedas no índice dos dois grupos, mais se mostrando mais relevante ao grupo de intervenção multifatorial sendo essa queda de quase a metade. Ainda que em termos de conclusão o programa não tenha se mostrado eficaz na redução desse risco por completo, ainda temos um belo exemplo de bons programas criados e da diversidade que podemos tratar a prevenção dos riscos de quedas.

2.8 Analise, Discussão, Resultados

2.8.1 Analise. Diante da realização desta revisão e ao analisar os dados, pode-se dizer que a prevenção de quedas em idosos dispõe de vários métodos avaliativos e técnicas, sendo ela feita através de treinos do equilíbrio subdivido em estático e dinâmico, podemos perceber que não existe predominância de tal área a ser executada, seja ela em solo, agua, ou de uma maneira como lúdica.

O idoso que se mantem ativo diminui relativamente qualquer tipo de problema relacionado ao envelhecimento. Por tanto por meio do mesmo foi visto que os treinos além de melhorar a qualidade de vida, riscos potenciais, ainda impulsionam as quedas das complicações e índice de mortalidades trazidas por um episódio de quedas e de sedentarismo.

2.8.2 Discussão. Coloca-se em discussão perante os índices do envelhecimento demográfico e o exposto dos episódios de quedas, a importância do quanto se deve recorrer ainda mais a busca de intervenções para priorizar essa classe que sofre com essas comorbidades relacionadas aos sintomas geriátricos.

A toda recorrência presente, as quedas tem sido um ponto chave na quebra de autonomia e dificuldades que a rodeia, o equilíbrio é umas das causas que leva ao episódio de quedas e de medo, a fisioterapia tem se mostrado uma resposta ainda mais viável a todo o tratamento de reabilitação, principalmente nessa fase, desde a parte avaliativa até seu tratamento e a criação de programas, realça-se o equilíbrio como presente no estudo, tem se apresentado boas respostas.

Porém ainda que nem todos os resultados sejam favoráveis, devido a tempo de atividade para que com aquele grupo de idoso, ou pelos obstáculos que os mesmos possam apresentar no decorrer da terapia, ainda sim se manteve em destaque dentre os diversos fatores associados.

2.8.3 Resultados. Com base nos resultados obtidos evidencia-se que o envelhecimento da população está passando por uma grande mudança, seja pela diferença dos gráficos, ou na suscetibilidade de risco que permeiam os idosos ser maior do que de uma pessoa jovem, a prevalência de quedas é quase 40% sendo ela parcialmente recorrente ao equilíbrio, pesquisas apontam que a prevenção baseia-se em meios de se manter em ativo, o desafio que potencializa o treino fundamentado no equilíbrio tem demonstrado um resultado de quase 25% dos demais.

No intuito de trazer melhores resultados escalas são utilizadas para avaliar tais pontos, que se demonstraram de alta confiabilidade, seguindo um treino mais elaborado a partir dessas ferramentas. Os programas criados para prevenção realizados de diferentes maneiras tem criado bastante relevância na demonstração de resultados e na constatação de veracidade em relação aos demais.

3. CONCLUSÃO

O artigo foi desenvolvido para abordar a prevenção contra quedas nos idosos, por meio de treinos de equilíbrio, sendo eles estáticos e dinâmicos.

Para tal, destacaram-se os seguintes pontos: Questões fisiológicas do envelhecimento contando com índices, importância da prevenção, relações entre quedas, equilíbrio e a fisioterapia no trato deste assunto, além da explanação de um programa realizado na comunidade para explorar o assunto e obter dados relevantes para as diversas pesquisas.

Nesta pesquisa pode verificar que na busca de respostas os autores obtiveram basicamente as mesmas respostas, se tratando de prevenção e especificamente de intervenção através de treinos de equilíbrio, resumido em uma palavra, à eficácia.

Ao finalizar este trabalho pode-se concluir que as prevenções são de suma importância para diminuir eventos de quedas, mesmo não sendo claro sendo elas prevenidas especificamente e exclusivamente através de treinos de equilíbrios, os resultados se mostraram altamente contextuais e ressaltáveis em termos de pesquisa e abordagem, também esclareceu que necessitamos de mais programas voltados sim para esse indivíduo e claro que obteve-se uma das maiores respostas de todo ser humano, que é a melhora da qualidade de vida do idoso e interatividade no meio social.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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